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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Gilbertos Come Bacon [CD]

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Gilbertos Come Bacon, o CD homônimo de estreia do grupo formado em Planaltina - cidade satélite de Brasília – no ano de 2003, da as caras com letras “encruadas” em problemas sociais como os de infraestrutura, política e violência. Temas, que infelizmente, apesar de recorrentes, não caem no clichê, justamente em razão dos G.C.B. destacá-los com inteligência, e, uma sonoridade rica, que se funde a elementos da cultura Brasileira com rock, hardcore, e ska. Rabicore como o próprio Gilbertos prefere intitular, não se apegando a rótulos.

Gilbertos Não tão somente as letras, os arranjos são outro ponto de destaque. A sonoridade rabicore do grupo é valorizada pela percussão visceral que embala o produto final, fazendo-se presente em todas as faixas.

O ótimo CD pode ser encontrando no site da GRV (clique aqui) ou no Submarino (aqui).

Formação: João Angelini (voz e pandeiro), Eduardo Cayrã (voz e percussão), Moisés Crivelaro (guitarra e MC), André Valente (baixo, trompete e acordeão), Camila (baixo), Fábio Baroli (percussão), Luamar Ronan (percussão) e Márcio Mota (bateria e percussão).

Faixa a Faixa:

Cadáveres Ambulantes: A canção que abre o disco com um arranjo que lembra trilha sonora de filmes de ficção científica dos anos 50, reflete sobre a nossa posição no mundo, e as angústias que afligem a sociedade. “…mas estar aqui, agora, é a prova que estou vivo. Meu coração tá batendo, mas continuo indeciso, não estou sozinho neste barco. Todo mundo é um cadáver…”

Minha Casa: Canção pesada que atribui ao nosso corpo o status de casa, problemática e que nos acompanha a todo instante. “…minha casa é minha casa, o meu sangue é minha casa. Minha casa sente frio, fome, preconceito e um monte de raiva”.

Boca Suja: Hardcore acerca do nosso poder de se comunicar, naturalmente se expressando através do palavrão e da indignação. “…grita! grita, boca suja o palavrão! Vomita dores! a boca que fala é a idéia que explode, regurgita…”

Sorriso de Plástico: Som cadenciado pela levada do pandeiro e pela linha de baixo. Já que você veio ao mundo, saia da proteção de sua mãe e seja uma pessoa útil ao mundo. “…se tudo é mãe e filho, qualquer coisa que eu perca é aborto. Mas, se tu achar, ressurreição. Pega aí o meu sorriso que caiu no chão…”

Adulteraram: Black music com pitadas de regionalismo. Versa sobre a nossa luta diária pela sobrevivência e sustento, preservando a dignidade e a honestidade. “…o sistema, sim, é quem te impõe ser destro. Isto é um exemplo, não nasce com você, não aprenda o ruim, pratique pra aprender, adulteraram o que chamamos de poder…”

Sem Verdade: Um baião rock que brinca com a semiótica, mentiras e verdades. Tudo pode ter vários significados, o que vale é a interpretação. “…fizeram o favor de dizer que tudo é complicado, e que metade é feita de caô, muito complicado…”

Piolho: Ska com participação de Tom Zé; a canção é uma metáfora ao mundo político que se enriquece, nos maltrata e se mantém graças ao sistema hereditário. “…seus filhos virão mais tarde garantir o vai-e-vem. Ovo que botou ontem hoje se torna gente, sede individualista que deixa o povo doente…”

Queda Livre: Outro ska que celebra a verdadeira vida, levarmos “tombos” é uma coisa normal, nos resta a integridade e levantar de cabeça erguida. “…se sua vida escorregar de sua mão. Destino é cair, quebrar, se esparramar no chão. Mentira é frágil, não aguenta a queda e vai embora…”

Gilbertos: Regionalista e pró-cultura, uma canção contra aqueles que só valorizam o american way life em detrimento ao que é produzido no seu país. “…é ser igual a gringo pra ter consideração. Vestir, comer, falar, sorrir, igual a toda raça nobre e condenar peão que gosta de ouvir pagode…”

Dómarrom: Rock que valoriza elementos nordestinos, ao ouví-la rapidamente, soa sem sentido, mas não, celebra indivíduos que superam as críticas e seguem em frente. “…ele nem ligava, fingia que não ouvia e cagando e andando apenas continuou…”

Site oficial aqui

Próximo show:

O Gilbertos Come Bacon se apresenta com o Matanza, no Arena Futebol Clube, dia 25/10. Saiba mais aqui.

domingo, 21 de junho de 2009

Os Paralamas do Sucesso [Brasil Afora]

paralamasbrasilafora Brasil Afora, o 12º disco de estúdio d’Os Paralamas do Sucesso quase ficou conhecido por ser o primeiro da banda a ser lançando de forma independente, quando uma “luz” aos 45 minutos do segundo tempo, fez os dirigentes da gravadora EMI renovar o contrato que vem desde o início da carreira do Power Trio.

O álbum de 11 faixas tem qualidade para somar mais alguns hits a carreira da banda que já os possui aos milhares como: Na Pista, Ela Disse Adeus, Seguindo Estrelas, Meu Erro, Lanterna dos Afogados, Uma Brasileira, Alagados e Óculos dentre outros.

Herbert Vianna (guitarra e vocal), João Barone (bateria) e Bi Ribeiro (baixo), buscaram as boas vibrações dos baianos e foram gravar Brasil Afora no estúdio Ilha dos Sapos de Carlinhos Brown, desta gravação surgiu a parceria com Carlinhos na faixa “Sem Mais Adeus”. Outra parceria destaque, é na canção Mormaço, com o “pau pra toda obra” Zé Ramalho.

Brasil Afora pode não ser considerado o melhor álbum d’Os Paralamas, mas tem a qualidade de ser alegre, e com atmosfera mais leve desde a volta da banda após o infortúnio de 2001. O projeto gráfico também merece destaque, a caixinha em digipack com tipos, pinturas e fotos lembrando a diversidade gráfica por este Brasil Afora é belíssima!

