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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

10zer04 - Novo Álbum e Projeto Férias com Arte


O Marcos é um Produtor Cultural e colega de órgão público, ou seja, de trabalho. Ele me passou este e-mail e o repasso para vocês agora. Vamos ao recado dele:


Saudações Libertárias!

A banda 10ZER04 engatilha os preparativos para o lançamento de seu novo disco.


O novo álbum da banda trará dez músicas furiosas e dançantes embaladas pelo peso e pressão do Rock-‘N’-Roll, influenciado por Jungle, Jazz, Soul, New Disco, Industrial e muito mais.

A 10ZER04 fará três SHOWS de pré-lançamento do novo álbum COM ENTRADA FRANCA neste mês de Fevereiro. Então, se liga na agenda da banda:

Dia 12/02/2010 (SEXTA-FEIRA) - GRITO ROCK AMÉRICA LATINA – TAGUATINGA/DF:
Local: Estacionamento da Administração Regional de Taguatinga (Praça do Relógio).
Horário: 18h30
Bandas: **10ZERO4(DF)**, Cicuta(GO), Lacuna(DF) e Novos Vinis(GO).
ACESSO LIVRE

Dia 13/02/2010 (SÁBADO) – FÉRIAS COM ARTE – SOBRADINHO/DF:
Local: Praça da Quadra 6 – Sobradinho/DF.
Horário: 20h
Bandas: **10ZERO4(DF)**, Forfun(RJ), Los Torrones(DF) e bandas locais.
ACESSO LIVRE

Dia 14/02/2010 (DOMINGO) – FÉRIAS COM ARTE – PARANOÁ/DF:
Local: Ginásio coberto da praça – Paranoá/DF.
Horário: 20h
Bandas: **10ZERO4(DF)**, Forfun(RJ), Los Torrones(DF) e bandas locais.






Abraços a todos;


Carlos Henrique.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Gilbertos Come Bacon [CD]

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Gilbertos Come Bacon, o CD homônimo de estreia do grupo formado em Planaltina - cidade satélite de Brasília – no ano de 2003, da as caras com letras “encruadas” em problemas sociais como os de infraestrutura, política e violência. Temas, que infelizmente, apesar de recorrentes, não caem no clichê, justamente em razão dos G.C.B. destacá-los com inteligência, e, uma sonoridade rica, que se funde a elementos da cultura Brasileira com rock, hardcore, e ska. Rabicore como o próprio Gilbertos prefere intitular, não se apegando a rótulos.

Gilbertos Não tão somente as letras, os arranjos são outro ponto de destaque. A sonoridade rabicore do grupo é valorizada pela percussão visceral que embala o produto final, fazendo-se presente em todas as faixas.

O ótimo CD pode ser encontrando no site da GRV (clique aqui) ou no Submarino (aqui).

Formação: João Angelini (voz e pandeiro), Eduardo Cayrã (voz e percussão), Moisés Crivelaro (guitarra e MC), André Valente (baixo, trompete e acordeão), Camila (baixo), Fábio Baroli (percussão), Luamar Ronan (percussão) e Márcio Mota (bateria e percussão).

Faixa a Faixa:

Cadáveres Ambulantes: A canção que abre o disco com um arranjo que lembra trilha sonora de filmes de ficção científica dos anos 50, reflete sobre a nossa posição no mundo, e as angústias que afligem a sociedade. “…mas estar aqui, agora, é a prova que estou vivo. Meu coração tá batendo, mas continuo indeciso, não estou sozinho neste barco. Todo mundo é um cadáver…”

Minha Casa: Canção pesada que atribui ao nosso corpo o status de casa, problemática e que nos acompanha a todo instante. “…minha casa é minha casa, o meu sangue é minha casa. Minha casa sente frio, fome, preconceito e um monte de raiva”.

Boca Suja: Hardcore acerca do nosso poder de se comunicar, naturalmente se expressando através do palavrão e da indignação. “…grita! grita, boca suja o palavrão! Vomita dores! a boca que fala é a idéia que explode, regurgita…”

Sorriso de Plástico: Som cadenciado pela levada do pandeiro e pela linha de baixo. Já que você veio ao mundo, saia da proteção de sua mãe e seja uma pessoa útil ao mundo. “…se tudo é mãe e filho, qualquer coisa que eu perca é aborto. Mas, se tu achar, ressurreição. Pega aí o meu sorriso que caiu no chão…”

Adulteraram: Black music com pitadas de regionalismo. Versa sobre a nossa luta diária pela sobrevivência e sustento, preservando a dignidade e a honestidade. “…o sistema, sim, é quem te impõe ser destro. Isto é um exemplo, não nasce com você, não aprenda o ruim, pratique pra aprender, adulteraram o que chamamos de poder…”

