Mostrando postagens com marcador política.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política.. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher: Um dia para comemorações mais acima de tudo para reflexões

Imagem: Rosa Luxemburgo - Inicio do século XX




Dia Internacional da Mulher! Poucas datas são tão significativas em nosso calendário. Um dia para comemorações e reflexões. Comemorações pelas várias conquistas alcançadas. Mas reflexões pelas conquistas que ainda não vieram. Um dia tão importante, que poucos e poucas tem a real noção de sua importância. Um dia que marca toda uma luta em defesa dos direitos iguais entre homens e mulheres. Inclusive no mercado de trabalho. Portanto a luta das mulheres, inclusive o significado do 8 de março está intimamente ligado à luta operária, ou dos trabalhadores ou ainda sindical, como queira.


História do 8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, redução na carga horária de trabalho de 16 horas para dez horas diárias, equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de profissional.
A manifestação foi duramente reprimida. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Como podemos ver, se hoje cumprimos a carga horária de 40 horas semanais, ou 8 horas diárias, foi a custo de muito suor e sangue de trabalhadores e trabalhadoras do mundo todo. Muitas foram a greves e muito foi o sangue derramado para que tivéssemos estes direitos reconhecidos. E graças a esta conquista, temos o período noturno para desenvolvermos as mais diversas atividades, como inclusive estudar e dedicar tempo à família, filhos etc... . A cada vez que você sair do trabalho pense nisto. Pense que muitos tiveram que dar sua vida para que hoje você cumprisse a carga horária que cumpre. E a morte dessas tecelãs, foi apenas um dos fatos ocorridos na história da luta dos trabalhadores e trabalhadoras. Mas atenção. É bem verdade que ainda existem setores da Iniciativa Privada onde a carga horária é de 44 horas semanais.
Mas se no setor privado existe diferença de salário entre homens e mulheres para o exercício da mesma função, no setor público, ao contrário do que muitos pensam, essa desigualdade também existe. Apenas ela se coloca de uma forma diferente. Pelo edital do concurso, o salário é o mesmo para homens e mulheres. No entanto existe uma outra forma de desigualdade. O número de homens ocupantes de DAS's, Cargos Comissionados e Funções Gratificadas é muito maior do que o de mulheres. Diante disso pergunto: Será que nós homens somos mais competentes que as mulheres? Claro que não. O que existe é o machismo encrustado na sociedade. Competência não têm sexo.

Objetivo da Data

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Em vários locais do planeta, neste mesmo dia, são realizadas conferências, debates, reuniões e as mais diversas atividades cujo objetivo é discutir o papel da mulher no mundo atual. Há um esforço por parte do movimento feminista e de vários outros setores e forças políticas para tentar acabar com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi feito. Mas ainda há muito o que fazer.

Conquistas das Mulheres Brasileiras

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem votadas para cargos no executivo e legislativo.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História

1788 - O político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos EUA.
1859 - Surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
1862 - Durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
1865 - Na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
1869 - É criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
1874 - Criada no Japão a primeira escola normal para moças
1878 - Criada na Rússia uma Universidade Feminina
1901 - O deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres
1932 - As mulheres brasileiras conquistam o direito de votar e serem votadas em eleições.

Distorções do Dia Internacional da Mulher
Vejo com muita tristeza o que muitas vezes ocorre no Dia Internacional da Mulher. Muitas vezes, em lembrança a data, são realizadas neste dia oficinas de bordar, crochê e etc... . Quero deixar bem claro que não tenho nada contra essas atividades. No entanto, isto não mais é do que minimizar a importância de tal data. O dia em pauta, é para que façamos, como eu disse acima de tudo, uma reflexão sobre os avanços conquistados e problemas a serem enfrentados pelas mulheres na sociedade atual. Estes tipos de atividades nada mais são do que uma tentativa de desviar a luta das mulheres para atividades secundárias. Sem falar que tratam as mulheres com um total atraso. As mulheres de antes, como viviam para o lar, tinham que obrigatoriamente aprender tais habilidades. Hoje, ao contrário, as mulheres tem que ser preparadas para o mercado de trabalho. Por isso, estudam e se formam cada vez mais.
Que possamos lutar cada vez mais por um mundo mais justo e humano. Um mundo onde homens e mulheres sejam tratados de forma realmente igual e sem machismos. Cabe a cada um de nós, construir este mundo.
Termino este texto, parafraseando Rosa Luxemburgo, uma das principais referências na luta das mulheres em todo o planeta: "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem"

Parabéns a todas mulheres;
Carlos Henrique.










domingo, 27 de setembro de 2009

Estacionamentos Públicos em Brasília: Cadê as Vagas?

