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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mangue Negro, enfim em DVD

MANGUE_NEGRO-banner

Clique na figura para ler as letras miúdas

A miséria ronda uma comunidade de pescadores, a fome mata lentamente e a única fonte de renda é a pesca do caranguejo. Os crustáceos estão desaparecendo do manguezal e o meio de sobrevivência fica comprometido, aumentando as mazelas no lugarejo. Então, a morte ataca, vitimando e aterrorizando familiares e amigos na forma de zumbis. A investida das criaturas vai contaminando, e multiplicando os canibais mortos vivos, tornando mais difícil a luta pela vida.

Em linhas gerais, essa é a sinopse de um filme nacional que gerou burburinhos aonde foi exibido. O terror Mangue Negro, dirigido por Rodrigo Aragão, está sendo lançado em uma primorosa edição especial, repleta de extras e mixagem de som Dolby Digital 5.1 e DTS, em DVD duplo pelo selo Dark Side da London Filmes. Para adquirir pelo preço especial de R$ 29,90, envie um e-mail para vendas@empirefilmes.com.br, e saiba como comprar.

Ano passado publicamos uma entrevista com o diretor Rodrigo Aragão, fotos da produção e link para o site oficial, clique aqui e saiba mais. Recomendo, se você for fã de filmes de horror, vale a pena!

Curta um dos trailers da produção:

Just push play!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Uma Análise Sobre o Filme Lula, o Filho do Brasil

Lula, o Filho do Brasil, de Fábio Barreto, em cartaz em todo o país, é um filme para entrar para a história. Retratar a vida de um Presidente da República não é necessariamente uma novidade. Mas nunca da forma como é retrada a vida de Lula.

Em primeiro lugar, como falar da vida pobre e humilde na infância de um presidente, se nunca tivemos um que estivesse estado nessa condição? Não como Lula, um nordestino, do interior de Pernambuco que nasceu numa pequena cidade pobre no meio do semi-árido brasileiro e que migrou em um caminhão "pau-de-arara" do nordeste para o sudeste na busca de uma vida melhor, como milhões de brasileiros já o fizeram nestes mais de 500 anos de idade que nosso país possui.

A fase de Lula já na adolescência, mostra um jovem trabalhador que ajudava no sustento da família.

Veio o violento e opressor Regime Militar e anos depois, influenciado por seu irmão, Lula começa a vivenciar as suas primeiras experiências já então como sindicalista. Posteriormente, inicia uma verdadeira transformação na política sindical do sindicato dos metalúrgicos do ABC, quando então é preso e fichado pelo DOPS (hoje ABIN) um dos órgãos de repressão do regime.

Mas ao mesmo tempo que vive tais questões sociais, vive outras igualmente importantes em sua vida particular.

O filme trás informações de destaque sobre sua vida e sobre a vida política do país. E neste sentido, vale ser assistido tanto pelos defensores do presidente como por aqueles que não apreciam seu governo.

Não sou um eterno fã do governo atual com o qual tenho concordâncias e discordâncias. Mas algumas coisas são fatos:

1 - A eleição de Lula, representou um fato político importantíssimo quase único no mundo. Comparável apenas a eleição de Lech Walesa, em 1990 na Polônia, outro líder de origem sindical e perseguido político em seu país.

2 - Como já dito no início deste texto, pela primeira vez temos na presidência da república, alguém de origem tão humilde. Um trabalhador no sentido literal e não um empresário ou qualquer outro representante da oligarquia deste país. Algém que sentiu na pele o que é pobreza, o que é ter fome.

3 - Lula é um personagem influente da história brasileira e mundial. Com seu trabalho, ele influenciou milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Para aqueles que não admiram o personagem principal da película, fica o convite para que a assistam e a analisem apenas pelos fatos apresentados. Que a analisem apenas como um filme que pode entrar para a história da cinematografia brasileira pela sua qualidade enquanto obra.

Direção:
Fábio Barreto

Elenco:
Rui Ricardo Diaz (Lula)
Glória Pires (Dona Lindu, mãe)
Milhem Cortaz (Aristides, pai de Lula)
Cléo Pires (Lurdes)
Juliana Baroni (Marisa Letícia)
Lucélia Santos (Professora)

BRASIL – 2009
Duração: 128 minutos

Abraços a todos;
Carlos Henrique.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cine Clube Bancários Têm como Tema o Aborto

Um filme sobre o aborto será exibido nesta segunda-feira pelo Cineclube Bancários no Teatro dos Bancários. Fim do silêncio, é um documentário de Thereza Jessouron e reúne depoimentos de 22 mulheres de idades, classes sociais e estados brasileiros diferentes. Fazendo questão de mostrar o rosto e nome, elas falam sobre o assunto e os motivos que as levaram interromperem a gravidez e sua opinião a respeito de tal atitude. A sessão será às 20h, com entrada franca. Classificação indicativa: 16 anos

Serviço:

Evento: Cine Clube Bancários
Filme: Fim do Silêncio
Local: Teatro do Bancários
Endereço: 314/315 Sul
Horário: 20 horas
Entrada Franca
Classificação Indicativa: 16 anos

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mangue Negro, a decomposição é inevitável

3 Mangue Negro é uma produção de terror 100% nacional, em sua sinopse, zumbis atacam os moradores que resistem as diversas mazelas de um mangue improdutivo. O filme é muito bacana e será lançado em DVD no dia 31 de outubro nas bancas de jornal de todo o país, em uma edição repleta de extras pela Works editora (selo Dark Side). Aguarde resenha completa à época do lançamento.

Confira abaixo uma entrevista com Rodrigo Aragão, realizador e diretor da obra que está dando merecidamente o que falar aonde é exibido.

Como surgiu a idéia de fazer Mangue Negro?

Bem eu moro em uma aldeia de pescadores e sempre tive o manguezal como fundo de minha casa, desde criança amava filmes de monstros e imaginava como seriam legais monstros saindo da lama e se arrastando entre as raízes do mangue, o primeiro roteiro que escrevi com treze anos de idade tinha o clímax no mangue, a historia era bem ruim, mas, a cena do mangue era bem bacana, evoluir para o mangue negro foi um processo longo e natural

Como foi a produção? Investimento, escolha dos atores, locações, equipe técnica?

Mangue Negro surgiu como um curta de 15 minutos, que ia ser rodado nos fundos da minha casa. Aí, com poucos minutos rodados, mostrei o material para o meu amigo Hermann Pidner, quem decidiu financiar o filme. Começamos a fazer um longa. Sempre filmando no quintal, com amigos, quase sem possibilidades de fazer uma pré-produção ou ensaios das cenas. Além disso, mesmo com a ajuda financeira, continuamos com baixíssimo orçamento, por tanto, tudo mundo trabalhou em regime de mutirão, motivo pelo qual eu só tinha os atores e a equipe técnica disponível nos finais de semana, assim, levamos três anos para fazer o filme.

Quanto tempo durou a produção, filmagem e edição?

Dois anos filmando e um editando.

E os efeitos especiais? Quebraram muito a cabeça para realizá-los?

O mangue negro funcionou como um filme escola pensava o que faríamos de legal na próxima semana, por isto o filme tem uma variedade tão grande de técnicas em efeitos, animatronicos, maquiagens, marionetes, explosões, etc. tentei fazer tudo que tinha vontade de aprender.

Em quais filmes e diretores você se inspirou? Em alguns momentos achei que remete a Evil Dead, do Raimi, coincidência ou proposital?

Adoro Sam Raimi e Peter Jackson. As referencias sobre seus primeiros filmes são claras, mas em momento nenhum tento “emita-los” tento criar meu próprio estilo, usando minhas raízes e experiências próprias!

Como está a repercussão de Mangue Negro? Te surpreendeu?

Costumo dizer que fiz o mangue para mim! É um filme de terror que sempre quis assistir! Um filme com energia brasileira e com todos os elementos divertidos que um bom filme splatter teve ter! Acho que muitos fãs de terror queriam ver a mesma coisa! Talvez por isto o filme vem sendo tão bem aceito. Afinal os fãns de terror são o melhor publico do mundo, se a produção for legal eles relevam problemas técnicos inerentes da falta de grana e estrutura.

Aonde o filme pode ser adquirido?

Fico feliz em dizer que em breve o filme estará nas bancas em uma edição de luxo, recheada de extras, pelo selo dark side!

Quais seus gêneros de filmes preferidos?

Sou um cinéfilo por natureza! Afinal meu pai era dono de cinema, assisto quase todos os tipos de filmes, mas tenho um carinho especial pela fantasia! Gosto de filmes que extrapolam a barreira da realidade, meus preferidos são as produções dos anos 80 recheadas de efeitos artesanais.

E o próximo projeto?

Estou trabalhando em varias coisas ao mesmo tempo, entre elas: estou produzindo os efeitos para um longa metragem chamado contos macabros de Francisco Pascoal que será rodado no Rio.