Sem Verdade: Um baião rock que brinca com a semiótica, mentiras e verdades. Tudo pode ter vários significados, o que vale é a interpretação. “…fizeram o favor de dizer que tudo é complicado, e que metade é feita de caô, muito complicado…”

Piolho: Ska com participação de Tom Zé; a canção é uma metáfora ao mundo político que se enriquece, nos maltrata e se mantém graças ao sistema hereditário. “…seus filhos virão mais tarde garantir o vai-e-vem. Ovo que botou ontem hoje se torna gente, sede individualista que deixa o povo doente…”

Queda Livre: Outro ska que celebra a verdadeira vida, levarmos “tombos” é uma coisa normal, nos resta a integridade e levantar de cabeça erguida. “…se sua vida escorregar de sua mão. Destino é cair, quebrar, se esparramar no chão. Mentira é frágil, não aguenta a queda e vai embora…”

Gilbertos: Regionalista e pró-cultura, uma canção contra aqueles que só valorizam o american way life em detrimento ao que é produzido no seu país. “…é ser igual a gringo pra ter consideração. Vestir, comer, falar, sorrir, igual a toda raça nobre e condenar peão que gosta de ouvir pagode…”

Dómarrom: Rock que valoriza elementos nordestinos, ao ouví-la rapidamente, soa sem sentido, mas não, celebra indivíduos que superam as críticas e seguem em frente. “…ele nem ligava, fingia que não ouvia e cagando e andando apenas continuou…”

Site oficial aqui

Próximo show:

O Gilbertos Come Bacon se apresenta com o Matanza, no Arena Futebol Clube, dia 25/10. Saiba mais aqui.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Preview da cobertura do Porão do Rock 2009

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Rosa simbólica que representava a presença de Renato Russo na homenagem.

Enfim, estamos chegando ao ponto esperado, a cobertura do Porão do Rock 2009, antes que eu me aprofunde nos dias decorridos, alguns detalhes que merecem leitura:

1) Atrasos, apenas um palco e problemas técnicos geram impaciência e cansaço. Raul Sá, um dos produtores do evento e diretor da ONG Porão revelou que boa parcela desses problemas, aconteceu graças a chuva que caiu durante a montagem do som na madrugada de sexta para sábado. Quer saber, atrasou, mas não tirou o brilho do evento, parabéns ao Raul, Gustavo, Priscila, Marcos e todos os envolvidos na produção!

2) Adorei o evento na Esplanada, agora é concatenar essa fórmula com a estrutura do ano passado (02 palcos), ficará perfeito.

3) Fico feliz toda vez que eu ouço algo do tipo: “Poxa, perdi o Porão, achei que ia ser violento, queria ter assistido ao show do…(e começa citar bandas favoritas)”. Galera, um recado, se você perdeu, é porque não conhece o gênero que parece gostar. O Rock não vem desde os anos 50 à tôa! Vai quem curte, independente dos modismos, são nos shows do bom e velho R’n’R, que pintam as oportunidades ímpares de diversão, curtição, interação e celebração. Perdeu mané, perdeu!

4) Vou abrir um parêntese aqui, para evitar de falar disso na cobertura. Não gosto de Cachorro Grande, ok, admito, o show foi bom. Mas os caras são de uma grosseria, antipatia e estrelismo inacreditáveis, destrataram operadores de som (ameaçando, arremessando guitarras), público (palavrões, bundas lêlês e atirando latas de cerveja “bravinhos”) e depois a imprensa (com respostas cretinas) por causa de problemas técnicos. Aonde já se viu? Faça-me o favor. Esse fato lamentável ocorrido no sábado foi refutado pela maioria das bandas que tocaram no domingo. Defendendo os técnicos, Philippe Seabra da Plebe Rude ainda chegou a dizer que essas bandinhas com os dias contados precisam demonstrar respeito com quem está lá para ajudar. Concordo!

5) Meu Top 5 dos shows e não necessariamente nesta ordem foi: Plebe Rude, Os Paralamas do Sucesso, Black Drawning Chalks, Sepultura e Eagles of Death Metal. Menção honrosa, mais do que honrosa inclusive, a homenagem prestada a Legião Urbana, super emocionante, irei aprofundar no assunto na cobertura.

