quinta-feira, 9 de julho de 2009

A Nível de Informe

Amanhã, sexta-feira, dia 10 de julho às 17 horas, ao lado do Teatro Nacional Claúdio Santoro, entre o teatro e a rodoviária, haverá uma manifestação de artistas da cidade e produtores culturais que tem os seguintes eixos:


1 - Contra o sucateamento dos espaços culturais de Brasília (Cine Brasília, Teatro Nacional, 508 Sul, Planetário, MAB - Museu de Arte de Brasília, Concha Acústica, Museu do Índio, Cine Itapoã, Teatro da Praça etc...).



2 - Protesto pela ausência de políticas culturais.



3 - Contra a inoperância da Secretaria de Cultura do DF.



4 - Pagamento imediato do FAC 2008.



5 - Encaminhamento das Conferências Distritais.



Apoio:



Fórum de Cultura do DF, Cooperativa Brasiliense de Teatro, Vladimir Carvalho, João Antônio de Lima e Humberto Pedramcini.



Esse é o recado da galera que está organizando:



"Quem viu? Quem sabe? Onde estão os cubos do Teatro Nacional criados por Athos Bulcão?

Se vocês está satisfeito(a) com a realidade que aí está, fique em casa. Se não, una-se a nós!"



"Eu vejo pessoas mortas" - Filme O Sexto Sentido



Abraços a todos;

Carlos Henrique.

Sexta Cultural Celebra o Dia Internacional do Rock

O projeto “Sexta Cultural”, promovido pelo Sindsep-DF (Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF), celebra nesta sexta-feira, dia 10.07, o Dia Internacional do Rock, comemorado em 13.07, com uma homenagem aos roqueiros nacionais. No show, o cantor e instrumentista brasiliense, Ronaldo Alencar, também apresentará composições próprias, além de uma seleção de POP nacional. A apresentação é no Espaço do Servidor, das 12h30 às 14h, com entrada franca. Vale dizer que o evento é aberto à comunidade em geral.

Mas porque 13 de julho? Foi no dia 13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior show de rock da Terra, o Live Aid - uma perfeita combinação de artistas lendários da história da música pop e do rock mundial, como Tina Turner & Mck Jagger. Além de contar com nomes de peso da música internacional, o Live Aid tinha um teor mais elevado, que era a tentativa nobre de conseguir angariar fundos para o combate a miséria e a fome na África. Dois shows foram realizados, sendo um no lendário estádio de Wembley em de Londres (Inglaterra) e outro no não menos lendário estádio JFK na Filadélfia (EUA). Os shows traziam um elenco de megastars, como Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Beach Boys, entre outros, alcançando uma audiência pela TV de cerca de 2 bilhões de telespectadores em todo o planeta, em cerca de 140 países. Ao contrário do festival Woodstock, tanto na sua primeira edição, como na segunda, o Live Aid conseguiu tocar não somente os bolsos e as mentes das pessoas, mas também os corações. Pete Towshend (The Who) e no show da Filadélfia, Joan Baez abriram o evento executando "Amazing Grace", com cerca de 101 mil pessoas cantando em coro o trecho "eu estava perdido e agora me encontrei, eu estava cego e agora consigo ver". Este show marcou também a única reunião dos três sobreviventes da banda Led Zeppelin, Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones, com a presença ilustre de Phil Collins na bateria. No final deste show, Mick Jagger e Tina Turner cantaram juntos "State of Shock" e "It's Only Rock and Roll", com Daryl Hall, John Oates e os ex-integrantes dos Temptations, David Ruffin e Eddie Kendrichs fazendo os backing vocals. Foi realmente um momento único na história do ROCK! O Live Aid conseguiu em 16 horas de show acumular a incrível cifra de 100 milhões de dólares, totalmente destinados ao povo africano. Isso é a cara do ROCK AND ROLL!ATITUDE!!!

Serviço:

Evento: Sexta Cultural

Dia: Sexta-feira, dia 10 de julho de 2009

Local: Espaço do Servidor, Esplanada dos Ministérios, entre o Ministério do Planejamento, bloco "C" e o Ministério da Agricultura, bloco "D"

Horário: De 12:30h às 14:00 h.

Entrada Franca

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Filho da revolução – Carlos Marcelo

Por Daniel Farinha

Lembram-se disso?? Então… há umas duas semanas eu terminei de ler o livro. Demorei para escrever porque estava negociando aí uma entrevista com o Carlos Marcelo, mas isso vai ficar para depois.Carlos Marcelo

Bem… sobre o livro Renato Russo: O Filho da revolução, é o seguinte: COMPRE URGENTEMENTE e LEIA.

Eu não sou muito de falar o que eu acho de um livro porque se a pessoa não leu ainda, pois creio que eu corro o risco de direcionar a leitura…

- Como assim, Farinha?

Tipo… se eu falar que o livro é triste, a pessoa fica procurando tristeza no livro. Se eu falar que o livro é incoerente, a pessoa vai ficar procurando incoerência no livro. Entendeu? Não?? Então lasque-se… Bem, eu acho isso porque comigo é assim…

Mas sinto-me obrigado a falar do livro do paraibano radicado em Brasília, Carlos Marcelo. O livro é sensacional. Muito bem escrito, com detalhes históricos que alcançam o objetivo do autor: mostrar os fatos que formaram o artista Renato Russo.

As 416 páginas contém imagens sensacionais de Renato e de toda a turma que, conforme as palavras do próprio autor, desceu do bloco para fazer barulho e agitar a cidade. É muito importante saber, e eu acredito que o Carlos Marcelo conseguiu demonstrar, que Brasília era, nas décadas de 60 e 70, uma cidade que formava uma identidade ainda, não tinha muitas opções de diversão e distanciada de acontecimentos. O que era criado em Brasília ficava limitado às asas do avião.  Essa situação é importantíssima pra entender a intenção do livro.

Sei que não sou muito referência para me emocionar e chorar, até mesmo porque eu choro até em inauguração de supermercado, mas admito que o choro veio na garganta por 4 passagens do livro e no final. Talvez o livro tenha um impacto diferente em quem realmente sabe o que é CONIC, Colina, Superquadra, Lago Sul, Lago Norte,  Escola Americana, Cultura Inglesa, CEUB, Radikaos, UnB, Teatro Galpão, 103, 202, 303 sul, 105 norte, 315 sul, SDS, SQS, Unidade Vizinhança, Gilberto Salomão, W3, Asa Sul, Asa Norte, Plano Piloto, Cine Karim, Brasília Rádio Center, etc… Talvez o pessoal do Rio de Janeiro achei mais emocionantes os momentos em que Renato está na Ilha do Governador. O livro, além de retratar a vida de Renato, relata com muitos detalhes o desenvolvimento de Brasília nos primeiros 25 anos. Para mim, que peguei os últimos 6 anos desse 25, isso faz com que o livro tenha mais identidade com quem é de Brasília.

Bem… não marque toca, compre o livro,  leiam, confira o perfil twitter do Carlos Marcelo aí em cima (só desconsiderem a bossa nova, por favor… hehehehehe). Se realizar-se, a entrevista com o autor estará aqui.

Satisfações…

terça-feira, 7 de julho de 2009

Cobertura do FIB #3/2009 [Dia 03 - Pop]

FIB3-logo Chegamos ao último dia, leia no fim deste post considerações sobre essa edição do festival, mais antes, uma entrevista com Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest.

P.S.: Um fotógrafo que esquece pilhas sobressalentes se equivale a um motorista que anda sem gasolina ou a um guitarrista que anda sem cordas extras. Esse idiota sou eu, que só tenho fotos do Nando Reis e do Jota Quest graças à colaboração do amigo André Rocha. Quase fui “liquidado”!