E sobre os meus projetos estou escrevendo uma serie chamada Fabulas negras que contará muitas lendas brasileiras no mesmo clima do mangue e também estou trabalhando no roteiro de um longa sobre o chupa cabras!

Extras com fotos, informações, trailers e muito mais nos sites:

Site oficial do filme Mangue Negro: aqui / Site do próximo filme Fabulas Negra: aqui

Fotos da produção:

MANGUE NEGRO (20)MANGUE NEGRO (24) MANGUE NEGRO (65)MANGUE NEGRO (81) MANGUE NEGRO (92)MANGUE NEGRO (213)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Cineclube Bancários exibe: TITÃS

Titas

Ao exibir hoje, as 20h, o documentário “Titãs - A Vida Até Parece Uma Festa”, o Cineclube Bancários encerra sua programação especial dedicada aos seus dois anos de existência, celebrando o que há de melhor no cinema nacional. A parceria do Sindicato dos Bancários com a programadora/produtora Brazucah já exibiu produções de todas as épocas do nosso cinema, inclusive sessões exclusivas como a desta noite.

Titas_cartazTitãs, a vida…dirigido por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves, imprime em fotogramas a história de uma das maiores bandas do BRock. O resultado é a trajetória  do grupo, exposta em tom documental, pontuada com irreverência, emoção, bom humor e as aventuras dos Titãs desde os primórdios até hoje em dia.

A história dos Titãs, contada pelos próprios Titãs, de um octeto, reduzida ao quinteto em razão de desavenças, carreiras solo e uma tragédia, que reveladas ajudam a dar um foco e atestar a importância do grupo para os fãs. Imperdível!!!

O lançamento do DVD está previsto para amanhã.

O Quê?

Hoje, 31/08: Titãs - A Vida Até Parece Uma Festa – Exibição exclusiva em BRASÍLIA.

Direção: Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves.

Documentário, 100 min, 2009. Classificação indicativa: 12 anos.

Site oficial com informações e fotos (aqui).

Assista o Trailer e Clipes.

Aonde?

CINECLUBE BANCÁRIOS – BRASÍLIA/DF
HORA: 20h00
LOCAL: Teatro dos Bancários (314/15 sul)
ENTRADA FRANCA – Os ingressos podem ser retirados a partir das 13h.
CONTATO: (61) 3262-9090

Site oficial do Cineclube Bancários (aqui).

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cineclube Bancários exibe: APENAS O FIM

ApenasoFim A comemoração de dois anos do Cineclube Bancários (aqui) continua. A mostra celebrada que divulga o cinema nacional traz nessa semana o filme "Apenas o Fim".

Dirigido por Matheus Souza, "Apenas o Fim" enfoca questões de uma geração anos 90, bombardeada por influências da cultura pop e avanços tecnológicos. Um longa com temática jovem, executado por jovens e representado por atores da nova geração do teatro e do cinema.

Premiado no Festival do Rio 2008 (Melhor filme do Júri Popular & Menção Honrosa do Júri Oficial) e na 32ª Mostra Internacional de São Paulo (Melhor filme do Júri Popular). “Apenas o Fim”, estrelado por Erika Mader e Gregório Duvivier conta a história do fim de um namoro, permeado por diálogos inteligentes. Elogiado sempre após as exibições, pode ser associado imediatamente com os filmes de Richard Linklater ("Antes do Amanhecer" (1995) e "Antes do Por do Sol" (2004) o que é uma ótima referência para qualquer cinéfilo.

O Quê?

Hoje, 24/08: Apenas o Fim - SESSÃO EXCLUSIVA, filme em cartaz em outras cidades.

Direção: Matheus Souza.

Comédia romântica, 80 min, 2009. Classificação indicativa: 12 anos.

Site oficial com informações e fotos (aqui).

Assista o Trailer

Aonde?

CINECLUBE BANCÁRIOS – BRASÍLIA/DF
HORA: 20h00
LOCAL: Teatro dos Bancários (314/15 sul)
ENTRADA FRANCA – Os ingressos podem ser retirados a partir das 13h.
CONTATO: (61) 3262-9090

Site oficial do Cineclube Bancários (aqui).

Semana que vem (31/08), chega ao fim a comemoração de dois anos com o documentário: Titãs - A Vida até Parece uma Festa, dirigido por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves. Imperdível!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cineclube Bancários exibe: GUIDABLE [Ratos de Porão]

Ratos

O Cineclube Bancários comemora dois anos de sucesso divulgando o cinema nacional, em sua programação de aniversário quem ganha o presente é você, serão exibidas as pré-estréias Guidable – A Verdadeira história do Ratos de Porão (hoje - 10/08) e Titãs - A Vida até Parece uma Festa (31/08), e também sessões exclusivas de filmes elogiadíssimos recém-lançados no circuito comercial como Loki - Arnaldo Baptista (17/08) e Apenas o Fim (23/08). Além da exibição dos filmes, o Cineclube contará com a presença de convidados especiais nos debates. Imperdível!

O Quê?

Hoje, 10/08: GUIDABLE – A verdadeira história dos Ratos de Porão – PRÉ-ESTRÉIA em BRASÍLIA. Direção: Fernando Rick e Marcelo Appezzato. Documentário, 120 min, 2009. Classificação Indicativa: 16 anos

Visite o site oficial (aqui) / Assista o Trailer

Aonde?

CINECLUBE BANCÁRIOS – BRASÍLIA/DF
HORA: 20h00
LOCAL: Teatro dos Bancários (314/15 sul)
ENTRADA FRANCA
CONTATO: (61) 3262-9090

Site oficial do Cineclube Bancários (aqui).

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Herbert nos Cinemas


Os fãs de rock nacional, em especial os dos anos 80, tem mais um belo motivo para comemorar. Está agendada para o dia 09 de outubro deste ano, a estreia do documentário sobre o vocalista do Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna. O documentário sob o título Herbert de Perto, aborda a carreira do artistas, inclusive o acidente de 2001 que quase o vitimou e nos deixou órfãos de um dos melhores artistas da música brasileira.
A obra rendeu a Roberto Berliner e Pedro Bronz o prêmio de melhor direção no 2º Festival de Paulínia. Herbert fez apenas um pedido: "Não usar uma direção 'telenovelística' e lacrimogênea". Berliner fez parte da turma que fundou o Circo Voador no Rio de Janeiro, onde todos os sábados tinha o Projeto Rock Voador e onde tocavam bandas como Blitz, Barão Vermelho, Celso Blues Boy, Kid Abelha, Lobão, Lulu Santos. Ao ler tais nomes, dá para imaginar o quanto foi legal. Berliner também dirigiu clipes dos Paralamas, tais como "Alagados" e "Vamos bater lata".
Em um determinado trecho do trailler, Herbert parecia estar fazendo uma profecia. Declarou que costuma conseguir tudo o que deseja e que se algo acontecesse, como uma tragédia, por exemplo, lutaria para construir tudo de novo. Não foi isto o que exatamente aconteceu? Ele também costuma dizer que uma tragédia como a que se abateu sobre ele, é normalmente menos traumática do que as pessoas imaginam. Talvez por isso, tenha escrito em "Brasil Afora", faixa-título do novo álbum dos Paralamas, os seguintes versos: "Não viver a causar pena/ Por cuidar tanto das pernas/ Conhecer uma pequena/ Que me entregue o coração". Confira aqui o trailler: http://www.youtube.com/watch?v=Uv33s5ltn-Y


Título Original: Herbert De Perto
Gênero: Documentário
Duração: 97 min
Lançamento (Brasil): 2009
Direção: Roberto Berliner, Pedro Bronz
Assistente de direção: Chris Alcazar
Roteiro: Lorena Bondarovsky e Paola Vieira
Direção de produção: Rodrigo Letier e Roberto Berliner
Som: Paulo Violeta
Fotografia: Paulo Violeta, Reynaldo Zangrandi, Renato Carlos e André Horta
Edição: Pedro Bronz
Pesquisa: Chris Alcazar


Elenco:

Herbert Vianna
João Barone
Bi Ribeiro
Hermano Vianna
Tereza Vianna
Dado Villa-Lobos
Pedro Ribeiro
Maurício Valladares
Gilberto Gil
Paulo Niemeyer


Abraços a todos;
Carlos Henrique.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Luta de Classes é Filmada em Cenário Brasiliense