6) Gostaria de me desculpar aos amigos que tem banda e não pude ver seus shows, o que é uma pena, mas em um festival grandioso como este, rolando apresentações em dois palcos simultâneos, é impossível acompanhar tudo, o gera esse tipo de infelicidade.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Repertório Musical

Antes de começar, agradeço o convite do Cristiano Porfirio, para colaborar com o N.R.D.R. O cenário da música independente está mais nítido a cada dia. Graças à internet, qualquer banda pode divulgar seu trabalho, seu som, de graça e ainda pode ganhar uma grana com downloads de suas músicas. É através da internet que bandas independentes dão o ponta pé inicial na divulgação do seu trabalho.

Tudo certo, até aqui nada tão novo. Então por que será que a maioria dessas bandas ficam apenas na internet? Existem vários fatores para isso, mas neste post vou ressaltar apenas um deles. Não sou produtora musical, mas há alguns dias atrás escutei de um produtor que o repertório que uma pessoa, dupla ou banda escolhe, faz toda diferença!

Cada voz, cada timbre tem a sua peculiaridade e se “adequa” mais a um tipo de música. Algumas bandas infelizmente, não tem produtor musical, ou se tem ele não é um bom profissional, daí o repertório fica bem ruim. Vamos começar com a banda Fistations, uma banda que faz um som punk rock. Vejam o que eles dizem no release (um resumo) da banda no Trama Virtual:

“Tal qual Malcon Mclaren montou os Pistols e os jogou no mercado, o Zona Punk Compact Discs apresenta pro Brasil a mais nova” grande farsa do rock n' roll “: Firstations. Se você acha que o cenário está perdido por causa do estabilishment de franjas e munhequeiras cor-de-rosa, agarre-se à salvação.O grupo apresenta punk rock com influências 77 e 94, duas gerações se encontrando em prol da perpetuação do legado da música punk, dando novo gás ao cenário brasileiro .O Firstations já chegou as lojas com o seu debut-album “Punk Rock Station” com o melhor da música punk em 18 faixas energéticas e não se desculpa por isso.”

Eles são bem engraçadinhos não é mesmo? E agora vem minha crítica: os caras gravaram TODAS as músicas do repertório em inglês! Isso mesmo gente, em inglês! Nada contra bandas que gravam uma ou outra música em inglês, é bacana. Mas, no cenário underground onde as bandas geralmente não obtêm sucesso comercial ou uma visibilidade nos meios de comunicação (com exceção da internet), como uma banda que não é conhecida grava um cd com o repertório todo em inglês!!! É difícil de entender, mas para quem quiser conferir o som deles clique aqui.

Agora vem uma banda que mudou o seu repertório, o seu estilo musical: Forfun. No início a banda tinha um estilo emocore, punk rock, com letras bem centralizadas em conflitos amorosos e curtição. Em 2007 a banda gravou o cd “MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock” um álbum produzido pela MTV que reuniu Forfun, Fresno, Moptop, Hateen e NX Zero. A banda conseguiu um enorme reconhecimento com a gravação deste cd. Em 2009 a banda lançou o disco "Polisenso”, que veio com uma sonoridade bastante diferenciada dos outros álbuns, tendo agregado ao som muitos elementos eletrônicos, e elementos dos mais diversos ritmos, como o reggae, o dub, o funk e ritmos latinos.

No que diz respeito às letras das canções, a banda adotou uma postura mais séria e crítica, falando de liberdade, espiritualidade, questionando os valores da sociedade moderna e até alguns ataques à história do Brasil e de toda a América do Sul (na música “Escala Latina”). Compare dois trechos de músicas da banda para vocês terem uma idéia da diferença:

Cara esperto (antes da mudança): “Não sei por que minhas pernas tremem e eu perco o ar, quando pego o elevador. Você mora no décimo primeiro andar, no fim do corredor. E eu finjo que tanto faz, por mim tá tudo bem, será que viro o boné pra trás ou fico sem?As flores são legais, o meu cartão também, mas quando eu toco a campainha e você vem”.

Escala Latina (depois da mudança): “Navios negreiros não cruzam mais o oceano, mas o trabalho e o dinheiro continuam escravizando. Impondo ao mundo a cultura do capital, materialismo, acumulo e o pensamento individual. Abstrairei os ataques da propaganda e os valores egoístas que eles vêm para pregar. A mentira secular de trabalhar para viver e a rotina angustiante de viver pra trabalhar”.

Diferente não é? Se você quer ouvir o novo estilo musical do Forfun clique aqui.

Quando o repertório utilizado pelo músico, está em um nível muito diferente do repertório que as pessoas de um certo grupo tem o costume de ouvir, existe incompatibilidade de níveis de repertório e a apreensão por parte das pessoas que escutam tal música, fica bem difícil. E você, conhece um músico, uma dupla ou uma banda que tem um péssimo repertório, ou que mudou de repertório e ficou bem melhor? Comente aqui!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Agora vai rolar: Gravação do DVD da Plebe Rude.