Faixa a faixa: 

Paralamas-BrasilAFora01. Meu Sonho (Herbert Vianna): A introdução por metais entrega o que vem durante a execução, é uma declaração de amor, a celebração à vida. “Sem rodeio solto os freios. Canto o amor por ti”;

02. Sem mais Adeus (Carlinhos Brown / Alain Tavares): “All Right” Um belo arranjo de violão introduz outra faixa que fala de amor, que é cadenciada pela bateria de Barone “No amor sem mais adeus”;

03. A Lhe Esperar (Arnaldo Antunes / Liminha): O primeiro single é um pop rock contagiado de ritmos brasileiros e uma pitada reggae. Deliciosa! “Vou estar numa parada dessa estrada a lhe esperar, todo dia, toda hora, em qualquer lugar. Eu estou a lhe esperar”;

04. El Amor “El Amor Después Del Amor” (Fito Paez - Versão: Herbert Vianna e Rodolfo Paez): A introdução dessa faixa é linda, com percussão e programação, seguida do vocal bem ensaiado Herbert e um belo arranjo de cordas. Uma ótima versão da canção do argentino Fito Paez. Linda! “Meu amor, depois de te amar talvez, seja como este raio de sol, que me ajuda a ver por onde passar traz poesia ao intenso da dor”;

Paralamas 05. Quanto ao Tempo (Carlinhos Brown / Michael Sullivan): Uma música de Carlinhos Brown que tem uma versão completamente destruída por Ivete Sangalo. A versão paralâmica é bela, cadenciada e com um pé no reggae. “É, o que vier para nós dois será bem vindo! É, mas não demore quanto ao tempo pra chegar!”;

06. Aposte em Mim (Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro): Adoro essa, uma das melhores do disco. Um rock sensacional como nos tempos do Passo do Lui. “Se eu te trago sorte, aposte em mim. Se te deixo mais forte, aposte em mim”. Ok! Aposto em vocês Paralamas;

07. Mormaço (Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro): A brasilidade e a cultura nordestina distribuídas em uma ótima letra e um belo arranjo, cantado em dueto por Herbert e Zé Ramalho. É a luta do brasileiro de norte a sul pela sobrevivência, lutando contra o estado abafado do mormaço. “Não circula nem o ar, no mormaço da miséria. Quem luta pra respirar sabe que essa briga é séria”;

08. Taubaté ou Santos (Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro): Um arranjo cuidadoso, poderia estar no álbum Bora-Bora. Uma canção do amor sem fronteiras, pontuada pelo lindo arranjo de guitarra de Herbert Vianna. “Quero te pedir perdão por viver assim aos prantos, quem sabe eu ainda te encontro, lá em Taubaté ou Santos”;

09. Brasil Afora (Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro): Arranjo forte, um rock furioso que celebra as idéias do Brasil Afora, aprendendo como idéias e como conviver do oiapoque ao xuí. “Rodando Brasil afora, sinto o vento, escrevo versos. Filosofando a respeito do que eu sonho em ter noção”;

paralamas03 10. Tempero Zen (Herbert Vianna): Arranjo experimental no estilo de Severino ou das canções Hoje e 220 Desencapado do último cd, segue uma métrica mais “viagem”, progressiva, apoiada em uma letra de redenção. “Quem não sonha em se ver compreendido e perdoado? Ver seus erros e tropeços como equívoco explicados?” Única e maravilhosa!

11. Tão Bela (Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro): Quem achava que temas alegres faria deste um álbum completamente pop, enganou-se, aqui está outro rock. Uma canção romântica permeada pelo verdadeiro power trio de guitarra, baixo e bateria. “Se eu vivo alucinado, perdão pelo deslize. Deixe eu lembrar o amor é o que? Faz a vida melhorar!”; e,

12. O Palhaço (Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro): Esta só pode ser adquirida via download nos sites oficiais de mp3, leia-se comprada. Um rockzinho básico com estilo sessentão. A alegria de ser feliz! “Mas tá tudo tão além, penso nisso e fico em paz. Mando beijos pro meu bem, tanta falta o amor me faz”.

Ficha Técnica:

Produzido por: Liminha
Gravado e Mixado por: Liminha e Walter Costa
Local de Gravação: Estúdio Ilha dos Sapos - Candeal, Salvador/BA
Direção Geral: José Fortes
Produção: Pedro Ribeiro
Assistente de Produção: Bili Rosa e Irá Carvalho
Fotos: Maurício Valladares
Coordenação Gráfica: TecnoPop (Raul Mourão, André Lima e Rafael Alves)
Participações Especiais: Zé Ramalho - Voz em "Mormaço" e Carlinhos Brown - Voz, Violão e Percussões em "Sem Mais Adeus"
Músicos:   
João Fera - Teclados nas músicas: 01 a 06, 08 e 10
Bidu Cordeiro - Trombone nas músicas: 01, 02, 03 e 05
Monteiro Jr. - Sax nas músicas: 01, 02, 03 e 05
Maurício Valladares - Baixo na música 07
Stephane Sanjuan - Percussão (Tabla) e Programaçào de Tambura na música 04 
Liminha - Slide Guitar na música 03, Guitarras e Violão Adicionais na música 04, Guitarra Barítono e Violão na música 06 e Violão na música 07

Confira outros posts:

CD/DVD Paralamas + Legião, aqui.

Paralamas no Pátio Brasil, aqui.

Aqui, neste tem papéis de parede, é só ir até o fim.

Shows d’Os Paralamas que ficaram na memória, aqui.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Os Titãs lançam Sacos Plásticos

capa_titas Os Titãs acabam de lançar Sacos Plásticos, seu 16º disco, contabilizando aí os álbuns ao vivo. Sacos é um trabalho diferente que busca chamar a atenção dos velhos fãs e angariar novos. A proposta de reciclar o trabalho da banda é bacana, provavelmente não tenha alcançado o ápice em razão da escolha do produtor Rick Bonádio, entre os artistas produzidos por ele estão Rouge, Charlie Brown Jr., Tihuana, LS Jack, CPM 22, Dogão, Fresno e Nx Zero, então, tenha medo, muito medo!

Sacos Plásticos é um bom disco embora as vezes soe irregular e pasteurizado, falta por exemplo a fúria das baquetas de Charles Gavin. Criar a pólvora é algo que as bandas procuram, mas os alquimistas ao falharem, acabam criando farinha de trigo, que só tem utilidade somada a outros ingredientes, neste caso, leia repertório. Sacos pode engrossar o setlist variado que os Titãs possuem.

Faixa a faixa:

titas2 01. Amor por dinheiro (Sérgio Britto e Tony Bellotto): A melhor canção do álbum, uma ode contra à ganância. Os Titãs com a excelente pegada dos anos 80 no vocal de Sérgio Brito.