OS SHOWS

Di Boresti:

Desculpe galera, não consegui chegar a tempo para ver o show de vocês. Quem conseguiu ver, posta nos comentários para gente. Obrigado!

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Nando Reis:

Nando Reis, o bicho de goiaba que as mulheres insistentemente adoram chamar de lindo – mundo estranho não? –, pôs o FIB abaixo com um show arrebatador. O Sr. Reis colocou o frio prá correr e a platéia para dançar e se emocionar, era fácil ver as moçoilas com lágrimas nos olhos em canções como “Relicário”.

Absoluto em sua terceira passagem pelo Festival de Inverno demonstrou o porque de estar no palco do evento em sua três edições. A fabulosa apresentação mesclou canções clássicas com as novas em um set que contou com “Hi, dri”, “Espatódea”, “Drês”, “Sou Dela”, “All Star”, “Relicário”, “N” e “O Mundo É Bão Sebastião”.

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Clique nas figuras para vê-las em uma melhor resolução.

Crédito das fotos: André Rocha

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Magoo:

Excelente show, os que conhecem a banda sabe que não poderia ser diferente. A Magoo pôs todo mundo para dançar, enquanto o Jota Quest preparava para subir ao palco. Sem precedentes tocaram hits do pop rock nacional e internacional. Parabéns!

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Jota Quest:

Não acompanho o trabalho do Jota Quest desde seu terceiro álbum (oxigênio), simples assim, perdi a sincronia com a massa criativa deles. Mas como uma coisa não significa a outra, a apresentação foi ótima, com um Flausino empolgado, agradecendo por “encerrar um festival lindo, estrutura sensacional e pelo público ter vindo”! A energia que fluía do palco contagiava a platéia que retribuía com muita animação, e cantava em uníssono sucessos como: “Só Hoje”, “Encontrar Alguém”, “Além do Horizonte”, “Na Moral” e “Dias Melhores”, além das novas “Vem Andar Comigo”, o novo single “Seis e Trinta” e o hit “La Plata” que abriu o show ao som de “Besame Mucho” da mexicana Consuelo Velásquez.

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evista Entrevista Entrevista Entrevista Entrevista Entrevista Entrevista Entrevis

Rogério Flausino, simpático, 37, mineiro, nos recebeu para um bate papo bacana, confira:

Como você analisaria o rock dos anos 80, 90, caminho que tomou e como está hoje?

Estou a 10 dias fora de casa, fizemos 12 shows, aproveitei para ler o livro do Renato Russo, escrito pelo Carlos Marcelo. Bom demais saber sobre a época.

Os anos 80 foram uma virada magnífica. Primeira geração pós-militar (ditadura). Foi um movimento musical genial, colorido e super diverso. Tínhamos Barão Vermelho com os Rolling Stones, Os Paralamas do Sucesso com Reggae, The Police e pós-punk e Brasilia do Renato Russo punk que gostava de progressivo.

Nos 90, nossa turma também era diversa. Era o Recife com Nação Zumbi, Minas com Skank, Jota Quest e Pato Fu. No Rio, O Rappa e Marcelo D2 com composições maravilhosas. No finalzinho da parada apareceu o Charlie Brown Jr. Período fértil!

Estamos aí, no final dos anos 2000, com o problema de que cada vez temos menos bandas reveladas. Acabou a grana das gravadoras. Na nossa época contrataram a gente, o Gabriel Pensador, Planet Hemp e etc, éramos uns 15 contratados que para continuar precisávamos dar certo. Da nova safra temos a Pitty, Los Hermanos e esses meninos novos que vieram cola do CPM22 como o NX Zero.

O problema da renovação não foi a falta de criatividade, a panela está fervendo e vai explodir daqui a pouco. Esse é o momento, as gravadoras se reinventaram, os selos e sites independentes irão se profissionalizar e lançar artistas. É assim agora, o ano 2000 foi um aprendizado para todos.

A nova safra de rock será algo inimaginável, melhor do que foi nos anos 80. Por exemplo, a galera de Brasília só tinha acesso ao que os pais traziam de fora, todo mundo sabe disso e deu no que deu. A molecada antes não tinha acesso, hoje um garoto de cinco anos de idade, tem toda a informação do mundo através da internet. O que esse menino será com 15 anos? Vai aparecer muito Renatinho Russo, Cazuza e etc. Os Los Hermanos mesmo, são caras avançados para a época.

Brasília ainda é a cidade do Rock?

Aquele momento não vai voltar nunca mais, assim como a cena de Belo Horizonte que botou Sepultura no mundo. São outros tempos. A energia de Brasília continua existindo, mas se misturou, camuflando com todos os outros movimentos no Brasil.

O Brasil e a população cresceram demais. Brasília não é mais, assim como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte também não é mais, nenhum lugar mais é porra nenhuma. É uma mistura geral.

A gente tem uma história com Brasília que é fantástica, o último show que fizemos aqui (21/04/09) foi um dos mais importantes da nossa vida.

Como está a recepção de La Plata, o álbum e a turnê?

Lançamos o La Plata em novembro e estamos indo bem nos shows. No lançamento começou todo mundo assustado depois a coisa virou. A gravadora queria que começássemos com uma balada, daí dissemos não. Perguntaram porque fazíamos a coisa da forma mais difícil, nossa resposta é que não é bem assim, existe um conceito, uma idéia e não uma música à toa, ela é tão importante que é o nome do disco. Essa é a música!

O que ia aconteceu é que o álbum saiu no meio de uma na crise, caiu no meio do furacão. Literalmente, é um disco que fala do momento no qual ele foi lançado. Foi uma virada de ano tensa, uma piração!

Depois de “La Plata”, veio “Vem Andar Comigo”, que é do estilo do Jota Quest, flores que estão no caminho e tal. Eu já tinha há um tempo, esperando para entrar, entrou neste álbum e bombou.

Agora a gente tá virando a terceira musica “Seis e Trinta”, hojes vocês vão ouvir no show. É uma música, diferente de tudo que a gente já tinha feito, não sabíamos como iria soar. Foi uma votação dos fãs e ela ganhou, está indo bem!

Tocamos em 17 estados em oito meses, que dá mais de 80 apresentações. Norte, Nordeste e Centro Oeste estão atentas e querendo saber mais, até porque a gente não ia muito a esses lugares. A galera está antenada, fazendo perguntas coerentes e procurando saber sobre o disco. É uma molecada esperta e com o release do nosso disco na mãos.

Estamos animados, La Plata está começando a ficar forte e fazendo efeito nas pessoas.

É possível fazer um paralelo entre o J.Quest do Planeta dos Macacos e o Jota Quest do La Plata?

O Jota daqui é o mesmo de lá. Estamos mais velhos, com dor no joelho, dor nas costas, dentes amarelos e cabelos brancos, essas coisas, mas com a mesma idéia de que podemos mudar o mundo, ainda acreditando. É cada dia a mais com a vida batendo na sua cara e dizendo: filho acorda, o sonho acabou. O sonho acabou!

De um lado o utópico que acha que tudo vale, do outro, o desce daí sô. É o cerol que trás a vida prá baixo, lá do Rappa. É meio isso, mas não vamos parar não!

Ontem (04/07) vimos uma parada muito legal, o Biquini Cavadão em ação, entrando no palco as quatro e pouco da manhã encerrando um festival no Piauí com 20.000 pessoas, seis horas da manhã ainda tava todo mundo lá, sacou? O Biquini ta descendo o pau por onde passa, eu já tinha escutado que eles estava assim, agora eu vi. É uma banda com 25 anos de carreira, que foi comendo pelas beiradas. O Bruno tem 42 anos, um batalhador. O Capital está fazendo o mesmo, tem também os Paralamas, é assim, estamos todos mais fortes do que nunca.