Dia: 12/09 – Local: Ermida Dom Bosco – Horário: 17h30

Philippe A Plebe Rude é uma das bandas mais importantes para a história do Rock Nacional. #fato. O atual rock de Brasília não seria o mesmo sem a massa criativa da Legião, Plebe e Capital e a amizade dos integrantes destas bandas desde suas origens.

A obra da banda que conta com cinco discos de estúdio e um ao vivo, agora, vai ter a justa adição de um DVD, que será registrado no proximo dia 12/09, na Ermida Dom Bosco. A Plebe pretende iniciar a gravação as 17h30, aproveitando o pôr do sol para dar um toque especial a cenografia, e reforça o pedido que os fãs cheguem cedo. O repertório com 21 canções, incluindo a nova “Tudo Que Poderia Ser”, irá prestigiar em sua essência os dois primeiros álbuns da Plebe: O Concreto Já Rachou (1985) e Nunca Fomos Tão Brasileiros (1987).

O guitarrista Clemente (Inocentes) destaca “o cuidado com a produção, o palco será bonito e vazado, com a cidade no fundo como cenário, e será um show da Plebe, furioso e com muita energia, sem nenhuma participação, valorizando o grupo”. Já o vocalista Philippe Seabra prefere destacar “a direção por Rodrigo Giannetto, profissional credenciado por produções nos canais Multishow e MTV, captura do áudio pelos Estúdios Dreher, a mixagem e masterização acontecerá em Nova Iorque e a autoração pelo 5.1 estúdio.” Complementando a informação de Clemente sobre a estrutura, Philippe informa “que nove câmeras serão responsáveis pela captação das imagens, incluindo uma grua de nove metros e estão nas negociações um helicóptero para as tomadas aéreas”. Será um super show!

Além do DVD, o grupo aproveita para gravar o clipe “The Wake”, uma versão em inglês da canção “A Ida”, que faz parte da trilha sonora do filme Federal com Selton Mello, estreia prevista em dezembro. Clique aqui para saber mais, vá em trailer e além da prévia da produção, confira a referida música.

A Plebe gravou em 1985 seu primeiro LP – na verdade um EP - metendo o pé na porta: O Concreto Já Rachou.  O album de estréia nasceu clássico, as faixas “Até Quando Esperar”, “Proteção”, “Johnny Vai á Guerra”, “Minha Renda”, “Sexo e Karatê”, “Seu Jogo” e “Brasília” são importantes para o Brock e estão na ponta da língua para os plebeus e apreciadores do movimento.

Anote na sua agenda e divulgue! Dia 12 será histórico, então, participe!

Pra quem ainda não viu, clique aqui, para ver como foi o ensaio da banda conferido pelo N.R.D.R. e aqui um ensaio aberto realizado no O’Rilley Pub. Aproveito para avisar que continuaremos atentos à Plebe Rude até o dia do show, depois, publicaremos a cobertura e aguardaremos com ansiedade o DVD.

Site oficial da Plebe Rude: aqui

Canal oficial de vídeos no Youtube: aqui

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Concha Acústica ao Deus Dará

