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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Uma Análise Sobre o Filme Lula, o Filho do Brasil

Lula, o Filho do Brasil, de Fábio Barreto, em cartaz em todo o país, é um filme para entrar para a história. Retratar a vida de um Presidente da República não é necessariamente uma novidade. Mas nunca da forma como é retrada a vida de Lula.

Em primeiro lugar, como falar da vida pobre e humilde na infância de um presidente, se nunca tivemos um que estivesse estado nessa condição? Não como Lula, um nordestino, do interior de Pernambuco que nasceu numa pequena cidade pobre no meio do semi-árido brasileiro e que migrou em um caminhão "pau-de-arara" do nordeste para o sudeste na busca de uma vida melhor, como milhões de brasileiros já o fizeram nestes mais de 500 anos de idade que nosso país possui.

A fase de Lula já na adolescência, mostra um jovem trabalhador que ajudava no sustento da família.

Veio o violento e opressor Regime Militar e anos depois, influenciado por seu irmão, Lula começa a vivenciar as suas primeiras experiências já então como sindicalista. Posteriormente, inicia uma verdadeira transformação na política sindical do sindicato dos metalúrgicos do ABC, quando então é preso e fichado pelo DOPS (hoje ABIN) um dos órgãos de repressão do regime.

Mas ao mesmo tempo que vive tais questões sociais, vive outras igualmente importantes em sua vida particular.

O filme trás informações de destaque sobre sua vida e sobre a vida política do país. E neste sentido, vale ser assistido tanto pelos defensores do presidente como por aqueles que não apreciam seu governo.

Não sou um eterno fã do governo atual com o qual tenho concordâncias e discordâncias. Mas algumas coisas são fatos:

1 - A eleição de Lula, representou um fato político importantíssimo quase único no mundo. Comparável apenas a eleição de Lech Walesa, em 1990 na Polônia, outro líder de origem sindical e perseguido político em seu país.

2 - Como já dito no início deste texto, pela primeira vez temos na presidência da república, alguém de origem tão humilde. Um trabalhador no sentido literal e não um empresário ou qualquer outro representante da oligarquia deste país. Algém que sentiu na pele o que é pobreza, o que é ter fome.

3 - Lula é um personagem influente da história brasileira e mundial. Com seu trabalho, ele influenciou milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Para aqueles que não admiram o personagem principal da película, fica o convite para que a assistam e a analisem apenas pelos fatos apresentados. Que a analisem apenas como um filme que pode entrar para a história da cinematografia brasileira pela sua qualidade enquanto obra.

Direção:
Fábio Barreto

Elenco:
Rui Ricardo Diaz (Lula)
Glória Pires (Dona Lindu, mãe)
Milhem Cortaz (Aristides, pai de Lula)
Cléo Pires (Lurdes)
Juliana Baroni (Marisa Letícia)
Lucélia Santos (Professora)

BRASIL – 2009
Duração: 128 minutos

Abraços a todos;
Carlos Henrique.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Cine Mobits: Programação de Cinema Pelo Celular

Já está disponível uma nova tecnologia que promete agradar os cinéfilos de plantão. É o Cine Mobits.
Agora, você já pode consultar a programação de cinema direto do seu celular, seja ela mais recente, seja ele mais antigo. E consultar também os horários mais apropriados para você assitir aquele filme que há muito esperado. Ainda mais com o Dia dos Namorados batendo a sua porta. Estão disponíveis também no novo sistema, os trailers e sinopses dos filmes bem como as salas mais próximas da sua casa.
A única diferença para manuseio do programa de celulares mais recentes para os mais antigos é que novas funcionalidades dificilmente serão tratadas nesta versão que atualmente possue apenas o acesso a lista de cinemas das cidades, ou seja a nova busca por filmes não está disponível. O mesmo também pode ser baixado para PC's.
Mais informações no endereço eletrônico: www.cine.mobits.com.br

Abraços a todos;
Carlos Henrique

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Cineclube Bancários Exibe Árido Movie

Nesta segunda-feira, é iniciada mais uma programação mensal do Cineclube Bancários. Além da sala ser muito boa, a tela usada para a projeção dos filmes, é praticamente a de um cinema convencional. Muito boa mesmo. Com direito inclusive a venda de doces, pipoca, refris, amendoins e tudo. Os filmes são sempre de qualidade e o melhor de tudo: De graça.