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Clique nas figuras para vê-las em uma melhor resolução.

Crédito das fotos: André Rocha

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A terceira edição do Festival de Inverno de Brasília chegou ao fim com muitas novidades e acertos. André Fratti, idealizador do evento, confidenciou-me no início do ano que estava desanimado, e pensando em desistir do projeto. O sorriso largo de André ao final do show do Jota Quest indica que esse pensamento não deve mais passar pela sua cabeça.

A feliz escolha das atrações, resposta do público, apoio público, privado e o formato que parece estar perto do ideal, inclusive em relação à estrutura e localização, mostraram que o FIB está no caminho certo e merece figurar na agenda de eventos anuais a serem realizados na cidade.

A animosidade em relação a algumas atrações é descabida, ainda mais se levando em consideração que um festival não é só para curtir shows, mas também para interação social. O valor de R$ 30,00 por dia para um evento deste porte deve ser considerado, pois geralmente se paga o mesmo ou a maior por uma única atração nos espaços da cidade. Eu defendo o Festival de Inverno desde a sua criação por gostar de sua proposta que é a de misturar gêneros musicais e privilegiar a apresentação de artistas que não tocam em Brasília com freqüência. E justamente por estar desde o início envolvido na divulgação e cobertura, me sinto à vontade para elogiar ou criticar quando for necessário.

OBS.1: O artista do evento foi o Michael Jackson, lembrado por todos os artistas que se apresentaram e presença constante nos telões do FIB nos intervalos e encerramentos.

OBS.2: Os melhores shows em minha opinião foram: Biquini Cavadão, Ultraje a Rigor e Nando Reis.

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Gostaria de agradecer a André Fratti (Vibe Entretenimento) e sua equipe; e, Jaqueline Dias (Tato Marketing) e seu staff. Bem como os artistas e amigos que sempre colaboram no N.R.D.R. de alguma forma na cobertura deste tipo evento.

Como diria o André, nos vemos em 2010!

Pré-Lançamento do Festival Cine Periferia

A partir de hoje, terça-feira dia 07/07, estará acontecendo o pré-lançamento do Festival Cine Periferia Criativa 2009. A cúpula do Museu Nacional da República vai ser transformada em tela de cinema para a exibição dos melhores filmes da edição passada do festival. O objetivo do Cine Periferia, realizado pela Central Única das Favelas (CUFA) há três anos, é fortalecer as produções nacionais. A edição também marca o lançamento oficial das inscrições para a Mostra de Vídeos e Festival de Videoclipes Cine Periferia Criativa 2009. O projeto deste ano engloba essa mostra no museu, o cinema itinerante em cidades como Estrutural, Arapoanga e Itapoã, e finaliza com o festival, que acontece em outubro, segundo a organização. Além da exibição de filmes e abertura das inscrições para o festival, o público pode conferir a exposição fotográfica Além das Telas, do fotógrafo Hugo Rocha. São cerca de 15 fotografias tiradas durante as mostras itinerantes de vídeos que precederam a de 2008.

Programação:
Dia 07 - 18h ás 20h
Olhos verdes coração negro - DF (10 min.)
7 Minutos - RJ (10 min.)
Bem vigiado - DF (14 min.)
Dia das crianças - RJ (4 min.)
Filmes premiados do Festival Internacional Curtas Curtíssimos 2008/2009

Dia 08 - 9h às 11h
Bem vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

11h às 13hs
L.A.P.A - RJ (75 min.)
7 minutos - RJ (7 min.)

15h às 17h
Bem Vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

17h às 19h
Favela no ar - SP (52 min.)
Carolina - SP (14 min)
Uma mãe como eu - RJ (15' 06")
Vida nova com favela - RJ (12' 23")

Dia 09 - 9h às 11h
Bem Vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

11h às 13h
L.A.P.A - RJ (75 min.)
7 minutos - RJ (7 min.)

15h às 17h
Bem Vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

17h às 19h
Favela no ar - SP (52 min.)
Carolina - SP (14 min)
Uma mãe como eu - RJ (15' 06")
Vida nova com favela - RJ (12' 23")

Dia 10 - 9h às 11h
Bem vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

11h às 13h
L.A.P.A - RJ (75 min.)
7 minutos - RJ (7 min.)

15h às 17h
Bem vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

17h às 19h
Favela no ar - SP (52 min.)
Carolina - SP (14 min)
Uma mãe como eu - RJ (15' 06")
Vida nova com favela - RJ (12' 23")

Dia 11 - 15h às 19h
Bem vigiado - DF (14 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Narciso Rap - SP (18 min.)
Carolina - SP (14 min)
L.A.P.A - RJ (75 min.)

Dia 12 - 18h ás 20h
Bem vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ


Sinopses:

Olhos verdes, Coração Negro
Filme resultado da oficina de áudio visual ministrada pelo SESC/DF em Parceria com a CUFA DF sob orientação de Adirley Queiroz.

7 minutos (RJ)
Ficção
Direção: Cavi Borges, Júlio Pecly e Paulo Silva
Sinopse: Curta filmado em plano seqüência, que mostra o acerto de contas entre dois traficantes.

L.A.P.A (RJ)
Documentário
Roteiro: Cavi Borges e Emílio Domingos
Sinopse: Lapa: Bairro boêmio do Rio de Janeiro, tradicional reduto de sambistas. Hoje é, também, ponto de encontro de MCs e dos amantes do Rap em geral. L:A:P:A: um filme sobre o bairro da Lapa; um filme sobre o Rap carioca.

Pretinho Babylon (RJ)
Ficção
Direção: Emilia Domingos e Carlos Vinicius
Sinopse: Pretinho Babylon é um rastafari guerreiro, que sai da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro de bicicleta, vendendo seus vinis, a fim de conseguir uns trocados para pagar suas dívidas.

Favela no ar (SP)
Documentário
Direção: Ivan Vale Ferreira / 2007
Sinopse: Uma co-produção internacional entre a brasileira 13 Produções, a dinamarquesa Rosforth e a sueca Stocktown. Favela no Ar retrata, na lata, o despertar do jovem pobre paulistano para a consciência social. É o capítulo paulistano da história cultural do respeitado rap nacional na voz de seus principais expoentes.

Carolina (SP)
Documentário
Direção: Jeferson Dê - Ano 2003
Sinopse: A vida de Carolina Maria de Jesus que escreveu um diário a respeito do cotidiano da favela na década de 60 e que foi transformado em seu livro. Apesar do reconhecimento, morreu esquecida e pobre. A produção deste curta foi viabilizada com patrocínio Petrobrás.

Narciso rap (SP)
Ficção
Direção: Jeferson Dê - Ano 2003
Sinopse: Narciso, um garoto negro de periferia, ganha uma lâmpada mágica e pede ao gênio para ser visto branco pelos brancos e negro pelos negros.

Bem vigiado (DF)
Ficção
Direção: Santiago Dellape
Sinopse: O moleque parece que vigia carro. Quase certeza que o nome é Bira. Volta e meia ele se desentende com aquele magrelo alto com cara de noiado. Agora apareceu essa garota vendendo balinha. Ela tá falando com Bira. Daqui da janela dá pra ver que eles se gostam.

Quarteirão do soul (DF)
Documentário
Direção: Davi Zocoli-2008
Sinopse: O Filme aborda uma atividade cultural iniciada e cultivada por moradores da periferia e é um exemplo de convivência entre diferentes classes sociais de Belo Horizonte.