02. Antes de você (Paulo Miklos): A dependência do amor. Primeira música de trabalho. Rockzinho básico, no estilo do produtor Rick Bonádio. Vocal de Paulo Miklos.

03. Sacos plásticos (Branco Mello e Paulo Miklos): A faixa título é uma das mais fracas do trabalho. A letra parece sobra do cd Tudo ao mesmo tempo agora (1991) e abusa dos recursos eletrônicos. Vocal de Branco Mello.

04. Porque eu sei que é amor (Sérgio Britto e Paulo Miklos): Baladinha bonitinha com um quê de Nando Reis, sei que a banda não vai gostar dessa comparação, mas parece. Vocal de Paulo Miklos.

05. A estrada (Tony Bellotto e Sérgio Britto): Outra que busca o status 80 da banda. Interessante! Vocal de Branco Mello.

titas3 06. Agora eu vou sonhar (Sérgio Britto): Outra com influências eletrônicas, sem grandes novidades. Vocal de Sérgio Brito.

07. Quanto tempo (Tony Bellotto): Um reggae que nos remete ao início dos Titãs. Básica. Vocais de Branco Mello e Sérgio Brito.

08. Deixa eu sangrar (Sérgio Britto): Outra baladinha que não acrescenta novidades. Vocal de Sérgio Brito.

09. Problema (Liminha, Paulo Miklos e Arnaldo Antunes): Pense nas contribuições do Arnaldo na banda + base eletrônica, quase um funk. Soa estranha mas, é legal. Vocal de Paulo Miklos.

10. Não espere perfeição (Branco Mello e Sérgio Britto): Um rock que justifica quando há queda criativa no álbum, não espere perfeição. Vocal de Branco Mello.

11. Quem vai salvar você do mundo? (Sérgio Britto): Não será por falta de baladas que faltará espaço no dial das rádios. Bacana. Vocal de Sérgio Brito.

4_titas 12. Múmias (Paulo Miklos): Momento Kraftwerk do Titãs. É tão surreal que o resultado acabou ficando legal. Brinca com os bordões da música brasileira e seus cacoetes, realmente a música é tão antiga quanto as múmias. Vocal de Paulo Miklos.

13. Deixa eu entrar (Tony Belloto, Andreas Kisser e Sérgio Britto): Ótima música, lembra a fase de Titanomaquia (1993). Outro destaque positivo e participação de Andreas Kisser. Vocais de Paulo Miklos, Branco Mello e Sérgio Brito.

14. Nem mais uma palavra (Sérgio Britto e Branco Mello): Outro reggae, apenas bacana. Vocal de Branco Mello.

A Rota tem alguns buracos mas dá para viajar, para quem gosta da banda vale a compra do álbum. Nota 6,5

Leia uma resenha sobre a carreira dos Titãs já publica no N.R.D.R. (Parte 1) (Parte 2).

Ficha Técnica:

Branco Mello: voz solo
Tony Bellotto: guitarra
Paulo Miklos: guitarra e vocais
Sérgio Britto: teclados, escaleta e vocais
Charles Gavin: bateria
Rick Bonadio: baixo e piano

Direção Artística e de repertório: Rick Bonadio
Produzido por Rick Bonadio
Gravado no Midas Estúdios de dezembro de 2008 a abril de 2009 por: Renato Patriarca, Lampadinha, Paulo Anhaia e Giu Daga
Mixado no Midas Estúdios por Rick Bonadio

Projeto gráfico:
Concepção (Arte e Projeto): Sérgio Britto
Direção de Arte: Sérgio Britto e Rogério Fries
Design Gráfico: Rogério Fries
Finalização: Rogerio Fires
Fotos: Silmara Ciuffa

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A Morte Magnética!

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Death Magnetic (2008): O tão esperado álbum "morte magnética" inverte as polaridades e livra a banda do encontro com o ceifador prestes a decretar o fim da carreira de um dos monstros do rock mundial. Após dominar a cena trash metal na década de 80, o Metallica entrou na década de 90 com um disco recordista, o homônimo conhecido como The Black Álbum (1991), vendeu só em solo estadunidense 15 milhões de cópias, dividindo opiniões dos fãs e da crítica especializada, sucessivamente, Load (1996), vivia de alguns bons momentos, ReLoad (1997) soava pasteurizado, Garage Inc. (1998) valia por bons covers, S&M (1999) pioneiro e St. Anger (2003) que quase nos fez acreditar que poderia ser bom. De ReLoad até os dias que antecederam este novo cd, a banda e os fãs viviam da incredulidade, da incerteza e de outros adjetivos que pudessem acenar para um grande retorno, e felizmente ele aconteceu!

deathmagnetic Death Magnetic é a união impactante do ...And Justice For All (1998) com os bons elementos do Álbum Preto, literalmente uma porrada na cara que nos acorda para a vida. O retorno do espírito adolescente, dando vontade de polgar e bater cabeça. Incrível!

Ao por as mãos no produto final, vários fãs inundaram a internet com textos, impressões e comentários detonando o áudio alto e sujo, os entendidos informavam que um problema na compressão acabou afetando a mixagem e etc, eu já acho que essa história de compressão, descompressão, ou seja lá o que for é uma grande incompreensão, pura balela! Os caras quiseram mostrar todo o poder do cd com um som alto e marcante, ora sujo é verdade, mas tudo conotando de acordo com um bom, velho e pesado rock'n'roll. Os caras já tentaram fazer algo parecido em St. Anger, mas lá eles erram feio e a bateria de Lars soava como umas panelas velhas, simplesmente horrível!

hetfield Outra reclamação foi em relação à embalagem Jewel Case, aquela transparente tradicional, no qual a gravadora Universal, assim como em outros lançamentos no país, resolveu lançar o "basicão", nos impedindo de escolher entre essa versão e as maravilhosas edições especiais, erroneamente, para eles o Brasil não merece produtos diferenciados. Só pode!

AS FAIXAS:

1. That Was Just Your Life: O coração batendo, a guitarra de Kirk Hammet dá início aos trabalhos, o baixo Robert Trujillo se encarrega da marcação, são 44 segundos até que Lars Ulrich soca sua bateria da melhor forma; guitarras enloquecem e com 1:58 James Hetfield nos brinda com o seu melhor estilo vocal. Anunciando em uma grande canção que o Metallica está de volta e dessa vez é para ficar!

2. The End of the Line: Continua o show de grandes canções, e esta é apenas a segunda delas, é por para ouvir e se segurar para não sair pulando, libertando seu espírito adolescente.