Um dos melhores espaços para shows de Brasília, a Concha Acústica, está há dois anos totalmente abandonada. O palco, que antes era frequentado por grandes nomes da música, hoje tem uma artista principal, o mato. Para se ter uma idéia, um rápido passeio pelo espaço de 8, 4 mil metros quadrados é mais do que suficiente para ver as calçadas de pedras portuguesas quebradas, os bancos cheios de capim e fiação elétrica destruída. Nas paredes do palco, rachaduras enormes. Ao redor, a situação é ainda pior, com quiosques depredados por vândalos. Para se ter uma ideia do tamanho do descaso do poder público com o espaço, a última reforma completa realizada no lugar, aberto em 1969, ocorreu há 12 anos. Mais ou menos o mesmo período de tempo que o Projeto Orla, esboço de revitalização do local, está engavetado. Mas é bom lembrar também que boa parte da culpa é da população que depreda o patrimônio público.
Em 2004, Rita Lee um dos últimos shows ocorridos na Concha. Inclusive o lançamento do DVD da Plebe Rude estava inicialmente marcado para o local, mas devido ao estado do lugar o grupo desistiu. Ficou como opção a Ermida Dom Bosco.
Segundo o secretário de Obras, Márcio Machado, a licitação para o início das obras de recuperação já foi aprovada. A revitalização urbanística está a cargo do GDF, orçada em R$ 5 milhões e os empreendimentos são da iniciativa privada. O problema é que a reforma pode até sair, mas como é de costume aqui no Brasil, a reforma sai e depois ficamos mais 12 anos ou mais sem nenhum tipo de reforma ou até mesmo melhoria.
O Projeto Orla foi idealizado em 1996.Visa dar vida às margens do Lago Paranoá com a criação de 11 pólos culturais que democratizariam o acesso ao espelho d’água. A Concha Acústica está inserida no terceiro pólo. A princípio, a ideia seria a construção de píeres, hotéis, restaurantes, bares, museus, cinemas, centros tecnológicos e quiosques. Mas até agora pouca coisa saiu do papel. Dos 11 setores, o único que saiu da teoria foi o Pontão do Lago Sul, inaugurado em 2000. Um dos principais obstáculos para a colocada em prática do projeto, sem dúvida nenhuma, é o fato de que várias residências que se situam à beira do lago, tomaram conta de suas margens, invadindo assim área pública. Quer dizer, é a privatização do que é público com a mais intensa expressão do individualismo urbano. É o individual acima do que é público. Se esquecem estas pessoas que todos perdemos com isso, porque a cidade perde com isso. Com mais lazer e atrações culturais, a cidade perde turismo e consequentemente perde dinheiro e empregos. Isto sem falar nas opções que nós brasilienses passamos a ter a menos.
Em 74, a concha foi palco de um casamento hippie. Como a vida cultural da cidade ainda era tímida, o encontro acabou se tornando um grande acontecimento. Nos anos 1980 e 1990, artistas como Arnaldo Antunes, Djavan, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Nando Reis e bandas como Capital Inicial e Pato Fu, marcaram presença num dos principais cartões-postais da cidade.
Ainda em 1998, a Concha Acústica abrigou a primeira edição do Porão do Rock, reunindo mais de 10 mil pessoas. No ano seguinte, um público três vezes maior assistiu, extasiado, a volta da banda Plebe Rude. Outro festival abrigado pelo espaço, em 2005, foi o É Claro que é Rock, trazendo como principal atração a banda britânica Placebo. Dois anos depois foi a vez dos argentinos do Gothan Project emocionarem os brasilienses. O grupo brasiliense Zaktar, constituído por músicos com necessidades especiais, fez o último show da Concha antes de sua interdição pela Secretaria de Obras.
Abraços a todos;
Carlos Henrique.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Joe e Kiko Perez Lançam Trabalho em Conjunto

Membro da formação original do Natiruts, Kiko Peres partiu para carreira solo no início desta década e lançou no mercado quatro discos instrumentais. Em 2006, ele se juntou a Joe, ainda recém saído da banda Satisfaction. Os dois passaram a fazer shows juntos na cidade e a desenvolver um trabalho de músicas próprias que resultou num CD com sete faixas. O álbum tem seu lançamento marcado para esta sexta-feira (30/07), às 23h, em show no Bar do Calaf, pelo projeto Salve a Música Brasileira. Depois deles, sobe ao palco a Banda Salve, que tocará clássicos da MPB e do Rock. No intervalo, entram em cena os DJs Tot e Tatu.
Os dois se conheceram tocando na noite quando Joe fazia cover de Lenny Kravitz. Ele havia saído da Satisfaction. Os dois, decidiram então criar algo com um trabalho em dupla. De começo, se apresentaram em bares, com um repertório à base de clássicos do pop rock internacional. Mas não demorou muito para iniciarem um trabalho com composições próprias. Com o repertório definido, eles entraram com o projeto no Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura. Em seguida, foram para o Rio de Janeiro, onde fizeram a mixagem. O disco ficou pronto no começo do mês. O trabalho é resultado da fusão do rock com a black music. Contam ainda com a participação dos músicos Jorge Bittar (teclados) e Hamilton Pinheiro (baixo). As fotos da capa são de autoria de Victor Gadelha. Bala perdida, música com letra de conteúdo social, abre o trabalho. Em Fazendo amor, há a participação especial de Marcelo Mira. O rapper Gog, por sua vez, dá uma palhinha em Me dê sua mão. Há, ainda, Pela metade, Ela é mulher e Perto do fogo. No show o CD será vendido pelo preço promocional e imperdível de R$ 5.
Serviço:
Show: Kiko Perez e Joe
Local: Bar do Calaf
Onde: Setor Bancário Sul (SBS)
Data: Sexta-Feira, dia 30 de julho
Horário: 23 horas.
Abraços a todos;
Carlos Henrique.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sexta Cultural Celebra o Dia Internacional do Rock

O projeto “Sexta Cultural”, promovido pelo Sindsep-DF (Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF), celebra nesta sexta-feira, dia 10.07, o Dia Internacional do Rock, comemorado em 13.07, com uma homenagem aos roqueiros nacionais. No show, o cantor e instrumentista brasiliense, Ronaldo Alencar, também apresentará composições próprias, além de uma seleção de POP nacional. A apresentação é no Espaço do Servidor, das 12h30 às 14h, com entrada franca. Vale dizer que o evento é aberto à comunidade em geral.

