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domingo, 23 de agosto de 2009

20 ANOS SEM RAULZITO !

A história nos mostra que quanto mais o tempo passa, nos brasileiros, nos esquecemos de nossos personagens históricos. Em todos os segmentos, seja na política e nos esportes, passando pela literatura, teatro, e principalmente a música, tema central deste espaço.
Há exatamente 20 anos, nos deixou umas das mentes mais controversas, brilhantes, irreverentes e polêmicas deste país. O que não falta são predicados para Raul Seixas. Cursou direito, engenharia, filosofia, seitas religiosas e esotéricas. Foi intenso como músico e mais ainda como ser humano. Suas letras e canções nada mais eram do que retratos fiéis de sua ideologia sobre seu tempo presente e futuro.
Quem não o conhece, pensa que era apenas um músico drogado ou um porra louca que só falava palavras sem nexo, porém esta é a imagem que nos foi passada dele. No início do texto citei que esquecemos a importância de determinadas pessoas na vida pública brasileira.
No último dia 21/08 (sexta-feira), “aniversário” de morte de Raul, pouquíssimo foi o espaço cedido e utilizado na mídia para lembrar a falta que Raulzito nos faz (peço desculpas pelo atraso na publicação do post). Inclusive em sites/blogs especializados em música, e até voltado para o rock não se falou nele. Seria por que Raul extrapolou as barreiras do rock e se transformou em um musico tão versátil, do baião a música brega de bordel, que as pessoas se esqueceram dele? Seria talvez porque a mensagem que ele queria nos transmitir não é tão acessível aos nossos padrões de “jovens alienados” atuais? Lembramos que sua carreira foi construída praticamente durante o regime militar, onde uma palavra mal interpretada colocava em risco toda uma canção.
Como fã incondicional de Raul e como forma de homenagear este gênio brasileiro, irei listar um top 10 de suas músicas que mais admiro, porque pensei, pensei e pensei e cheguei a uma conclusão: é impossível citar apenas um álbum como o principal. Como tenho 13 cd’s de estúdio e conheço grande parte da sua obra sempre prezei por ter os discos fisicamente e não apenas baixar as músicas ou adquirir aquelas coletâneas batidas. Tentei compilar uma canção de cada um dos principais álbuns.
Para conhecer e sentir suas músicas, é necessário escutá-las várias vezes para captar as mensagens, que são atemporais. Separe um tempinho do seu dia e escute estas canções, e se de algum modo elas te levarem a uma reflexão, é sinal de que o mestre Raul Seixas ainda está vivo dentro de nós.

Obs:
- A ordem das musicas é aleatória, sua publicação não reflete a posição de relevância de cada uma;
- Ao final do texto clique na lista das músicas e veja a letra completa ;


1.Novo Aeon (álbum: Novo Aeon - 1975): Talvez a letra mais linda de sua carreira. A música reflete com exatidão o pensamento, a ideologia de Raul frente a sua sociedade alternativa. Quem não conhece Raul imagina que a música sociedade alternativa é apenas uma canção de protesto, mas ela é muito mais do que isso. Ela é extrapolação do imaginário de como uma sociedade deveria ser para Raul. E nesta música (Novo Aeon) é passado um conceito mais abrangente da música sociedade alternativa lançada anteriormente. Para Raul o ser humano deveria continuar sendo um advogado, médico, bêbado ou mendigo, mas todos tratados de forma igual, sem pré-julgamentos. Destaque para o verso: “... querer o meu não é roubar o seu...”.

2.Sapato 36 (álbum: O dia em que a Terra parou - 1977): O instrumental das músicas de Raul não era nada de excepcional, mas era coerente com sua proposta. Nesta música a guitarra e o baixo sincronizam perfeitamente com uma espécie de sintetizador, com melodia bem arrastada, melancólica. A letra pode ser interpretada como uma libertação de toda forma de repressão (“...eu calco é 37, meu pai me da 36 .... vou escolher meu sapato e andar do jeito que eu gosto.... já escolhi meu sapato ... que não vai mais me apertar..”), desde a educação rígida dada pelos pais da geração passada e até uma metáfora disfarçada, criticando o regime ditatorial, no sentido do regime ditar todas as regras cíveis da época .

3. Rock n’roll (álbum: A panela do diabo - 1989): A música conta com a parceria de Marcelo Nova (Camisa de Vênus), amigo ate os últimos momentos de vida de Raul. A letra retrata exatamente o que é o rock n’ roll em nossas vidas: diversão. Desde os primórdios (“... há muito tempo atrás na velha Bahia eu imitava litlle Richard e me contorcia... as pessoas se afastavam pensando que eu tava tendo ataque de epilepsia....”) e até os dias atuais (“... alguns dizem que ele é chato, outros dizem que é banal ... já o colocam em propaganda e fundo de comercial ... mais o bicho ainda entorta minha coluna cervical...”) e nos momentos João Gordo: (“... lá dentro do camarim... no maior abafamento ... a mulherada se chegando... autos pratos suculentos... e do meu lado hippie punk me chamando de traidor do movimento – vê seu agüento!”). Perfeita diversão.

4.Judas (álbum: Mata Virgem - 1978): Mais uma das músicas que posso interpretar de várias maneiras. Com grande talento para mesclar o sacro com o profano, o divino com o terreno, Raul destila uma letra ácida sobre a traição de Judas contra Jesus, mas também pode ser sobre qualquer forma de traição. O clipe desta música (como todos da época) é bem tosco, com Raul interpretando um Judas no meio de um monte de areia, passando tranquilamente a idéia de que estaria no solo árida da antiga Galiléia.

5. Só pra variar (álbum: Abre-té-sésamo - 1980): O baixo dita o ritmo da música. Tem um coral acompanhando o refrão, bem característico das suas músicas. A letra é uma demonstração do que o ócio faz na vida de um homem. Raul canta com certo desdenho e deboche (“... é pena eu não ser burro.... não sofria tanto ...”). Outro verso (“...vou rasgar dinheiro , tocar fogo nele... só pra variar”). Outra característica de Raul era contemplar os contrários, o bem e o mal, deus e o diabo, não com uma visão simplista, mas sim sabendo que um necessita do outro para ser completo, como no verso (“... dizem que o paraíso já ta cheio meu bem... então vou levar um lero com o diabo ... antes que o inferno fique cheio também....”).

6. Eu também vou reclamar (álbum: Há 10 mil anos atrás - 1976): fico embasbacado quando escuto esta música. Letra inteligentíssima. Quem a escutar e entender o sarcasmo e a ironia de Raul na letra entendera o motivo dele ser tão respeitado. Observando-a percebe-se sua mensagem sobre o que realmente é relevante em nossas vidas. No verso a seguir está claro: (“... um piloto rouba um mig (avião)... gelo em Marte diz a viking (sonda espacial) ... mas no entanto não há galinha em meu quintal.”). Outra faceta de Raul é derrubar conceitos pré-estabelecidos: (“ ...olhos os livros na minha estante... que nada dizem de importante.... servem só pra quem não sabe ler...”) e (“ .... ao meu lado um dicionário cheio de palavras que eu sei que nunca vou usar....”) .

7. Meu amigo Pedro (álbum: Há 10 mil anos atrás - 1976): música empolgante e letra que fala sobre os caminhos de como se trilhar uma amizade. A letra serve de referência para aquele amigo que te aconselha, você acredita que ele esta errado, toma um outro rumo, mas no fim das contas tudo acaba onde começou, com os amigos se reencontrando.

8. Loteria da Babilônia (álbum: Gita - 1974): Só tem em versão ao vivo. Tem uma orquestra de metais muito legal. Era na Babilônia que tínhamos a torre de Babel, onde vivia toda aquela miscelânea de raças e credos. Acho que Raul considerava sua vida, idéias e credos uma verdadeira babilônia, a cada momento suas idéias se adaptavam ao tempo presente. A letra da música dizia que o que passou na vida é apenas passado e devemos nos atentar ao futuro. E o que eu acho que diz a letra. Se não for também vale pela diversão da música.

9.Por quem os sinos dobram: (álbum: Por quem os sinos dobram - 1979): A letra parte de conceitos ideológicos carregados por Raul durante toda sua vida. Percebe-se no verso (“... é sempre mais fácil achar que a culpa é do outroEvita o aperto de mão de um possível aliado, é...). Continuando(“...convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilosabendo no fundo do peito que não era nada daquilo...”). Resumindo toda uma vida em um simples verso: “Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e fazCoragem, coragem, eu sei que você pode mais”. Simples. Simplesmente espetacular.