3. Broken, Beat & Scarred: Uma pequena tradução do bom momento da banda, "você se ergue, você cai, você está derrubado, então se ergue de novo, o que não te mata te torna mais forte." Potente e empolgante!

4. The Day That Never Comes: O primeiro single. Começa dedilhada na guitarra, sendo permeada por um bom arranjo de bateria, o baixo não deixa a peteca cair e o vocal perfeito, pronto, a receita de uma grande canção. Para os fãs, o dia que nunca chega, chegou!

5. All Nightmare Long: Um maravilhoso baixo dá início a uma canção ágil e excelente.

6. Cyanide: Furiosa, rápida e majestosa, outra excelente linha de baixo que permeia em quase sua totalidade.

7. The Unforgiven III: Isso só pode ser um mantra, segunda continuação de uma canção de temas como solidão, ressentimento e dor. Não é ruim, pelo contrário, mas vá entender!

8. The Judas Kiss: Como em um disco de grandes canções pode se apontar a melhor? Muitos apontam essa como a preferida, sinto-me tentado e até convencido em fazer o mesmo, embora me falte coragem para apontá-la nessa direção. Mas uma coisa é certa, O Beijo de Judas é implacável e possui um arranjo perfeito! Pesada como uma porrada, excitante e veloz com um carro em disparada!

9. Suicide Redemption: Uma canção instrumental que nos apresenta todo o entrosamento da banda. Ágil e cadenciada como o ronco de um motor, quase 10 minutos revestidos de um puro e pesado rock e bons momentos líricos!

10. My Apocalypse: Assim como o apocalipse, título perfeito para se encerrar o disco internacional do ano. Coloque para tocar e saia da frente para não ser atropelado, status de clássico, poderia tranquilarmente ser dos primeiros discos do Metallica. "Então nós cruzamos a linha para dentro da cripta, eclipse total. Sofra com meu apocalipse!"

DM_Met1_1024 Death Magnetic é a redenção, James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammet encontraram em Robert Trujillo a "formação" do Metallica, a simbiose perfeita, uma volta triunfante para um grupo que sempre viveu cercado de problemas (morte, deserção, expulsão e críticas).

Um cd de letras fortes, arranjos fantásticos e canções incrivelmente longas, sem em nenhum momento se tornarem cansativas, sucesso total, primeiro lugar nas paradas de mais de 25 países. Discografia básica, um disco indispensável. Corra e compre o seu!

Videoclipe The Day That Never Comes:

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Meu post nº 100 é sobre o disco 7x de uma banda 1.000

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A fórmula de dois álbuns (Esporro... e Acústico...) mais cinco anos sem um disco de inéditas é igual a 7x (sete vezes); o resultado dessa contabilidade dá título ao sétimo cd do Rappa, que nos entrega um trabalho honesto concatenando a maturidade da banda, letras pensantes, a excelente linha de O Silêncio Precede o Esporro (2003) e à  experimentação múltipla de instrumentos herdados do Acústico MTV (2005).

2008_Album_cover_A banda evoluiu exponencialmente e as camadas criativas do processo nos entrega um som sensacionalmente sólido; as letras dissecam os múltiplos problemas sociais sem o pudor de remexer na ferida urbana, representando um ponto forte nesse processo de composição, libertando o grupo definitivamente da sombra de Yuka (ex-integrante) e seus fãs, conhecidos como viúvas.

O vocal de Marcelo Falcão está perto da perfeição, mais bonito do que nunca e melódico, sem abusar de Falcãomalabarismos vocais ininteligíveis, deixando fluir apenas a melodia, alinhando-a as canções de forma perfeita; em alguns momentos está mais rouco, elemento que, por exemplo, se encaixa perfeitamente em Monstro Invisível, o primeiro single.

O release oficial de lançamento do disco, escrito por Silvio Essinger, em julho de 2008, traz a seguinte passagem que concordo em gênero, número e grau: "Em primeiro plano, ficou a força da banda: Lobato debulhando uma bateria de poucas peças, Lauro buscando o groove perfeito de seu baixo melódico, Xandão pirando com os pedais de sua guitarra (que foi gravada em seu próprio estúdio, o Caroçu, em Curitiba) e Falcão caprichando nos raggas, como em nenhum outro disco d’O Rappa."

O arranjo é sem dúvida um destaque que não necessariamente dependa do crescimento do grupo como músicos, pois a qualidade aqui, explode da criatividade travestida em sons harmônicos e inesquecíveis, e uns sem par de instrumentos e objetos utilizados para encorpar em linhas gerais as canções de um dos melhores discos de pop rock nacional que caminha tranquilamente sem concorrentes até agora, para se consagrar como o melhor disco Brazuca do ano. O resultado do álbum definitivamente dá oportunidade de se ouví-lo Rappanova1livre de opiniões de senso comum, como nos mostra a canção Maria: "Nosso som não tem cor, não tem briga. Nosso som não é barulho, nosso grito não é aviso. Vejo as favelas todas elas unidas".

Uma das coisas mais difíceis ao se acompanhar o trabalho do Rappa, é fazer uma leitura definitiva de suas canções, pois diversas interpretações pipocam nos mais variados ouvintes, eu leio 7x da seguinte forma:

01. Meu Santo Tá Cansado: Representa a luta do dia-a-dia, suas dificuldades, sem se entregar a religião ou a falsas promessas, não é hora de abaixar a cabeça. Quase uma continuação de O Salto. Empolgante! A frase: "Meu santo tá cansado, não vou dizer que tenho saldo sobrando. Não tô devendo, mas a vida de homem é assim mesmo."

02. Verdade de Feirante: O sofrimento diário do homem comum em sua luta para sustentar sua família ou apenas sobreviver, seja ele um feirante, morador do subúrbio, da comunidade ou de qualquer classe for. É o grito dos excluídos. A frase: "Eu sou igual meus pais, cd pirata no mundo. Eu digo pra você, igualzinho! Minha vida é sem graça, quase cópia."

03. Hóstia: Fenomenal! O jogo de palavras é chocante, hóstia é um pão consagrado na fé, as hienas são animais relegados que comem carniça. A canção dos que se agarram à esperança da sobrevivência e de um dia melhor. A frase: "Meu escudo é minha hóstia. Sentia proteção infantil, mas permanecia assustado, acuado, em situação-hiena."