A falta de vagas nos estacionamentos públicos de Brasília, constitiui um dos problemas mais crônicos da nossa cidade. Não que isto seja exclusividade dela, pois várias, ou todas as grandes e médias cidades brasileiras sofrem de tal mal. Quantos de nossos valorosos leitores já passaram minutos e minutos a procura de uma vaga em locais como Setor Bancário Sul e Norte, Setor Comercial Sul e Norte, Setor de Autarquias Sul, Esplanada dos Ministérios e várias das entre quadras comerciais do Plano Piloto onde inclusive se situam vários dos barzinhos e casas norturnas em geral da capital? Tenho a certeza que todos ou quase todos. E se tem alguém que ainda não passou por isso, ou não mora aqui ou ainda não possui carteira de motorista. E isto só para citar alguns pontos de maior confluência. Tal problema tem diversas causas, algumas delas a seguir:
1 - Brasilia é uma cidade planejada. Entretanto, planejada para 500 mil habitantes. E não para 3.000.000 como é o caso da população do DF hoje. Fruto do crescimento populacional sem planejamento e irresponsável praticado por governos igualmente irresponsáveis. Quem não ouviu falar da "farra do lote" onde se distribuía lote a quem quisesse e chegasse em Brasília independentemente do tempo de moradia no DF? É claro que qualquer governo que se preze, tem por obrigação viabilizar moradia para a população, em especial a mais carente. Entretanto, para tanto é necessário que se tenha uma política. Determinar regras e condições a serem seguidas e preenchidas pelos candidatos a lote, como por exemplo ter um tempo mínimo de residência fixa no DF. O que com certeza, durante muito tempo, não foi seguido.
2 - A falta de investimentos públicos na construção de mais estacionamentos. Pagamos nossos impostos que aliás, estão entre os mais caros do planeta. Em contrapartida, teriamos que receber do governo um os melhores Serviços Públicos do mundo. Nada mais justo, não? Entretanto, não é a nossa realidade. Temos uma alta carga tributária e temos do governo um Serviço Público sucateado e pelo menos na maioria das vezes de péssima qualidade. Começando pela falta de valorização da maioria dos servidores até a falta de investimentos, como por exemplo a falta de investimentos na construção de novos estacionamentos e ampliação dos atuais. Neste ponto, fica um grande desafio. Como ampliar no número de vagas públicas sem diminuir as áreas verdes de nossa cidade? Brasília sempre se notabilizou, entre outras coisas, pelas imensas e numerosas áreas verdes. É a cidade que tem mais árvores por habitante do mundo. E foi idealizada assim por seus construtores, como se fosse uma cidade emergindo de uma floresta. Tudo isso, para dar maior qualidade de vida aos seus habitantes. Fica aí o desafio...
3 - A facilidade em se comprar carro zero e usado. De alguns anos para cá, se tornou muito mais fácil a compra de carros. Com parcelas a perder de vista, podemos dizer que hoje, quase todo mundo pode ter um carro. Isto, fruto não só da necessidade das pessoas, mas também da sede insaciável dos capitalistas de plantão. Sede por lucro, lucro e mais lucro. Mas ainda assim, não podemos dizer que isso seja algo ruim. Pois é direito de cada cidadão ter o seu próprio carro, seja para trabalhar, seja para o lazer. E não podemos abrir mão de um direito nosso (como o de ter um carro) simplesmente porque o governo não faz o seu dever de casa. Mas é inquestionável que tal fato contribui para a piora do problema citado.
4 - A falta de um sistema de transporte coletivo e público de qualidade. Este é um problema antigo de nossa cidade. Se duvidarmos, já nasceu com ela. O sistema coletivo de transporte por ônibus do DF é um dos piores do país. Como se não bastasse o preço ser alto. Não cobre toda a cidade. Para diversos ponto de Brasília, temos que pegar dois e em alguns casos até três ônibus. Isto porque, nestes casos, não existe ônibus direto. Das Cidades Satélites para o Plano Piloto, os mesmos passam com uma certa frequência. Mas tenta pegar um ônibus de uma satélite para outra.... . São raríssimos e em alguns casos até não existe linha. O metrô, por sua vez, só atende o lado sul do Distrito Federal. Plano, Guará, Águas Claras, Taguatinga e Ceilândia. Só agora, o governo anunciou a extensão do metrô para a Asa Norte, como se só agora tivessem lembrado que o lado norte tambem existe. É fato também, que nos últimos tempos, aumentaram a quantidade de estações, com 40 mil usuários a mais e pegar o trem e conseguir um lugar para sentar, virou algo raro. Pergunto: Porque não anteciparam a compra de novos trens já sabendo que o número de passageiros iria aumentar. Não. Esperaram a coisa acontecer para aí providenciar a compra. Ninguém discute que aumentar as estações do metrô fazendo-o alcançar mais pessoas é algo benéfico. Mas porque não planejar mais e melhor?A melhoria do transporte coletivo, seja ela público ou privado, é condição essencial para a melhoria do trânsito e aumento de vagas nos estacionamentos aqui em Brasília e em qualquer parte do mundo.
É bem verdade, que com a vinda da Copa do Mundo para o Brasil e para Brasília (que está gerando também a compra do VLT), vai melhorar sobremaneira a questão do trânsito e quem sabe dos estacionamentos. Mas porque porque só assim conquistamos tais melhorias? E quando a copa passar? Vamos ficar outros 50 anos sem os investimentos adequados? Se assim fôr, os problemas voltarão a acontecer e de forma intensa.
Colocar estacionamentos privados como ocorreu no Setor Comercial Sul (SCS) e cobrar dos motoristas, também não é solução. É direito nosso ter a opção de estaciornarmos de graça. Isso porque no final das contas o que os trabalhadores iriam pagar de estacionamento no final do mês seria um absurdo. Muitos iriam trabalhar para pagar estacionamento. O que não é justo e nem correto.
Caro cidadão, o governo não nos faz favor. Pagamos nossos impostos. Prestar serviços de qualidade não é favor do governo. É obrigação. É como diz a personagem de um famoso programa humorítico: Tô pagando. Eu diria: Estamos pagando. Eu e mais tantos e tantos outros, estamos exigindo apenas o devido respeito por parte de nossos governantes. O respeito aos nossos direitos. E assim, exercendo a nossa cidadania.