10.Ouro de tolo (álbum: Krig-há, Bandolo - 1973): Outra letra de gênio. Ao pensar que ele a escreveu aos 28 anos. Eu tenho a mesma idade, e o máximo que sai da minha cabeça é acompanhar os jogos de futebol transmitidos pela Jovem Pan Am. Voltemos ao principal. Com um tom de melancolia , a letra é perfeita para refletirmos sobre o nosso passado, presente e futuro, uma visão aquém de nosso tempo.

Finalizando espero que todos que leram este longo texto , compreendam que mesmo não aprovando seu modo extravagante de vida, Raul Seixas foi alguém que veio ao mundo para somar e transmitir algo fundamental aos dias de hoje. Sem demagogias, mas com idéias reais e respeito ao próximo, podemos avancar mais rápido com a missão nossa aqui na Terra.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

PR5, Revelações por minuto, Revolução!, Junior Jhons, Tom Bloch, ChicoTuíta, Carlos Marcelo, Blog, etc…

Rá… quanto tempo, hein??? Ainda não desisti. Pura falta de tempo por correria devido à mudanças. Várias mudanças… mas creio que não fiz falta. Então, para o retorno, um mega-post (é muito longo o post, muito longo… mais longo que o meu… é… é… nariz… mais longo que meu nariz) sobre vários assuntos que deveras acometem-me (ui!)…

1) PR5

Você sabe o que é PR5?? Então… creio que não. Não o culpo. Agora você vai saber e sua vida mudará. PR5 é a banda atual de Paulo Ricardo. Sim, queridos… Paulo “Lindo de morrer” Ricardo, o do RPM. Pois então, o PR5 estará em Brasília na próxima sexta-feira, dia 14, no Luau do Iate. Lógico que eu já fiquei todo excitadinho e já garanti meu ingresso.

PR5 - Só Paulo Ricardo Lindo, tesão, bonito e gostosão… (significa…)

Então… mas só vá se você gostar muito de RPM. Mas é muito MESMO!!!! Em 2005 fui num evento na AABB que era show da PR5 e do Lenine Leoni. Daí, caso ele siga a linha do show de 2005, será somente RPM (o que é bom) + Fase romântica de Paulo Ricardo pós-RPM (há controvérsias sobre a qualidade). Agora, tenho que ressaltar uma coisa: o Paulo Ricardo no palco é algo impagável. Ele veste o personagem de garanhão do rock, fazendo caras e bocas. Tipo o Chris Cornell, do Audioslave, nesse clipe. Miacabo de rir.

Serviço:

Luau do Iate com PR5 (banda de Paulo Ricardo, sr. RPM)

Dia 14/08, sexta-feita, a partir 22h, na orla do clube

Informações em www.iatebsb.com.br ou 3329-8700. Apoio: Interline Turismo e Cotton Up.

A conferir como vai ser. E daí esse assunto me lembrou…

2) Revelações por minuto

Revelações por minuto

Um produto para quem é fã de RPM ou para quem se interessa pela história do Rock Nacional dos anos 80. Revelações por minuto, de Marcelo Leite de Moraes, é um excelente livro sobre a história do maior clímax e anti-clímax do Rock Nacional do período. O autor consegue ser detalhista explorando bem o fenômeno que foi o álbum Rádio Pirata e a declínio que a própria banda se meteu.

Comprem e leiam para conhecer mais. Além de excelente design, o livro também consegue equilibrar a história entre os 4 integrantes (Schiavon, PA, Paulo Ricardo e Deluqui), algo que nem sempre é possível, dado o enfoque que normalmente se dá ao vocalista de qualquer banda. Destaco o fato de que Ney Matogrosso era o diretor do show que gerou o disco Rádio Pirata Ao Vivo. Isso eu não sabia, mesmo já tendo assistido…

 

3) Revolução! RPM 25

Um set/caixa/box com 3 CD’s lançados há mais de 20 anos, um CD com raridades em um DVD com a gravação feita em VHS pode valer mais de 50 reais?? Não só pode, como deve! Se o set/caixa/box tiver um excelente livreto com textos do maior pesquisador da banda, além de, mais um vez, design divino (feito por Luiz Stein Desing), se um desses CD’s for Rádio Pirata Ao Vivo (1986) e se o DVD ter, não só, o registro do maior show de Rock Nacional dos anos 80, bem como a íntegra do Globo Repórter sobre o RPM.

Esta é o set/caixa/box (que frescura) Revolução! RPM 25 anos. Lançada no ano passado, é um altar de adoração ao mais intenso momento do Rock Nacional. Hoje, gostar de RPM é meio vergonha para a maioria. Para mim, é a mais pura dRevoluçãoevoção à época que “Louras Geladas” era a música que fazia todos os adolescentes gritarem. Agora eles gritam quando toca qualquer coisa que seja “universitário” (forró, sertanejo, pagode, etc… o que, na verdade, é um desrepeito ao conceito de unversitário).

Mais um produto para quem é fã de RPM! Esse é indispensável. As imagens do show Rádio Pirata Ao Vivo são de deixar qualquer saudosista (como eu) com lágrimas nos olhos. Bem… eu não sou muita referência porque chora até em enterro de senador… mas, mesmo assim… ver as imagens do primeiro disco de rock que eu vi, é sensacional. É um clássico… e, falando em clássico…

 

4) Junior Jonhs

Camarada Kell solicitou-me e, portanto, é ordem.

Junior Johns

Tá procurando programa para sábado?? Não quer ficar em casa assistindo Zorra Total?? Júnior Johns com o show Rock Clássico no SESC 504 sul. O artista gamense faz um show no estilo indie-Los Hermanos-introspectivo. Seja lá o que isso quer dizer. Mais de Júnior Jonhs no myspace do camarada. Myspace que fez aprofundar-me em…

5) Tom Bloch

No distante 2004, a um show da banda Edur Ebelp, no Gates, eu fui. O baterista da banda chamava-se Iuri Freiberger e falou que só estava tocando pra ajudar os amigos Philippe e André, porque tinha uma banda no Rio Grande do Sul chamada Tom Bloch. Lembrei disso no sábado, sabe-se lá porque por que a razão, e resolvi procurar no myspace (local que não é de meu hábito frequentar). Procurei, achei e, finalmente, tem uma banda “nova” que eu gosto. Do myspace fui para o youtube e o SENSACIONAL clipe da música A Dúvida é agora o toque do meu celular. Confiram…

 

Entrem no myspace, baixem as músicas, votem neles no VMB e no prêmio NaRotaDoRock Sharp-Twitter. Procurei, inclusive, o twitter da banda, mas não achei. E, falando em twitter…

 

6) Chico Tuíta = @farinhafina

Este é o meu twitter: @farinhafina. Mal tenho o que escrever, nem tempo. Nem precisa me seguir. Leio alguns outros. Gosto muito do ricaperrone e de Deus (PS: Sigam Deus…). E, como ando sem tempo…

 

7) Carlos Marcelo

Vocês já sabem que o Carlos Marcelo é o autor do sensacional Renato Russo – O filho da revolução, certo? Fiz uma entrevista com ele, em meados de julho… mais de uma hora de conversa. Estou sem tempo de degravar a entrevista, que, já adiantando, foi sensacional. Se tiver algum voluntário para degravar, manda um e-mail para desocupado@gmail.com ou farinha80@gmail.com. Informo também que pode ser que a entrevista seja publicada em outro veículo de comunicação. Estou negociando a publicação da entrevista na revista Playboy…

 

 

Rá… pegadinha do Mallandro… brincadeira… é só falta tempo mesmo. Carlos contou histórias interessantes sobre a criação livro e mais uma porção de história dos anos 80. E, falando, de novo, em anos 80…

 

8) Blog Pós-New Fotografia

Acessem: http://posnewfotografia.blogspot.com/. Depois sigam-o!

Esse é o blog de fotografia de quem acompanhou de muito perto os anos 80 em Brasília.

Finis Africae

Finis Africae, nos anos 80, por Nicolau El-moor.

Eu, que não sou lá super-fã de fotografia, achei sensacional… O Blog é um baú que está se abrindo, com imagens feitas por Nicolau El-moor (famoso por ser o fotógrafo oficial dos Melhores do Mundo) e de Ricardo Junqueira. Vale muito a pena conferir!!

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Se você chegou até aqui, és um/uma perseverante.

Satisfações a todos…

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Pearl Jam em Turnê e com Álbum Novo


Backspacer, o nono álbum da carreira do Pearl Jam, chega às lojas no dia 21 de setembro, dia da estreia da turnê nos EUA. Gravado nos estúdios do grupo em Seattle e produzido por Brendan O'Brien, o álbum possui 11 faixas e marca a estreia da banda no selo Island/Universal Music. The fixer é o título do single. Antes da nova turnê, o Pearl Jam tem quatro shows marcados na Europa, em agosto - um na Holanda (em Roterdã, dia 13), outro na Alemanha (Berlim, dia 15) e dois na Inglaterra (Manchester, dia 17, e Londres, dia 18). É, pelo visto o Brasil vai ter que esperar.... .