O conto Os mudos, escrito pelo argelino radicado na França Albert Camus (1913-1960), mostra a luta social de um grupo de canoeiros num povoado sem localização geográfica definida. Mestres de um ofício à beira da extinção, eles reivindicam melhores condições de vida sem encontrar apoio dos moradores da região. A história, através do cinema, está sendo transportada para a Ceilândia dos dias atuais. Esta obra de Camus serve de base para o curta-metragem Nós vivendo, a mais nova produção cinematográfica da Ceicine. Na trama ceilandense, o conflito se dá na tensa relação entre patrão e empregados grevistas de uma modesta serralheria da cidade. Nada mais incrível do que os trabalhadores de uma oficina de quintal fazendo greve. Assinam a direção Adirley Queiros e o paulista Tiago Mendonça, diretor de Minami em Close-up, prêmio de júri popular no último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na trama, os seis serralheiros da oficina não têm o menor conhecimento dos pensamentos marxistas a respeito da Luta de Classes. No entanto, ainda assim, resolvem "correr atrás" dos seus direitos objetivando o atendimento de suas reivindicações como trabalhadores. A luta está entranhada no processo fílmico mesmo, entre os atores, na perspectiva de câmera, e também na estética da produção. A tentativa é a de fugir da idealização desses sujeitos mas sem paternalismos.
Vários atores amadores há um ano e meio têm participado de uma oficina de arte dramática encabeçada pelo veterano dos palcos brasilienses, o ator e diretor Humberto Pedrancini que também atua no filme como Batista, dono da serralheria onde trabalham os insurgentes e Wellington Abreu, da companhia Hierofante. Esta é a chance de a jardineira Antônia Maria dos Santos, 48 anos, moradora de Santo Antônio do Descoberto (GO), realizar um sonho de criança. Equilibrando-se entre o emprego de doméstica e o de vendedora de doces, com alguma experiência dramática acumulada em montagens do grupo de teatro de Plínio Moska, ela encarna o primeiro papel no cinema como Marta, dona do quiosque onde os serralheiros se encontram para discutir os problemas do emprego e a sua pauta de reivindicações. Entregue de corpo e alma ao papel, Antônia até varria o chão do lugar mesmo fora dos momentos de gravação. Welhington Abreu, vive o personagem Assis, um dos mais importantes da fita. Assis é o personagem em torno do qual gira boa parte da trama. Assis é também um sujeito de pouca conversa. Vive angustiado pela nova situação caseira em que a esposa, a manicure Sílvia (personagem de Marlete Fernandes) tem de assumir o orçamento doméstico prejudicado pela intransigência do patrão do seu esposo e que motivou a greve.
A produção ceilandense é a primeira em película 16mm planejada para transfer em 35, mistura sem distinção, técnicos amadores da Ceicine e profissionais experientes em produções locais como Chico Craesmeyer (som), Adriana de Andrade (continuidade) e o diretor de fotografia André Carvalheira, o Xará. Este último achou apropriado um experimento fotográfico fortemente baseado em manipulação de pós-produção o que já vinha planejando a há algum tempo desde conversa o fotógrafo brasileiro César Charlone. Em set, a fotografia, trabalhada com o mínimo de equipamentos, é pensada para receber dessaturação das cores e grãos maiores que o habitual, dando a impressão de uma película "suja". Foi desejado também sugerir referências do metal com que trabalham os serralheiros.
Ceilândia aparece muito mais como uma personagem do que como cenário. É representada em sequências poéticas dos personagens praticamente forçados a reencontrar a cidade por meio do ócio causado pela paralisação. É usada a metáfora da Ceilândia moderna com metrô, tendência à verticalização, especulação imobiliária e assepsia da paisagem urbana. O curta, com duração planejada para 18 minutos, foi financiado com recursos do Fundo de Apoio a Cultura (FAC) e do Ministério da Cultura e contou com orçamento de produção de R$ 140 mil.

1 - CEICINE - Fundada em 2006, a produtora ceilandense se dedica a produzir filmes e videoclipes de artistas da Ceilândia. Nós vivendo é o terceiro filme do grupo. Os dois anteriores são o curta-metragem Rap, o canto da Ceilândia (vencedor de melhor curta-metragem 35mm do 35º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro) e o longa Fora de Campo, feito com recursos do concurso DocTV, da EBC. Baseado na história real do diretor Adirley, que chegou a atuar como jogador de futebol na juventude, acompanha a trajetória de seis jogadores profissionais do DF. Na prática, a Ceicine funciona também como um grupo de discussão sobre imagem e periferia.
Há de se ressaltar aqui, a forte veia artística da Ceilândia. Vários dos diversos artistas musicais do DF, que tocam do forró passando pela MPB até o Rock, são moradores da satélite. Como também uma boa parte dos poetas e Artistas Plásticos do DF. Alguns dos principais movimentos culturais de Brasília, são de lá. Entretanto, por equívoco do GDF e principalmente da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, a satélite não possui um teatro sequer. O mesmo posso dizer de salas de cinema. O comércio é variado. Entretanto, é como dizem os Titãns: "A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte." Fica a pergunta: Como pode uma cidade satélite com tanto talento para a arte e a cultura e com uma noite com boas opções de lazer em termos de barzinhos, não ter a devida atenção do governo no que diz respeito a essas outras formas de cultura?

2 - Albert Camus - Nascido em uma família pobre na Argélia, o escritor e filósofo sofreu angustiantemente por ter continuado os estudos ao invés de trabalhar para ajudar no orçamento familiar. Morou e estudou durante anos turbulentos em Paris, por algum tempo separado da esposa e dos filhos por causa da Segunda Guerra Mundial. Com uma biografia assim, carregada de preconceitos, Camus fixou-se em personagens marginalizados tanto pela origem quanto pela classe social. Recebeu o Prêmio Nobel de literatura em 1957. Três anos depois, morreu em um acidente de carro na França.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Festival Cultural da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha

Dia 25 de julho é o Dia da Mulher-Afro-Latino-Americana e Caribenha. Para esta data tão especial, e que precisa ser visibilizada internacionalmente, a Griô Produções, em parceria com a Associação Coturno de Vênus e Fórum de Mulheres Negras, organizará, em Brasília, três dias imperdíveis de festival. De 23 a 25 cineclubes, debates e shows, com entrada gratuita, farão parte da programação que acontece no Balaio Café (23/07), Sindicato dos Urbanitários (24/07) e Praça Zumbi dos Palmares, no Conic.
O Festival Cultural da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha será um espaço-oportunidade de consolidar o dia 25 de julho, importante para promover algumas transformações nas relações de gênero e raça, valorizar e proporcionar auto-estima das mulheres e construir novos diálogos.
No que diz respeito aos direitos das mulheres, se muito já foi conquistado, há ainda muito o que conquistar. E se ainda hoje, em pleno século XXI, a mulher ainda é vista com discriminação, com muito mais discriminação ainda é vista a mulher que além de mulher é negra. Esta então é duas vezes mais discriminada. É com base nisto que foi idealizado o referido evento.
Confira a programação e participe dessa jornada pela consolidação do dia 25 de julho na capital do país. Igualdade é assunto para todas e todos, negras e não negras, bem como para homens e cultura é mais que entretenimento! Portanto, senhoras e senhores, sejam bem vindos à primeira edição do Latinidades, uma casa muito nossa, cheia de cultura, educação, debate, política afirmativa, força feminina e diversão, sim, muita diversão!!

Programação Conexões Griô apresenta Latinidades

I FESTIVAL CULTURAL DA MULHER AFRO-LATINO-AMERICANA E CARIBENHA
Dia 23/07, quinta-feira
Cineclube Latinidades
Local: Balaio Café, 201 norte Bloco B, lojas 19 a 31
Horário: 19h

Dia 24/07, sexta-feira
Palestras/Mesas-redondas
Horário: das 14h às 19h
Local: Sindicato dos Trabalhadores Urbanitários Setor Comercial Sul, Q. 06, Ed. Arnaldo Vilares, 7º andar
14h : abertura
14h30min - Situação da Mulher Afro-Latina
15h30min-Palestra Afro-Negócios por Adriana Barbosa, idealizadora e produtora da Feira Preta/SP
16h30min : Mulheres na Mídia, organizada pela Cojira-DF
18h : Diálogos com Fórum de Mulheres Negras do DF

Dia 25/07, sábado: Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha
Apresentações Artísticas
Local: Praça Zumbi dos Palmares
Horário: a partir das 15h
15h : Roda de Capoeira
17h - Daniela Firme
17h30min - Vera Verônika
18h - Lívia Cruz
19h - Nanan Matos
19h30min : Teresa Lopes
20h30min : Indiana Nomma
21h30 - Ellen Oléria
22h30min - Nega Gizza
Outras/os parcerias/os: Seppir, Fundação Cultural Palmares, Observatório Afro-Latino, Cara e Cultura Negra 2009, Balaio Café, Cojira-DF,Cufa-DF, Sindicato dos Urbanitários.