Mas porque 13 de julho? Foi no dia 13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior show de rock da Terra, o Live Aid - uma perfeita combinação de artistas lendários da história da música pop e do rock mundial, como Tina Turner & Mck Jagger. Além de contar com nomes de peso da música internacional, o Live Aid tinha um teor mais elevado, que era a tentativa nobre de conseguir angariar fundos para o combate a miséria e a fome na África. Dois shows foram realizados, sendo um no lendário estádio de Wembley em de Londres (Inglaterra) e outro no não menos lendário estádio JFK na Filadélfia (EUA). Os shows traziam um elenco de megastars, como Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Beach Boys, entre outros, alcançando uma audiência pela TV de cerca de 2 bilhões de telespectadores em todo o planeta, em cerca de 140 países. Ao contrário do festival Woodstock, tanto na sua primeira edição, como na segunda, o Live Aid conseguiu tocar não somente os bolsos e as mentes das pessoas, mas também os corações. Pete Towshend (The Who) e no show da Filadélfia, Joan Baez abriram o evento executando "Amazing Grace", com cerca de 101 mil pessoas cantando em coro o trecho "eu estava perdido e agora me encontrei, eu estava cego e agora consigo ver". Este show marcou também a única reunião dos três sobreviventes da banda Led Zeppelin, Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones, com a presença ilustre de Phil Collins na bateria. No final deste show, Mick Jagger e Tina Turner cantaram juntos "State of Shock" e "It's Only Rock and Roll", com Daryl Hall, John Oates e os ex-integrantes dos Temptations, David Ruffin e Eddie Kendrichs fazendo os backing vocals. Foi realmente um momento único na história do ROCK! O Live Aid conseguiu em 16 horas de show acumular a incrível cifra de 100 milhões de dólares, totalmente destinados ao povo africano. Isso é a cara do ROCK AND ROLL!ATITUDE!!!

Serviço:

Evento: Sexta Cultural

Dia: Sexta-feira, dia 10 de julho de 2009

Local: Espaço do Servidor, Esplanada dos Ministérios, entre o Ministério do Planejamento, bloco "C" e o Ministério da Agricultura, bloco "D"

Horário: De 12:30h às 14:00 h.

Entrada Franca

terça-feira, 30 de junho de 2009

O maestro Rock'n'roll

Antes de mais nada, quero dizer que há muito estou querendo fazer esta postagem. Entretanto, a falta de um tempo adequado na última semana, as muitas idéias de matéria a serem aqui publicadas e principalmente a minha decisão em aguardar o desenrolar das buscas aos destroços e possíveis sobreviventes do vôo 447 da Air France. Pois não iria fazer uma homenagem pós vida sem ter a devida certeza da morte do homenageado. Estou falando do maestro Silvio Barbato.

Silvio, embora maestro de várias Orquestras Sinfônicas, adorava rock. Em seu currículo trabalhos com o guitarrista Kiko Perez, Fernanda Abreu, Renato Russo e o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, que em seu blog afirma:

"Eu comecei a admirar muito o maestro por causa da sua postura em relação à música. Geralmente, grandes maestros não são favoráveis à junção da música erudita com outros estilos. Na verdade, existe um grande preconceito por parte deles. Muitos desprezam outras maneiras de expressão musical. O Silvio não. Ele era muito aberto a novos experimentos, mantendo a classe e a técnica da música erudita, mas sempre buscando novos caminhos. Ele me deixou muito a vontade e, apesar de ter sido a primeira vez que eu tocava com uma orquestra, estava muito confiante. Foi uma experiência inesquecível."

Mas essa não era a única ponte que Silvio construia entre a música erudita e outros gêneros musicais. Barbato também tinha um trabalho com o Hip Hop. Essa aproximação entre gêneros musicais tão díspares - o mundo do hip hop e o da música erudita - foi justamente um dos maiores feitos de Barbato, o primeiro regente a conduzir uma orquestra com um DJ de hip hop.
Esse sincretismo cultural ele praticava com muita empolgação. Tanto que os DJ's lançaram uma premiação com o seu nome. Uma pequena homenagem do ritmo a quem sempre o defendeu como cultura.