Foto Divulgação

terça-feira, 21 de julho de 2009

Quais são os 5 melhores álbuns de rock? [Twitter]

Led Zeppelin IVDia 20/07 organizamos uma enquete via Twitter sugerida pelo amigo @AlexandrePaiva em que os “twitteiros” deveriam indicar cinco discos de rock preferidos, as escolhas poderiam ser para álbuns internacionais ou nacionais.

O resultado chega a impressionar, mas não uma surpresa. O Led Zeppelin e seu Led Zeppelin IV das clássicas "Black Dog", "Rock and Roll" e "Stairway to Heaven" arrebatou seis votos ficando isoladamente em primeiro lugar. O Led inclusive quase assumiu a liderança quando resolvi postar as bandas por ocorrência, perdendo por um ponto para os The Beatles. Os Beatles ficaram em segundo lugar no quesito discos com seu Revolver, empatando com outras quatro bandas, como podemos ver abaixo. A força de AC/DC, Nirvana, Iron Maiden e Metallica (com dois álbuns na lista) é inegável, seguida por Pink Floyd e The Clash. Os nove discos que se perfilaram do primeiro ao terceiro lugar são clássicos Concreto-plebeirreparáveis, ok, você pode não gostar da banda ou do estilo, mas tem que “tirar o chapéu” para o que eles representam no mundo rock.

Vale destacar que mesmo pouco votado, o rock nacional emplacou em quarto lugar dois álbuns Cabeça Dinossauro (Titãs) e O Concreto já Rachou (Plebe Rude). Incrível e digno de aplausos! Curioso a Plebe ser lembrada a frente de grupos como Engenheiros do Hawaii, Os Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e Legião Urbana. Isso é um bom sinal, afinal, Philippe Seabra e Cia gravarão um DVD ao vivo no dia 22 de agosto na Ermida Dom Bosco. Imperdível!

Álbuns votados e bandas lembradas:

Discos

Qtde

 

Banda

Qtde

Led Zeppelin IV (Led Zeppelin) 6   The Beatles 12
Back in Black (AC/DC) 5   Led Zeppelin 11
Black Album (Metallica) 5   Metallica 10
Master of Puppets (Metallica) 5   Pink Floyd 10
Nevermind (Nirvana) 5   AC/DC 9
Revolver (Beatles) 5   Iron Maiden 9
The number of the Beast (Iron Maiden) 5      
Dark Side of the Moon (Pink Floyd) 4      
London Calling (The Clash) 4      
Appetite for Destruction (Guns N Roses) 3      
Cabeça Dinossauro (Titãs) 3      
O Concreto já Rachou (Plebe Rude) 3      
OK Computer (Radiohead) 3      
Ten (Pearl Jam) 3      
The White Album (Beatles) 3      

Para baixar o arquivo completo com todas as citações, clique (aqui).

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As minhas escolhas abaixo, não necessariamente na ordem publicada (por questão de ética meus votos não entraram na contabilidade acima):

Internacionais:

Nacionais:

Nevermind (Nirvana) Dois (Legião Urbana)
Ten (Pearl Jam) A Revolta dos Dandis (Engenheiros do Hawaii)
WAR (U2) Cabeça Dinossauro (Titãs)
Rocket to Russia (Ramones) O Passo do Lui (Os Paralamas do Sucesso)
Blood Sugar Sex Magik (Red Hot Chili Peppers) Nós Vamos Invadir Sua Praia (Ultraje a Rigor)
   
Bônus: Black Album (Metallica) Bônus: O Concreto Já Rachou (Plebe Rude)

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Abaixo você pode ler a opinião de cada um dos que votaram, o @ seguido do nick (@nome), significa que ele está linkado para que você visite o perfil do “twitteiro”, se divirta, concorde ou não com as idéias e quem sabe passe a segui-lo. Divirta-se!

@Elaineozio  Somewhere in time (Iron Maiden), Painkiller (Judas Priest), Keepers of the Seven Keys (Helloween), Battle Hymns (Manowar) e Holy Diver (Dio).

@Raphaelkoizo  Blessed Hellride (Black Label Society), Revolver (Beatles), Golden age (Bush), faltam 2 peraí!! Hahaha The Great Southern Trendkill (Pantera) e Rage Against the Machine (Rage Against the Machine) que injusto isso...

@AlexandrePaiva  Acthug Baby (U2), OK Computer (Radiohead), Definitely Maybe (Oasis), Out of Time (R.E.M.) e Revolver (Beatles). Tai os meus preferidos

@rackelroll Revolver (Beatles), The Dark Side of the Moon (PinkFloyd) ,London Calling (The Clash), Tecnicolor (Mutantes) e High-Voltage (AC/DC)

@No0kie The Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water (Limp Bizkit), Adrenaline (Deftones) e Lavô ta Novo (Raimundos)...

@joey_dias 1-Black Album (Metallica), 2-The Number of The Best (Iron Maiden), 3-Nevermind (Nirvana), 4-Iowa (Slipknot) e 5-Cabeça Dinossauro (Titãs).

@lbaptista 5 é pouco, mas aí vão alguns ... The Real Thing (Faith no More), Blood Sugar Sex Magik (Red Hot Chili Peppers), The White Album (Beatles), Raimundos (Raimundos) e Master of Puppets (Metallica).

@Erik_Gobbo Day&Age (The Killers), A Beautiful Lie (30 Seconds To Mars), Fallen (Evanescence), The Very Best Of Kiss (Kiss) e Stiff Upper Lip (AC/DC). Deu Trabalho...Não curto muito o Hard Rock...Só o levin! rsrs... Ps-> Eu escolheria todos os Albuns do Evanescence!

@MarcosKleine Master of Puppets (Metallica), Blizzard Of Oz (Ozzy Osbourne), Creatures Of The Night (Kiss), Dark Side Of The Moon (Pink Floyd) e Nós Vamos Invadir Sua Praia (Ultraje a Rigor) :0)

@vpassig muito difícil escolher apenas 5 cds! rolou uma dúvida super cruel... mas acabei escolhendo :) Nevermind (NIRVANA), Absolution (MUSE), Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (THE BEATLES), High Voltage (AC/DC) e Songs For The Deaf (QUEENS OF THE STONE AGE).

@dferre79 The Joshua Tree (U2), Black Album (Metallica), Nevermind (Nirvana), Back in Black (ACDC) e Revolver (Beatles).

@surfadelica São tantas coisas boas...daqui a algum tempo, estarei com nova lista certamente. Abraços! 1-Forever Changes (LOVE), 2-Electric Ladyland (JIMI HENDRIX), 3-Odessey & Oracle (THE ZOMBIES), 4-The Smiths (The SMITHS) e 5-Unhalfbricking (FAIRPORT CONVENTION).

@tiago_freitas um deles é o Ten (Pearl Jam). Abraço

@mmmio Wish You Were Here (Pink Floyd), Abbey Road (The Beatles), The Soft Parade (The Doors). Achei o 5º !!  Led Zeppelin III (Led Zeppelin).

@Luque_Ronald  aê amigo, difícil só 5, mas vai aì MTV Unplugged in New York (NIRVANA), The Wall (PINK FLOYD), Physical Graffiti (LED ZEPPELIN), Ok Computer (RADIOHEAD) e System of a Down (MEZMERIZE), foram os que vieram na cabeça agora entre centenas.

@thiagoborn Tudo foi feito pelo Sol (Mutantes), Led Zeppelin III (Led Zeppelin), Fragile (Yes), Eletric (The Cult) e Coverdale & Page (Coverdale & Page).

@blogvitrolanews Não sei se são os melhores, mas para mim são os mais representativos. Gringos Led Zeppelin IV/1971 (Led Zeppelin), Ramones/1976 (Ramones), Powerslave/1984 (Iron Maiden), The Joshua Tree/1987 (U2) e Ten/1991 (Pearl Jam) e Nacional Batalhão de Estranhos/1984 (Camisa de Vênus), Legião Urbana/1985 (Legião Urbana), Capital Inicial/1986 (Capital Inicial), O Concreto Já Rachou/1986 (Plebe Rude) e Cabeça Dinossauro/1986 (Capital Inicial).

@WellingtonMota Disintegration (The Cure), Wish You Were Here (Pink Floyd), Black Album (Metallica), Smash (The Offspring) e Antigone (Heaven Shall Burn).