--
Maiores Informações:
Jaqueline Fernandes
61-8571 4531
Griô Produções - Valores que agregam produçãohttp://www.grio.art.br/
Abraços a todos;
Carlos Henrique.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Pré-Lançamento do Festival Cine Periferia

A partir de hoje, terça-feira dia 07/07, estará acontecendo o pré-lançamento do Festival Cine Periferia Criativa 2009. A cúpula do Museu Nacional da República vai ser transformada em tela de cinema para a exibição dos melhores filmes da edição passada do festival. O objetivo do Cine Periferia, realizado pela Central Única das Favelas (CUFA) há três anos, é fortalecer as produções nacionais. A edição também marca o lançamento oficial das inscrições para a Mostra de Vídeos e Festival de Videoclipes Cine Periferia Criativa 2009. O projeto deste ano engloba essa mostra no museu, o cinema itinerante em cidades como Estrutural, Arapoanga e Itapoã, e finaliza com o festival, que acontece em outubro, segundo a organização. Além da exibição de filmes e abertura das inscrições para o festival, o público pode conferir a exposição fotográfica Além das Telas, do fotógrafo Hugo Rocha. São cerca de 15 fotografias tiradas durante as mostras itinerantes de vídeos que precederam a de 2008.

Programação:
Dia 07 - 18h ás 20h
Olhos verdes coração negro - DF (10 min.)
7 Minutos - RJ (10 min.)
Bem vigiado - DF (14 min.)
Dia das crianças - RJ (4 min.)
Filmes premiados do Festival Internacional Curtas Curtíssimos 2008/2009

Dia 08 - 9h às 11h
Bem vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

11h às 13hs
L.A.P.A - RJ (75 min.)
7 minutos - RJ (7 min.)

15h às 17h
Bem Vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

17h às 19h
Favela no ar - SP (52 min.)
Carolina - SP (14 min)
Uma mãe como eu - RJ (15' 06")
Vida nova com favela - RJ (12' 23")

Dia 09 - 9h às 11h
Bem Vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

11h às 13h
L.A.P.A - RJ (75 min.)
7 minutos - RJ (7 min.)

15h às 17h
Bem Vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

17h às 19h
Favela no ar - SP (52 min.)
Carolina - SP (14 min)
Uma mãe como eu - RJ (15' 06")
Vida nova com favela - RJ (12' 23")

Dia 10 - 9h às 11h
Bem vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

11h às 13h
L.A.P.A - RJ (75 min.)
7 minutos - RJ (7 min.)

15h às 17h
Bem vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ

17h às 19h
Favela no ar - SP (52 min.)
Carolina - SP (14 min)
Uma mãe como eu - RJ (15' 06")
Vida nova com favela - RJ (12' 23")

Dia 11 - 15h às 19h
Bem vigiado - DF (14 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Narciso Rap - SP (18 min.)
Carolina - SP (14 min)
L.A.P.A - RJ (75 min.)

Dia 12 - 18h ás 20h
Bem vigiado - DF (14 min.)
Picolé, pintinho e pipa - RJ (15 min.)
Quarteirão do Soul - DF (15 min.)
Pretinho Babylon - RJ (17 min.)
Pelego, Perdeu, Pó de 5 e Ponto Final- RJ


Sinopses:

Olhos verdes, Coração Negro
Filme resultado da oficina de áudio visual ministrada pelo SESC/DF em Parceria com a CUFA DF sob orientação de Adirley Queiroz.

7 minutos (RJ)
Ficção
Direção: Cavi Borges, Júlio Pecly e Paulo Silva
Sinopse: Curta filmado em plano seqüência, que mostra o acerto de contas entre dois traficantes.

L.A.P.A (RJ)
Documentário
Roteiro: Cavi Borges e Emílio Domingos
Sinopse: Lapa: Bairro boêmio do Rio de Janeiro, tradicional reduto de sambistas. Hoje é, também, ponto de encontro de MCs e dos amantes do Rap em geral. L:A:P:A: um filme sobre o bairro da Lapa; um filme sobre o Rap carioca.

Pretinho Babylon (RJ)
Ficção
Direção: Emilia Domingos e Carlos Vinicius
Sinopse: Pretinho Babylon é um rastafari guerreiro, que sai da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro de bicicleta, vendendo seus vinis, a fim de conseguir uns trocados para pagar suas dívidas.

Favela no ar (SP)
Documentário
Direção: Ivan Vale Ferreira / 2007
Sinopse: Uma co-produção internacional entre a brasileira 13 Produções, a dinamarquesa Rosforth e a sueca Stocktown. Favela no Ar retrata, na lata, o despertar do jovem pobre paulistano para a consciência social. É o capítulo paulistano da história cultural do respeitado rap nacional na voz de seus principais expoentes.

Carolina (SP)
Documentário
Direção: Jeferson Dê - Ano 2003
Sinopse: A vida de Carolina Maria de Jesus que escreveu um diário a respeito do cotidiano da favela na década de 60 e que foi transformado em seu livro. Apesar do reconhecimento, morreu esquecida e pobre. A produção deste curta foi viabilizada com patrocínio Petrobrás.

Narciso rap (SP)
Ficção
Direção: Jeferson Dê - Ano 2003
Sinopse: Narciso, um garoto negro de periferia, ganha uma lâmpada mágica e pede ao gênio para ser visto branco pelos brancos e negro pelos negros.

Bem vigiado (DF)
Ficção
Direção: Santiago Dellape
Sinopse: O moleque parece que vigia carro. Quase certeza que o nome é Bira. Volta e meia ele se desentende com aquele magrelo alto com cara de noiado. Agora apareceu essa garota vendendo balinha. Ela tá falando com Bira. Daqui da janela dá pra ver que eles se gostam.

Quarteirão do soul (DF)
Documentário
Direção: Davi Zocoli-2008
Sinopse: O Filme aborda uma atividade cultural iniciada e cultivada por moradores da periferia e é um exemplo de convivência entre diferentes classes sociais de Belo Horizonte.

Picolé, pintinho e pipa (RJ)
Ficção
Direção: Gustavo Melo
Sinopse: O carro do troca-troca está passando em sua rua: garrafa velha, bacia velha, panela velha, garrafão de vinho, o moço troca por Picolé, Pintinho e Pipa... alô garotada, o carro do troca-troca está passando em sua rua...o moço vai lá em cima e volta! A chegada do carro do troca-troca no morro sempre desperta a curiosidade de todos, principalmente as crianças. A troca de sucatas por PICOLÉ, PINTINHO OU PIPA precisa ser rápido, o carro só visita o morro uma vez por mês e ele sobe até o pico do morro e desce a rua, indo embora de vez.

Dia das crianças (RJ)
Documentário
Direção: Cavi Borges
Sinopse: O filme trata do dia das crianças da periferia brasileira.

Vida nova com favela (RJ)
Documentário
Direção: Luis Carlos Nascimento- 2005
Sinopse: Um recorte de diferentes visões e personalidades da favela Conta um pouco da história e do papel do negro na formação dessas comunidades e da realidade de quem vive nelas, da abolição aos dias de hoje.

Uma mãe como eu (RJ)
Documentário
Direção: Luis Carlos Nascimento- 2008
Sinopse: Um filme tocante sobre as mulheres que perderam seus filhos devido a brutalidade policial. As mães se unem na esperança e luta por justiça.


Serviço:

Preço inteira: Entrada franca
De: 07/07/2009
Até: 12/07/2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

O maestro Rock'n'roll

Antes de mais nada, quero dizer que há muito estou querendo fazer esta postagem. Entretanto, a falta de um tempo adequado na última semana, as muitas idéias de matéria a serem aqui publicadas e principalmente a minha decisão em aguardar o desenrolar das buscas aos destroços e possíveis sobreviventes do vôo 447 da Air France. Pois não iria fazer uma homenagem pós vida sem ter a devida certeza da morte do homenageado. Estou falando do maestro Silvio Barbato.

Silvio, embora maestro de várias Orquestras Sinfônicas, adorava rock. Em seu currículo trabalhos com o guitarrista Kiko Perez, Fernanda Abreu, Renato Russo e o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, que em seu blog afirma:

"Eu comecei a admirar muito o maestro por causa da sua postura em relação à música. Geralmente, grandes maestros não são favoráveis à junção da música erudita com outros estilos. Na verdade, existe um grande preconceito por parte deles. Muitos desprezam outras maneiras de expressão musical. O Silvio não. Ele era muito aberto a novos experimentos, mantendo a classe e a técnica da música erudita, mas sempre buscando novos caminhos. Ele me deixou muito a vontade e, apesar de ter sido a primeira vez que eu tocava com uma orquestra, estava muito confiante. Foi uma experiência inesquecível."

Mas essa não era a única ponte que Silvio construia entre a música erudita e outros gêneros musicais. Barbato também tinha um trabalho com o Hip Hop. Essa aproximação entre gêneros musicais tão díspares - o mundo do hip hop e o da música erudita - foi justamente um dos maiores feitos de Barbato, o primeiro regente a conduzir uma orquestra com um DJ de hip hop.
Esse sincretismo cultural ele praticava com muita empolgação. Tanto que os DJ's lançaram uma premiação com o seu nome. Uma pequena homenagem do ritmo a quem sempre o defendeu como cultura.

