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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Skank e seu leque de hits

Gente nova na área, uma nova colaboradora! Como diria a música Dani do Biquini Cavadão: “Dane-se o emprego, o salário, o patrão. Dane-se o medo, a loucura, a razão. Dane-se a moda, se é brega ou 'Armani'. Dane-se tudo que não tiver Dani” Já temos a nossa Daniela, larálálá! Seja bem vinda!!!

Dani dá o pontapé inicial no N.R.D.R. cobrindo o show do Skank, que infelizmente não fui, por motivos expostos aqui anteriormente. Leia abaixo a resenha e a propósito, o crédito das fotos também é da moçoila.

Skank e seu leque de hits

Por Daniela Pires

DSC00069 “Caetano Veloso me ligou e disse para eu tomar cuidado com este palco”. Foi assim que Samuel Rosa, vocalista do Skank, fez seu primeiro contato com a platéia. Durante aproximadamente duas horas, as mais de 1800 pessoas que enchiam o auditório máster do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, puderam ouvir 25 sucessos e novidades da banda mineira.

Enquanto o público aguardava o início do show, podíamos ouvir a Skank Webrádio. Disponível no site oficial da banda e trazida ao local do show, toca artistas que influenciam o som do Skank, como Beatles e Bob Dylan. Também podíamos escolher as músicas a serem tocadas no bis. Próximo à porta de entrada do auditório, recebíamos um cartão que nos indicava as opções a serem votadas. Por meio de mensagens SMS, o público podia escolher um dos três grupos de canções, cada um deles com três músicas.

Depois de mais de 30 minutos de atraso, o show começou com três músicas do novo CD do grupo, Estandarte – Para-Raio, Canção Áspera e Chão. Em seguida, sucessos de novelas, como Um Mais Um, Beleza Pura e o mais recente deles, Ainda Gosto Dela. Intercalados com músicas mais conhecidas do público, vieram outras músicas do Estandarte. Destaque para a iluminação e cenografia do show. As imagens que eram projetadas no cenário correspondiam às frases cantadas por Samuel Rosa. DSC00074Na música Escravo, por exemplo, nos versos Eu moro no palácio / E cuido de suas flores, eram projetadas imagens de flores coloridas.

Até então, a platéia permanecia comportadamente sentada, tão gelada quanto o clima da noite brasiliense. A banda se preparava para tocar a tranqüila Balada do Amor Inabalável, quando Samuel Rosa devolveu seu violão ao roadie. Com o microfone nas mãos, o vocalista puxou “a velha conhecida de todos vocês”, Jackie Tequila. Samuel Rosa desceu do palco e foi até a platéia, cantando grande parte da música equilibrando-se em cima do alambrado. A platéia, então, se rendeu à animação e à presença de palco do vocalista. Grande parte do público se levantou e começou a cantar e dançar.

Grande parte dos sucessos, como Vou Deixar, Garota Nacional e Três Lados, foi tocada a partir daí. Destaque para a interpretação do novo single do grupo, Sutilmente, uma DSC00062 deliciosa balada escrita por Nando Reis, que em muito lembra o clima do hit Resposta. Parte da platéia já sabia cantar a nova música de trabalho, inclusive.

A parte, digamos, oficial do show foi encerrada, tradicionalmente, com Saideira. Chegou, então, a hora do bis e do anúncio da votação do público. O vencedor foi o combo Te Ver, Pacato Cidadão, Tão Seu – músicas do início da carreira do grupo. O público foi atendido. Mas, antes, Samuel Rosa pediu licença para cantar mais uma: Dois Rios.

De repente, quando muitos iam embora, achando que o show tinha acabado, Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferretti retornam ao palco para tocar o hit Reposta. Apesar dos dois bis, muita gente ainda pedia É Uma Partida De Futebol, que não foi tocada. Depois de 18 anos de carreira, 10 CDs e três DVDs, fica difícil escolher quais hits tocar.