Abraços a todos;
Carlos Henrique.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Golpe Militar em Honduras - Fora Golpistas

Conforme todos acompanharam pela mídia brasileira, em junho deste ano, o presidente hondurenho legitimamente eleito, Manuel Zelaya, foi deposto por forças militares e direitistas de Honduras.
Pois bem. Tal ato, por si só, já significa um ataque brutal contra a democracia daquele país e dos demais países da América do Sul e Central. Imaginem se a moda pega. Imaginem se a cada vez que um presidente fôr eleito pelo voto direto e contrariar determinados interesses de grupos fortes econômica e politicamente for deposto... . E observem que o nosso continente tem todo um histórico de ditaduras militares onde todas foram impulsinadas pelos EUA, com o intuito de impedir o crescimento do socialismo. As ditaduras em nosso continente, fazem parte de um passado recente, mas ainda assim passado. Fazer uso de uma para atender a determinados interesses, é retroagir no processo democrático em curso na maior parte do planeta. É perder o bonde da história.

Motivos que Levaram ao Golpe

Apesar de suas credenciais de centro-direita, Zelaya, após ser eleito se afastou de seus tradicionais aliados, entre eles os EUA. Se aproximou aos poucos de Hugo Chávez e outros países componentes da chamada 'esquerda bolivariana', como Equador, Bolívia e Nicarágua. Ao fazer isto, contrariou interesses americanos.
Neste ano, tentou organizar um referendo para aprovar a realização de um plebiscito constitucional em Honduras, que permitiria a reeleição. Mas não era candidato a mais um mandato como presidente. A medida valeria apenas para o próximo ocupante do cargo.
Um referendo, como foi proposto pelo mesmo, poderia ou não aumentar a reeleição para o próximo presidente e caso aprovasse, tal proposta ainda seria submetida à uma Assembléia Constituinte. Vale dizer, que no congresso Zelaya não tem maioria. Onde está o erro? E mesmo que Zelaya tenha cometido algum, isto justifica um Golpe de Estado e a conseqüente implantação de uma ditadura militar, ou governo militar como queiram?
E como se não bastasse tudo isso, as tropas hondurenhas no dia de hoje, ameaçam invadir a embaixada brasileira no citado país para prender Zelaya. Sendo que terreno de embaixada é terreno livre e uma possível invasão fere acordos internacionais feitos através da ONU. Na realidade, o Brasil apenas concedeu asilo político ao presidente deposto o que está em acordo com os direitos humanos mais elementares. Inclusive, durante a ditadura militar no Brasil, diversos militantes políticos que hoje são lideranças políticas no nosso país, recorreram a tal ajuda em várias embaixadas de outros países. Inclusive alguns destes hoje são parlamentares do DEM e do PSDB que hoje tanto criticam a atitude do governo brasileiro de conceder tal ajuda ao líder daquele país. Mesmo que fosse um equívoco do Brasil, como criticar se eles mesmos já se valeram disto? Quanto incoerência...
As forças militares, direitistas orquestraram o golpe. Entretanto, é possível que os Estados Unidos estejam também por detrás. É necessário e urgente, devolver o posto ao seu legitímo ocupante.
Quando pensamos que o espírito ditatorial e golpista já não se fazia mais presente na América do Sul e Central, nos deparamos com tal situação.