O maestro Silvio Barbato sonhava em montar uma ópera baseada na obra do roqueiro-poeta Renato Russo. Seria algo sinfônico, mas extremamente brasiliense. Planejava apresentá-la em 2010, por ocasião dos 50 anos da capital. Barbato era carioca, discípulo do maestro Claudio Santoro. Desde 1985 era Maestro Estável do Corpo Artístico do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde regeu as principais produções das últimas décadas. Mas tinha um pé em Brasília, onde dirigia e regia o SESC Sinfonia."Ganhamos o mundo, mas morremos de saudade de Brasília. Me lembro dos conhaques que bebi com Renato Russo em Ipanema falando da cidade, da sua gente e de suas coisas. Era um discurso de saudade, e um pouco de desterro, de exílio mesmo." contava. Tinha o sonho de gravar o projeto Renato Russo Sinfônico e de terminar a ópera que começaram a pensar juntos.

Ganhou vários prêmios nacionais e internacionais, entre eles o de Comendador da Ordem do Rio Branco, e a Medalha do Mérito Cultural da Presidência da República. No Teatro Nacional Cláudio Santoro completou nove temporadas como Diretor Musical. Com a Orquestra do Teatro, regeu concertos em Roma (Piazza Navona), Lisboa (Mosteiro dos Jerônimos), nos Teatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro e em diversas capitais brasileiras. Suas gravações com a Orquestra incluem as Sinfonias Brasil – 500 Anos e os Clássicos do Samba, com Jamelão, Ivone Lara e Martinho da Vila. Na Itália, regeu em Roma, Catânia, Spoleto, San Remo, Palermo, Vicenza, Lecce. Dentre os artistas internacionais com quem trabalhou, destacam-se: Aprile Millo, Montserrat Caballé, Plácido Domingo, Roberto Alagna e Angela Gheorghiu. Trabalhou também na trilha sonora de diversos filmes. Foi premiado com o “Grande Prêmio Brasil de Cinema”, em 2001, na categoria de melhor trilha musical, com o filme Villa-Lobos uma Vida de Paixão. Havia recentemente terminado um trabalho em referência à Simão Bolívar, grande líder revolucionário e libertador do povo venezuelano.

No domingo, dia 28, foi realizada uma grande homenagem para o regente na Torre de TV, o lugar de Brasília que Barbato mais gostava. No repertório, além de músicas eruditas, o rock de Renato Russo, interpretados pelos solistas Janette Dornellas, Leonardo Neiva, Sara Sares, Lys Nardoto e Leonardo Neiva. O destaque da noite ficou por conta da banda de rock pesado Trampa, liderada por André Noblat, que apresentou o rock-poema “Eu te presenteio com a fúria”, orquestrada por Silvio Barbato.

Silvio Barbato adorava apresentações ao ar livre. Na sua opinião, era uma das formas de aproximar a orquestra do povo. Foi chamado como "o maestro que adorava estar perto do povo". Ali mesmo na torre, em 2007, ele conseguiu reunir uma multidão calculada em 30.000 pessoas para uma de suas apresentações como regente. Levava a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claúdio Santoro a todos os cantos do DF. Entre o Plano Piloto e as mais distantes Cidades-Satélites. Certa vez, em uma apresentação da mesma no Teatro da Praça em Taguatinga, ao invés de estar trajado como tal, estava vestido com a camisa da seleção brasileira. Era época de Copa do Mundo. Ano, 2006. E a todo momento conversava e brincava com a platéia, principalmente falando da seleção, do Parreira e etc.... Fez o público cantar junto com os músicos. Ora regendo a orquestra, ora regendo a platéia. Um show a parte que eu pude presenciar. Uma noite que ficará para sempre na minha memória.

Gostaria de dedicar esta postagem a esse grande mestre com carinho. E lá no andar de cima, deve estar fazendo uso de sua batuta, entoando canções com Cazuza, Renato Russo e Raúl Seixas. O céu deve estar mais alegre.

Abraços a todos;
Carlos Henrique.

Obs: Crédito da foto: J.R. Neto e Eraldo Perez - Foto Agência

sábado, 27 de junho de 2009

A Cultura no DF Ainda Sofre com a Falta de Investimentos

Na quinta-feira, dia 25, estive no Teatro Nacional para o show do cantor e compositor Renato Teixeira. Pois bem. Não vou aqui falar do referido artista e do show, até porque este último não houve. Foi cancelado. Além do mais, este blog tem uma linha editorial e tal espetáculo não faz parte desta linha. Estou aqui para relatar senão um descaso total, ao menos parcial. O show foi cancelado por conta de um problema na subestação do Senado. Ou seja, um problema de falta de eletricidade. Como senão bastasse a falta de investimentos na CEB e por consequência disto as agora constantes faltas de energia na cidade, o Teatro Nacional, pasmem, não dispõe de um gerador para casos como esse de emergência. Segundo apurei junto a uma fonte, o único gerador existente apenas comporta algumas poucas luminárias que estavam acessas (a maioria estava apagada) não tendo capacidade para suportar um sitema de som e iluminação.
Sendo assim, quem vai assistir a um espetáculo na citada casa, seja um show, seja uma peça teatral, fica ao sabor da sorte. Se acontecer de faltar energia antes da atividade cultural começar, a mesma fica ameaçada. Se acontecer durante, ela é interrompida e sabe Deus se será recomeçada.
Já parou para pensar se isso acontece em meio a um show do Capital, da Plebe, do Paralamas ou qualquer outra banda? Imagina se você está assistindo a uma peça dos Melhores do Mundo, Claúdio Falcão, 4 nipes e uma coisa dessa acontece... . Muito complicado.... .
Como é possível um teatro como este, um dos melhores do país, talvez do mundo, um teatro que é na realidade um complexo cultural, com diversas salas teatrais, não possuir um gerador a altura para um acontecimento como este?
O Cine Brasília também passa por um momento um tanto quanto delicado. O local pede por uma reforma que há anos não vêm. O carpete está rasgado e o governo não tem adquirido fitas para exibição. Logo esta sala que é exatamente a utilizada para o Festival de Cinema de Brasília, um dos principais eventos cinematógraficos do país, e quem sabe, do mundo.
Para tudo isto, apenas uma resposta: A falta de investimento. Falta esta que ocorre exatamente pela falta de uma cultura de valorização da cultura. Que ironia do destino. Para falar de cultura e de sua importância, temos que falar da falta de uma cultura de investimento na cultura... Parece engraçado, mas na realidade é um problema.
Bom, a algum tempo atrás, escrevi um artigo aqui no NRDR intitulado Até quando esperar? Até quando vamos esperar para vermos a cultura ser realmente valorizada neste país? Valorizada não só de discurso. Mas na prática. Com atitudes. Com ações. Talvez seja hora de pararmos de ficar esperando a coisa acontecer. Ficamos sempre parados, sentados com a boca cheia de dentes esperando a morte chegar, como dizia o grande Raul, e nada ou pouco fazemos. Não quero ficar esperando a morte chegar. Temos que interromper esta imobilidade e exigirmos do governo mais respeito. Mais respeito com a cultura e conosco, o povo brasileiro. Os costumes e tradições de um país, que são expressos pela cultura, são um dos mais ricos tesouros de um povo.
No caso do Cine Brasília, um grupo de frequentadores está se mobilizando para ajudar a resolver o problema e criaram um grupo chamado "Amigos do Cine Brasília". Mas e nós? O que vamos fazer?
Abraços a todos;
Carlos Henrique.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Cinema Homenageia Renato Russo


Em 2004 o filme O Tempo não Para, que conta a história de Cazuza, chegava às telas de cinema de todo o Brasil. Agora, chegou a vez de Renato Russo, outro grande ícone do Rock Nacional, em especial o rock dos anos 80.
Renato será personagem de três filmes que ainda estão para sair do forno. Dois deles são de ficção: Faroeste Caboclo, de René Sampaio, e Somos Tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura. O terceiro é um documentário de Vladimir Carvalho, Rock Brasília, que terá em Renato uma das suas figuras mais célebres.
Somos Tão Jovens vai retratar a fase inicial do roqueiro em Brasília, mesmo período descrito no livro de Carlos Marcelo.


Foto do livro de Carlos Marcelo mostra
Renato saindo de show no estádio
Mané Garrincha, em Brasília.
Crédito da Foto: Ivaldo Cavalcante

Segundo Antônio Carlos de Fontoura, Renato Russo - O Filho da Revolução, retrata um período fantástico, em que uma turma de rapazes brasilienses adotou a rebeldia punk para confrontar a caretice da cidade nos anos finais da ditadura. Foi nessa época, em que Renato começou em sua banda, o Aborto Elétrico. Foi depois em atuação-solo no show "O Trovador Solitário", que Renato criou alguns dos seus maiores sucessos: Que País É Este?, Geração Coca-Cola, Música Urbana, Tédio e Eduardo e Mônica. Tudo em um período anterior ao da Legião Urbana bem como antes de deixar Brasília para se tornar ídolo da juventude brasileira da época.