SET LIST

DSC0010001. Para-Raio
02. Canção Áspera
03. Chão
04. Mil Acasos
05. Um Mais Um
06. Uma Canção é Pra Isso
07. Beleza Pura
08. Escravo
09. Amores Imperfeitos
10. Ainda Gosto Dela
11. Noites de Um Verão Qualquer
12. Jackie Tequila
13. Balada do Amor Inabalável
14. Acima do Sol
15. Três Lados
16. Vou Deixar
17. Garota Nacional
18. Sutilmente
19. Vamos Fugir
DSC00019 (2) 20. Saideira
_____________________________________
BIS 01:
21. Dois Rios
22. Te Ver
23. Pacato Cidadão
24. Tão Seu
_____________________________________
BIS 02:
25. Resposta

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Como foi o III Festival Se.Rasgum!

Galera, o post abaixo é um luxo, nosso primeiro trabalho correspondente, curtam as impressões do nosso amigo Raul sobre o referido festival! Brigadão pela força Rapá!

serasgum2

III FESTIVAL SE RASGUM

O festival de música independente de Belém começou na última sexta (19) e foi até o domingo (21). No palco, 38 bandas de todas as regiões do Brasil e uma da Suécia, a programação também incluía DJs em uma boate e três palcos faziam do festival o maior do norte.

Nas edições anteriores, o festival se chamava Se Rasgum no Rock, porém esse ano o “rock” foi retirado do nome pelo fato de inúmeros estilos musicais serem apresentados nos palcos, começando pelos ritmos regionais como Carimbó, Tecnobrega, Hip Hop, eletro-punk, passando pelo brazilian eletro funk disco reggaeton afoxé do catarinense Wado.

PRIMEIRO DIA DE RASGAÇÃO - Começou com o mínimo de atraso (coisa muito difícil de acontecer em Belém), por isso, algumas pessoas perderam os shows das bandas paraenses que abriram o festival. Os Velocípedes, formados por carinhas conhecidas do rock paraense como Nata Kem Masters (Johny Rockstar e Ataque Fantasma), abriram a festa com seu rock contagiante e forte na mente de seus fãs que estavam lá para conferir. Logo depois entrou a irreverente Vinil Laranja, banda estreante no festival e que recentemente foi campeã de um concurso onde concorreu com outras 14 bandas, sendo premiada com a gravação de um cd.

ATRAÇÕES - Os três dias de festa foram bem divididos, além das bandas citadas o primeiro dia teve o esperado show de Tom Bloch, banda gaucha que foge aos padrões e que contagiou o público. Os cariocas do Canastra com seu Rockabilly e a banda instrumental O Garfo surpreenderam a galera O rockeiro mais velho em atividade, Laurentino Style, com sua energia de quem já tem a idade somada de mais ou menos três ou quatro jovens músicos que tocam com ele, arrebentou no palco interno. Não podemos deixar de citar os cearenses do Montage, Daniel Peixoto e sua turma incendiaram o público, transformando o palco interno no inferno mais gostoso que alguém poderia desejar.

Destaque também para os macapaenses do Mini Box Lunar que, com um estilo paz e amor, fizeram o público se apaixonar. Os primeiros a quebrar o estilo “rock” foi o Seqüestrodamente - rappers que misturam hip hop com ritmos regionais. Daí em diante a quebra foi mais freqüente. Entra em ação o DJ Maluquinho, um dos mais importantes representantes do tecnobrega. Um show completamente fora dos padrões do festival com direito a mulher maravilha, panela na cabeça e até Chapolin Colorado era possível se encontrar no palco. O Dj Maluquinho levantou a galera e fez muito roqueiro colocar o pezinho pra frente e para trás.

O head-line da noite seria a brasiliense Plebe Rude, mas com a grande qualidade das outras em questão todas as outras bandas se tornaram “bandas da noite”, Os eternos punks entraram no palco apresentando seu mais novo integrante, Clemente da banda Inocentes empolgou o público num show que os paraenses não viam há pelo menos 20 anos.