P.S: Estive sem postar nestas últimas semanas devido a problemas de saúde na família. Meu pai foi acometido de uma grave infecção no cérebro o que o levou à UTI. Quero agradecer ao Cristiano, ao Wellington e a Elicele pelo apoio dado a minha pessoa. É muito bom saber que se tem amigos de verdade.
Abraços a todos;
Carlos Henrique

domingo, 10 de maio de 2009

Uma Análise Sobre o Filme Che


Poucas personalidades em todo o mundo são tão reverenciadas. E não apenas por militantes políticos de esquerda. Mas também por outros não tão de esquerda assim. Fui ativista do Movimento Estudantil na UnB e vários dos meus amigos e companheiros do movimento eram admiradores de Che Guevara.
O filme ajuda um pouco a conhecermos a história política de nosso continente. As década de 50 e 60 foram de repressão. Ditaduras estavam em vigor em quase todos os países da América do Sul. Todas elas orquestradas pelos Estados Unidos da América na sua infinita gana de poder e supremacia. Os EUA articulavam a derrubada de líderes democraticamente eleitos mas que não rezavam sua cartilha. Fulgêncio Batista, então governante de Cuba era uma marionete nas mãos americanas. E neste contexto surge Ernesto Che Guervara.
No filme, entre cenas aparece uma entrevista de Che a uma jornalista, onde evidentemente, ela faz perguntas sobre o movimento por ele liderado e seus ideais.
Na obra também aparecem várias cenas de guerras travadas em solo urbano. Não as originais. Mas as gravadas para o filme. O discurso de Che nas Nações Unidas é simplesmente fantástico.
Benício Del Toro (que dá vida ao guerrilheiro) foi vencedor do prêmio de melhor ator em Cannes.
A direção é de Steven Soderberg, vencedor do oscar de melhor diretor com 11 Homens e um Segredo. A fita também conta com Rodrigo Santoro no papel de Raúl Castro, atual presidente cubano, irmão de Fidel Castro.
Uma boa opção de lazer e conhecimento.

Abaixo, algumas das principais frase de Che Guervara. Parte delas, vemos no filme.

"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira."

" Um povo sem edução, é um povo facilmente enganado."

"A farda modela o corpo e atrofia a mente"

"Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida."

"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."

"Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética."
"Derrota após derrota até a vitória final."

"Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar."
"O conhecimento nos faz responsáveis."

"O revolucionário deve sempre ser integral. Ele deverá trabalhar todas as horas, todos os minutos de sua vida, com um interesse sempre renovado e sempre crescente. Esta é uma qualidade fundamental."
"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário."
"DEVO DIZER, CORRENDO O RISCO DE PARECER RIDÍCULO, QUE O VERDADEIRO REVOLUCIONÁRIO É MOVIDO POR UM GRANDE SENTIMENTO DE AMOR. AMOR PELA HUMANIDADE, PELA DEMOCRACIA, PELA JUSTIÇA"

"Deixe o mundo mudar você e você poderá mudar o mundo."

"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira."

"MUITOS DIRÃO QUE SOU AVENTUREIRO E SOU MESMO,SÓ QUE DE UM TIPO DIFERENTE,DAQUELES QUE ENTREGAM A PRÓPRIA PELE PARA DEMONSTRAR SUAS VERDADES."

"Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados."

"Prefiro morrer de pé que viver sempre ajoelhado."
"Temos de endurecer sem perder a ternura."

"A sabedoria só nos chega quando não precisamos mais dela."

"O importante não é justificar o erro, mas impedir que ele se repita."

"Eles podem até tirar minha vida, mas nunca minha liberdade."
Obs: Enfim, seu único defeito era ser argentino... (eheheheh)

domingo, 3 de maio de 2009

Lançamento do Livro O Programa da Revolução


Coleção Estudos Revolucionários
Marx e Engels, Lênin e Trotsky


Se você gosta de política e quer entender melhor a luta de classes, a revolução proletária ocorrida na extinta União Soviética e o fim do socialismo no Leste Europeu com o desmanche da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) essa é uma boa pedida. Inaugurando a Coleção Estudos Revolucionários, a Nova Palavra Editora lança o livro “O Programa da Revolução”, antologia de clássicos que recupera três momentos da elaboração do programa revolucionário.
O primeiro é o Manifesto do Partido Comunista (1848), de Karl Marx e Friedrich Engels. O livro também traz prefácios de Marx e Engels e o texto “90 Anos do Manifesto Comunista” de Leon Trotsky.
O segundo momento são “As Teses de Abril”, apresentadas por Lênin durante a Revolução Russa. A presente edição até então inédita em português, foi traduzida a partir do discurso feito por ele na reunião dos bolcheviques de 4 de abril de 1917.
Por fim, às vésperas da segunda guerra mundial imperialista e durante a repressão stalinista, Leon Trotsky elabora o Programa de Transição (1938). Era o instrumento teórico necessário para construir uma saída positiva diante do atraso da revolução, situação que perdura ainda hoje e é abordada no artigo de Pierre Lambert, dirigente da 4ª. Internacional, morto em 2008, que encerra o livro. Encomende seu exemplar!
Uma obra literária/política, importante para entendermos um pouco mais o mundo de hoje e as relações entre países. Como já disse aqui, em política, nada acontece por acaso. Entendermos o que se passou no passado, é fundamental para entendermos o que acontece atualmente e porque acontece.