René Sampaio, cineasta brasiliense, escolheu um caminho original para falar do roqueiro. Somos Tão Jovens contará a história de João de Santo Cristo, personagem da música Faroeste Caboclo, criada por Renato Russo no início de sua carreira, ainda em 1979. O roteirista é Paulo Lins, autor de Cidade de Deus, livro que se transformou em sucesso nas mãos do diretor Fernando Meirelles.

Já Vladimir Carvalho prepara caminho para o documentário Rock Brasília. Título autoexplicativo para um filme que quer enfocar a trajetória de bandas surgidas na Capital Federal como Paralamas do Sucesso, Plebe Rude e Capital Inicial. Vladimir está trabalhando em um material gravado por ele nos anos 1980, no qual constata que a maior parte dos roqueiros era filho de diplomatas ou políticos de Brasília. Um dos pontos altos da fita é uma entrevista inédita realizada com Renato Russo.

É indiscutível que filmes que contam a história de grandes personalidades, sejam elas da música, da política, do esporte ou de qualquer outra área, tem um grande potencial e uma grande tendência de arrebanhar grandes públicos e bilheterias. Se seguirem a rota da normalidade, todas essas obras cinematográficas tem tudo para serem grandes sucessos do Cinema Nacional. E no que depender do personagem escolhido e do assunto em pauta, com certeza serão.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Cinema: Duas Estréias Brasileiras

Entre os novos filmes que chegam às salas de cinema de Brasília, A Festa da Menina Morta está muito bem cotato entre os críticos da área. É a estréia de Matheus Nachtergaele na direção de um longa.

A película conta também com os excelentes Daniel de Oliveira, que viveu Cazuza em O Tempo não Para e Dira Pães, bem como Cássia Kiss.

Na obra, é contada a história de um morador de uma remota comunidade no estado do Amazonas que ganha status de santo após operar um milagre depois do suicídio da própria mãe.

Loki (foto) - De Paulo Henrique Fontenelle, Locki - Arnaldo Batista, mostra a vida e a obra do cantor, compositor, instrumentista e um dos fundadores dos Mutantes, importante grupo de rock brasileiro. O documentário revela as várias fases da vida de Arnaldo: a era pré-Mutantes, a ascensão do grupo, a paixão por Rita Lee, a fase das drogas e da depressão e a recuperação ao lado de Lucinha, sua atual mulher.

Bem, já falei aqui, por diversas vezes inclusive, que curto muito o rock dos anos 60. E algumas das bandas que se formaram naquela época também. Acho realmente importante que se faça tal resgate, porque tais artistas foram os responsáveis pela introdução do rock no Brasil. Portanto, se hoje ouvimos rock neste país, é porque no passado pudemos contar com o trabalho de grupos como Os Mutantes, The Fevers, Renato e Seus Blue Caps que entre outros, que aliás, formaram o movimento Jovem Guarda, o mais importante movimento roqueiro do Brasil.

Abraços a todos;
Carlos Henrique.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Cine Mobits: Programação de Cinema Pelo Celular

Já está disponível uma nova tecnologia que promete agradar os cinéfilos de plantão. É o Cine Mobits.
Agora, você já pode consultar a programação de cinema direto do seu celular, seja ela mais recente, seja ele mais antigo. E consultar também os horários mais apropriados para você assitir aquele filme que há muito esperado. Ainda mais com o Dia dos Namorados batendo a sua porta. Estão disponíveis também no novo sistema, os trailers e sinopses dos filmes bem como as salas mais próximas da sua casa.
A única diferença para manuseio do programa de celulares mais recentes para os mais antigos é que novas funcionalidades dificilmente serão tratadas nesta versão que atualmente possue apenas o acesso a lista de cinemas das cidades, ou seja a nova busca por filmes não está disponível. O mesmo também pode ser baixado para PC's.
Mais informações no endereço eletrônico: www.cine.mobits.com.br

Abraços a todos;
Carlos Henrique

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Retina Rock


Estou avisando desde já, para que você coloque logo na sua agenda e não diga que não sabia. O Botiquim Blues estará realizando no dia 19 de junho o evento entitulado Retina Rock. A noite contará como os shows das bandas Kábula (lançamento do CD), Lady Evil e Black Bulldog. Haverá também exibição de filmes e trailers do cineasta-bombeiro Affonso Brazza.
Quero apenas deixar aqui uma observação. Porque colocar nome de banda de rock em inglês? Não concordo. Somos brasileiros e temos que valorizar a nossa língua. Que deixemos isso (de botar nome em inglês) para os ingleses, americanos e alguns outros mais que são países de língua inglesa. O maior patrimônio de um povo é a sua língua. Mas de qualquer forma, tá valendo. Não é por causa disso que vamos deixar de ajudar na divulgação. E uma inciativa como esta tem que ser valorizada.




Serviço:


Data: 19 de junho, sexta-feira


Horário: 19 horas.


Entrada: R$ 10.


Mais informações: 8486-5480.


Classificação indicativa não informada.


Onde: Botiquim Blues (Praça do DI, em Taguatinga)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cineclube Bancários: Programação Maio/2009

11/05 - 5 FRAÇÕES DE UMA QUASE HISTÓRIA – Cristiano Abud, Cris Azzi, Thales Bahia, Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo, Armando Mendz.
Comédia/Drama, 96 min, 2008.
Classificação indicativa: 16 anos
Sinopse: Um fotógrafo obcecado por pés femininos; um homem que se projeta em situações vistas na TV; um apático funcionário público que recebe uma proposta de um juiz corrupto; um trabalhador de um matadouro com o casamento em crise; e uma secretária desiludida no amor que sonha em se casar. Estas cinco personagens terão suas vidas modificadas a partir de um quente final de semana.http://www.cincofracoes.com.br/

18/05 - POR TRÁS DO PANO – Luís Vilaça, Comédia/Drama, 90 min, 1999. Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Uma atriz novata recebe o convite para atuar em uma nova peça ao lado de um consagrado ator de teatro. Porém, ela precisará enfrentar o difícil gênio de seu companheiro de cena, que está em crise amorosa e profissional. Tudo em São Paulo, cidade onde certas pessoas vivem suas histórias por trás do pano.
Curta-metragem: O SANDUÍCHE – Jorge Furtado, Ficção, 13 min, 2000.
Classificação livre.
Sinopse: Os últimos momentos de um casal, a hora da separação. Mas o fim de alguma coisa pode ser o começo de outra. Outro casal, os primeiros momentos, a hora da descoberta. Encontros, separações e um sanduíche. No cinema, o sabor está nos olhos de quem vê.http://www.programadorabrasil.org.br/programa/16

25/05 - ERA UMA VEZ... - Breno Silveira, Drama, 118 min, 2008.
Classificação indicativa: 14 anos.
Sinopse: Era uma vez... conta a história de amor entre dois jovens de realidades bem distintas: Dé, que mora na favela, e Nina, moça rica que vive no asfalto. Os dois se conhecem na Praia de Ipanema, e acabam se apaixonando. Juntos, experimentam as alegrias, emoções e dificuldades de um amor tão grande quanto improvável. As sessões são sempre às 20 horas, no teatro do bancários.

Maiores informações:
CONTATO BRAZUCAH: Ana Arruda Produção Cineclube Bancários(61) 9967-0579. Email: ana@brazucah.com.br. Endereço eletrônico: http://www.brazucah.com.br/ ou através do blog: cineclubedf.blogspot.com

Abraços a todos:
Carlos Henrique.

sábado, 18 de abril de 2009

Se eu fosse você II



Se eu fosse você II atingiu a marca de mais de 6 milhões de expectadores e se tornou o filme brasileiro mais visto desde 1995. E não é para menos. O primeiro é excepcional. Engraçadíssimo. E o segundo não fica atrás.
Em meio a uma crise no casamento, Claúdio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) trocam mais uma vez de corpo e vivem situações hilárias.
A interpretação de ambos é simplesmente perfeita. Imprecionante como mudam de gestos, formas de falar e de atitudes. Mudanças dignas de quem realmente troca de corpo. Claro, se isso fosse possível... .
A cena do futebol é das mais engraçadas das últimas comédias do mundo cinematrográfico. Bem como a cena de Tony Ramos com Cássio Gabus Mendes no banheiro. Se você ainda não foi assitir, vai saber de qual cena estou falando.
E venhamos e convenhamos, Daniel Filho, diretor de tv e cinema, já conquistou de vez seu espaço como um dos maiores diretores tupiniquins. E olha que tem concorrência, viu?