@Mary_Stella  Na minha humilde opiniao -> 1) Master of Puppets (Metallica), 2) Cowboys from Hell (Pantera), 3) Rust in Peace (Megadeth), 4) The Number of the Beast (Iron Maiden) e 5) Violent Revolution (Kreator). Bem...não coloquei bandas como Purple, Kiss, Zeppelin, Nirvana, Beatles porque seria clichê da minha parte...já sao história!!

@pedrosolidus  Machine Head (Deep Purple), Let It Be (Beatles), Led Zeppelin IV (quem será? rs Led Zeppelin), Ok Computer (Radiohead), Meddle (Pink Floyd). Claro, é só minha opinião.

@miltonvieira The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (David Bowie). Pra mim é esse e mais 4...

@gabiraffanti Appetite for Destruction (Guns N' Roses), Dookie (Green Day), Lavô Tá Novo (Raimundos), The Number of the Beast (Iron Maiden) e Nevermind (Nirvana) =D

@pepperyna Appetite for Destruction (Guns N' Roses), Ace Of Spades (Motorhead), All (Queen), Dr. Feelgood (Mötley Crüe) e Back In Black (AC/DC) Eu sou italiana  e estou a aprender Português :P Rock'n roll!!!!

@armando_adv Close to the Edge (Yes), Moving Pictures (Rush), Made in Japan (Deep Purple), Number of the Beast (Iron Maiden) e Paranoid (Black Sabbath) ) na boa, tira do Iron e coloca qualquer um do Led Zeppelin ou só o Presence.

@grazielaines eu tenho problemas em fazer top 5...

@fabio_silva Back in Black (ACDC), Are You Experienced (Jimi Hendrix), Sgt. Pepper's (Beatles), Strange Days (The Doors) e Ramones (Ramones).

@tplayer Paranoid (Black Sabbath), LA Woman (The Doors), Love at First Sting (Scorpions), Slide It In (Whitesnake) e Alive II (Kiss).

@jackrockmetal  1-The number of the Beast (Iron Maiden), 2- Back in Black (AC/DC), 3-Painkiller (Judas Priest), 4-Blizzard of Oz (Ozzy Osbourne), 5-Arise (Sepultura)...Putz eu podia citar uns 20..tive que dexar um monte q gosto de fora.

@juliasousa Chinese Democracy (Guns N' Roses), Stadium Arcadium (Red Hot Chili Peppers) e Graduation (Kanye West).

@christianbleffe  Que País é Este? (Legião Urbana), The Real Thing (Faith no More), Kiss Unplugged (Kiss), Oingo Boingo Alive (Oingo Boingo) e Elektracustika (Oficina G3). Esses 5 álbuns fizeram diferença na minha vida musical, de alguma forma...

@andrepancione  1 Tromple le Monde (Pixies), 2 Revolver (Beatles), 3 Out of Time (R.E.M.), 4 Rising (Rainbow) e 5 Demons and Wizards (Uriah Heep).

@WelderMM  Never Mind the Bollocks (Sex Pistols)...London Calling (The Clash)...Moving Waves (Focus)... Rock Brasília Explode Brasil (Coletânea com bandas da cidade)... Mutantes (Mutantes)... Só 5 é foda =)

@erikaaugusto Só sei que entre os meus 5, o número um é o Captain Fantastic and The Brown DiCowboy (Elton John) =)

@frodobitencourt The White Album (Beatles), The Velvet Underground and Nico (The Velvet Underground), GLM (Engenheiros do Hawaii), Led Zeppelin IV (Led Zeppelin) e London Calling (The Clash).

@dbastos Neon Ballroom (Silverchair), The White Album (Beatles), Black Album (Metallica), The Wall (Pink Floyd), Appetite for Destruction (Guns N’ Roses), mas putz...difícil.

@proveisso top 5? Karma & Effect (Seether), todos (Garbage), Light Grenades (Incubus), Sawdust (The Killers) e No Nuts No Glory (Die Happy).

@lolarich  valeu..=)...Bom, Dark Side of the Moon (Pink Floyd), At Folsom Prison (Johnny Cash), Homecoming (Nazareth), Ó! (Ultraje a Rigor) e Amar És Combatir (Maná).

@d_kity  Led Zeppelin IV (Led Zeppelin),  A Night at the Opera (Queen), Dois (Legião Urbana), O Concreto já Rachou (Plebe Rude) e The Head on the Door (The Cure).

@elizaschinner  Born Again (Black Sabbath), Louder Than Bombs (The Smiths), Disintegration (The Cure), Make Up The Breakdown (Hot Hot Heat) e Awake (Dream Theater).

@srta_iscudeler Use Your Illusion II (Guns), Ten (Pearl Jam), Pearl (Janis Joplin), Dark Side of the Moon (Pink Floyd) e Nine Lives (Aerosmith).

@abacrazytech 5° Fallen (Evanescence), 4° Meteora (Linkin Park), 3° Light Grenades (Incubus), 2° Bloco do Eu Sozinho (Los Hermanos) e...1° As Quatro Estações (Legião Urbana)!!!

@andrerusso 1. Dark Side of the Moon (Pink Floyd), 2. War (U2), 3. Led Zeppelin IV (Led Zeppelin), 4.  Paint it Black “seria o single do album Aftermath?” (Rolling Stones) e 5.  Master of Puppets (Metallica).

@marcusvflacerda Fora de ordem 1. Nevermind (Nirvana) 2. Songs for the Deaf (Queens of the stone Age), 3. Badmotorfinger (Soundgarden), 4. Sabbath Bloody Sabbath (Black Sabbath ) e 5.Let it Bleed (Rolling Stones).

@marcelobgk Physical Graffiti (Led Zeppelin), Led Zeppelin IV (Led Zeppelin), Back in Black (AC/DC), London Calling (The Clash) e Tattoo You (Rolling Stones).

@Roxmo É ruim de escolher 5 discos internacionais...:-)

@Biofa Carnaval (Barão Vermelho), The Number of the Beast (Iron Maiden), Theatre of Fate (Viper), Cabeça Dinossauro (Titãs), O Concreto já Rachou (Plebe Rude). É claro que existem discos clássicos mto melhores que estes, mas escolhi aqueles que me marcaram em algum momento da vida.

@bruxaaramantha Meo.. amo Elodia (Lacrimosa), Master of Puppets (Metallica), Piece of Mind (Iron Maiden), Out Cast e Enemy of God ambos do Kreator.

@vapoviximaria Greatest Hits (Guns N’ Roses), Black Album conhecido por alguns como Vertigo (Metallica), Master of Reality (Black Sabbath), Live After Death (Iron Maiden) e Highway to Hell (AC/DC). Bônus Dirty Deeds Done Dirt Cheap (AC/DC), Nevermind (Nirvana) e Tem (Pearl Jam).

A lista é extensa, mas não poderia ser diferente, uma eleição como essa chama a atenção não é mesmo? Gostou dos álbuns votados ou você faria tudo ao contrário? Comente e contribua para o debate.

Um abraço!

Cristiano Porfírio

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Legião e Paralamas vão tocar juntos? Massa!

MauricioValadares

Foto: Mauricio Valladares

LegiaoParalamas Em 04 de setembro de 1988, um assunto acompanhava os fãs de Rock Nacional aonde quer que eles fossem. Na rua, trabalho, escola ou qualquer lugar que o valha, a exibição do especial “Legião Urbana e Paralamas juntos”, na noite anterior pela emissora Rede Globo, faria as gírias pipocarem, classificando o programa como chocante, fera, maneiro ou massa. Realmente arrasou!!!

Inexplicavelmente, o lendário programa gravado no Teatro Fênix, que teve sua única exibição na noite de 03/09/88, permaneceu no “limbo” da emissora e na memória dos fãs por 20 anos. Permaneceu, porque finalmente a Globo em parceria com a gravadora EMI, resolveu lançar o especial no formato DVD/CD. A apresentação histórica para quem não assistiu, tinha um “que” de enterro de anão ou cabeça de bacalhau, mas agora pode ser encontrada nas lojas de todo o país.

bora bora Em uma época na qual o Brock reinava absoluto nas paradas de sucesso. A Legião Urbana colhia os louros do seu terceiro álbum “Que País é Esse” (1987), que traria os hits "Que País É Este", "Faroeste Caboclo", "Eu Sei" e "Angra dos Reis". Enquanto Os Paralamas do Sucesso divulgavam se quinto trabalho “Bora Bora” (1988), que seria responsável pelos hits “O Beco”, “Uns Dias” e “Quase um Segundo”.