COMO COMPRAR:
Preço: R$23,90

Preço de lançamento: R$15,00 (mais custos de correio). Válido até 15 de Maio.
Faça seu pedido pelo e-mail: vendas@novapalavraeditora.com.br

Ou ainda pelo telefone: 9223-7782 tratar com esse que vos fala.


Abraços a todos;
Carlos Henrique.

domingo, 26 de abril de 2009

A Farra das Passagens

Nos últimos dias, temos assistido através da mídia as notícias pertinentes ao mau uso das passagens aéreas na Câmara dos Deputados. Denúncias de que amigos, namoradas e familiares estariam, irregularmente, fazendo uso das mesmas. Isso nada mais é, do que o reflexo de muitas irregularidades cometidas neste país, não só por parlamentares, mas por empresários, banqueiros, industriais e muitas vezes, pasmem, por pessoas comuns no dia-a-dia.
Nos Costumamos, todo dia, toda hora, a criticar políticos por suas desonestidades. Mas nos esquecemos de que os políticos são fruto da nossa cultura desonesta. No nosso país, reina a cultura da desonestidade e a crença de que ser honesto, é ser besta, burro, bobo e por aí vai.... .
Desque quando ser desonesto é que é o certo? E os políticos, como brasileiros, nasceram debaixo dessa cultura. São a consequência. Os nosso políticos, são a imagem da sociedade brasileira.
Quantas e quantas vezes, nós em nossas atitudes diárias, tomamos atitudes desonestas. São os cinco centavos do troco que não damos dizendo que não temos quando temos, são os "achados não são roubados" mesmo quando sabemos quem são os donos, os cheques sem fundo que são dados mesmo quando sabemos que temos dinheiro etc... . Temos que mudar essa cultura.
Mas enfim, voltando ao tópico inicial, é um absurdo que dinheiro público seja tão mal utilizado. Que sejamos, como povo brasileiro, mais uma vez passados para trás. Até concordo com o presidente da câmara deputado Michel Temer, de que nenhum deputado cometeu irregularidade porque não havia uma norma que tratasse a respeito. E aí, entra aquela velha norma jurídica, se não há lei proibindo, não há crime. Mas vejamos bem. É o óbvio de que não se deve usar verba pública para tais fins. O dinheiro das passagens, tem que ser tão somente para os parlamentares irem e virem para seus estados. No máximo para trazerem esposas e maridos para os acompanharem em um caso de necessidade. Mas para turismo, lazer jamais. Ou seja, podia até não ser ilegal, mas é imoral o uso como estava acontecendo. E se há convite para os mesmos participarem de palestras e tal, quem está organizando o evento e convida é quem tem que pagar.
E quando olhamos aqui para a Câmara Legislativa, vemos que o mesmo ou até o pior acontece. A casa já se transformou em vergonha e escândalo nacional. Como explicar que um Deputado Distrital, que é eleito aqui, mora aqui, receba Auxílio Moradia? Complicado...
Certa vez estive conversando com um determinado Deputado Distrital é o mesmo me disse determinadas coisas que são erradas são tão costumeiras dentro CLDF que todo mundo trata esses hábitos como sendo corretos e quando alguém questiona, quase todos criticam.
Não creio que todos os políticos, parlamentares sejam iguais. Isto é algo parecido como dizer que todos nós como seres humanos são iguais. Mas é evidente, que uma grande maioria tem muito o que melhorar para ser considerado honesto(a).
E nós temos que nos conscientizar de que tais coisas acontecem, por culpa nossa. Observamos tudo isso, nos indignamos, mas não nos mobilizamos como sociedade para exigir o mínimo de seriedade de nossos representantes. Temos que ter na mente (apenas para parafrasear Elisa Lucinda em seu poema Só de Sacanagem) que esse dinheiro é o meu dinheiro, o seu dinheiro, o nosso dinheiro. Dinheiro esse que poderia estar sendo usado na educação, na saúde, na segurança, e está sendo utilizado de forma desonesta e imoral, apenas para o desfrute de alguns (uma meia dúzia) enquanto poderia estar sendo utilizado para o bem de toda a sociedade.
Abraços a todos;
Carlos Henrique.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ditabranda? Pimenta nos Olhos dos Outros é Refresco