Picolé, pintinho e pipa (RJ)
Ficção
Direção: Gustavo Melo
Sinopse: O carro do troca-troca está passando em sua rua: garrafa velha, bacia velha, panela velha, garrafão de vinho, o moço troca por Picolé, Pintinho e Pipa... alô garotada, o carro do troca-troca está passando em sua rua...o moço vai lá em cima e volta! A chegada do carro do troca-troca no morro sempre desperta a curiosidade de todos, principalmente as crianças. A troca de sucatas por PICOLÉ, PINTINHO OU PIPA precisa ser rápido, o carro só visita o morro uma vez por mês e ele sobe até o pico do morro e desce a rua, indo embora de vez.

Dia das crianças (RJ)
Documentário
Direção: Cavi Borges
Sinopse: O filme trata do dia das crianças da periferia brasileira.

Vida nova com favela (RJ)
Documentário
Direção: Luis Carlos Nascimento- 2005
Sinopse: Um recorte de diferentes visões e personalidades da favela Conta um pouco da história e do papel do negro na formação dessas comunidades e da realidade de quem vive nelas, da abolição aos dias de hoje.

Uma mãe como eu (RJ)
Documentário
Direção: Luis Carlos Nascimento- 2008
Sinopse: Um filme tocante sobre as mulheres que perderam seus filhos devido a brutalidade policial. As mães se unem na esperança e luta por justiça.


Serviço:

Preço inteira: Entrada franca
De: 07/07/2009
Até: 12/07/2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cobertura do FIB #3/2009 [Dia 02 - MPB e Black Music]

FIB3-logo O anúncio das atrações do dia dois do festival desde o início fora o mais controverso, ainda mais quando aos 45 minutos do segundo tempo a produção anunciou a participação do grupo Fundo de Quintal. A galera antenada da internet ficou indignada e isso se refletiu no público, o menor dos três dias.

OS SHOWS

Lafusa:

Uma das velhas conhecidas nos palcos underground da cidade, o Lafusa fez um bom show acompanhado por um público pífio. Os caras mereciam melhor sorte.

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Fundo de Quintal:

O célebre grupo de samba do Rio de Janeiro tem história, mas na cidade não tem público, pelo menos não naquela noite do dia 04 de julho. Os que se arriscaram a assistir: dançaram e curtiram com o ritmo da “rapeize“ e ficaram satisfeitos.

Duas coisas me chamaram a atenção:

1) "Eu pisei na folha seca para ouvir xuá xuá" onomatopéia #fail. Dispensável!

2) Um dos vocalistas agradecendo a gritaria da mulherada. Menos galera, menos!

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Black Rio:

A Black Rio veio do Rio para apresentar seu trabalho tributo ao rei da música negra no Brasil, o excepcional Tim Maia. Dançante e vibrante agradou a todos os fãs de Tim que faleceu em 1998.

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Sérgio Loroza:

12 A inconstância no repertório do cd MBP - Música Brasileira de Pista (2007), não é reconhecida em nenhum momento na apresentação. Sérgio passeia de forma segura pelo palco cantando canções de artistas conhecidos como Tim Maia, O Rappa, Jorge Ben Jor dentre outros. Ele canta como o Loroza e se comunica carismaticamente com o público através de lorotas engraçadas do tipo: “Vocês estão vendo meu tamanho, eu sou um artista que tenho um ego enorme”.

Na coletiva de imprensa, gostei quando Sérgio Loroza disse que “gosta de se apresentar, e não se considera músico, ator ou bailarino, sua profissão é ser artista”. Perguntado sobre como surgiu à vocação para cantor: “explicou que a mesma veio brincando com o violão”.

O show de Sérgio foi uma grata surpresa, me diverti bastante! É sério! Foi bom mesmo!

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Clique nas figuras para vê-las em uma melhor resolução.

Crédito das fotos: Cristiano Porfírio

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US Black:

A banda criada em Taguatinga pôs todo mundo para dançar ao som da Black music destacada pelo funk e o soul. Ótima presença de palco e divertidos Black powers encapsulando a cabeça dos integrantes. Divertidíssimo!

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Jorge Ben Jor:

IMG_3006 A apresentação do velho e obrigatório Jorge Ben em alguns momentos foi prejudicada ora pela reclamação do som, ora pelos arranjos cadenciados de suas canções. O rearranjo no mundo da música é uma ótima forma de reciclar canções, mas neste caso, retirar o “groove” e a “pegada” característicos da carreira do artista é um grande pecado.

Foi um bom espetáculo que foi elevado ao nível de ótimo, mesmo quando caiu no clichê de colocar meninas para dançar no palco ou idolatrar o Mengão, seu time do coração. “País Tropical", "Mas Que Nada", "W/Brasil" e "Fio Maravilha" são exemplos que boas canções nunca envelhecem.

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Clique nas figuras para vê-las em uma melhor resolução.

Crédito das fotos: Cristiano Porfírio

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Vamos ao dia último dia!

CJ Ramone em Brasília, eu vou!

Pela primeira vez se apresentando em Brasília, CJ Ramone, ex-baixista da maior banda de punk de todos os tempos – RAMONES – enche de expectativa os seus seguidores fiéis brasilienses.
CJ (Christopher Joseph Ward) entrou em substituição a Dee Dee Ramone após a gravação de Brain Drain (1989) e onde ficou até o fim da banda em 1996. Assim como seu antecessor Dee Dee, CJ também atuou como vocalista em algumas músicas, vindo a gravar Strengh to Endure, Cretin Family e Main Man dentre outras.
Sua banda atual é formada por ninguém menos que Daniel Rey, ex-produtor do Ramones, responsável por todos os discos da banda desde Halfway to Sanity até o Adios Amigos. Foi ele quem compôs a clássica Pet Cemetery, além de ter produzido discos dos Misfits, Richard Hell e o disco solo de Joey Ramone. Além dele, Brian Constanza, ex-Bad Chopper, antiga banda de CJ; e Brant Bjork, antigo baterista do Queens of the Stone Age. O repertório é todo com músicas do Ramones, imperdível!

Quando? 10 de julho (sexta-feira)
Quanto? Lote 01 esgotado/ Lote 02 R$ 35,00 / Na porta R$ 45,00
Onde? Arena Futebol Clube – Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES) trecho 3 – ao lado da AABB.
*Ônibus saindo da Rodoviária do Plano Piloto a cada trinta minutos (das 21h às 2h)
Telefones para maiores informações: 61 3034 3495/ 61 9627 6708

Hey Ho, Let’s Go!

Ah galera, quase esqueço: Tarde de autógrafos com CJ Ramone na Fnac – Park Shopping - dia 10 de julho, das 14 às 16h.

Beijos à todos, nos encontramos lá!

domingo, 5 de julho de 2009

Cobertura do FIB #3/2009 [Dia 01 - Rock]

FIB3-logo O Festival de Inverno de Brasília inaugurou neste dia 03/07 além de sua terceira edição, uma nova era. O evento está sendo incorporado – definitivamente e merecidamente – ao calendário de eventos fixos da cidade. Na teoria, significa comprometimento de todas as esferas envolvidas no processo, privado ou governamental, para garantir sua realização anualmente. Na prática, vamos torcer para que funcione.

As edições 2007 e 2008 do FIB foram realizadas na Hípica de Brasília, perdeu-se no quesito “aconchego”, em contrapartida melhorou consideravelmente nos aspectos de estrutura e localização.

Os estudantes Márcio Brito, 18 e Cláudia Lima, 17 gostaram do evento e resumiram os shows desta sexta-feira em uma palavra “mará”. Gíria que significa maravilhoso. O turismólogo Cláudio Vianna, 28, também aprovou o evento, mas acha que houve descaso em relação à limpeza e manutenção dos banheiros químicos, classificando-os como “mal cheirosos e insuficientes, considerando a quantidade de público”.