04. Meu Mundo é o Barro: Oportunidade, fim do preconceito e de pré julgamentos. Saia do senso comum e cresça como pessoa. A frase 01: "Eu tenho fé, que um dia vai ouvir falar de um cara que era só um Zé. Não é noticiário de jornal, não é!" A frase 02: "Tentei ser crente, mas, meu cristo é diferente. A sombra dele é sem cruz, no meio daquela luz, daquela luz!"

05. Farpa Cortante: Para os que não fazem idéia de quão dura a vida para eles é, um tributo aos moradores de rua, os excluídos, resumindo, os seres invisíveis. A frase: "Eu não tenho meu pai, eu sou sozinho. A vida emprestada no crime, na sombra, longe do firmamento, sem choro, no estrilo, sem choro não há tempo!"

06. Em Busca do Porrão: Prefiro começar publicar uma trecho que saiu no Jornal Estadão e foi postada na comunidade oficial da banda no Orkut: "A sexta faixa, Em Busca do Porrão, talvez seja o melhor exemplo da pulga que deve se alojar atrás da sua orelha: "A busca do porrão não é de paz ou de abraço/de grade, de foice amarelada, não é de cagaço/não tem cor, não tem caô/ nem promessa, nem fita, nem missa/A busca do porrão não é missão/é uma sina". "O porrão pode significar muitas coisas", diz Falcão. "Cada um pode interpretar de uma forma diferente. E isso é riqueza", complementa Xandão. Resumindo, em minha opinião é busca pela fruição da vida! A frase: "a busca do porrão não tem fim e não faz barulho."

07. Sete Vezes: A canção que leva o nome do disco de um número sete carregado de simbologia, reconhecidamente cabalístico, utilizado plenamente na matemática, arquitetura, história, astronomia, arte, física, esoterismo, filosofia e religião. Representa a perfeição de Deus nos sete dias na criação de sua obra, o arco-íris em suas sete cores, na Umbanda o sete é um número divino, somos enterrados a sete palmos de profundidade, e esse número segue em as maravilhas do mundo, as notas musicais, as ondas puladas na virada do ano, as trombetas tocadas a serem tocadas no apocalipse, dias da semana, as pragas do Egito e etc. A frase: "Será que é, fato necessário diz que é, insistir e repetir que é, todas as portas abrir."

08. Monstro Invisível: O que não se pode tocar e que comanda a nossa vida, como violência, política, fatos e os nossos atos. O inexplicável e o intangível. A história se repete e a vida nos une, como uma grande rede, misturando e revivendo acontecimentos nos quatro cantos do mundo. A frase: "Monstro invisível que comanda a horda arrasando tudo o que é de praxe. Eu tô laje acima no cerol que trás a vida pra baixo."

09. Maria: Segundo o Wikipedia, Maria (do hebraico (Miriam), significa "senhora soberana"; nome que indica serenidade, força vital e vontade de viver): nome da mãe de Jesus. Maria é isso a união e a vida, cair e levantar. A frase: "Trabalhador é coisa séria. Mas se um dia a festa termina, hei de louvar sempre a harmonia. Meu coração é pulsação, e meu guia. Nunca esquecida, minha mão de Maria."

10. Súplica Cearense: Letra escrita por Gordurinha e Nelinho; imortalizada por um ídolo que assim como O Rappa, acreditava que música não era só diversão, para Luiz Gonzaga, ela também tinha seu cunho social. Súplica é o retrato de um povo açoitado por vários fatores, que além do trabalho árduo nem sempre recompensado, ainda precisa se agarrar a uma fé cega. Emocionante! A frase: "Oh! Deus, perdoe esse pobre coitado, que de joelhos rezou um bocado, pedindo pra chuva cair, cair sem parar."

11. Fininho da Vida: Outra composição sobre os seres invisíveis e suas mazelas, aonde se entra, trabalha, vive e sai de fininho, sem ser percebido ou dizer adeus. A frase: "No buraco da vala, a laje é brinquedo, em meio a pet e plásticos num domingo festivo, num domingo lindo."

12. Documento: Arranjo potente e cadenciado, encapsulando uma máxima conspiratória, não temos controle sobre a nossa vida. A frase: "Carta fora do tempo, nada de documento, se era bom ou ruim tava aquém de mim."

13. Respeito Pela Mais Bela: Começa com um aviso sonoro, que anuncia a expectativa, a espera e o desejo por uma vida melhor. A frase: "Não nos despedimos quando foi embora, saiba que foi linda, linda a sua história, ficou no coração e não na memória. Traga a esperança, traga ela de volta, traga ela de volta, traga ela de volta, de volta."

14. Vários Holofotes: Evidenciar, iluminar, destacar os problemas, manter o alerta ligado, sobreviver e reviver, o curso e a calmaria da vida interrompida que como por uma enchente que nos afoga. A frase: "O olho, a tv e o rádio ligado, não suportam a imensa gritaria. Já não há mais o barulho lá fora. Foi selada a falsa calmaria."

CarimboAprovado 7x é um disco poderoso e emocionante, carregado de inteligência e simbolismos; coloque sua massa cinzenta em profusão e percorra da capa até as letras em busca de informações úteis para uma vida melhor. Um cd que acredita na fé do homem, mas renega a religião como a única forma de fazer o bem, investindo em valores com a atitude, trabalho, coerência, honestidade, caridade e bondade para ajudar a construir um mundo melhor para o homem e a sociedade.

disco_ouro_rappa[1] O disco acaba bater a marca de 50.000 unidades vendidas que lhes garantiu um disco de ouro, aposto em outros recordes por aí.

Gostaria de agradecer:

- Evelyn Hirose e Pedro Bastos, da comunidade oficial do Rappa, além de toda a galera pró-ativa.

- Karina Carvalho - presidente do FanRappa.

- Assim como os produtores Valdir, Márcio, toda a equipe da banda e os fãs!

Salve todos!

Links:

O Rappa (site oficial)

Comunidade Oficial do Rappa (aqui).

Fanrappa (site) (comunidade).

Agenda de shows (aqui)

Papéis de parede exclusivos Na Rota Do Rock (basta clicar nas figuras abaixo e quando abrir, salvar aonde desejar):

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Canastra

Porao do Rock-dia2_2deAgosto2008 037

Renato Martins 

A banda carioca Canastra formada por Renato Martins (vocal, guitarra e violão), Edu Vilamaior (contrabaixo acústico e voz), Marcelo Callado (bateria e percussão), Marcelo Serragrande (trombone), Marcelo Magdaleno (sax alto, tenor e gaita) e Fernando Oliveira (guitarras e trompete), está batalhando na divulgação do seu segundo cd, “Chega de Falsas Promessas (2007)”, este álbum sucede o de estréia “Traz a Pessoa Amada em 3 Dias (2004)”.