O filme conta ainda, com Maria Luisa Mendonça, Marcos Paulo, Ary Fontoura e Chico Anysio.
O filme já está em cartaz a pelo menos dois meses. Mas ainda dá tempo de ver. Portanto, corra até o cinema mais perto da sua casa e veja mais esse grande sucesso do Cinema Nacional. Eu se eu fosse você, seguia meu conselho.....

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Festival Internacional de Documentários É tudo verdade


Nem só de filmes hollydianos vive o cinema. Depois de passar por São Paulo e Rio de Janeiro, chega à Brasília o Festival Internacional de Documentários É tudo verdade. Se na música a entrada da cidade na rota dos grandes shows internacionais ainda está apenas começando, na Sétima Arte, já é algo mais palpável.



PROGRAMAÇÃO:


14/04 terça-feira14h30 Problema é Comigo / Juliette Veber / 82min

16h30 O Segredo / Edgar Feldman / 25minEscravos / Hanna Heilborn, David Aronowitsch / 15minSegunda Vida / Anna Thommen / 19min

18h30 Retorno a Fortin Olmos / Patricio Coll, Jorge Goldenberg / 104min

20h30 Cartas ao Presidente / Petr Lom / 74min


15/04 quarta-feira14h30 Z32 / Avi Mograbi / 82min

16h30 Chirola / Diego Mondaca / 25min

Zietek / Bartosz Blaschke / 17min

Arrancando a Alma / Barbara Klutinis /

18min18h30 Tias Duronas / Kim Longinotto / 104min

20h30 Problema é Comigo / Juliette Veber / 82min


16/04 quinta-feira14h30 Cartas ao Presidente / Petr Lom / 74min

16h30 Areias Vermelhas / David Procter / 25min

Coração Negro / Ada Bligaard Søby / 23min

Bem Longe de Casa / Marika Väisänen / 15min

18h30 Além do Jogo / Jos de Putter/ 79 min

20h30 Retorno a Fortin Olmos / Patricio Coll, Jorge Goldenberg / 104min


17/04 sexta-feira

14h30 O Segredo / Edgar Feldman / 25min

Escravos / Hanna Heilborn, David Aronowitsch / 15min

Segunda Vida / Anna Thommen / 19min

16h30 Tias Duronas / Kim Longinotto / 104min

18h30 O Esquecimento / Heddy Honigmann / 94min

20h30 Segundas Sangrentas & Tortas de Morango / Coco Schrijber / 87min


18/04 sábado14h30 Chirola / Diego Mondaca / 25min

Zietek / Bartosz Blaschke / 17min

Arrancando a Alma / Barbara Klutinis / 18min

16h30 Além do Jogo / Jos de Putter/ 79 min

18h30 Z32 / Avi Mograbi / 82min

20h30 Segundas Sangrentas & Tortas de Morango / Coco Schrijber / 87min


19/04 domingo14h30 Areias Vermelhas / David Procter / 25min

Coração Negro / Ada Bligaard Søby / 23min

Bem Longe de Casa / Marika Väisänen / 15min

16h30 VJs de Mianmar - Notícias de um País Fechado / Anders Høgsbro Østergaard / 85min

18h30 Esquecido Papai / Rick Minnich, Matt Sweetwood / 84min

20h30 O Esquecimento / Heddy Honigmann / 94min


21/04 terça-feira

14h30 VJs de Mianmar - Notícias de um País Fechado / Anders Høgsbro Østergaard / 85min

16h30 Esquecido Papai / Rick Minnich, Matt Sweetwood / 84min

18h30 Domingos / Maria Ribeiro / 72min

20h30 Sobreviventes / Miriam Chnaiderman e Reinaldo Pinheiro / 52min


22/04 quarta-feira

14h30 O Cineasta da Selva / Aurélio Michiles / 87min

16h30 Ser Tão / Luiz Guilherme Guerreiro / 20min

Chapa / Tatiana Toffoli / 18min

Samba de Quadra / Gustavo Mello, Luiz Ferraz / 16min

18h30 Cidadão Boilesen / Chaim Litewski / 92min

20h30 Corumbiara / Vincent Carelli / 117min


23/04 quinta-feira

14h30 Ôri / Raquel Gerber / 91min

16h30 Nello's / André Ristum / 25min

No Tempo de Miltinho / André Weller / 18min

Confessionário / Leonardo Sette / 15min

18h30 Cildo / Gustavo Rosa de Moura / 84min

20h30 Cidadão Boilesen / Chaim Litewski / 92min


24/04 sexta-feira

14h30 Ser Tão / Luiz Guilherme Guerreiro / 20min

Chapa / Tatiana Toffoli / 18min

Samba de Quadra / Gustavo Mello, Luiz Ferraz / 16min

16h30 A Chave da Casa / Paschoal Samora, Stela Grisotti / 60min

18h30 20h30 A Arquitetura do Corpo / Marcos Pimentel / 21min

Leituras Cariocas / Consuelo Lins / 13min

A Casa dos Mortos / Debora Diniz / 24min

Sessão seguida de debate com a diretora brasiliense Débora Diniz


25/04 sábado14h30 Nello's / André Ristum / 25min

No Tempo de Miltinho / André Weller / 18min

Confessionário / Leonardo Sette / 15min

16h30 Ôri / Raquel Gerber / 91min

18h30 A Chave da Casa / Paschoal Samora, Stela Grisotti / 60min

20h30 Cildo / Gustavo Rosa de Moura / 84min


26/04 domingo14h30 A Arquitetura do Corpo / Marcos Pimentel / 21min

Leituras Cariocas / Consuelo Lins / 13min

A Casa dos Mortos / Debora Diniz / 24min

16h30 O Cineasta da Selva / Aurélio Michiles / 87min

18h30 Sobreviventes / Miriam Chnaiderman e Reinaldo Pinheiro / 52min

20h30 Domingos / Maria Ribeiro / 72min



SINOPSES - TÍTULOS BRASILEIROS – LONGAS


Chave da Casa, de Paschoal Samora e Stela Grisotti (SP, 68 min)– Dois momentos na vida de exilados palestinos de origem iraquiana: o cotidiano num campo de refugiados entre Jordânia e Iraque e os desafios da adaptação em suas novas vidas no Brasil.


Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski (RJ, 92 min)– Um exame do financiamento da repressão violenta à luta armada no Brasil por grandes empresários, a partir da trajetória do dinamarquês Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do grupo Ultra executado pela guerrilha urbana por suas ligações com a Oban.


Cildo, de Gustavo Rosa de Moura (RJ, 84 min)– A vida, a obra e as idéias de Cildo Meirelles, um dos principais artistas plásticos brasileiros, vencedor do Prémio Velásquez em 2008.


Corumbiara, de Vincent Carelli (PE, 117 min)– Em 1985, a gleba Corumbiara, no sul de Rondônia, foi cenário de um massacre de índios isolados. Desde então o documentarista Carelli luta com sua câmera contra o esquecimento.


Domingos, de Maria Ribeiro (Brasil, 2009, 72 min) - O filme acompanha a rotina do cineasta, dramaturgo e escritor Domingos de Oliveira. A atriz e diretora Maria Ribeiro documentou a vida do realizador durante seis meses, entrevistou amigos e admiradores e apresenta um perfil bastante completo do diretor de filmes como Todas as mulheres do mundo.


O Cineasta da Selva, de Aurélio Michelis (SP, 87 min)- Produção de 1997 que recupera, em forma semi-documental, a trajetória de Silvino Santos (1886/1970), cineasta luso-amazonense que adotou o Brasil como pátria aos 13 anos de idade e documentou a história com uma produção extensa e diversificada. Ao longo de seus 84 anos realizou nove longas e 57 curtas e médias-metragens no Brasil e em Portugal.


Ôri, de Raquel Gerber (Brasil, 1989, 100 min)- Documentário expõe as ligações entre a cultura africana, em particular dos povos de língua Yoruba do oeste da África, e os vários movimentos de negros nas Américas. O filme se detém sobre a trajetória de Zumbi, homem de origem Yoruba trazido para o Brasil para trabalhar como escravo, no século XVII, mas que escapou para tentar construir – nos chamados Quilombos – uma nação que integrasse as culturas negra e indígena.


Sobreviventes, de Miriam Chnaidermann e Reinaldo Pinheiro (SP, 52 min)– Diversos personagens de diferentes sexos, profissões e origens sociais relatam em primeira pessoa sua viagem particular a uma situação limite.



TÍTULOS BRASILEIROS – CURTAS


A Arquitetura do Corpo, de Marcos Pimentel (MG, 21 min)– Os bastidores da preparação de uma disputa num processo de seleção de uma companhia de danças de um projeto social em Minas Gerais.


A Casa dos Mortos, de Débora Diniz (DF, 24 min)– O cotidiano de um manicômio judiciário em Salvador, Bahia.


Chapa, de Tatiana Toffoli (SP, 18 min) – Uma fogueira numa das avenidas marginais de São Paulo, um homem acena para o caminhão. Ao seu lado uma placa: CHAPA. Seu trabalho é guiar motoristas pelos caminhos da megalópole.