Sinopse: Tudo começa com a morte do pai de Jonas, o qual ele não via há 25 anos. Então, ele volta à cidade natal para velar o corpo do pai. A partir daí, é estrada e aridez, como o próprio título do filme: Árido Movie. Nesta caminhada, Jonas começa a entrar em conflitos existenciais e a se sentir um personagem de ficção dentro de sua própria história, como se a cidade de seu pai ou o próprio nunca tivessem existido. Um dos destaques da película é a trilha sonora, produzida por Otto, que, além de assinar a produção musical, incluiu canções próprias que casaram com o clima e a fotografia do filme. Lírio Ferreira assina a direção do longa-metragem. No elenco, estão Guilherme Weber, Giulia Gam, Gustavo Falcão, Selton Mello, Mariana Lima, Matheus Nachtergaele, Renata Sorrah, entre outros.



Então, se você estará de bobeira nesta segunda à noite, a partir de agora só estará se quiser. E se já tiver programa, aqui fica mais uma opção.


Abraços a todos;

Carlos Henrique.



Serviço:


Evento: Cineclube Bancários

Data: 01/06, segunda-feira

Horário: 20h.

Local: Teatro dos Bancários (314/315 Sul).

Entrada Gratuita.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Retina Rock


Estou avisando desde já, para que você coloque logo na sua agenda e não diga que não sabia. O Botiquim Blues estará realizando no dia 19 de junho o evento entitulado Retina Rock. A noite contará como os shows das bandas Kábula (lançamento do CD), Lady Evil e Black Bulldog. Haverá também exibição de filmes e trailers do cineasta-bombeiro Affonso Brazza.
Quero apenas deixar aqui uma observação. Porque colocar nome de banda de rock em inglês? Não concordo. Somos brasileiros e temos que valorizar a nossa língua. Que deixemos isso (de botar nome em inglês) para os ingleses, americanos e alguns outros mais que são países de língua inglesa. O maior patrimônio de um povo é a sua língua. Mas de qualquer forma, tá valendo. Não é por causa disso que vamos deixar de ajudar na divulgação. E uma inciativa como esta tem que ser valorizada.




Serviço:


Data: 19 de junho, sexta-feira


Horário: 19 horas.


Entrada: R$ 10.


Mais informações: 8486-5480.


Classificação indicativa não informada.


Onde: Botiquim Blues (Praça do DI, em Taguatinga)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cineclube Bancários: Programação Maio/2009

11/05 - 5 FRAÇÕES DE UMA QUASE HISTÓRIA – Cristiano Abud, Cris Azzi, Thales Bahia, Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo, Armando Mendz.
Comédia/Drama, 96 min, 2008.
Classificação indicativa: 16 anos
Sinopse: Um fotógrafo obcecado por pés femininos; um homem que se projeta em situações vistas na TV; um apático funcionário público que recebe uma proposta de um juiz corrupto; um trabalhador de um matadouro com o casamento em crise; e uma secretária desiludida no amor que sonha em se casar. Estas cinco personagens terão suas vidas modificadas a partir de um quente final de semana.http://www.cincofracoes.com.br/