O público de Brasília tem um histórico de estar pontualmente atrasado, isso acarretou em um atraso em média de 40 minutos, que é consideravelmente aceito. Os palcos possuem um layout bonito e os telões de LED’s (micro lâmpadas) valorizavam o espetáculo. Posso citar pequenos problemas, como no som durante alguns shows e a praça de alimentação “fail” – utilizando uma freqüente linguagem de internet que significa falhou –, tinha boas opções de barracas, mas estas não comercializavam produtos à altura ou os valores eram desiguais ao que era oferecido. Como eu disse: “pequenos problemas”, nada que ofuscasse o brilho do FIB por serem facilmente sanáveis.

OS SHOWS

Inomináveis:

Os Inomináveis abriram o evento, ok, a banda é boa e ensaiada, mas cometeram um erro abominável. Um grupo que tem a oportunidade de mostrar seu trabalho para a mídia e público jamais pode se acovardar e executar um set recheado de covers. Os Inomináveis tinham em suas mãos uma oportunidade que outros não tiveram e deixaram escapar com um show sem futuro, que poderia ter sido apresentado por qualquer banda de baile (não estou tirando o crédito de bandas de baile, porque elas existem com esse intuito e o fazem muito bem). Uma pena! Meninos repensem a estratégia de vocês, toquem a sua música, o mundo é assim, dêem a cara a tapa e a chance das pessoas gostarem ou não.

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Biquini Cavadão:

IMG_0967 cópia O vocalista Bruno Gouveia e Cia apresentaram pela primeira vez na cidade o show de lançamento do CD/DVD 80 \\ Volume 2 (2008). Resultado: banda e público saíram com um sorriso de orelha a orelha. O grupo abriu o show com Exagerado (Cazuza), emendou com Índios (Legião Urbana) e Zé Ninguém de sua própria autoria dando uma pequena amostra da boa energia que estava por vir. Bruno falou sobre a felicidade de estar abrindo o FIB, repercussão do Volume dois e do orgulho de executar canções que não são do Biquini. Em 2010 a banda completa 25 anos de carreira.

O set com mais 20 canções levou o público ao delírio que cantou, vibrou e acompanhou as estripulias do vocalista Bruno, incluindo um “mosh” (salto sobre a platéia). Um dos momentos mais celebrados foi à canção “Até Quando Esperar” da Plebe Rude (veja o vídeo), com participação do plebeu Philippe Seabra, comentando que a canção foi escrita a 25 anos atrás e continua atual, o que é uma pena.

Na coletiva de imprensa o grupo destacou que ainda se emociona no palco e a importância desse show em Brasília em razão da aproximação e história que a cidade que tem com o rock nacional. Em relação ao CD/DVD 80 \\ Volume 2, Bruno disse que a resposta tem sido positiva, mais uma vez eles lançaram um disco que em meio a uma crise mundial “a marolinha”, mas as vendas tem aumentado gradativamente. Em relação ao Funk, Axé e etc, Bruno disse que não é contra e ilustrou com uma frase irônica da cantora Adriana Calcanhoto que dizia: “eu sou contra o mau gosto” e completou “os artistas usam do mau gosto para se promover, essa é nossa crítica e não temos ressentimento contra a mídia, porque o público precisa se conscientizar e dizer a mídia o que quer ouvir, dar a oportunidade para os poetas se expressarem e para as músicas boas serem executadas”. Em relação ao Rock Nacional acha “que ele está até hoje na mídia porque tem qualidade e não cansa de homenagear Renato Russo por tudo que ele representou para essa geração”, lembrando que a primeira música que o Renato gravou fora da Legião foi Múmias do primeiro disco do Biquini. Imperdível!

Ao final da coletiva, Bruno aceitou nosso convite e atencioso como sempre, recebeu um número de fãs para distribuir autógrafos e posar para fotografias.

Setlist: 01. Exagerado (Cazuza) / 02. Índios (Legião Urbana) / 03. Zé Ninguém / 04 Dani + Uma Brasileira (Paralamas do Sucesso) / 05. Envelheço na Cidade (IRA!) / 06. Vou Te Levar Comigo / 07. Quando eu te Encontrar / 08. Vento Ventania + You Are My Sunshine (Jimmy Cliff) / 09. Aonde Você Mora (Cidade Negra) / 10. Janaína / 11. Múmias / 12. Carta aos Missionários (Uns e Outros) + Maluco Beleza (Raul Seixas) / 13. Até Quando Esperar (Plebe Rude - veja o vídeo) / 14. Astronauta de Mármore (Nenhum de Nós) / 15. Timidez / 16. Por Você (Barão Vermelho) / 17. No Mundo da Lua + Sobradinho (Sá e Guarabyra) / 18. Tédio / BIS: 19. Quanto Tempo Demora um Mês / 20. Chove Chuva (Jorge Ben Jor).

Saiba mais: Site oficial (aqui) / Twitter (aqui).

Curta abaixo um slideshow do álbum de fotos:

Clique uma vez para ver a foto em tamanho natural.

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Aerocirco:

Oriunda de Florianópolis/SC em 2001, com quatro álbuns lançados e influência indie, apresentou um ótimo show, mantendo entretida uma platéia que estava aguardando Lulu Santos. Repertório bem escolhido, bons músicos e boa presença de palco atestam o porque do crescente destaque no cenário underground.

Saiba mais: Site oficial (aqui) / Myspace (aqui).

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Lulu Santos:

10 cópia O velho Lulu Santos é um dos responsáveis pela forma, conteúdo e divulgação do Rock Nacional por se tratar de um precursor do movimento. Ao subir ao palco, assume uma faceta perfeccionista (reclamou de problemas no som) e carismática em prol da diversão.

Lulu Santos divertiu e emocionou a platéia, dançando e interagindo, sempre com um sorriso enorme estampado no rosto, fazendo o que sabe de melhor, hipnotizar a todos. Com um repertório irrepreensível apoiado nos arranjos do CD/DVD ao vivo MTV (2004) e dando continuidade à turnê do CD Longplay (2007) o cantor literalmente fez a festa exemplarmente. O setlist atesta a qualidade de “monstro” do pop rock nacional com canções como Aviso aos Navegantes, Um Certo Alguém, Como uma Onda, Casa, Sábado à Noite, Tudo Bem, Contatos e Seu Aniversário. Ao dar polimento em seus arranjos, Lulu passeou em várias vertentes da música, tais como o samba, funk, rock, disco e bossa em uma profusão de estilos que cumpre o seu papel: divertir. Cantor e banda interagem em perfeita simbiose para dar vazão ao espetáculo, acompanhados de um telão que reproduzia interessantes e belas imagens da Lapa no Rio de Janeiro, uma imensa bola disco, planeta terra, céu, estrelas, desenhos, uma representação psicodélica de Lulu como a deusa Shiva, bem como fotos que relembram a carreira do cantor. Divertido!

Saiba mais: Site oficial (aqui).

Curta abaixo um slideshow do álbum de fotos:

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Satisfaction:

Conhecido e divertido grupo de Brasília que anima shows e festas tocando o melhor do rock nacional e internacional. Cumpre muito bem o papel que lhe é designado.

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Ultraje a Rigor:

39 O grupo paulista encerrou de forma divina o primeiro dia do FIB que entrou madrugada adentro. A irreverência de Roger Moreira, líder do Ultraje, concatenada a uma jovialidade roqueira, letras inteligentes e uma banda afinada, ajudaram a aquecer uma platéia combalida pelo frio e próximo da aurora, não a aurora sua prima do interior e sim a do sol perto de nascer.