Legião3 “Legião Urbana e Paralamas juntos” é um produto com bom som e imagem, e a exata duração de 50 minutos, que pode ser um pouco curta e frustrante, acredito que o material restante tenha sido abandonado durante o processo de autoração do DVD, em razão da qualidade. Aliás, em relação a esse atributo, podemos ressaltar o bom trabalho de masterização, afinal, um programa de 20 anos atrás naturalmente possui muitos defeitos de som e imagem, graças à época que não possuía equipamentos, nem padrões de alta definição.

legiao_paralamasVale destacar as entrevistas dos músicos das duas bandas e personalidades de várias áreas profissionais como Fernando Gabeira, Carlos Lombardi, Bussunda, Tony Ramos, Stepan Nercessian e Cláudia Abreu. É ótimo também curtir o visual das roupas e dos cortes de cabelo, engraçado como a moda é mutável.

O setlist do DVD é o seguinte, indicado em quais momentos as bandas atuam juntas. O nome é “Juntos”, não é exatamente ao pé da letra, mas compensa:

01. Abertura - Os Paralamas Do Sucesso/Legião Urbana
02. Será - Legião Urbana
03. Meu Erro - Os Paralamas Do Sucesso
04. Tédio (Com T Bem Grande Pra Você) - Legião Urbana
05. Depois Que O Ilê Passar - Os Paralamas Do Sucesso “Esta canção foi grosseiramente cortada, servia de introdução para Melô do Marinheiro, que acabou não entrando”.
06. Tempo Perdido - Legião Urbana
07. Alagados - Os Paralamas Do Sucesso
08. O Beco - Os Paralamas Do Sucesso
09. Que Pais É Este - Legião Urbana
10. Nada Por Mim - Os Paralamas Do Sucesso/Legião Urbana
11. Dois Elefantes - Os Paralamas Do Sucesso
12. Eu Sei - Legião Urbana
13. Ainda É Cedo / Jumpin' Jack Fash (Rolling Stones) - Legião Urbana/Os Paralamas Do Sucesso

Nos extras, apresentações das bandas no programa de sucessos da Rede Globo, que chamava-se Globo de Ouro. É impagável ver as bandas com postura ao vivo em um programa que era playback, além de um clipe tosco para Que País é Este.

01. Melô Do Marinheiro (Globo De Ouro) - Os Paralamas Do Sucesso
02. Tempo Perdido (Globo De Ouro) - Legião Urbana
03. Alagados (Globo De Ouro) - Os Paralamas Do Sucesso
04. Soldados (Globo De Ouro) - Legião Urbana
05. SKA (Globo De Ouro) - Os Paralamas Do Sucesso
06. Será (Globo De Ouro) - Legião Urbana
07. Óculos (Globo De Ouro) - Os Paralamas Do Sucesso
08. Que País É Este (Videoclipe - Fantástico) - Legião Urbana

E no CD, as mesmas faixas do DVD, aproveitando a remasterização do som para o DVD.

Finalizo reafirmando a importância do lançamento e atestando o status de imperdível na sua coleção.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Gibertos lendo o livro Renato Russo - O Filho da Revolução, come Bacon!

Duas ótimas opções para esta terça-feira (02/06), sacrificar algum evento é preciso, ou de repente, se você for voluntarioso, pode se desdobrar e conseguir ver um pouco dos dois.

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Opção nº 01: Lançamento do livro Renato Russo - O Filho da Revolução.

Lançamento do livro Renato Russo - O Filho da Revolução escrito pelo jornalista Carlos Marcelo, editor-executivo e de cultura do Correio Braziliense. Resultado de uma pesquisa de quase nove anos, entrevistando familiares, amigos, colegas, músicos e produtores, o escritor busca traçar o perfil de um dos maiores ídolos do Brasil. É a vida do messiânico e polêmico Renato Russo, incluindo a conturbada e derradeira apresentação da Legião Urbana na cidade, em 18 de junho de 1988, no estádio Mané Garrincha que terminou em confusão e pancadaria. Leitura imperdível para os fãs da Legião e de Rock Nacional.

SERVIÇO:

Livro: Renato Russo - O Filho da Revolução, Editora Agir, 416 páginas.
Autor: Carlos Marcelo.
Preço sugerido: R$ 59,90.
Lançamento: 02 de junho às 19h.
Local: Livraria Dom Quixote, no CCBB (Setor de Clubes Sul).

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Opção nº 02: Lançamento do cd Gilbertos Come Bacon.

A melhor definição para o Gilbertos Come Bacon seria: Chico Science encontra o Hardcore! Mesmo assim, soaria minimalista rotulá-los dessa maneira, no liquidificador musical do grupo tem samba, hardcore, baião, ska, frevo, rap, marchinhas de carnaval, musicas de baile e sabe-se lá mais o quê, trocando em miúdos: "rabicóre", como a própria banda define. Diferente e ótimo, o primeiro e homônimo cd Gilbertos Come Bacon saiu do forno, amanhã (02/06) você poderá conferi-lo ao vivo e adquirir o álbum. Simples, pague a entrada e ganhe o disco. Moleza!

O Gilbertos Come Bacon é de Planaltina e formado por Eduardo Alves (vocal e violão), João Angelini(vocal e pandeiro), Luamar (percussão), Camila Soato (baixo e percussão), Márcio Hofmann (bateria), Moisés Crivelaro (guitarra), Fábio Baroli (percussão) e André Valente (baixo, trompete e acordeão). Compareça, vá se divertir!

SERVIÇO:

Evento: Curto Circuito Independente ao vivo com Gilbertos Come Bacon, Ilustra e Velhos e Usados.
Dia e horário: 02 de junho às 20h.
Local: UK Brasil Pub (411 Sul).
Ingresso: R$ 15,00 (entrada + cd).

terça-feira, 17 de março de 2009

Iron Maiden: Seventh son of a seventh son

O último capítulo da série sobre os grandes álbuns do Iron Maiden lançados durante a década de 80 e base da turnê Somewhere Back in Time Tour fala do belíssimo álbum Seventh son of a seventh son.
Depois de escutá-lo algumas vezes, mudei meu conceito sobre este disco. Muito bem trabalhado, uma história interessante e um fato desagradável marcaram a gravação deste álbum. Ao começar pela saída do espetacular guitarrista Adrian Smith após a turnê de lancamento do álbum.
Smith já vinha com a ideia de seguir carreira solo e com a decisão tomada o Iron necessitaria de outro guitarrista. Contrataram o ótimo guitarrista e dublê de acrobata Janick Gers como substituto para o próximo álbum – No prayer for the dying.
Voltando ao álbum, conta a história do nascimento do sétimo filho de um sétimo filho. Foi baseada no conto do inglês Orson Scott Card que, segundo a lenda, o novo messias viria sob a forma deste sétimo filho de um sétimo filho, com poderes inimagináveis, mas com duplicidade de caráter, ora para o bem como para o mal.
A diferença seria quem conseguiria manipulá-lo primeiro. Uma bela metáfora para o que chamamos de índole. Se este filho optar por fazer alianças com o cramunhão o mundo acabará nas trevas. Optando pelo lado bonzinho o mundo viverá seu lado tranqüilo e calmo. A capa tem um Eddie saindo de um lago em que segura em uma das mãos o sétimo filho envolto numa espécie de placenta.
Com revés conceitual, mais próximo do rock progressivo dos anos 70 do que o mal falado rock do final dos 80, este disco inseriu conceitos espirituais aos temas abordados pela banda. No campo instrumental foi acrescentado teclados em algumas músicas, com bons resultados. Vejamos o resumo das músicas presentes neste álbum:

Título: Seventh son of a seventh son
Ano: 1988
Duração: 44’08’’

Integrantes:
- Bruce Dickinson: vocal;
- Steve Harris: baixo;
- Dave Murray: guitarra;
- Adrian Smith: guitarra;
- Nicko McBrain: bateria;

Faixas:

1. Moonchild: Tem uma introdução no violão e Bruce Dickinson recita a estrofe inicial. As guitarras são rápidas e bateria entra em um ritmo alucinante. O baixo de Steve Harris segue a linha de sempre. A letra conta a lenda do nascimento do sétimo filho e a presença de um anjo das trevas aconselhando-o a seguir o caminho das trevas. Tenebrosoooo!!

2. Infinite dreams: A abertura tem um riff bem legal de guitarra e um baixo como base de fundo. A bateria é cadenciada, em um ritmo bem mais lento que na música anterior. A terceira parte da música é mais acelerada, com destaque para um belíssimo solo de guitarra no final. A letra fala basicamente de uma pessoa que tem pesadelos constantes, contrariando o título da música. Até que a faixa agrada, mas perde-se no conceito proposto no disco.

