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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Concha Acústica ao Deus Dará

Um dos melhores espaços para shows de Brasília, a Concha Acústica, está há dois anos totalmente abandonada. O palco, que antes era frequentado por grandes nomes da música, hoje tem uma artista principal, o mato. Para se ter uma idéia, um rápido passeio pelo espaço de 8, 4 mil metros quadrados é mais do que suficiente para ver as calçadas de pedras portuguesas quebradas, os bancos cheios de capim e fiação elétrica destruída. Nas paredes do palco, rachaduras enormes. Ao redor, a situação é ainda pior, com quiosques depredados por vândalos. Para se ter uma ideia do tamanho do descaso do poder público com o espaço, a última reforma completa realizada no lugar, aberto em 1969, ocorreu há 12 anos. Mais ou menos o mesmo período de tempo que o Projeto Orla, esboço de revitalização do local, está engavetado. Mas é bom lembrar também que boa parte da culpa é da população que depreda o patrimônio público.
Em 2004, Rita Lee um dos últimos shows ocorridos na Concha. Inclusive o lançamento do DVD da Plebe Rude estava inicialmente marcado para o local, mas devido ao estado do lugar o grupo desistiu. Ficou como opção a Ermida Dom Bosco.
Segundo o secretário de Obras, Márcio Machado, a licitação para o início das obras de recuperação já foi aprovada. A revitalização urbanística está a cargo do GDF, orçada em R$ 5 milhões e os empreendimentos são da iniciativa privada. O problema é que a reforma pode até sair, mas como é de costume aqui no Brasil, a reforma sai e depois ficamos mais 12 anos ou mais sem nenhum tipo de reforma ou até mesmo melhoria.
O Projeto Orla foi idealizado em 1996.Visa dar vida às margens do Lago Paranoá com a criação de 11 pólos culturais que democratizariam o acesso ao espelho d’água. A Concha Acústica está inserida no terceiro pólo. A princípio, a ideia seria a construção de píeres, hotéis, restaurantes, bares, museus, cinemas, centros tecnológicos e quiosques. Mas até agora pouca coisa saiu do papel. Dos 11 setores, o único que saiu da teoria foi o Pontão do Lago Sul, inaugurado em 2000. Um dos principais obstáculos para a colocada em prática do projeto, sem dúvida nenhuma, é o fato de que várias residências que se situam à beira do lago, tomaram conta de suas margens, invadindo assim área pública. Quer dizer, é a privatização do que é público com a mais intensa expressão do individualismo urbano. É o individual acima do que é público. Se esquecem estas pessoas que todos perdemos com isso, porque a cidade perde com isso. Com mais lazer e atrações culturais, a cidade perde turismo e consequentemente perde dinheiro e empregos. Isto sem falar nas opções que nós brasilienses passamos a ter a menos.
Em 74, a concha foi palco de um casamento hippie. Como a vida cultural da cidade ainda era tímida, o encontro acabou se tornando um grande acontecimento. Nos anos 1980 e 1990, artistas como Arnaldo Antunes, Djavan, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Nando Reis e bandas como Capital Inicial e Pato Fu, marcaram presença num dos principais cartões-postais da cidade.
Ainda em 1998, a Concha Acústica abrigou a primeira edição do Porão do Rock, reunindo mais de 10 mil pessoas. No ano seguinte, um público três vezes maior assistiu, extasiado, a volta da banda Plebe Rude. Outro festival abrigado pelo espaço, em 2005, foi o É Claro que é Rock, trazendo como principal atração a banda britânica Placebo. Dois anos depois foi a vez dos argentinos do Gothan Project emocionarem os brasilienses. O grupo brasiliense Zaktar, constituído por músicos com necessidades especiais, fez o último show da Concha antes de sua interdição pela Secretaria de Obras.
Abraços a todos;
Carlos Henrique.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Festival? Qual é o MAL?

Salve, salve leitores deste espaço de cultura e lazer! Demorei, mas estou de volta

Aproveito o mês de Agosto, mês no qual ocorreu a 16ª edição do Porão do Rock para falar de um assunto maldito para alguns e maravilhoso para outros.





Festival de Rock, Música, Cultura, Cinema, Saral, ou qualquer coisa que o valha....

Para muitos é um vírus que tem que ser eliminado, que festival é tudo farofa e um tremendo saco, outros já dizem que é uma chance ímpar para ver bandas desconhecidas em ação, já que não tem um outro espaço para tocar para muita gente.

Na minha humilde opinião nem um nem outro, Festival é legal e pronto, nada de super ou merda, você tem que ir com a mente aberta em Festivais, pois com certeza vai ter banda que você gosta, banda que você odeia, surpresas boas e surpresas ruins.

O importante é respeitar quem está no palco, pois com certeza tem gente que foi lá ver aquela banda chata que você está louco para vaiar, e olha que eu já passei por 2 trabalhos de Hércules, suportar uma apresentação inteira dos Los CHATOS Hermanos e os mais chatos ainda OASIS, meu tinha uma cabeçada lá para ver os caras, porque eu tenho o direito de zoar na hora deles curtirem o que eles acham bom?