18/05 - POR TRÁS DO PANO – Luís Vilaça, Comédia/Drama, 90 min, 1999. Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Uma atriz novata recebe o convite para atuar em uma nova peça ao lado de um consagrado ator de teatro. Porém, ela precisará enfrentar o difícil gênio de seu companheiro de cena, que está em crise amorosa e profissional. Tudo em São Paulo, cidade onde certas pessoas vivem suas histórias por trás do pano.
Curta-metragem: O SANDUÍCHE – Jorge Furtado, Ficção, 13 min, 2000.
Classificação livre.
Sinopse: Os últimos momentos de um casal, a hora da separação. Mas o fim de alguma coisa pode ser o começo de outra. Outro casal, os primeiros momentos, a hora da descoberta. Encontros, separações e um sanduíche. No cinema, o sabor está nos olhos de quem vê.http://www.programadorabrasil.org.br/programa/16

25/05 - ERA UMA VEZ... - Breno Silveira, Drama, 118 min, 2008.
Classificação indicativa: 14 anos.
Sinopse: Era uma vez... conta a história de amor entre dois jovens de realidades bem distintas: Dé, que mora na favela, e Nina, moça rica que vive no asfalto. Os dois se conhecem na Praia de Ipanema, e acabam se apaixonando. Juntos, experimentam as alegrias, emoções e dificuldades de um amor tão grande quanto improvável. As sessões são sempre às 20 horas, no teatro do bancários.

Maiores informações:
CONTATO BRAZUCAH: Ana Arruda Produção Cineclube Bancários(61) 9967-0579. Email: ana@brazucah.com.br. Endereço eletrônico: http://www.brazucah.com.br/ ou através do blog: cineclubedf.blogspot.com

Abraços a todos:
Carlos Henrique.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Cinema Digital: A UPIS também tem!!!

A Faculdade Integradas - UPIS, também entrou na era do cinema digital. Foi inaugurado o projeto CINE UPIS, onde diretores e produtores brasilienses ganham mais este espaço para divulgação do seu trabalho e o público mais uma sala de cinema digital. Vale dizer que também é mais uma oportunidade do público do DF de rever filmes que até bem pouco tempo estavam em cartaz, como Austrália, A Múmia - Na tumba do imperador dragão e por aí vai... .

O projetor é de máxima resolução e o sistema de som, com caixas japonesas modelo HI-END da marca AVR, oferece alta qualidade e definição. O sistema de reprodução usa tecnologia progressive de quarta geração, com tela especial Kreische, importada da Alemanha, dando todo um valor especial às imagens e aos efeitos especiais.

O projeto funcionará sempre às quartas-feiras (exceto feriados ou recessos), com dois horários de exibição dos filmes: pela manhã, às 11h e a noite, às 18h. A entrada é gratuita e a programação será divulgada nos jornais locais e na página da UPIS na internet.

A UPIS possui um projeto de incentivo cultural, recebendo assim, todos os meses, exposições de artistas pláticos da cidade no Espaço UPIS de Arte Cultura, como também o projeto Intervalo Musical, realizado semanalmente.

Ingressar na área cinematográfica é mais um importante avanço que a faculdade dá no cenário cultural.

Temos que incentivar e prestigiar tais eventos, ao menos dentro do possível, pois são poucos os trabalhos culturais que são desenvolvidos por instituições de ensino superior.

Fica então, mais uma boa dica de diversão, lazer e cultura.

Mais informações: 3445-6778

sábado, 18 de abril de 2009

Se eu fosse você II



Se eu fosse você II atingiu a marca de mais de 6 milhões de expectadores e se tornou o filme brasileiro mais visto desde 1995. E não é para menos. O primeiro é excepcional. Engraçadíssimo. E o segundo não fica atrás.
Em meio a uma crise no casamento, Claúdio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) trocam mais uma vez de corpo e vivem situações hilárias.
A interpretação de ambos é simplesmente perfeita. Imprecionante como mudam de gestos, formas de falar e de atitudes. Mudanças dignas de quem realmente troca de corpo. Claro, se isso fosse possível... .
A cena do futebol é das mais engraçadas das últimas comédias do mundo cinematrográfico. Bem como a cena de Tony Ramos com Cássio Gabus Mendes no banheiro. Se você ainda não foi assitir, vai saber de qual cena estou falando.
E venhamos e convenhamos, Daniel Filho, diretor de tv e cinema, já conquistou de vez seu espaço como um dos maiores diretores tupiniquins. E olha que tem concorrência, viu?