A coleção de hits herdada pelos 27 anos de carreira como Nós Vamos Invadir Sua Praia, Ciúme, Nada a Declarar, Sexo, Pelado, O Chiclete é a base para um espetáculo sólido e envolvente aliado a covers potentes como Sheena Is a Punk Rocker (Ramones), Long Tall Sally (Little Richard) e Paranoid (Black Sabbath).

A apresentação ainda contou com convidados como o grupo da cidade Gonorant’s, aonde tocaram com Roger a música “Gaivota Manca” (veja o vídeo) do CD Gonorant’s que tem participação do próprio senhor Moreira. E do “arroz de festa”, brincadeira do líder do Ultraje para se referir ao vocal da Plebe Rude, Philippe Seabra. Juntos tocaram o hit plebeu “Até Quando Esperar”.

Roger gentilmente atendeu dois pedidos nossos, a canção clássica Volta Comigo (anunciada durante o show \o) e a divertida música nova Nossa Que Cabelo Bonito (você pode ouví-la aqui), que fará parte do novo disco, que eles não costumam tocar. Podemos destacar também as brincadeiras no palco e o recado para os políticos. Sensacional!

Setlist: 01. Zoraide / 02. Ah, Se Eu Fosse Homem… / 03. Inútil / 04. Filha da Puta (veja o vídeo) / 05. Independente Futebol Clube / 06. Sheena Is a Punk Rocker (Ramones) / 07. Rebelde Sem Causa / 08. Mim Quer Tocar / 09. Maximillian Sheldon / 10. Sexo / 11. Pelado / 12. Gaivota Manca (Gonorant’s - veja o vídeo) / 13. Paranoid (Black Sabbath) / 14. Nada a Declarar / 15. Long Tall Sally (Little Richard) / 16. Volta comigo / 17. Nós Vamos Invadir Sua Praia / 18. Marylou / 19. Ciúme / 20. Eu Gosto é de Mulher / BIS: 21. Beat It (Michael Jackson) / 22. Should I Stay Or Should I Go? (The Clash) / 23. Até Quando Esperar (Plebe Rude) / 24. O Chiclete / 25. Nossa, Que Cabelo Bonito / 26. Johnny B. Good (Chuck Berry).

Saiba mais: Site oficial (aqui) / Download de canções (aqui) / Twitter (aqui).

Publicação no N.R.D.R.: Artigo Ultraje a Rigor: (aqui).

Curta abaixo um slideshow do álbum de fotos:

Clique uma vez para ver a foto em tamanho natural.

O crédito de todas as fotos exbidas neste post é de Cristiano Porfírio.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Começa hoje a terceira edição do FIB

“Tem música no ar, vem de todo o lugar, já dá para ouvir, já dá para escutar. Aonde tem música todo mundo está. Porque tem música no ar!”

Jingle do Festival de Inverno

UPDATE: Logo abaixo, planta do FIB #3/2009.

FIB3-logo O Festival de Inverno de Brasília {#3/2009} começa hoje! Fãs e transeuntes irão se encontrar para fazer o que há de melhor em um final de semana: boa música, bater papo e beber algo, enfim, se divertir!

E você que está aí pensando, poxa, será que vale a pena ir a um festival que não gosto de todas as atrações? SIM! Por isso se chama Festival, é um evento para estimular a interação. Enquanto toca algo que você não gosta, vai “bater” um “rango”, um papo, beber uma “breja”, paquerar, conhecer outras pessoas, sons, bandas e idéias, sentir o que está fervilhando na sua cidade, além da sua cabeça.

biquini_01A Eu mesmo não curto toda a escalação e estarei lá! Hoje (3/7) é um dia atípico, eu gosto das três atrações (Biquini, Ultraje e Lulu). Amanhã (4/7) estarei a postos, à espera do rei Jorge Ben Jor e domingo (5/7) do bicho grilo Nando Reis. Mesmo assim darei uma chance de ver algo diferente, curtir uma Black Music e os artistas underground que precisam de uma força, como Aerocirco (SC) e as bandas da cidade: Inomináveis, DiBoresti e Lafusa.

A expectativa de sucesso dos artistas e produção será posta a prova a partir de hoje, e acredito que será aprovada. Estou ansioso, afinal, o Festival de Inverno é um dos meus eventos preferidos, pois exerce a capciosa palavra multidiversidade sem apelar para fórmulas fáceis com as Sangalos e Leittes da vida. Ainda bem!

JORGE BEN JOR 2007 FOTOS 010.baixa Mas corra, o lote de ingressos que estava à venda pela internet está esgotado! Restam ingressos nos pontos de vendas (lojas Free Corner e Coolcat) e na bilheteria do Festival de Inverno que estará aberta após as 14h de hoje (03/07).

Clique aqui e conheça mais sobre o festival e suas atrações.

Serviço:
O quê? Festival de Inverno de Brasília. Quando? 3 a 5 de Julho. Aonde? Área Externa do Estádio Mané Garrincha.
Quanto?
R$ 30 (meia) / R$ 60 inteira (dia)
Passaporte para três dias
R$ 75 (meia) / R$ 150 (inteira)
Meia-entrada para estudantes, doadores da agasalhos ou cobertores e maiores de 60 anos.
Pontos de Venda:
Lojas Free Corner (304 Sul e Brasília Shopping)
Lojas Coolcat (Alameda Shopping e Taguatinga Shopping).
Classificação Indicativa: 16 anos

PLANTA DO EVENTO:

PlantaFIB

Clique para aumentar a figura.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Transformers 2 & A Era do Gelo 3 [Dica de cinema]

Continuações cinematográficas quase sempre produzem a mesma pergunta: É melhor que o original? Duas novas produções em cartaz nos cinemas de todo o mundo replicam essa questão.

4859bTRANSFORMERS 2:

Transformers, A Vingança dos Derrotados (2009), dirigido por Michael Bay e estrelado Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Tyrese Gibson e John Turturro, carrega uma benção e uma maldição. A benção é ser igualzinho ao seu antecessor e a maldição por ser tudo muito acelerado e amplificado, que no caso dos filmes nem sempre é bom.

Michael Bay sabe de cor a fórmula para suas produções tamanho pipoca combo: fotografia amarelada, frases de efeito, trilha sonora padronizada, romance açucarado com um toque dramático, muita ação e uma certa dose de cafonice, além de revisitar obras de sua autoria como Armagedon e Pearl Harbor. Sem querer ser pedante, ao assistir Transformers 2 você irá atestar que eu estou com a razão.

A guerra entre Autobots e Decepticons ganha novos personagens, mas o roteiro insiste em seguir um ciclo apoiado em lutas robóticas, vingança, romance, não romance, piadas, humanos, redenção e o loop continua em lutas robóticas, vingança, romance, não romance, piadas, humanos, redenção durante a projeção de 2h30.

Mas o filme é ruim? Não é ruim caso você esteja afim de uma boa diversão, fazendo uso de um pequeno pré-requisito: desligar seu cérebro. Além do mais, tem robôs gigantes, nanotecnologia, belos carros, boas tomadas de câmera, um divertido Shia LaBeouf, personagens carismáticos e ela: MEGAN FOX!

transformers-megan-fox-jpg

Eu gostei muito do filme porque é o que esperava em cada centímetro de fotograma, alguns momentos fiquei enjoado de tanto robô na tela, mas dá para relevar. A rota é um pouco esburacada, mas chega ao seu destino. Dou uma nota 6,5.

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Ice Age: Dawn of the Dinosaurs

A ERA DO GELO 3:

A Era do Gelo 3 (2009), dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha.

Elenco original: Sid (John Leguizamo), Diego (Denis Leary), Ellie (Queen Latifah), Manny (Ray Romano), Crash (Sean William Scott) e Eddie (Josh Peck).