3. Can I paly with madness: Essa é para empolgar qualquer filho de quem quer que seja. Com um refrão que chega a arrepiar, é uma das minhas preferidas do disco. Não tem muita variação harmônica, começando com um riff legal das guitarras que será repetido no final da faixa. Só no meio da música, antes da repetição do refrão que entra um solo de guitarra. A bateria é de uma energia contagiante. O vocal de Bruce Dinckinson é sensacional, com uma letra falando do questionamento do sétimo filho sobre que caminho seguir. Um clássico!

4. The evil that men do: Esta tb é um classico. É a preferida de toda a carreira do Bruce Dickinson no Maiden. Eu gosto bastante do vocal, com uns agudos impressionantes. A introdução é um acorde de guitarra magnífico, em seguida entrando um numa melodia diferente. Além de um refrão forte, um verso interessante é o que precede o refrão – “ Don’t to cry for me” . A frase faz sentido na letra que é baseada em um texto de Shakespeare que diz:
"O mal que os homens fazem vive após os homens morrerem, mas a bondade é enterrada juntamente com seus ossos".
Supostamente, o sétimo filho teria tido uma paixão ao modo shakesperiano de relatar tragédias amorosas (vide Romeu e Julieta). Se bem que prefiro o Romeo and Juliet do Dire Straits.

5. Seventh son of a seventh son: Esta faixa - título conta toda a história sobre a lenda do sétimo filho do sétimo filho. Na letra é bem conceitual. Na melodia é estupenda. Com quase 10 minutos tem tempo de sobra para se fazer experimentalismos, inclusive com um coral parecido com aqueles cantos gregorianos ao fundo, passando uma sensação de sofrimento no nascimento deste filho. A música confunde qual a origem desta “criança”, se nesta faixa ou na primeira. Não importa porque esta faixa é bem orquestrada, fugindo do esteriótipo de que músicas grandes são apenas para os músicos mostrarem sua técnica e para dar sono na platéia.

6. The profecy: É sobre a profecia proferida pelo sétimo filho. Como ninguém acreditou a Terra desandou e tudo terminou em trevas e no fogo ardente do inferno. Uma música bem feita, mas que não me chama muita atenção.

7. The clairvoyant: Outro clssico. Tem uma das mais belas introduções de baixo da banda de Steve Harris. Tem um teclado que não fica em evidência, entretanto cadencia bastante os riffs de guitarras entre uma estrofe cantada e outra. A bateria tem uma virada muito boa, sem sair do ritmo que a música necessita. A letra fala do poder de clarividência que o sétimo filho tem ao nascer. E como um observador externo pergunta-se: ´
“But for all his powercouldn't foresee his own demise... and reborn again?”
"Mas por todo o seu poder não poderia prever sua própria morte... E nascer novamente?"
Uma canção sensacional!

8. Only the good die young: Fechando este excelente álbum, uma música pouco conhecida dos fãs do Iron. Belos solos de guitarras narrando o desfecho trágico do mal vencendo o bem. Relamente finaliza bem o álbum.

Estes sete álbuns que comentamos formam, basicamente, a melhor fase do Iron Maiden. Não falarei do álbum Fear of the dark porque este não foi produzido na década de 80, mesmo a faixa titulo sempre presente nos shows da turnê.
Esta série visava mostrar uma banda com grandes variações musicais e temáticas, fugindo da ideia que banda de heavy metal são apenas guitarristas virtuosos e letras sem nexo. Gostemos ou não de determinadas bandas, temos que respeitá-las por vários motivos, entre eles a sua historia. O Iron Maiden é uma delas.

Conto os minutos para o show histórico desta sexta feira (20/03) aqui em Brasília. Estaremos no Mané Garrincha cobrindo, e principalmente, curtindo este grande momento para os todos os fãs.
Agora é só esperar Bruce Dickinson e cia entrarem no palco e gritar:
“ Scream for me Brasília!!!”
Abraços. Up the Iron!
Danilo Duff.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Iron Maiden: Somewhere in time


O futuro chegou. Inclusive no Iron Maiden com o lançamento deste álbum com estilo futurista.

Como dito no post anterior este disco é o álbum da discórdia. Massacrado pela mídia que não entendeu a ideia da banda de modificar seu som, com inserção de guitarras sintetizadas, dando o ar de modernismo que o grupo procurava.

Também é motivo de desacordo entre os fãs da banda. Os cinco primeiros álbuns haviam sido lançados em cinco anos conseguidos (80-84). Em se tratando de álbuns de extrema qualidade isto é um feito, um álbum por ano.

A expectativa em torno de Somewhere in time aumentou porque a banda não lançou um disco de inéditas em 1985. Apenas no fim de 86 seria lançado este e provocado todo esse rebuliço. Ao tratarmos de uma banda ícone do heavy metal espera-se uma continuidade do trabalho.

A mudança brusca de rumo causa estranheza, narizes torcidos e testas enrugadas. Talvez um único ponto de concenso seja a capa de Derek Riggs. Belíssima, inspirada em músicas e histórias do grupo. Mostra um Eddie futurista, robotizado, cibernético, talvez um vingador do futuro. Há várias curiosidades grafadas na ilustração:

- Um relógio aponta 23:58 (alusão a música 2 Minutes to midnight);

- Um placar eletrônico mostra o resultado inimaginável do jogo West Ham 7 x 3 Arsenal (Fanáticos pelo "timaço" londrino West Ham -a Portuguesa de Londres);

- O nome da rua onde Eddie está chama-se Acacia Avenue;

- Um Icaro caindo com suas asas queimadas (Flight of Icarus);

- Teatro Phantom of Opera House;

- Live after death e Blade runner são os filmes em cartaz no cinema (O primeiro é o nome do álbum ao vivo de estréia e o segundo é o filme com Harrison Ford onde é um caçador de andróides);

- Na Acacia Avenue, em uma das janelas tem uma garota sentada em uma cadeira, possivelmente Charlotte – a prostituta;

- Ruskin arms (pub onde começaram a tocar);

- Aces High bar, com um spitfire (avião de combate inglês da segunda guerra) voando no alto;

Entre outros.

Controvérsias a parte vamos as 8 faixas do álbum e a ficha técnica resumida:

Título: Somewhere in time
Ano: 1986
Duração: 46’04’’

Integrantes:

- Bruce Dickinson: vocal;
- Steve Harris: baixo;
- Dave Murray: guitarra;
- Adrian Smith: guitarra;
- Nicko McBrain: bateria;

Faixas:

1. Caught somewhere in time: Nos primeiros acordes já percebe-se os riff sintetizados das guitarras de Adrian Smith e Dave Murray. A faixa -título é bem arquitetada, com belos solos de guitarra e um baixo em estilo cavalgada. Bruce Dickinson utiliza de seus recursos vocais para enriquecer a música. Só acho que poderia ser um pouco mais curta (tem 7 minutos).

2. Waster years: O único hit do álbum. Junto com Stranger in a strange land são minhas preferidas do disco. As guitarras sintetizadas até ajudam a manter um clima de expectativa durante a introdução. Tem um daqueles refrões cativantes que todo mundo canta junto. Boa parte da música tem uma velocidade que, na minha opinião, foi reproduzida em outras canções do álbum Fear of the dark. A última parte da musica volta a ser tocada os acordes da introdução. Realmente emocionante.

3. Sea of madness: Começa com uma bateria violenta. Logo após diminui o ritmo. Depois da loucura de Bruce Dickinson inicia-se um belo solo, a marca registrada deste álbum. Volta do mesmo jeito (instrumental cadenciado e vocal idem). E é só. Poderia ter um pouco mais de criatividade.

4. Heaven can waint. Começa com acordes perfeitos de baixo com as guitarras fazendo o fundo. O vocal é igual uma metralhadora, cuspindo frase sem perder o fôlego. A letra é sobre a experiência de quase morte de uma pessoa quando percebe seu espírito saindo do corpo físico. Música bem legal, ainda mais quando o pessoal da equipe técnica é convidada a ir ao palco para cantar o refrão.

5. The loneliness of the long distance runner: Uma faixa com este titulo (A solidão do corredor de longa distância) só poderia dar errado, servindo apenas como música de cabeceira de corredores quenianos. Mas não. É uma faixa bem trabalhada, com variações que iniciam lentas e tornam-se rápidas. A bateria é a la Clive Burr, parecidíssima com a faixa Iron maiden.
6. Stranger in a strange land: Uma das minhas preferências neste disco. Ao começar pelo baixo, com inclinação direta para Wratchild. As guitarras tem o peso certo, criando um riff que “canta” a uma frase marcante da música. A letra conta sobre uma expedição rumo ao pólo norte que naufraga e os corpos são encontrados anos depois em perfeito estado de conservação. Bela letra, vocal apurado e melodia que agrada aos mais exigentes ouvidos.