Confessionário, de Leonardo Sette (PE, 15 min)– Como numa confissão para a câmera, um religioso italiano recorda sua atuação como missionário numa reserva indígena em Roraima.


Leituras Cariocas, de Consuelo Lins (RJ, 13 min) – Fragmentos de leituras feitas por passageiros do metrô carioca.


Nello’s, de André Ristum (SP, 25 min)– De ator na Itália antes da Segunda Guerra a dono de restaurante e cineasta em São Paulo, a trajetória de Nello de Rossi.


No Tempo de Miltinho, de André Weller (RJ, 18 min)– Um retrato de Miltinho, cantor carioca de timbre peculiar e estilo único, desde o início de sua carreira nos anos 1940.


Samba de Quadra, de Gustavo Mello e Luiz Ferraz (SP, 16 min)– A memória do samba caipira paulista sobrevive na cidade de Quadra, com três mil habitantes, situada a 150 km de São Paulo.


Ser Tão, de Luiz Guilherme Guerreiro (RJ, 25 min)– Os rituais do teatro e da guerra misturam-se na cidade de Canudos, que ressurge das águas e do esquecimento na encenação local do texto “Os Sertões” de Euclides da Cunha pelo Teatro Oficina Uzyna Uzona, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa.



TÍTULOS INTERNACIONAIS – LONGAS


Além do Jogo (Beyond the Game), de Jos de Putter (Holanda, 2008, 79 min)- Documentário sobre cyber atletas que participam do evento esportivo World Cyber Games. O filme acompanha os campeões mundiais de Warcraft III, o chinês Xiaofeng “Sky” Li e o holandês Manuel “Grubby” Schenkhuizen. O documentário tem a intenção de trazer ao público a adrenalina de um jogo entre os rivais na final da edição de 2007 do WCG, ocorrido em Seattle, Estados Unidos.


Cartas ao Presidente (Letters to the President), de Petr Lom (Irã/Canadá, 2009, 74 min)- O filme acompanha três viagens do polêmico presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao interior do país e mostra como o líder local é popular entre os iranianos mais pobres. Formado em filosofia política pela Universidade Harvard, o tcheco Petr Lom largou a vida acadêmica em 2003 para se dedicar ao documentário. E sempre escolhe abordar temas polêmicos. Neste Cartas ao Presidente, ele mostra o apoio que Ahmadinejad recebe do Irã religioso.


Esquecido Papai (Forgetting Dad), de Rick Minnich e Matt Sweetwood (Alemanha, 84 min)– Em 1990, Richard Minnich, pai de um dos diretores, perdeu a memória num acidente de carro aparentemente sem gravidade. Ele foi realmente afetado por um distúrbio de saúde ou apenas tentou escapar de uma vida que não mais suportava?Prémio Especial do Júri – IDFA 2008O Esquecimento (El Olvido), de Heddy Honigmann (Holanda-Alemanha, 94 min)– Um mergulho na história recente do Peru, a partir de personagens comuns das ruas, escolas, bares e hospitais de Lima.


Problema é Comigo (Trouble is My Business), de Juliette Veber (Nova Zelândia, 82 min)– Diretor-assistente da escola Aorere de South Auckland, Nova Zelândia, Gary Peach não acredita em casos perdidos num universo de alunos em sua maioria nativos Maoris ou descendentes de imigrantes.


Retorno a Fortin Olmos (Regreso a Fortin Olmos), de Patrício Coll e Jorge Goldenberg (Argentina, X min)– Em 1966, os cineasta Coll e Goldenberg realizaram o documentário “Hacheros Nomás”, sobre a uma cooperativa de lenhadores na província de santa Fé, no norte da Argentina. Três décadas depois, retornam à região, com protagonistas da experiência.


Segundas Sangrentas & Tortas de Morango (Bloody Mondays & Strawberry Pies), de Coco Schrijber (Holanda, 87 min)– Narrado por John Malkovich, um ensaio sobre o tédio, a partir das vidas de um nômade do deserto, um corretor de Wall Street, o último espião da Segunda Guerra, um pintor obcecado com o tempo, uma adolescente americana que matou colegas de escolas e uma jovem que sonha alto enquanto ganha a vida fazendo doces.


Tias Duronas (Rough Aunties), de Kim Longinotto (Reino Unido, 104 min)– Um retrato das militantes da Bobbi Bear, entidade que luta em favor das crianças vitimas de abuso sexual na África do Sul pós-apartheid.Melhor documentário internacional – Sundance 2009VJs de Mianmar - Notícias de um País Fechado (Burma VJ –Reporting from a Closed Country), de Anders Hogsbro Ostegaard (Dinamarca, 85 min)– Portar uma câmera na ditatorial Mianmar (ex-Birmânia) equivale a arriscar uma sentença de morte sem julgamento, como ocorreu em 2007 com o jornalista japonês Kenji Nagai. Um mergulho na batalha cotidiana de um grupo de vídeorreporteres que desafiam a ditadura na luta por um mínimo de liberdade de expressão.Prêmio Joris Ivens de melhor documentário – IDFA 2008 e melhor documentário internacional do CPH:Dox 2008Z32, de Avi Mograbi (França/Israel, 2008, 81 min)-


Um violento retrato da psicologia de um soldado de elite treinado para matar. Z32 é um soldado israelense que comete um homicídio injustificável mesmo em período de guerra e confessa diante da câmera ter sentido prazer ao matar dois policiais palestinos, ao mesmo tempo em que se sente devastado pela culpa.



TÍTULOS INTERNACIONAIS – CURTAS


Areias Vermelhas (Red Sands), de David Procter (Reino Unido, 25 min)Br> – As touradas, entre a crueldade e a tradição. A velha e a nova Espanha se digladiam na discussão sobre a manutenção ou a extinção das praças e das corridas de touros, como a de San Fermin.


Arrancando a Alma (Severing the Soul), de Bárbara Klutinis (EUA, 18 min) - Filha mais velha do clã Kennedy, irmã do futuro presidente John F. Kennedy, Rosemary foi uma criança prodígio. Ainda assim, quando começou a sofrer distúrbios na puberdade, seu pai ordenou que fosse submetida a uma lobotomia. A cineasta expõe os limites desta técnica bárbara que foi o principal método para lidar com as doenças mentais nos EUA entre 1930 e 1960.


Bem Longe de Casa (Sylistä Syliin), de Marika Vaisanen (Finlândia, 15 min)– Combinando filmagens e animações, o ponto de vista de Oona, uma garota de 9 anos, sobre seu novo cotidiano a partir do divórcio dos pais.


Chirola (La Chirola), de Diego Mondaca (Bolívia, 25 min)- Cumprindo uma longa sentença na prisão, Pedro Cajías descobriu, mais do que uma punição, a oportunidade inusitada de melhorar sua alimentação e saúde, além de uma experiência de companheirismo. Apavorado com a iminente libertação, ganhou um cão de um guarda.


Coração Negro (Black Heart), de Ada Bligaard Soby (Dinamarca, 23 min)- Três novaiorquinos, cada um lidando com a elaboração de perdas sofridas nos atentados de 11 de setembro de 2001.


Escravos – Um Documentário de Animação (Slaves –An Animated Documentary), de Hanna Heilborn e David Aronowitsch (Suécia, 15 min) – As histórias de Abouk, 9 anos, e Machiek, 15, crianças seqüestradas por milícias no Sudão, patrocinadas pelo próprio governo. A partir de seus depoimentos gravados, reconstitui-se como seus pais foram mortos e como os órfãos foram usados como escravos por seus captores.Melhor curta-metragem internacional – IDFA 2008O


Segredo, de Edgar Feldman (Portugal, 25 min)- Comunista, hoje com 94 anos, António Dias Lourenço relembra seus anos de prisão no Forte de Peniche, durante a ditadura de Antonio Salazar, em Portugal.Melhor curta-metragem documental português – DocLisboa 2008Segunda Vida (Second Me), de Anna Thommen (Suíça, 19 min) - Bendix Freutel, trinta e poucos anos, não tem mulher e nem emprego na vida real. Mas criou uma vida plena e feliz através de seu avatar no Second Life, mundo virtual e tridimensional no ciberespaço.


Zietek, de Bartosz Blaschke (Polônia, 17 min)- Perfil do artista e escultor autodidata Bogdan Zietek que, por mais de 40 anos, especializou-se na confecção de esculturas femininas em tamanho real. Sob a tolerância de sua mulher, sua casa transformou-se num verdadeiro depósito de pin-ups de madeira.



Serviço do Festival:


Local: Centro Cultural Banco do Brasil - SCES, Tr. 2, Lt. 22 - Asa Sul -

Telefone: 3310-7087

Preço inteira: Entrada franca

De: 14/04/2009

Até: 26/04/2009

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