Dublagem: Diogo Vilela, Cláudia Jimenez, Tadeu Mello e Márcio Garcia. Nem vou reclamar porque já estou acostumado com dublagens em desenhos, daí nem reclamo.

Para início de conversa, assisti a versão em 3D, um atributo considerável para o filme. Interessante que todo mundo reclama que R$ 24 é um valor absurdo, mas todas as sessões estavam esgotadas.

iceage3_1 Voltando ao assunto central, a Era do Gelo é tão divertida quanto os outros dois capítulos, o bando composto pela preguiça Sid, mamute Manny e o tigre Diego, vem desde o segundo recebendo aquisições, e nesta terceira parte não seria diferente. Outra diversão na trama é o esquilo amalucado Scratchy, que desta vez além da noz, arruma companhia.

Engraçado ao extremo, os animais da era glacial encontram a era jurássica e isso vai gerar muita confusão. Adorei o desenho e o recomendo para todas as idades, anda completamente na rota. Nota 7,5

terça-feira, 30 de junho de 2009

Nós Vamos Invadir Sua Praia

O ano: 1985. A banda: Ultraje a Rigor. O disco: Nós Vamos Invadir Sua Praia.

URpraia 1985 foi um ótimo ano para o desdobramento do rock nacional, além das bandas já estabilizadas no cenário como Blitz, Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Lulu Santos e a realização do grandessíssimo Rock in Rio, celebrava-se o lançamento dos álbuns de estréia do Ultraje a Rigor (Nós Vamos Invadir Sua Praia), Legião Urbana (Legião Urbana), RPM (Revoluções Por Minuto) e IRA! (Mudança de Comportamento), bem como o segundo disco do Kid Abelha (Educação Sentimental) e Titãs (Televisão).

Nós Vamos Invadir Sua Praia é considerado um marco da década de 80, responsável por emplacar na rádio sete hits: “Nós Vamos Invadir Sua Praia”, “Rebelde Sem Causa”, “Mim Quer Tocar”, “Ciúme”, “Inútil”, “Eu Me Amo“ e “Independente Futebol Clube”. O disco ainda teve uma excelente propaganda, quando Os Paralamas do Sucesso tocaram a música “Inútil” no Rock In Rio, ajudando no burburinho em relação ao Ultraje.

O álbum tem os arranjos característicos no trabalho da banda, baseados no rock básico e envolvente, sem grandes firulas e altamente inspirado no som dos anos 50, concatenado aos clássicos Rolling Stones, Beatles e Black Sabbath. Imperdível!

O Disco faixa a faixa:

1. "Nós Vamos Invadir Sua Praia" (Roger Rocha Moreira): Um escrachado vocal casando com um ótimo arranjo de guitarra, que e uma ode a inclusão social, onde todos tem o mesmo direito à diversão. “Agora se você vai se incomodar, então é melhor se mudar. Não adianta nem nos desprezar porque se a gente acostumar a gente vai ficar”.
Ultraje2. "Rebelde Sem Causa" (Roger Rocha Moreira): Canção que critica a vida dos mauricinhos, playboys e garotos mimados que adoram reclamar da vida. Ótima! “Meus pais não querem que eu fique legal. Meus pais não querem que eu seja um cara normal”.
3. "Mim Quer Tocar" (Roger Rocha Moreira): Um reggae tropical que ressalta o valor do dinheiro em nossas vidas. “Mim também quer ser bacana (bacana!). Mim quer tocar. Mim gosta ganhar dinhero (dinhero!)”.
4. "Zoraide" (Roger Rocha Moreira): Longe do machismo e perto do desgaste nos relacionamentos, simples assim. Rock básico e certeiro! “Fica com esse NHÉM-NHÉM-NHÉM na minha orelha, me chateia. Eu já não agüento mais. Quero fazer o que me der na telha. Zoraide, vê se não me pentelha”.
5. "Ciúme" (Roger Rocha Moreira): Uma das melhores músicas do Brock. Arranjo envolvente e vocal inspirado, que diz que ninguém é de ninguém, mas que no fundo morre de ciúme! “Eu quero levar uma vida moderninha, deixar minha menininha sair sozinha. Não ser machista e não bancar o possessivo, mas eu me mordo de ciúme”.
6. "Inútil" (Roger Rocha Moreira): Outra envolvente canção que critica o modo de vida Brasileiro mirando a política, futebol e sociedade. O descontentamento pelo “tá tudo bem”e nossa síndrome de cachorro vira-lata, como diria o escritor Nelson Rodrigues. Sensacional hino! “Inútil! A gente somos inútil!”. 
7. "Marylou" (Edgard Scandurra/Maurício/Roger Rocha Moreira): Aqui o tema são as meninas galinha, não as que botam ovo, se é que elas existem e sim as que a gente papa, e logo outros já estão papando e por aí vai. “Eu tinha uma galinha que se chamava Marylou. Um dia fiquei com fome e papei a Marylou”.
8. "Jesse Go" (Maurício/Roger Rocha Moreira): Critica a capacidade de criarmos ídolos com pés de barro, sem talento, fúteis e inúteis culturalmente e moralmente. O título da canção é uma ótima sacada, sugerindo que o Jesse de todos os dias se vá! “Essa é a triste linerlmchistória de Jesse Go, que em sua rápida trajetória, se atrapalhou com a própria glória e sumiu da nossa memória”.
9. "Eu Me Amo" (Roger Rocha Moreira): Tudo dará certo quando primeiro, você se amar, receita simples! “Era tão simples e eu custei prá aprender. Daqui prá frente nova vida eu terei, sempre a meu lado bem feliz eu serei”.
10. "Se Você Sabia" (Roger Rocha Moreira): O efeito colateral da liberação sexual, uma brincadeira com a gravidez indesejada e a falta de proteção. “Se você sabia, que não podia naquele dia, porque não me avisou? O que seu pai vai dizer, quando ele perceber sobre você. Vai se aborrecer. Vai querer me bater”.
11. "Independente Futebol Clube" (Roger Rocha Moreira): Registro ao vivo de uma canção que se destacava nos shows do início de carreira. Lema: Do yourself. Mais uma do tema ninguém é de ninguém, mesmo que acabe se tornando um contra-senso. “Se a gente tá assim, comendo capim é porque a gente quer. E se não quiser. Nós somos livres. Independente futebol clube”.

Formação da banda à época da gravação:

Roger Rocha Moreira - voz e guitarra
Carlo Bartolini (Carlinhos) - guitarra
Maurício Defendi - baixo
Leôspa – bateria

Produção e arranjos: Liminha e Pena Schmidt

Gravadora: Warner Bros

Mimos:

Clique aqui para ouvir Nós Vamos Invadir Sua Praia versão Remix.

FIB3-logoClique aqui para ouvir Rebelde Sem Causa versão Remix.

Clique aqui para ouvir Nós Vamos Invadir Sua Praia versão da Pitty. 

Saiba mais sobre o Ultraje a Rigor aqui.

A banda toca Festival de Inverno neste final de semana, saiba mais aqui.

Ultraje a rigorSite Oficial do Ultraje a rigor

O maestro Rock'n'roll

Antes de mais nada, quero dizer que há muito estou querendo fazer esta postagem. Entretanto, a falta de um tempo adequado na última semana, as muitas idéias de matéria a serem aqui publicadas e principalmente a minha decisão em aguardar o desenrolar das buscas aos destroços e possíveis sobreviventes do vôo 447 da Air France. Pois não iria fazer uma homenagem pós vida sem ter a devida certeza da morte do homenageado. Estou falando do maestro Silvio Barbato.