Não tenho este direito, ninguém na verdade tem, ficar calado já é um sinal de respeito, uma vez eu topei com um cara que durante toda a apresentação das outras bandas ficou com um tapa ouvido, desde usado por funcionários de aeroportos, os chamados ear plugs, somente quando entrou a sua banda preferida ele tirou, só para constar a banda era o Angra, mas o importante é ter saúde.

Graças a Deus, foi a última banda e eu pude me retirar antes da tortura e não precisei testemunhar nada do crime que ocorreu no fim daquele dia. Qual crime???????? Ora o Angra e seus gritos Rock-hard-punk-emo-códico-roll-dark-progressivo-metal, para mim não dá, mas quem gosta legal. O cara não se moveu em nenhuma apresentação, ficou lá na manha sem falar nada, muito bom.

Uma vez vi uma entrevista do falecido Raimundos (o que???????? como assim não morreu???????), no qual os caras falavam que o ruim tem que existir para saber que o bom é bom mesmo, mas porra, tem que ser ruim desta forma???????????


Ir no festival na gana de ver uma banda tem isto, vai esperar um monte de coisa que você não conhece, ou pior, conhece e sabe que é ruim pakas, o negócio é curtir e vida longa aos festivais espalhado pelo BRASIL.

Podemos discutir o que virou o Porão no DF ou qualquer outro Festival no país, mas não podemos negar a sua importância, ou como negar os serviços prestados pelo Ceará Music - CE, Abril Pro Rock - PE, Pop Rock - MG entre outros fantásticos espalhados pelo nosso país dando a oportunidade de bandas que estão fora do mercado mostrarem um bom trabalho. Ou então de bandas desconhecidas firmarem contatos com bandas consagradas, ou ainda promover encontros homéricos no palco que a agenda não permite, mas se torna possível em um Festival.

Sendo assim, sem preconceito procure ouvir, digerir e entender os festivais e suas atrações de 40 minutos no palco, porque talvez 40 minutos podem ser muito pouco para uma atração muito boa e que você não conhece. E principalmente RESPEITE quem gosta daquela banda que na sua opinião é uma merda.

O que nos torna iguais, é que somos todos diferentes! Pense nisto!

Salve a todos e até a proxima, ou próximo festival.


PS1 Desculpa a todos os grandes e pequenos festivais que não foram citados aqui, mas tem grande importância também, nacionalmente ou mesmo regionalmente.

PS2 Desculpa por não ter colocado fotos de todos os festivais que gostaria.

PS3 Desculpa aos fãs das bandas por mim criticadas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Canastra

Porao do Rock-dia2_2deAgosto2008 037

Renato Martins 

A banda carioca Canastra formada por Renato Martins (vocal, guitarra e violão), Edu Vilamaior (contrabaixo acústico e voz), Marcelo Callado (bateria e percussão), Marcelo Serragrande (trombone), Marcelo Magdaleno (sax alto, tenor e gaita) e Fernando Oliveira (guitarras e trompete), está batalhando na divulgação do seu segundo cd, “Chega de Falsas Promessas (2007)”, este álbum sucede o de estréia “Traz a Pessoa Amada em 3 Dias (2004)”.

Chega de Falsas Promessas é um disco de um grupo que faz um som delicioso e complicado de traduzir, soa às vezes como uma big band em função de elementos jazzísticos, temos também rockabilly, anos 50 e outrora por seu estilo irônico nos remete à década de 80 em uma inconfundível comparação ao João Penca e Seus Miquinhos Amestrados.

Porao do Rock-dia2_2deAgosto2008 042 O cd Chega de Falsas..., inicia-se com a deliciosa e dançante Chevete Vermelho, é ouvir e começar a requebrar os quadris a lá Elvis Presley. Motivo de Chacota é a solidificação da vergonha, outra ótima canção, simples e eficiente. Agora vamos estralar os dedos, na terceira faixa, em Miss Simpatia os caras apresentam um lindo saxofone e uma letra que celebra a busca pela companhia ideal. Temos na quarta posição Quando Sim Quer Dizer Não, ótimos bateria e metais, música de baile, dançante e trata de sexo e relações amorosas, sempre antagônicas. Dois Dedos de Conhaque, a quinta, tem um arranjo country, trilha sonora para bares de filmes de faroeste, prepare-se, depois da derrota, você se mantém de cabeça erguida enquanto durar sua bebida. Volte Sempre é a balada obrigatória, bonitos assovios e um belo dueto com Nina Becker, o título já diz tudo, volte sempre e me faça feliz. Pomo-de-Adão é uma prima história, bom instrumental, conta a história de Adão e o círculo vicioso do pecado. A oitava carrega o título do álbum, é um super jazz que nos ensina a nos conformar com as infortunas armadilhas do amor. Cara ou Coroa é bacana e disserta sobre as idas e vindas e conseqüentes desencontros do coração. A penúltima Ao Deus Dará discorre a favor do ócio e da acomodação, movimente os braços de um lado para o outro (estilo havaiano), tendo como pano de fundo uma agradável percussão, guitarra com efeito e um pontual Porao do Rock-dia2_2deAgosto2008 041baixo acústico. Dallas, a décima primeira  encerra de forma interessante o cd, canção para ilustrar bailes de estilo faroeste, divertida e do tipo, aceite minhas desculpas ou me largue, estou de saco cheio de reclamações.