7. Deja Vu: Acho que todo mundo conhece esta expressão, entretanto não custa lembrar. Palavra que expressa a sensação de já ter vivenciado aquele momento antes, mas não nos lembramos plenamente deste. A letra fala algo em torno da reencarnação. Música rápida e vocal bem trabalhado. Boa para preencher o lado B dos antigos bolachões.

8. Alexander – the great: Como todo álbum do Maiden tem que ter um clássico épico, e esta recebeu o título. E que título! Tem um monólogo inicial atribuído ao pai de Alexandre, chefe-rei da Macedônia, que nomeou o titulo a Alexandre após este, aos 13 anos, conseguir domar um leão que outros guerreiros haviam tentado sem sucesso.
A frase é esta:
“Meu filho, consiga para você um outro reino
Pois este que deixo é pequeno demais para ti.”
Começa com a bateria em ritmo de funeral, continuando com a entrada das guitarras. Após 2 minutos de introdução segue-se a melhor participação de Bruce Dickinson no álbum. Com uma voz firme e coesa para a grandeza da canção, não desafina uma única nota. No meio da música criou-se um riff poderoso de guitarra. A bateria e o baixo tem um acompanhamento único, dando o ritmo necessário a história cantada por Dinckinson. Uma letra maravilhosa e a melhor composição harmônica do álbum transformam está em um clássico que, infelizmente, não pegou entre os fãs. Uma pena.

É um disco diferente. Acredito que os fãs não aceitaram tão bem porque incorporaram a opinião dos críticos. Todos nós sabemos que críticos foram criados para falar mal, falar que goste de algo que ninguém nunca ouviu falar, só pra falar que é cult.

Sobre o álbum. Dentro de sua proposta é eficaz e com uma qualidade técnica igual aos seus antecessores. Não agradou tanto porque a expectativa era tão grande pelos 3 trabalhos anteriores que dificilmente conseguiria repetir feito extraordinário alcançado por estes três. O importante é que diverte, e diverte bem.

No próximo post um excelente álbum que agradou a gregos e troianos: Seventh son of a seventh son.

Até mais, abraços.

Danilo Duff

terça-feira, 10 de março de 2009

Iron Maiden: Powerslave

Neste quinto capítulo da série falarei do álbum que fecha a trinca de ouro do Maiden: o álbum intitulado Powerslave. Este álbum é um primor de técnica e qualidade.
Começando pela capa, com detalhes ocultos, como a inscrição “Indiana Jones was here 1941 (Indiana Jones esteve aqui 1941)” e o desenho de um Mickey Mouse bem tosquinho. Pela primeira vez a banda consegue repetir a formação do álbum anterior. Musicalmente não tem erros técnicos. Bateria, baixo e guitarras bem equalizadas, na mesma amplitude de som do vocal.
O que mais me impressiona em Powerslave são as letras. Além do contexto em que são escritas (seguindo a tendência de falar sobre guerras – Aces high – e literatura - Rime of the ancient mariner), são de uma sincronia incrível com as melodias.
Com 8 canções, talvez seja o álbum com o maior número de hits da história do Maiden (Aces high, 2 minutes to midnight, poweslave, rime of ancient mariner). Embarquemos nesta fábula da escravidão.
Título: Powerslave
Ano: 1984
Duração: 51’01’’

Integrantes:
- Bruce Dickinson: vocal;
- Steve Harris: baixo;
- Dave Murray: guitarra;
- Adrian Smith: guitarra;
- Nicko McBrain: bateria;

Faixas:

1. Aces high: Clássico indispensável em qualquer show da donzela. Abre o disco com riffs de guitarras e a bateria apenas na caixa e prato. Com esta perfeita sincronia a música é reconhecida desde a Groelândia até o Sri Lanka. O baixo é a galopante, juntamente com a voz de Bruce em um dos mais refrões mais empolgantes da história do heavy metal. O instrumental é tão “felomenal” que esqueci de mencionar a letra, que descreve a batalha entre a força aérea britânica e o exército alemão nos céus da Inglaterra durante a Segunda Guerra. Queria ter cabelo grande novamente só para bater começa nesta música!

2. two minutes to midnight: Vão ser f* lá no quinto dos infernos. Adrian Smith e Dave Murray estavam inspirados para criar riffs poderosos como desta música. A bateria segue um ritmo tão rápido quanto na música anterior e o baixo é pesado e perfeitamente audível. Música perfeita e refrão idem.

3. Losfer words (Big’ Orra): Não é todo mundo que gosta de música instrumental. Já teve até amigo meu falando: “Já que você gosta tanto de instrumental, monta uma orquestra sinfônica!”. Pois é! Eu gosto é de música, não disso aí citado. E adoro instrumental (já ouviram YYZ do RUSH? Levanta até defunto). Losfer words não é muito longa (4 minutos) e tem um andamento bem característico, começando com guitarras e baixo no mesmo compasso. Após a introdução tem um belo solo de guitarra e volta com repetições de acordes. Talvez a melhor instrumental já gravada pela banda.

4. Flash of the blade: Uma das faixas preferidas pela minha senhora (dona Daiane Ramone). Realmente é empolgante. Musicalmente esta faixa tem a característica de cada guitarra fazer um papel diferente na composição harmônica. Enquanto uma faz a base a outra produz um solo simples, mas eficiente. Em outra parte da música, enquanto as guitarras se degladeiam, o baixo conduz a base da música. A bateria mantém uma velocidade constante durante toda melodia. O vocal de Bruce lembra bastante aquele utilizado em Piece of mind, com agudos no fim de cada estrofe. Um pouco desconhecida, mas de excelente qualidade.

5. The duellits: Diz-se que a letra é baseada em uma lenda dos séculos 15 e 16 que quem pegasse uma luva jogada no chão por um desafiante lutaria com este até a morte. Aparentemente tb foi baseada em um filme de Ridley Scott. O maior destaque é o vocal de Bruce e as viradas de Nicko na bateria.

6. Back in the village: O ritmo alucinante das outras faixas continua. O baixo é galopante, mas as guitarras são um pouco menos pesadas do que nas outras músicas. A letra tem relação direta com The prisioner , da qual eu gosto bastante (do álbum The number of the beast).

7. Powerslave: A introdução de baixo de Steve Harris é uma das mais bem trabalhadas de toda sua carreira. A música tem o peso certo, com um vocal sombrio e a mesmo tempo melódico de Bruce. O coro de vozes como fundo da música nos remete ao significado da faixa-título. A letra é sobre um rei faraó que tem seu pai morto, e reza a lenda que os mortos são incorporados ao deus egípcio Osíris. Com a morte do pai este rei é dito como Deus vivo na Terra. Por sua vez este se sente refém da crença. Por isso o “powerslave” (escravo do poder).

8. Rime of the ancient mariner: um palavra basta para definir esta música: Excepcional. Com mais de 13 minutos e sem repetir uma única frase, esta canção conta a história de um marinheiro que é amaldiçoado por Deus por matar um albatroz, sendo baseada em um poema do escritor Samuel Taylor Colerige. Composta apenas por Steve Harris, é considerada por este como sua melhor composição. O instrumental é épico, com grandes variações rítmicas e um vocal esplendoroso de B. Dickinson. Magnífico.

Um álbum completo com instrumental pesado e complexo, músicas para todos os gostos. Sem dúvida o auge da capacidade criativa da banda. Chega ao fim os tempos áureos da donzela - não que os próximos dois álbuns não seja bons - mas esta fase é brilhante demais para se conseguir algo próximo.

No próximo post falarei sobre um álbum que é uma verdadeira discórdia entre os fãs: Somewhere in time. Por que a polêmica sobre este álbum? Analisaremos no próximo programa, nesta mesma hora, neste mesmo canal!!
He!He!He!He!

Abraço
Danilo Duff.

sábado, 7 de março de 2009

Iron Maiden: The number of the beast

Como disse no post anterior, o referido disco é um divisor de águas da banda. Ficou no top 10 das paradas britânicas e americanas durante um bom tempo (fato raro para uma banda de heavy metal).

Causou muita polêmica pela escolha do título, uma alusão ao número 666 ser o número da besta. A imprensa, em conjunto com a igreja e outros setores, desceram o sarrafo no grupo, intitulado como satanista.