Silvio, embora maestro de várias Orquestras Sinfônicas, adorava rock. Em seu currículo trabalhos com o guitarrista Kiko Perez, Fernanda Abreu, Renato Russo e o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, que em seu blog afirma:

"Eu comecei a admirar muito o maestro por causa da sua postura em relação à música. Geralmente, grandes maestros não são favoráveis à junção da música erudita com outros estilos. Na verdade, existe um grande preconceito por parte deles. Muitos desprezam outras maneiras de expressão musical. O Silvio não. Ele era muito aberto a novos experimentos, mantendo a classe e a técnica da música erudita, mas sempre buscando novos caminhos. Ele me deixou muito a vontade e, apesar de ter sido a primeira vez que eu tocava com uma orquestra, estava muito confiante. Foi uma experiência inesquecível."

Mas essa não era a única ponte que Silvio construia entre a música erudita e outros gêneros musicais. Barbato também tinha um trabalho com o Hip Hop. Essa aproximação entre gêneros musicais tão díspares - o mundo do hip hop e o da música erudita - foi justamente um dos maiores feitos de Barbato, o primeiro regente a conduzir uma orquestra com um DJ de hip hop.
Esse sincretismo cultural ele praticava com muita empolgação. Tanto que os DJ's lançaram uma premiação com o seu nome. Uma pequena homenagem do ritmo a quem sempre o defendeu como cultura.

O maestro Silvio Barbato sonhava em montar uma ópera baseada na obra do roqueiro-poeta Renato Russo. Seria algo sinfônico, mas extremamente brasiliense. Planejava apresentá-la em 2010, por ocasião dos 50 anos da capital. Barbato era carioca, discípulo do maestro Claudio Santoro. Desde 1985 era Maestro Estável do Corpo Artístico do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde regeu as principais produções das últimas décadas. Mas tinha um pé em Brasília, onde dirigia e regia o SESC Sinfonia."Ganhamos o mundo, mas morremos de saudade de Brasília. Me lembro dos conhaques que bebi com Renato Russo em Ipanema falando da cidade, da sua gente e de suas coisas. Era um discurso de saudade, e um pouco de desterro, de exílio mesmo." contava. Tinha o sonho de gravar o projeto Renato Russo Sinfônico e de terminar a ópera que começaram a pensar juntos.

Ganhou vários prêmios nacionais e internacionais, entre eles o de Comendador da Ordem do Rio Branco, e a Medalha do Mérito Cultural da Presidência da República. No Teatro Nacional Cláudio Santoro completou nove temporadas como Diretor Musical. Com a Orquestra do Teatro, regeu concertos em Roma (Piazza Navona), Lisboa (Mosteiro dos Jerônimos), nos Teatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro e em diversas capitais brasileiras. Suas gravações com a Orquestra incluem as Sinfonias Brasil – 500 Anos e os Clássicos do Samba, com Jamelão, Ivone Lara e Martinho da Vila. Na Itália, regeu em Roma, Catânia, Spoleto, San Remo, Palermo, Vicenza, Lecce. Dentre os artistas internacionais com quem trabalhou, destacam-se: Aprile Millo, Montserrat Caballé, Plácido Domingo, Roberto Alagna e Angela Gheorghiu. Trabalhou também na trilha sonora de diversos filmes. Foi premiado com o “Grande Prêmio Brasil de Cinema”, em 2001, na categoria de melhor trilha musical, com o filme Villa-Lobos uma Vida de Paixão. Havia recentemente terminado um trabalho em referência à Simão Bolívar, grande líder revolucionário e libertador do povo venezuelano.

No domingo, dia 28, foi realizada uma grande homenagem para o regente na Torre de TV, o lugar de Brasília que Barbato mais gostava. No repertório, além de músicas eruditas, o rock de Renato Russo, interpretados pelos solistas Janette Dornellas, Leonardo Neiva, Sara Sares, Lys Nardoto e Leonardo Neiva. O destaque da noite ficou por conta da banda de rock pesado Trampa, liderada por André Noblat, que apresentou o rock-poema “Eu te presenteio com a fúria”, orquestrada por Silvio Barbato.

Silvio Barbato adorava apresentações ao ar livre. Na sua opinião, era uma das formas de aproximar a orquestra do povo. Foi chamado como "o maestro que adorava estar perto do povo". Ali mesmo na torre, em 2007, ele conseguiu reunir uma multidão calculada em 30.000 pessoas para uma de suas apresentações como regente. Levava a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claúdio Santoro a todos os cantos do DF. Entre o Plano Piloto e as mais distantes Cidades-Satélites. Certa vez, em uma apresentação da mesma no Teatro da Praça em Taguatinga, ao invés de estar trajado como tal, estava vestido com a camisa da seleção brasileira. Era época de Copa do Mundo. Ano, 2006. E a todo momento conversava e brincava com a platéia, principalmente falando da seleção, do Parreira e etc.... Fez o público cantar junto com os músicos. Ora regendo a orquestra, ora regendo a platéia. Um show a parte que eu pude presenciar. Uma noite que ficará para sempre na minha memória.

Gostaria de dedicar esta postagem a esse grande mestre com carinho. E lá no andar de cima, deve estar fazendo uso de sua batuta, entoando canções com Cazuza, Renato Russo e Raúl Seixas. O céu deve estar mais alegre.

Abraços a todos;
Carlos Henrique.

Obs: Crédito da foto: J.R. Neto e Eraldo Perez - Foto Agência

sábado, 27 de junho de 2009

Post Drops N.R.D.R. 27/06

Notícias pertinentes à sua vida e diversão, com opinião, não somente um release.

[Show] Plebe Rude ontem 26/06, hoje e amanhã tem mais.

Eu já havia informado aqui, sobre a série de três shows que Plebe Rude faria no O’Rilley Pub (409 sul), afim de testar o repertório da gravação do DVD. A noite ontem foi impagável e super divertida, com uma banda à vontade e praticamente pronta para essa empreitada.

Clássicos da banda como Proteção, Até Quando Esperar, A Ida e Este Ano foram se perfilando em um set de 20 canções, mais a música novinha em folha. Nesta execução Philippe alertou “não quero ver nenhuma mão para cima com celular, para ela não parar no youtube porque ainda precisa de alguns ajustes, domingo vocês podem gravá-la”.

Durante quase duas horas de apresentação, a banda conversou, brincou com a platéia, brindou os Plebeus (fãs) e executaram músicas incidentais como Pátria Amada - Inocentes (Clemente, hoje baixista da Plebe) e Billie Jean – Michael Jackson.

Serviço:

O Que: Plebe Rude no O’Rilley Pub (409 Sul).

Quando: Hoje (27/06) a partir das 23h e amanhã (28/06) a partir das 18h - matinê.

Valor: R$ 20,00

Informações: (61) 3244-0222.

Confira aqui uma prévia do ensaio para o DVD e aqui uma entrevista com o Philippe e o Clemente.

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[Show] Escolhidas as bandas vencedoras da seletiva do FIB.

FIB3-logoDas 65 bandas que se inscreveram na seletiva do Festival de Inverno de Brasília, cinco delas: Columá, Inomináveis, Surf Sessions, Lafusa e Di Boresti, continuaram na luta.

Hoje foram anunciadas as três vencedoras que terão a oportunidade de mostrar seu trabalho, uma por dia,  dividindo o palco com Ultraje a Rigor, Lulu Santos, Biquini Cavadão, Jorge Ben Jor, Nando Reis e Jota Quest, e o melhor, elas irão se apresentar com a mesma condição técnica dos artistas Headline. Isso que é responsabilidade!

Bem, as vencedoras foram: Di Boresti, Inomináveis e Lafusa. Parabéns e nos vemos por lá!

Clique aqui para ler tudo sobre o Festival de Inverno de Brasília.

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SoSuechtig, Burajiru