SEGUNDO DIA, MAIS FESTA E RASGAÇÃO – Era o segundo dia de festa e já dava pra perceber na galera a fúria que foi o primeiro, mas ninguém se entregava. Ainda tinha muita coisa pra ver no sábado, que registrou mais pessoas que o primeiro dia.

A galera começou curtindo uma banda do interior do Pará que foi destaque na cena paraense, O Destruidores de Tóquio (DDT) entrou e teve seus refrões cantados pela galera presente. Ainda teve muita música boa, outra banda irreverente paraense entrou no palco. Os Filhos de Empregada fizeram tudo o que sabiam no palco.

Ritmos africanos, regionais e MPB misturaram-se no show dos paraenses do Zueira de Fumanchú. Nesta noite, se apresentou também, uma banda de ritmos paraenses que nunca tinha pisado em nosso Estado, Do Amor contagiou a galera com seu carimbó-rock-guitarrada misturados à lambada e outras “cositas mais”.

Outra banda carioca que surpreendeu foi o Manacá. Letícia com seus cinco meses de gravidez agitou o público com uma energia invejável. Em seguida os paraenses do Ataque Fantasma que sofreram muitos ataques de seus piores fantasmas. Pelo menos três instrumentos quebraram durante o show, o que não baixou a bola da banda em nenhum momento. Os suecos do Shout Out Louds vieram na seqüencia e viram um público que cantava todas as músicas. O Catarinense-alemão-alagoano Wado foi o próximo e deixou todo mundo de boca aberta. Curumim e Metaleiras da Amazônia esquentavam para a grande atração da noite, Autoramas.

O Autoramas não queria nem saber se já se passavam das três horas da madrugada, começou quebrando tudo e o povo também nem se tocou de que já se passavam 2 dias de festa, 28 bandas e muito suor no corpo. Dançaram ao som do rock garageiro de Gabriel Thomaz e Cia.

No terceiro dia o festival foi formado por uma seleção feita pelo Movimento Bafafá do Pará e pela Associação Pró-Rock (duas entidades que se uniram a favor da promoção da arte independente), foi uma noite paraense.

Nove bandas paraenses foram as atrações. Para se assistir aos show deste dia de festival, bastava trocar um quilo de alimento não-perecível pelo ingresso. Não é nem preciso dizer que a idéia foi um sucesso e que o público compareceu em peso para prestigiar a união das bandas paraenses.

A banda deste dia foi o Johny Rockstar, que há seis meses não tocava, e os fãs estavam com sede de ouvir Ivan Vanzar (Madame Saatan), quebrando a bateria do Johny. Um dos melhores shows da noite.

Assim foi a terceira edição do Festival Se Rasgum, com muita música boa e de diferentes estilos. A terceira edição fecha um ciclo que ainda vai dá muito o que falar nesse país. O evento contou com a participação de Pablo Capilé do Espaço Cubo e da Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIM), que elogiou bastante o festival e confessou que já o vem namorando há muito tempo. Completando três edições seguidas, o Festival Se Rasgum cumpre um dos requisitos para entrar na associação.

Por: Raul Bentes

Revisão: Thiago Viana

Raul Bentes: 23 anos, Estudante de Jornalismo de Belém do Pará e apaixonado por musica. Idealizador do projeto Independentes do Brasil abrange somente bandas independentes nacionais. O projeto começou com um Programa de Radio e depois passou ser composto de um Site, Fotolog e Blog.

www.projetoidb.blogspot.com

www.independentesdobrasil.com.

www.fotolog.com/independdobrasil

Thiago Viana: Estudante de Jornalismo de Belém do Pará, Baseando seu tcc em Bandas do underground paraense, é colaborador do Portal Cultura, Belrock e mantém um blog na net intitulado: Cultura maniçoba, que é voltado a musica independente.

www.portalcultura.com.br

www.belrock.com.br

www.thiagoviana.blogspot.com

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