Chega de Falsas Promessas é um disco de um grupo que faz um som delicioso e complicado de traduzir, soa às vezes como uma big band em função de elementos jazzísticos, temos também rockabilly, anos 50 e outrora por seu estilo irônico nos remete à década de 80 em uma inconfundível comparação ao João Penca e Seus Miquinhos Amestrados.

Porao do Rock-dia2_2deAgosto2008 042 O cd Chega de Falsas..., inicia-se com a deliciosa e dançante Chevete Vermelho, é ouvir e começar a requebrar os quadris a lá Elvis Presley. Motivo de Chacota é a solidificação da vergonha, outra ótima canção, simples e eficiente. Agora vamos estralar os dedos, na terceira faixa, em Miss Simpatia os caras apresentam um lindo saxofone e uma letra que celebra a busca pela companhia ideal. Temos na quarta posição Quando Sim Quer Dizer Não, ótimos bateria e metais, música de baile, dançante e trata de sexo e relações amorosas, sempre antagônicas. Dois Dedos de Conhaque, a quinta, tem um arranjo country, trilha sonora para bares de filmes de faroeste, prepare-se, depois da derrota, você se mantém de cabeça erguida enquanto durar sua bebida. Volte Sempre é a balada obrigatória, bonitos assovios e um belo dueto com Nina Becker, o título já diz tudo, volte sempre e me faça feliz. Pomo-de-Adão é uma prima história, bom instrumental, conta a história de Adão e o círculo vicioso do pecado. A oitava carrega o título do álbum, é um super jazz que nos ensina a nos conformar com as infortunas armadilhas do amor. Cara ou Coroa é bacana e disserta sobre as idas e vindas e conseqüentes desencontros do coração. A penúltima Ao Deus Dará discorre a favor do ócio e da acomodação, movimente os braços de um lado para o outro (estilo havaiano), tendo como pano de fundo uma agradável percussão, guitarra com efeito e um pontual Porao do Rock-dia2_2deAgosto2008 041baixo acústico. Dallas, a décima primeira  encerra de forma interessante o cd, canção para ilustrar bailes de estilo faroeste, divertida e do tipo, aceite minhas desculpas ou me largue, estou de saco cheio de reclamações.

A banda Canastra fez um show irrepreensível no Porão do Rock 2008, minha curiosidade em relação aos álbuns foi devidamente recompensada, este segundo me foi ofertado pelo vocalista gente boa Renato Martins. Chega de Falsas Promessas, prometeu e cumpriu, procure já esse disco e curta uma banda de ótimos músicos, letras legais e arranjos prioritários para compor uma boa música. É isso aí!

Chega de Falsas Promessas é um disco na Rota, nota 8. E que venham o terceiro, quarto, quinto, e... da banda e outros shows na cidade.

Então, por enquanto é só e fique ligado, continuaremos nossas matérias de bandas que tocaram no Porão 2008.

Crédito das fotos: Cristiano de Queiroz

terça-feira, 15 de julho de 2008

Os Titãs: Segunda parte.

Finalizando a publicação da matéria especial sobre os Titãs, aquecendo os motores para o dia 19/07 - Titãs + Paralamas! Showzão!capa_9

Domingo (1995): Continuando a parceria, produção de Jack Endino. Um trabalho de canções vigorosas e sensacionais como Eu Não Agüento, Domingo, Tudo o que Você Quiser e Eu Não Vou Dizer Nada (Além do que Estou Dizendo) e outras boas como O Caroço da Cabeça e Pela Paz. Só isso!

capa_10 Acústico MTV Titãs (1997): Este dispensa as apresentações, é a volta de Liminha à produção, arranjos caprichados e se não for o melhor, é um dos melhores Acústicos MTV de todos os tempos. Ótimas credenciais e boas participações como Arnaldo Antunes (O Pulso), Marisa Monte (Flores), Jimmy Cliff (Querem Meu Sangue), Fito Paez (Go Back), Marina Lima (Cabeça Dinossauro) e Rita Lee (Televisão). O tracklist é indefectível, conseguindo traduzir toda a história da banda nas canções Comida, Go back, Pra Dizer Adeus, Família, Os Cegos do Castelo, O Pulso, Marvin, Nem Cinco Minutos Guardados, Flores, Palavras, Hereditário, A Melhor Forma, Cabeça Dinossauro, 32 Dentes, Bichos Escrotos, Não Vou Lutar, Homem Primata, Polícia, Querem Meu Sangue, Diversão e Televisão. Pena que escutamos demais, acabou enjoando.

- É uma cilada Bino. Foge! O bordão do seriado Global Carga Pesada, reflete bem os dois próximos álbuns.

capa_11Volume Dois (1998), produção de Nelson Damascena e As Dez Mais (1999), por Jack Endino são difíceis de agüentar, o Volume Dois capa_12é uma bomba, continuação do Acústico MTV, provavelmente culpa da gravadora que quis manter as cifras geradas pelo original e pressionou o grupo pelo lançamento, e As Dez Mais, um disco de covers, ou melhor "couve" por ser tão ruim quanto a hortaliça, só escapa a versão de Raul Seixas para a música Aluga-se, essa ficou duka!

Depois da ressaca do Acústico MTV e das duas bombas, temos:

capa_13 A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana (2001): Produção pelo Liminha. AMBDTOTDUS era um disco esperado pelos fãs, infelizmente chamou atenção por dois fatores, a morte de Fromer e a saída de Reis. Infelizmente digo, porque é um trabalho muito bom, remete as fases mais criativas da banda com sonoridade atualizada, um grande álbum para grandes canções. Tracklist: Vamos ao Trabalho, A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, O Mundo é Bão, Sebastião!, Bom Gosto, Um Morto de Férias, Epitáfio, É Bom Desconfiar, Não Fuja da Dor, Daqui Pra Lá, Isso, Eu Não Presto, Mundo Cão, Mesmo Sozinho, Bananas, Alma Lavada, Cuidado Com Você. Imperdível!

capa_15 Como Estão Vocês? (2003): Estamos bem obrigado, mas os Titãs nem tanto, o disco é irregular, mas posso destacar boas canções como Eu Não Sou Um Bom Lugar, Enquanto Houver Sol, Provas de Amor, Ser Estranho e Vou Duvidar. A faixa bonitinha As Aventuras do Guitarrista Gourmet Atrás da Refeição Ideal é uma homenagem ao guitarrista Marcelo Fromer que também era um exímio mestre cuca.