Semanas atrás a Folha de São Paulo publicou um artigo com o título “Limites a Chávez”. Como se não bastasse a perseguição política sofrida pelo presidente venezuelano por grande parte da imprensa brasileira, o que ocorre por motivos óbvios, mas não corretos e que vou tratar aqui em uma postagem posterior.
Neste caso, especificamente, o problema central e a polêmica ficaram por conta do seguinte comentário: “As chamadas”ditabrandas”, caso do Brasil entre 1964 e 1985, partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.O jornal quis dizer que a Ditadura Militar no Brasil foi branda. Tal afirmação é um absurdo e um desrespeito à aqueles que de uma forma ou de outra foram atingidos pela ditadura.
Pois bem. Já relatei aqui alguns fatos ocorridos durante o período através do artigo Modernidade Sim! Esculhambação Não! onde coloquei que a censura à produção cultural brasileira era imensa e que quanto à imprensa, só podia ser publicado aquilo que o regime queria. Quanto aos jornais que não beijavam a mão da ditadura, foram duramente perseguidos e fechados.
O golpe militar ocorreu em 1 de abril de 1964, e depôs um presidente democraticamente eleito, ou seja, pelo voto. Jango (João Goulart) era tido pelos Estados Unidos como um socialista, por manter boas relações com Moscou e reativar as ligações do Brasil com a China. O Regime Socialista estava em franca ascensão pelo planeta e aos olhos dos capitalistas maiores do nosso planeta, essas relações externas do nosso país eram vistas como um grande perigo para os interesses americanos.
Os ianques então, articularam por debaixo dos panos um golpe para depor o presidente brasileiro. O que lamentavelmente possibilitou a deposição do então Chefe de Estado do Brasil.
O Regime Militar colocava olheiros, pasmem nas ruas e escolas, à paisana. Nas ruas para se infiltrarem em grupos de três ou mais pessoas que estivesse conversando para verificar o que está sendo dito e nas escolas para verificar o que está sendo passado pelos professores aos alunos.Quem era pego falando mal do governo era preso e torturado.
Milhares de brasileiros, foram presos, torturados e mortos pelo regime de repressão. Tive a oportunidade de participar de um ciclo de palestras na Unb onde uma das palestrantes fez parte da resistência ao regime e participou também da Guerrilha do Araguaia fazendo parte do grupo de guerrilheiros comandado por Carlos Lamarca, umas das principais lideranças da resistência aos opressores e umas das minhas principais referências políticas. Naquela oportunidade, ela nos relatou que presenciou do interior de um avião uma pessoa que fazia parte da resistência ser jogada do aparelho, viva, quando o mesmo sobrevoava a selva amazônica.
Veio o AI-5 (Ato Institucional nº 5) da ditadura que proibiu as chamadas liberdades individuais, tais como livre associação partidária, filiação a sindicatos, o direito à greve e à livre expressão e a manifestações. Sindicatos foram fechados e os partidos de esquerda também. Pelo simples fato de emitir uma opinião contrária ao governo militar o cidadão já podia ser preso. As manifestações públicas passaram então a ser duramente reprimidas.
Vários políticos e artistas brasileiros por serem contrários ao regime foram exilados e tiveram seus mandatos cassados. Toda a produção cultural era controlada pelo Estado ditador.
Muitos dos mortos até hoje não tiveram seus corpos achados e à família não foi dada nem a chance de dar um enterro digno a seus parentes.

Fica a pergunta: Será que os responsáveis por tal artigo, foram prejudicados pela ditadura? Será que foram presos, perseguidos ou tiveram parente e amigos mortos?


Reação Imediata

Uma forte reação ao artigo foi imediatamente construída. Muitos foram os e-mail’s de leitores e intelectuais chegaram à redação do jornal como protesto. Mais algo ainda mais estarrecedor estava por acontecer. Mesmo diante de todos os argumentos contrários aos colocados pela Folha, o referido jornal reafirmou suas colocações e ainda classificou a indignação dos intelectuais como “obviamente cínica e mentirosa”.
Na internet foi organizado um abaixo-assinado eletrônico que condenou o “estelionato semântico” do termo “ditabranda” e a agressão sem precedentes da Folha. O documento teve ampla repercussão e ganhou a adesão de diversas páginas e blogs alternativos da rede tendo o apoio de mais de 8.000 signatários entre os quais, celebridades como o sociólogo Antônio Cândido, o arquiteto Oscar Niemeyer e o cantor e compositor Chico Buarque.
Foi organizado um ato em frente à sede do jornal que contou com a presença de mais 500 pessoas entre professores, ativistas (militantes), ex-perseguidos políticos e parentes de desaparecidos mortos pelo governo ditatorial. Apenas durante a manifestação, o blog da jornalista Flávia Brites, que apoiou a mobilização contra a atitude equivocada do referido meio de comunicação, registrou um cálculo expressivo de mais de 60.000 acessos e mais de 100 outros blogs agregados apenas a partir do termo ditabranda.


De onde Nasceu o Artigo?