O maestro Silvio Barbato sonhava em montar uma ópera baseada na obra do roqueiro-poeta Renato Russo. Seria algo sinfônico, mas extremamente brasiliense. Planejava apresentá-la em 2010, por ocasião dos 50 anos da capital. Barbato era carioca, discípulo do maestro Claudio Santoro. Desde 1985 era Maestro Estável do Corpo Artístico do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde regeu as principais produções das últimas décadas. Mas tinha um pé em Brasília, onde dirigia e regia o SESC Sinfonia."Ganhamos o mundo, mas morremos de saudade de Brasília. Me lembro dos conhaques que bebi com Renato Russo em Ipanema falando da cidade, da sua gente e de suas coisas. Era um discurso de saudade, e um pouco de desterro, de exílio mesmo." contava. Tinha o sonho de gravar o projeto Renato Russo Sinfônico e de terminar a ópera que começaram a pensar juntos.

Ganhou vários prêmios nacionais e internacionais, entre eles o de Comendador da Ordem do Rio Branco, e a Medalha do Mérito Cultural da Presidência da República. No Teatro Nacional Cláudio Santoro completou nove temporadas como Diretor Musical. Com a Orquestra do Teatro, regeu concertos em Roma (Piazza Navona), Lisboa (Mosteiro dos Jerônimos), nos Teatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro e em diversas capitais brasileiras. Suas gravações com a Orquestra incluem as Sinfonias Brasil – 500 Anos e os Clássicos do Samba, com Jamelão, Ivone Lara e Martinho da Vila. Na Itália, regeu em Roma, Catânia, Spoleto, San Remo, Palermo, Vicenza, Lecce. Dentre os artistas internacionais com quem trabalhou, destacam-se: Aprile Millo, Montserrat Caballé, Plácido Domingo, Roberto Alagna e Angela Gheorghiu. Trabalhou também na trilha sonora de diversos filmes. Foi premiado com o “Grande Prêmio Brasil de Cinema”, em 2001, na categoria de melhor trilha musical, com o filme Villa-Lobos uma Vida de Paixão. Havia recentemente terminado um trabalho em referência à Simão Bolívar, grande líder revolucionário e libertador do povo venezuelano.

No domingo, dia 28, foi realizada uma grande homenagem para o regente na Torre de TV, o lugar de Brasília que Barbato mais gostava. No repertório, além de músicas eruditas, o rock de Renato Russo, interpretados pelos solistas Janette Dornellas, Leonardo Neiva, Sara Sares, Lys Nardoto e Leonardo Neiva. O destaque da noite ficou por conta da banda de rock pesado Trampa, liderada por André Noblat, que apresentou o rock-poema “Eu te presenteio com a fúria”, orquestrada por Silvio Barbato.

Silvio Barbato adorava apresentações ao ar livre. Na sua opinião, era uma das formas de aproximar a orquestra do povo. Foi chamado como "o maestro que adorava estar perto do povo". Ali mesmo na torre, em 2007, ele conseguiu reunir uma multidão calculada em 30.000 pessoas para uma de suas apresentações como regente. Levava a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claúdio Santoro a todos os cantos do DF. Entre o Plano Piloto e as mais distantes Cidades-Satélites. Certa vez, em uma apresentação da mesma no Teatro da Praça em Taguatinga, ao invés de estar trajado como tal, estava vestido com a camisa da seleção brasileira. Era época de Copa do Mundo. Ano, 2006. E a todo momento conversava e brincava com a platéia, principalmente falando da seleção, do Parreira e etc.... Fez o público cantar junto com os músicos. Ora regendo a orquestra, ora regendo a platéia. Um show a parte que eu pude presenciar. Uma noite que ficará para sempre na minha memória.

Gostaria de dedicar esta postagem a esse grande mestre com carinho. E lá no andar de cima, deve estar fazendo uso de sua batuta, entoando canções com Cazuza, Renato Russo e Raúl Seixas. O céu deve estar mais alegre.

Abraços a todos;
Carlos Henrique.

Obs: Crédito da foto: J.R. Neto e Eraldo Perez - Foto Agência

segunda-feira, 22 de junho de 2009

[Plebe Rude] A gravação do DVD foi adiada. Rolarão shows no próximo final de semana.

2 cópia Por motivos técnicos, a gravação do DVD da Plebe Rude foi adiada para agosto, possivelmente acontecerá no dia 22, ainda sem local de gravação definido. Você que estava organizando sua vinda à Capital para prestigiar esse evento, aguarde as informações oficiais, acompanhe por aqui.