capa_16 MTV ao vivo Titãs (2005): Produção Jack Endino. Bom trabalho e retorno da banda à mídia, mas assim fica fácil, como diria o chato do Faustão: - Ôra mêu, quem sabe faz ao vivo. E a banda sempre foi competente nesse quesito. O tracklist a seguir revela o que estou dizendo. A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, AA UU, Vossa Excelência, Aluga-se, Lugar Nenhum, Enquanto Houver Sol, Provas de Amor, Mentiras, Anjo Exterminador, Vamos ao Trabalho, Cabeça Dinossauro, Não Vou Lutar, Bichos Escrotos, Eu Não Sei Fazer Música, O Inferno São os Outros, Polícia, Epitáfio, Flores e Diversão. Gosto da fase de Roberto Carlos, mas essa versão de O Portão é forçar a barra e colocar a grade abaixo. As inéditas Vossa Excelência, Anjo Exterminador e O Inferno São Os Outros são muito boas, e garantem um discão!

DVDs

titas_acustico Acústico MTV Titãs (1997): Se você não estiver enjoado é uma boa compra, a edição de câmeras não é das melhores por adotar um padrão bem televisivo, pouco ousado na edição. Mesmas faixas do CD.

Especificações Técnicas: Região: 4. Legendas em Espanhol, Inglês, Português. Audio: Dolby Digital 2.0. Formato de Tela: Tela Cheia. Extras: Making Of e Discografia.

volume dois Ao Vivo Volume Dois (1998): Como diria a namoradinha de Forrest Gump: - Run Forrest, Run! E para bem longe. Piorando, ainda tem músicas a mais que no CD. Faixas: AA-UU, Bichos Escrotos, Cabeça Dinossauro, Cegos do Castelo, Dentes, Era uma Vez, Eu e Ela, Flores, Homem Primata, Marvin, Miséria, Nem Minutos Guardados, O Pulso, Polícia, Pra Dizer Adeus. Run Forrest Run!

Especificações Técnicas: Região: 0. Audio: Dolby Digital 5.1 e 2.0. Formato de Tela: Tela Cheia.

lual_titas Luau MTV (2002): Para quem gosta das versões com maresia da MTV Brasil. Faixas: Aluga-se, O Mundo É Bão Sebastião, A Melhor Banda De Todos Os Tempos Da Última Semana, Epitáfio, Pra Dizer Adeus, Isso, Marvin, Não Vou Me Adaptar, Homem Primata e Flores.

Especificações Técnicas: Região: 0. Legendas em Espanhol, Inglês, Português. Audio: Dolby Digital 5.1 e 2.0. Formato de Tela: Tela Cheia.

AoVivoMTV MTV ao vivo Titãs (2006): Um delicioso e acachapante registro de uma banda ao vivo, é em espetáculos como esses que os Titãs reafirmam a posição de primeiro time do Rock Nacional. Edição, som, menus e cenografia fabulosos. Show realizado na Fortaleza de São José da Ponta Grossa em Florianópolis/SC, nos dias 12 e 13 de agosto de 2005. Essa edição em DVD vem com seis faixas a mais que o CD, as escolhidas foram Domingo, Homem Primata, Eu Não Sou um Bom Lugar, Vou Duvidar, Nem Sempre Se Pode Ser Deus e Sonífera Ilha. Se não tem, compre logo!

Especificações Técnicas: Região: 4. Legendas em Espanhol e Inglês. Audio: Dolby Digital 2.0, 5.1 e DTS. Formato de Tela: Tela Cheia. Extras: Entrevista e Galeria de Fotos.

livro-titasLIVRO

A Vida Até Parece Uma Festa - Uma Biografia dos Titãs

Autores: Luiz André Alzer e Hérica Marmo. Ano: 2002. Editora: Record.

Finalizando, em relação aos álbuns, com exceção de Como Estão Vocês?, os melhores discos da banda passaram pelas mãos do Liminha, boa parceria! Tem dúvida, confere aí!

Além da obra citada existem milhares de trabalhos paralelos dos caras na música, cinema e literatura, ficou curioso né? Os Titãs possuem fundamental importância no cenário do Pop Rock Nacional, sou fã. Ano passado durante o show da banda na primeira edição do Festival de Inverno de Brasília, o baterista Charles Gavin confidenciou-me que estão trabalhando em um disco que tem como base o quinteto, sem músicos convidados. Estou ancioso para ouvir esse trabalho!

semprelivremix O show a ser apresentado em Brasília, dia 19/07, não é novidade, em 1999 as duas bandas se apresentaram projeto Sempre Livre Mix, que gerou um excelente cd promocional, dividindo o tracklist da seguinte forma, quatro faixas dos Paralamas (Lanterna dos Afogados, O Beco, Ska e Pólvora) e quatro dos Titãs (Nem 5 Minutos Guardados, Diversão, Lugar Nenhum e Comida). O novo CD/DVD Juntos ao Vivo já se encontra á venda, aguarde publicação do review deste DVD. Diversão é a solução prá mim e prá você!

pds_titas_bsb SERVIÇO:

Dia: 19/07/2008

Local: Marina Hall

Ingressos:

Valor do 1º Lote:
• Platéia: R$ 35,00 (meia)
• Camarote: R$ 50,00 (meia)

À venda na Free Corner e Livraria Leitura.

Os preços divulgados estão sujeitos a alteração sem aviso prévio.

Informações: (61) 8414-2100 ou 3212-3030

Censura: 16 anos

Corra e compre logo o seu!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Os Titãs: Primeira parte.

Matéria especial, aquecendo os motores para o dia 19/07 - Titãs + Paralamas!

titas1

A banda

arnaldoantunes A formação titânica revela uma das bandas mais legais e malucas do Rock Nacional. Desde os anos 80 esses paulistas nos brindam com experimentalismo e som coeso, cada disco do grupo é uma história, pena que toda história tenha seus vilões. Do octeto restaram apenas Branco Mello, Charles Gavin, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto, as baixas alteraram para sempre o processo de composição dos Titãs. A primeira foi a de Arnaldo Antunes em 1992, durante a turnê de Tudo Ao Mesmo Tempo Agora por divergências artísticas, fromer_pbAntunes continuou amigo dos caras e participa até hoje dando canja em shows. A segunda foi de Marcelo Fromer (1961 - 2001), durante o processo de produção do álbum A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, foi vítima –  assassinado – de atropelamento enquanto fazia Cooper em São Paulo, assassinado sim, pois um motoqueiro que atropela um cidadão e não presta socorro, em minha opinião é um assassino, o senhor Erasmo Castro da Costa Junior foi preso um ano depois em nando_reisvirtude de denúncias. E a terceira baixa deu-se durante os shows  de A Melhor Banda...(2002), o baixista Nando Reis sabia que o mundo é bão Sebastião e ele queria esse mundo só para ele, o que gerou uma relação indigesta entre ele e o quinteto.