Como eu costumo dizer, na política nada acontece por acaso. Tudo têm uma razão de ser e de acontecer. O citado meio de comunicação apoiou fortemente a Ditadura Militar, a tal ponto que cedia seus carros que utilizava para transporte de seus exemplares de jornal para o transporte de presos políticos pelos organismos da repressão.
No dia 22 de setembro de 1971, a Folha publica um artigo criticando os movimentos de resistência ao mesmo com os seguintes dizeres: “... quando um governo sério, responsável, respeitável, e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social, realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama”.
Em julho de 1969, a Folha da Tarde foi entregue a Antônio Aggio Jr., ex-diretor do jornal Cidade de Santos, um homem ligado a Carlos Caldeira Filho, um dos donos da Folha de São Paulo na época. Aggio era um repórter policial e trouxe para trabalhar com ele Horley Antônio Destro e Carlos Dias Torres, todos com fortes vínculos com o aparelho do Estado, segundo a revista Caros Amigos.
A Folha da Tarde passou a publicar editoriais que faziam apologia à ditadura e que condenavam as ações armadas dos grupos de resistência, classificando-os como terroristas e inimigos do povo. Quando Lamarca foi morto pelos militares no sertão baiano, em 1971, a Folha da Tarde comemorou. No dia seguinte, estampava: “Morto bandido Lamarca”. Freqüentemente, presos políticos assassinados apareciam na imprensa como vítimas de atropelamento ou mortos em tiroteios com policiais. O que muitos tem hoje como manchetes manipuladas para se maquiar a verdade sobre estas mortes.
Na mesma época, Carlos Caldeira Filho, foi indicado para o cargo de prefeito de Santos, como interventor nomeado pelos militares.
Ao deixar o Grupo Folhas, Aggio se tornou assessor de imprensa do futuro senador Romeu Tuma, um policial que inclui em seu currículo mais de 15 anos de serviço no DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), que tinha como objetivo, controlar e reprimir movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder, onde eram fichados, presos, torturados e muitas vezes mortos os oponentes que ansiavam por liberdade, apenas isso, liberdade.

A Lição dos que Lutaram

Milhares de pessoas morreram, outras tiveram seus amigos e entes queridos mortos, outras tantas foram torturadas, outras silenciadas apenas por interesses políticos, comerciais e financeiros por conta do capitalismo desenfreado que com a sua imensa gana de poder e dinheiro, não polpa e nem escolhe métodos nem meios de atingir seus objetivos. As guerras, como inclusive a do Iraque e os sucessivos ataques à soberania dos povos como os que ocorrem na Venezuela, Bolívia, e nos países do Oriente Médio, isto só para dar alguns exemplos, são outras provas disso.
Não sou nenhum doutor no assunto, mas gosto de política e sempre procuro ler e ver filmes sobre este triste período da nossa história. Portanto, não poderia jamais deixar de colocar aqui um texto em relação a esse infeliz artigo da Folha de São Paulo. Presto assim, uma singela homenagem a todos aqueles que lutam. Em especial aos que lutam contra toda e qualquer forma de opressão e em favor da liberdade. Sem esquecer, evidentemente, daqueles que pagaram com suas vidas para que hoje tivéssemos a liberdade de nos expressar sem corrermos os risco de qualquer repressão.

terça-feira, 10 de março de 2009

Menino da Porteira


Antes de mais nada, quero fazer aqui um esclarecimento. Sei que a maioria ou uma boa parte dos leitores deste blog, não curte música sertaneja. Entretanto, a análise que faço aqui é por se tratar de um filme. E como está evidenciado, inclusive no cabeçalho da página inicial, este espaço foi criado na internet também para tratar de cinema como sendo uma das formas de expressão cultural. Además, é uma produção nacional e nós, podemos assistir filmes estrangeiros mas sem deixar de valorizar o cinema nacional, que aliás, cresce absurdamente ano após ano.

Menino da Porteira é uma refilmagem cuja gravação original ocorreu em 1977. A primeira versão tinha Sérgio Reis como protagonista. A estória se passa em 1954. Eram tempos de forte efervecência política. O país vivia uma quase ditadura com a Era Vargas e na década de 70 quando ocorreu a filmagem, víviamos os anos de chumbo com a Ditadura Militar e a questão política aparece muito forte com o filme abordando sobretudo o assunto coronelismo no nordeste brasileiro. A estória do menino que sobe na porteira e grita: "toca o berrante seu moço" embora bela, aparece apenas como alavanca para que se faça a discussão sobre o tema.

Nessa segunda versão, a questão política divide a atenções com o romance entre o peão ou boiadeiro Diogo (Daniel) e a filha do coronel, Juliana, vivida pela talentosa atriz Vanessa Giácomo.

Outro que aparece bem na telinha é o já consagrado José de Abreu na pele do temido coronel Batista. Para compor a personalidade mal-humorada de seu personagem, José de Abreu imaginou que ele sofria de uma crônica dor de dente. O ator então decidiu ir ao dentista e retirar uma ponte, de forma que a dor que sentia torna sua interpretação mais autêntica.

Mas quem rouba a cena mesmo é o garoto João Pedro Carvalho que dá vida ao personagem-título. Ele foi selecionado entre mil crianças e até parece gente grande em cena. Aos 8 anos, o ator mirim é praticamente um veterano. Começou a trabalhar aos 3 meses de vida estrelando comerciais de tv. Em 2003 fez sua estreia na telona no filme Acquária.

A trilha sonora é recheiada de grandes sucessos da música sertaneja de raiz.

Outro dado interessante, é que toda a equipe do filme recebeu como conselho que não assistisse à versão original, para evitar imitações.