A banda Canastra fez um show irrepreensível no Porão do Rock 2008, minha curiosidade em relação aos álbuns foi devidamente recompensada, este segundo me foi ofertado pelo vocalista gente boa Renato Martins. Chega de Falsas Promessas, prometeu e cumpriu, procure já esse disco e curta uma banda de ótimos músicos, letras legais e arranjos prioritários para compor uma boa música. É isso aí!

Chega de Falsas Promessas é um disco na Rota, nota 8. E que venham o terceiro, quarto, quinto, e... da banda e outros shows na cidade.

Então, por enquanto é só e fique ligado, continuaremos nossas matérias de bandas que tocaram no Porão 2008.

Crédito das fotos: Cristiano de Queiroz

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Suicidal Tendencies no Porão do Rock (2008)

2 

Dia 1º de agosto o Suicidal Tendencies sobe ao palco para encerrar a primeira noite do Porão do Rock que em 2008 realiza sua 11ª Edição, curiosamente o Suicidal volta à tocar em Brasília 11 anos depois, contabilizado desde 1997 no antigo Gran Circo Lar. O vocalista Mike Muir, o "Cyco Miko" é o único remanescente da formação original da banda formada em 1982, atualmente completam o grupo Mike Clark - guitarra, Dean Pleasants - guitarra, Steve Brunner - baixo e Ron Brunner Jr. - bateria.

Após 15 álbuns, o grupo convive com a acusação de ter se "vendido", confusões fora do palco e nenhum disco que tenha tido um sucesso marcante. Afinal, o que faz o Suicidal ser especial? Respondo! É uma banda com shows regados a muito hardcore, polgação total, a energia de Mike "Cyco" é contagiante e canções como "Institutionalized" ao vivo valem o ingresso, inclusive esta música fez parte da trilha sonora do filme O Homem de Ferro (2008). Mike adora projetos paralelos, um especial é o intitulado Infectious Grooves, acho "do caramba", certinho na rota, dos quatro cds deste trabalho, destaco Groove Family Cyco (1994), sensacional! Se você procura algo para conhecer o Suicidal, busque a coletânea Prime Cuts (1997), vale a pena!

Então é isso, nos vemos no Porão na sexta (1/8). Está chegando!

Porão

terça-feira, 29 de julho de 2008

Muse no Porão - Prévia

Neste dia 2 de agosto, no Porão do Rock, se apresenta a banda Muse. Mesmo sendo uma atração internacional, seu "peso" é relativo, pois a fama não é tão abrangente aqui no Brasil, então podem ter certeza de uma coisa: só vai ter fã, por aquelas bandas, sejam os antigos ou os novos, que com certeza se tornarão.

Com uma sonoridade erroneamente comparada ao Radiohead, no início da carreira, Muse abusa de guitarras pesadas, tem vocal arrastado de tom inconstante, (o que caracteriza de forma muito positiva sua música, aliás) e tem tudo, menos um padrão de ritmo. Exemplos disto são a balada Unintended, o rock pauleira Stockolm Syndrome e uma mesclagem bizarra dos dois estilos no cover de I can't take my eyes off you, clássico de Frank Valli (não do Damien Rice, ok?). "Rock alternativo" no sentido amplo da palavra.

A discografia contém seis discos: Showbiz (1999), Origin of Symmetry (2001), Hullabaloo Soundtrack (2002), Absolution (2003), Black Holes And Revelations (2006), e H.A.A.R.P, de 2008, além de um com álbum da turnê de Absolution.

Por motivos nem-tão-óbvios-assim, não procurei links de sites de compartilhamento de arquivos pra disponibilizar, mas todo mundo sabe como achar, hoje em dia, né?

Programação do dia 2 (como todo Porão, adicionem de 15 a 45 minutos em cada horário):
17h – Canastra (RJ)
17h35 – Vai Thomaz no Acaju (DF)
18h10 – SickCity (Alemanha)
18h45 – Sapatos Bicolores (DF)
19h20 – The Tandooris (Argentina)
19h55 – Lucy and the Popsonics (DF)
20h30 – Papier Tigre (França)
21h05 – Autoramas (RJ)
21h50 – Mundo Livre S/A (PE)
22h35 – Supergalo (DF)
23h20 – Pitty (BA)
0h25 – Muse (UK)

Infos do site oficial sobre ingressos

E aguardem o review pós-show, que a alta cúpula do Na Rota me encarregou de fazer!

Update: Fã-clube Do Muse em Brasília, no Orkut. Dica da Hannah, nos comentários. ;)

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