Os Titãs depois de 15 discos autoriais e ao vivo, não estão contabilizadas as coletâneas, ainda estão na ativa e possuem um valor imensurável para o Brock, leia-se Rock Brasil. Brasília no próximo dia 19 de julho celebrará o lançamento do CD/DVD Paralamas + Titãs juntos ao vivo, 25 anos de Rock. Serviço do show no final desta matéria.

capa_1A Obra

Titãs (1984): O disco homônimo de estréia produzido por Pena Schmidt, era alegórico e muito alegre, seu hit instantâneo foi a deliciosa Sonífera Ilha e tem como destaque Marvin, Go Back, Querem Meu Sangue e Toda Cor.

capa_2 Televisão (1985): A produção do segundo LP ficou a cargo de Lulu Santos, o disco mostrava a evolução da banda e a canção crítica Televisão era sucesso imediato. Insensível, Pavimentação, Não Vou Me Adaptar eram muitos boas. Autonomia e Massacre fechavam o bolachão demonstrando o que ainda estava por vir.

capa_3 Cabeça Dinossauro (1986): Porrada na boca do estômago, resultado de uma banda em estado de graça artística. Cabeça foi produzido pelo Liminha, um mentor do Brock, trazia em sua capa os primitivos desenhos de Leonardo da Vinci (Museu do Louvre/FR) e criticava todo o sistema englobando a família, religião, educação, segurança e o Estado eu uma coleção de hits e clássicos. Obrigatória a figuranção deste em qualquer lista dos 10 maiores discos nacionais de todos os tempos. Afinal o que dizer de um disco que tem a poderosa Cabeça Dinossauro, a gutural AA-UU, a desafiadora Igreja, a emblemática Polícia, as violentas Estado Violência e Porrada, as que tratam de outras doenças sociais como Tô Cansado, Bichos Escrotos, Família, Homem Primata e O Que. Espetacular!!! Foi o primeiro show dos caras que eu fui, demais, até hoje lembro de Nando cantando Igreja.

capa_5 Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987): Sensacional álbum, em relação às letras dá continuação a temática do disco anterior, recheado de clássicos e hits, o vigor do Rock n' Roll aqui é incorporado a sons eletrônicos e arranjos irreparáveis e mais uma parceria com o Liminha. Destaco Todo Mundo Quer Amor que choca os puritanos, Comida fala das necessidades humanas, O Inimigo um alerta, Corações e Mentes é uma leitura da loucura de relacionamentos, Diversão é solução, Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas é filosófica, Mentiras a busca pelo eu, Desordem é a indignação, Lugar Nenhum a globalização, Armas pra Lutar e o desarmamento, e Nome aos Bois é a canção dos ditadores.

capa_4 Go Back (1988): Captado no famoso Festival de Montreux na Suíça em 1988 é um dos melhores discos ao vivo que já escutei. Liminha mais uma vez na área e a banda entrosadíssima. Releituras definitivas para ótimas canções lado B como Pavimentação, Massacre, Nome Aos Bois, Massacre e Não Vou me Adaptar. Versões cheias de energia para clássicos como Bichos Escrotos, Diversão, Marvin, AA-UU, Polícia, Cabeça Dinossauro, Lugar Nenhum e Go Back. A capa é super legal com fotos do grupo enquanto crianças. Álbum obrigatório!

capa_6 Õ Blésq Blom (1989): Provavelmente o primeiro disco com mais elementos sonoros do Rock Nacional, produção cuidadosa e caprichada a cargo de Liminha. A clássica Flores e a ótima Miséria tornaram-se hits instantâneos. Um disco de faixas excelentes como Miséria, Racio Símio, O Camelo e o Dromedário, Palavras, Medo, Flores, O Pulso, 32 Dentes, Faculdade e Deus e o Diabo. As curiosas músicas que abrem e fecham o trabalho são de Mauro e Quitéria, repentistas nordestinos descobertos durante a turnê de Go Back. Um LP irrepreensível que tem como virtude o bom gosto de brincar com as palavras, encerrando a melhor criativa fase da banda.

capa_7 Tudo ao Mesmo Tempo Agora (1991): Adoro esse disco de rock furioso, apesar de ser escatológico e um fracasso retumbante de vendas. Continuava a brincadeira com as palavras, na capa a colagem de órgãos humanos e no encarte fazia-se questão de alertar que foi composto, arranjado e produzido pelos próprios Titãs, para não destacar ou melindrar ninguém, querendo mostrar a força do conjunto que presenciou durante seus shows de divulgação a saída de Arnaldo Antunes, que já batia de frente com a banda desde Õ Blésq Blom. Destacaria Clitóris, Já, Eu Vezes Eu, Saia de Mim, Agora, Não É por Não Falar, Se Você Está Aqui e Eu Não Sei Fazer Música.

capa_8 Titanomaquia (1993): Produzido pelo estadunidense Jack Endino, responsável pela produção de disco de bandas grunges como Nirvana, Mudhoney e Soundgarden alterou freneticamente a sonoridade do grupo. Este para muitos significa um marco, para mim um disco de clássicas canções como Será que É Isso o que Eu Necessito?, Nem Sempre se Pode Ser Deus e Hereditário, e outras boas como Fazer o Quê?, A Verdadeira Mary Poppins e Taxidermia.

Amanhã a 2ª parte desta matéria especial. Aguarde!

SERVIÇO:

pds_titas_bsbDia: 19/07/2008

Local: Marina Hall

Ingressos:

Valor do 1º Lote:
• Platéia: R$ 35,00 (meia)
• Camarote: R$ 50,00 (meia)

À venda na Free Corner e Livraria Leitura.

Os preços divulgados estão sujeitos a alteração sem aviso prévio.

Informações: (61) 8414-2100 ou 3212-3030

Censura: 16 anos

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