O ponto fraco do filme está na fraca interpretação de Daniel, que pelo menos por enquanto, não é ator. Mas isso não chega a comprometer por conta da boa atuação dos atores aqui citados. Sem falar que a cultura interiorana do nosso país, que ajuda e muito a enriquecer cultura brasileira como um todo é valorizada sobremaneira.

Quem desejar saber mais sobre o filme pode acessar a página oficial na internet: http://www.omeninodaporteira.com.br/ ou o blog http:omeninodaporteira.zip.net/

Enfim, a obra é uma boa diversão para os amantes da 7º arte.



Abraços a todos;
Carlos Henrique.


sábado, 22 de março de 2008

Quem têm medo da inflação?


Alguém se lembra do símbolo da inflação, aquele dragão cuspidor de fogo que atormentou o país durante décadas? Se não lembra, é porque vivemos hoje sob um regime econômico estável, com maior disponibilidade de crédito (ainda que a um custo alto) e com cenário econômico externo positivo. Neste cenário atual, a tendência seria de crescimento ecônomico e conseqüente redução das desigualdades. Como o Brasil quase sempre anda na contramão em relação ao resto do mundo, não seria estranho ver e ouvir as notícias que circularam na imprensa esta semana. O governo teve informações de órgãos ligados à área econômica (IPEA - Instituto de Políticas Econômicas Aplicadas, órgão subordinado ao Ministério do Planejamento) que o acesso ao crédito à população teve um aumento sigificativo de aproximadamente 29% no ano de 2007 comparado a 2006.

No entanto, esta notícia, que seria motivo para comemoração por parte do governo agora é motivo de preocupação. Com este crédito farto ficou mais fácil se endividar, comprar bens e até serviços através dos financiamentos em bancos e financeiras. As vantagens são muitas, como comprar um automóvel em até 100 meses ou até ovos de Páscoa em 12 vezes sem juros, tornando-se acessível até para as classes C, D e E, com aumento do consumo de produtos outrora supérfluos.

Por outro lado, este aumento do consumo implicaria diretamente no aumento da produção industrial brasileira para suprir a demanda. Contudo, muitos empresários não estão preparados para o aumento desta demanda, e conseqüentemente, isto acarretará no aumento de preços e alta da inflação. Outra alternativa para o aumento do consumo seria o aumento das importações para suprir o mercado interno.
Há especialistas que defendam que este cenário descrito acima não é totalmente desfavorável. O aumento das importações acarreta em melhoria dos produtos nacionais em decorrência da competitividade com os produtos importados. Além de que as exportações brasileiras não seriam afetadas diretamente, porque 80 % das exportações são de commodities, e seus preços são determinados mais por tendências internacionais (demanda de EUA e China, diminuição do subsídio por parte dos governos europeu e norte-americano) do que pelo mercado interno.
Na última reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central) foi determinado que se o crédito continuar em elevação, o BC intervirá com aumento da taxa básica de juros (taxa Selic) já relatado em ata como "possível surto inflacionário". Eu, como cidadão, fico como uma nau à deriva durante uma tempestade. Pelo excelente momento financeiro que a maioria dos brasileiros vivenciam, vem à cabeça um pensamento shakesperiano: Comprar ou não comprar? Eis a questão.
O governo reclama que o brasileiro consome pouco, que deveria consumir como um americano. Entretanto, quando a economia começa a deslanchar, este mesmo governo segura o crescimento econômico com o aumento de juros e impostos no intuito de fomentar a gastança governamental.

Todos nós adoramos consumir, porém, estes parcelamentos absurdos fazem com que o salário no fim do mês seja exclusivamente para pagar dívidas. Um dia destes analisei as ofertas das Lojas Americanas e estavam com a abstrata parcela mínima de 1,00. As pessoas têm o hábito de se preocupar apenas com o valor das prestações, sem notar quantas são. Este comportamento fez com que determinados segmentos comerciais tivessem queda nas vendas.Comércios como padaria, farmácia, posto de gasolina, entre outros, não se beneficiam deste dinheiro oriundo do crédito farto, vivendo apenas do faturamento imediato, à vista.

O presidente Lula reclama que os empresários não querem investir na construção de novas fábricas. Ora, senhor presidente, não percebe que sem incetivar as empresas com redução de impostos, desoneração das folhas para contratação de novos funcionários, entre outros, não chegaremos aonde pretendemos? Aproximadamente 90 % das empresas no Brasil estão enquadradas como micro e pequena empresas, então, não adianta fazer acordos somente com os grandes, haja vista que são estas pequenas empresas que carregam o Brasil nas costas.

Fora o discurso panfletário empresarial que alguns dirão, este é mais um desabafo de um brasileiro no qual o único dragão que conheço é aquele da propaganda do antiácido. O dragão da queimação.

Abraços a todos : Danilo Duff.

by TemplatesForYouTFY
SoSuechtig, Burajiru