A história nos conta diferente. Vejamos:

A história do álbum:
Após a gravação do segundo álbum Killers, o grupo passava por um momento conturbado. Steve Harris e Paul Di’anno já não se entendiam. Harris cobrava mais empenho e exigia cuidado com a voz de Di’anno. Este, por sua vez, consumia álcool e drogas em excesso, atrapalhando a convivência com a banda. Acredita-se que este foi o principal motivo para sua saída. Com a entrada de Bruce Dickinson a banda ganhou outra estrutura nas melodias.
Com um estilo de cantar mais voltado para o melódico, deu uma guinada de estilo, sendo que Paul Di’anno era mais agressivo e grave e Bruce abusa de agudos. Outra saída após a gravação do disco The number of the beast é a do bom baterista Clive Burr, presente desde o primeiro disco.

Como havia dito, este álbum é um divisor de águas pelo impacto que causou. Com o single “Run to the hills”, o disco chegou ao top 10 das paradas britânicas. Desde sua fundação, a banda era de certa forma, estigmatizada por suas letras e pela utilização de Eddie como uma espécie de mascote. Com “The number of the beast” as comparações chegaram a níveis inimagináveis.
As ilustrações de Derek Riggs contribuíram para isso, quando Eddie manipula o tranca-rua na capa do disco e o single citado mais acima (Run to the hills), em que o mascote duela com o diabo em uma colina utilizando o machado de Killers.

Observando o possível potencial que o tema teria, a letra da faixa-título fala, resumidamente, da superstição, do misticismo e do medo que o número 666 causa no imaginário popular. A maioria das letras da banda é baseada em filmes, poemas e livros - como acontece com a primeira estrofe da música - recitando um trecho do livro do Apocalipse (livro das revelações) cap. 13 v. 18 e a letra da música, retirada do filme a Profecia II.

Caso os fãs do Iron sejam questionados quanto aos discos preferidos, 9 de 10 “Ironmaníacos” escolherão este álbum. Gosto muito dele, todavia, não é o meu preferido. Contudo, o “The number of the beast” é tão espetacular como outros. Vamos conferir a estréia de Bruce Dickinson nos vocais da donzela. Up the Irons!

Título: The number of the beast
Ano: 1982
Duração: 40’22’’

Integrantes:
- Bruce Dickinson: vocal;
- Steve Harris: baixo;
- Dave Murray: guitarra;
- Adrian Smith: guitarra;
- Clive Burr: bateria;

Faixas:

1. Invaders:: Inicia com a bateria e baixo em ritmo bem acelerado. A letra fala da invasão dos povos nórdicos (vikings) ao norte da Grã-Bretanha e com a eminente derrotada dos saxões. Excelente escolha para abertura dos trabalhos.

2. Children of the Damned: Baseada no filme de 1964 de mesmo nome. Conta a história de seis crianças com estranhos poderes mentais e que são queimadas na fogueira por acreditarem que são filhos do demo.

3. The prisoner: Tem um diálogo no início que foi retirado da série de mesmo nome. A letra também é baseada na série. Destaque para o refrão, daqueles feitos especialmente para Bruce.

4. 22 Acacia Avenue: Muitos pensam que esta música é do que chamam de banda Calypso. É só ir no you tube e conferir. Brincadeiras a parte, a música é bem trabalhada, é uma continuação de Charlotte the harlet (do primeiro álbum), tanto que o “excelente” Chimbinha não consegue acompanhar o solo da guitarra.

5. The number of the beast: Chegamos ao ponto de convergência (ou será divergência) do álbum. Até quem não conhece a banda já ouviu falar em “The number of the beast” e a chamam de 666. Esta, junto com Run to the hills são os hits deste álbum, e mesmo com seu apelo comercial são de excelente qualidade musical, com riffs que a reconhecemos de longe.

6. Run to the hills: Um clássico que sempre está presente em shows e coletâneas. Como relatei na história do álbum, Eddie corre para o topo de uma colina e duela com o tranca-rua, até dominá-lo e manipular como um boneco (vide a capa do disco). Os acordes da guitarra no início da música são inconfundíveis e mostram bem o ritmo que a música toma. Refrão chiclete e empolgante (e quem disse que todo refrão chiclete é ruim!).

7. Gangland: Se até o dono da banda Steve Harris diz que é ruim o que eu posso fazer.

8. Hallowed by the name: É a música mais bem trabalhada do álbum. Tem 7 minutos e ninguém reclama. Os acordes iniciais lembram sinos dizendo que sua ora chegou. Mas a letra e o título (Santificado seja vosso nome) realmente aborda o juízo final. A voz de Dickinson dita a apreensão sobre os últimos momentos da vida de um homem. Quase épica, um clássico. Hallowed by the Iron Maiden.

Este disco é tão especial que qualquer relato a mais seria considerado irrisório. Um disco que só não leva a nota 6,66 porque seria injusto.

No próximo post falarei sobre o melhor disco da banda na minha opinião: Piece of mind.

Abraço.
Danilo Duff

quinta-feira, 5 de março de 2009

Iron Maiden - Killers

Continuando a série sobre os álbuns que compõem a turnê Somewhere back in time tour, falarei do álbum Killers. Um disco divertido e matador. Confira!

A história do álbum:

O segundo álbum do Maiden é marcado pela saída do guitarrista Dennis Stratton e a entrada de Adrian Smith, ficando na banda até o álbum Seventh son of a seventh son.

O álbum Killers tem uma pegada até mais rápida e agressiva que o primeiro – Iron Maiden. Com a entrada de Adrian Smith no lugar de Stratton, o grupo ganhou em qualidade técnica, dando outra roupagem aos arranjos da banda.

A ilustração de Eddie, é mais trabalhado, assassino e assustador que na primeira versão. Aliás, é Derek Riggs o nome por trás das ilustrações das capas dos discos. Aqui, Eddie carrega um machado em suas mãos e vagando pelas ruas de Londres, procura suas possíveis vitimas. Segundo a lenda, a mão que agarra e implora piedade à Eddie é Margareth Thatcher, primeira ministra inglesa e “dama de ferro” da rainha Elizabeth.

O nome do álbum é também uma provocação a primeira ministra, já que esta foi morta no single Sanctuary, do primeiro disco. É o marketing positivo criado pela banda, não somente para vender seu discos, mas também para aguçar a imaginação dos admiradores e críticos da banda.

Título: Killers.
Ano: 1981
Duração: 38’38’’

Integrantes:

- Paul Di’anno: vocal;
- Steve Harris: baixo;
- Dave Murray: guitarra;
- Adrian Smith: guitarra;
- Clive Burr: bateria;

Faixas:
1. The ides of march: Faixa instrumental. Curta, mas marcante. Destaque para as viradas da bateria.

2. Wrathchild: A clássica do disco. Não pode faltar nos shows. O baixo magistral inicia uma canção com letra forte e vocal raivoso de Paul Di’anno.

3. Murdes in the rue Morgue: Esta é sobre um assassinato nas ruas escuras de Paris. Refrão é cantado rapidamente que é difícil até acompanhar. Como em praticamente todo álbum, a bateria de Clive Burr é o destaque pelas viradas rápidas e uso constante dos pratos.

4. Another life: De diferente apenas a guitarra, com um riff típico daqueles que pode-se até cantarolar. Eu não gosto muito desta.

5. Genghis Khan: Outra instrumental. Até legalzinha. A batera é rápida no início e mais lenta no final. O baixo tem pouco destaque. Dou um 6,66 !

6. Innocent exile: Tem no baixo simples e eficiente o Messias da música. É a única coisa que salva. Bem fraquinha.

7. Killers: Esta sim é excelente. Mais uma do álbum para falar de morte. Relata a “crise existencial” de uma criatura que arrepende-se ou não por aniquilar sua vítima. No final diz:
“.. oh God help me, what have I done¿ Oh yes, I’ve it done!” ( “..oh Deus ajude me, o quê eu fiz¿ Oh sim, eu fiz!”)

8. Prodigal son: Legalzinha. É a única balada do disco. Tem um vocal depressivo, muito parecido com Phantom of the Opera (com as devidas ressalvas). Serve como descanso p/ ouvido.

9. Purgatory: Excelente faixa para os headbengers baterem cabeça. O refrão é daqueles que pulsam na cabeça por horas.

10. Twilight zone: É curtinha, tem só dois minutos, coisa rara em bandas assim. É uma canção que não compromete, mas também não empolga. Coluna do meio.

11. Drifter: Voltamos com guitarras rápidas, baixo um pouco aquém das expectativas e a bateria com toda a energia.

Enfim um disco bom (leva um 7,5), inferior ao primeiro (Iron Maiden), mas com suas peculiaridades. Amanhã falarei da fase de ouro da Donzela, o álbum que é um divisor de águas para a banda e os fãs: The number of the beast.

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