Para aquecer os motores, testar o repertório (música nova) e a reação do público, no próximo final de semana (26 a 28/06), os Plebeus tocarão no O’Rilley Pub (409 sul). Essa fase de testes é super importante, para tanto, todos os profissionais envolvidos na gravação do DVD devem estar presentes nos três dias para ir aparando as arestas técnicas.

A banda espera todos os fãs para participarem deste “test drive”, e opinar sobre tudo que acharem pertinente, é claro, nada de dizer que o Philippe isso, o Clemente aquilo, André X para lá e Toxtxa para cá, beleza? É um convite em razão da música, nessa empreitada inédita na carreira da Plebe que é a gravação do DVD e pelo que os caras representam no Rock Nacional.

Anote na sua agenda:

Plebe Rude no O’Rilley Pub (409 Sul).

Sexta (26) e Sábado (27) a partir das 23h. Domingo (28) a partir das 18h, essa será uma matinê para a galera de menor, que por razões óbvias não poderá ir nos outros dias.

Informações: (61) 3244-0222.

Confira aqui uma prévia do ensaio para o DVD e aqui uma entrevista com o Philippe e o Clemente.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Plebe grava o seu primeiro DVD

Os integrantes da banda, brasiliense, Plebe Rude aproveitam a boa fase e realizam show que promete ser um registro histórico para o rock nacional.

Por Dijanira Goulart

Um ginásio de esporte na Celândia, região administrativa de Brasília, foi o cenário escolhido pela banda brasiliense Plebe Rude, para ser o palco da gravação de seu primeiro DVD. O show que acontece nos dias 10 e 11 de julho contará com uma super estrutura, sendo que 9 nove câmeras farão o registro do evento. A direção do espetáculo ficará por conta de um carioca, Gustavo Caldas.

ENTREVISTA 1 Para Philippe Seabra (vocal e guitarra) esse é momento ideal para realizar a gravação do primeiro DVD da Plebe, pois os novos integrantes da banda trouxeram um novo gás e reavivaram a chama roqueira da Plebe RudeEssa fase da banda está muito legal, agora vivemos um novo astral, o Clemente e o Txotxa trouxeram um novo gás para Plebe e isso é muito bom.”, comenta Seabra.

Além de uma releitura do repertório da Plebe essa gravação pode ser considerada um registro histórico dentro do conceito da banda. Para os plebeus de plantão Philippe avisa que esse show terá em seu repertório uma música inédita que deve ser disponibilizada no site da banda (www.pleberude.art.br que está migrando para www.pleberude.com.br) um pouquinho antes do show.

Para alguns fãs da Plebe Rude o local onde será realizado o show foi uma grande surpresa. Mas segundo Philippe a escolha do local foi intencional sendo uma forma de chamar a atenção para a importância das cidades satélites de Brasília, como base para o movimento musical e roqueiro da cidade. “O público das satélites e um público mais roqueiro, pra gente não interessa aquele público que aprecia só as músicas que são sucessos, e que vêem Ivete Sangalo, Chiclete com Banana e Capital Inicial da mesma maneira, só porque tocam na rádio.”, explica Philippe.

ENTREVISTA 3 Para o mais novo plebeu Clemente, (guitarra e vocal) a fase final de ensaios para o show de gravação do DVD está sendo muito gratificante, pois é uma oportunidade de rever os amigos e de tocar junto com os demais componentes da banda já que ele mora em São Paulo e a base da banda está em Brasília. “Um ensaio com os quatro é uma coisa rara (risos). Mas ensaiar com eles é muito bom é a hora que eu posso tirar dúvidas e esse encontro, para a gravação do DVD, foi essencial, pois, nós definimos o repertório e os arranjos das músicas que vamos tocar.”, afirma Clemente.   

Formada na década de 80, durante o movimento Rock Brasília, a Plebe já possui 28 anos de idade, sendo que foi uma das únicas bandas formada na década de 80 que de fato acabou. Porém em 2000, a banda reuniu os integrantes da formação original para gravação do CD ao vivo Enquanto a Trégua Não Vem, trabalho que marcou a volta da Plebe Rude aos palcos.

Desde 2004 a Plebe possui uma nova formação que é: Philippe Seabra (vocal e guitarra) e  André X (baixo), membros da formação original e os mais novos plebeus Clemente também integrante da banda Inocentes de São Paulo (guitarra e vocal) e  Txotxa (bateria), que já fez  parte da banda Maskavo Roots.

Pra quem ainda não viu, clique aqui, para ver como foi o ensaio da banda conferido pelo N.R.D.R. Aproveito para avisar que continuaremos nosso especial Plebe Rude até o dia do show, depois, publicaremos a cobertura e aguardaremos com ansiedade o DVD.

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