O filme conta ainda, com Maria Luisa Mendonça, Marcos Paulo, Ary Fontoura e Chico Anysio.
O filme já está em cartaz a pelo menos dois meses. Mas ainda dá tempo de ver. Portanto, corra até o cinema mais perto da sua casa e veja mais esse grande sucesso do Cinema Nacional. Eu se eu fosse você, seguia meu conselho.....

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Festival Internacional de Documentários É tudo verdade


Nem só de filmes hollydianos vive o cinema. Depois de passar por São Paulo e Rio de Janeiro, chega à Brasília o Festival Internacional de Documentários É tudo verdade. Se na música a entrada da cidade na rota dos grandes shows internacionais ainda está apenas começando, na Sétima Arte, já é algo mais palpável.



PROGRAMAÇÃO:


14/04 terça-feira14h30 Problema é Comigo / Juliette Veber / 82min

16h30 O Segredo / Edgar Feldman / 25minEscravos / Hanna Heilborn, David Aronowitsch / 15minSegunda Vida / Anna Thommen / 19min

18h30 Retorno a Fortin Olmos / Patricio Coll, Jorge Goldenberg / 104min

20h30 Cartas ao Presidente / Petr Lom / 74min


15/04 quarta-feira14h30 Z32 / Avi Mograbi / 82min

16h30 Chirola / Diego Mondaca / 25min

Zietek / Bartosz Blaschke / 17min

Arrancando a Alma / Barbara Klutinis /

18min18h30 Tias Duronas / Kim Longinotto / 104min

20h30 Problema é Comigo / Juliette Veber / 82min


16/04 quinta-feira14h30 Cartas ao Presidente / Petr Lom / 74min

16h30 Areias Vermelhas / David Procter / 25min

Coração Negro / Ada Bligaard Søby / 23min

Bem Longe de Casa / Marika Väisänen / 15min

18h30 Além do Jogo / Jos de Putter/ 79 min

20h30 Retorno a Fortin Olmos / Patricio Coll, Jorge Goldenberg / 104min


17/04 sexta-feira

14h30 O Segredo / Edgar Feldman / 25min

Escravos / Hanna Heilborn, David Aronowitsch / 15min

Segunda Vida / Anna Thommen / 19min

16h30 Tias Duronas / Kim Longinotto / 104min

18h30 O Esquecimento / Heddy Honigmann / 94min

20h30 Segundas Sangrentas & Tortas de Morango / Coco Schrijber / 87min


18/04 sábado14h30 Chirola / Diego Mondaca / 25min

Zietek / Bartosz Blaschke / 17min

Arrancando a Alma / Barbara Klutinis / 18min

16h30 Além do Jogo / Jos de Putter/ 79 min

18h30 Z32 / Avi Mograbi / 82min

20h30 Segundas Sangrentas & Tortas de Morango / Coco Schrijber / 87min


19/04 domingo14h30 Areias Vermelhas / David Procter / 25min

Coração Negro / Ada Bligaard Søby / 23min

Bem Longe de Casa / Marika Väisänen / 15min

16h30 VJs de Mianmar - Notícias de um País Fechado / Anders Høgsbro Østergaard / 85min

18h30 Esquecido Papai / Rick Minnich, Matt Sweetwood / 84min

20h30 O Esquecimento / Heddy Honigmann / 94min


21/04 terça-feira

14h30 VJs de Mianmar - Notícias de um País Fechado / Anders Høgsbro Østergaard / 85min

16h30 Esquecido Papai / Rick Minnich, Matt Sweetwood / 84min

18h30 Domingos / Maria Ribeiro / 72min

20h30 Sobreviventes / Miriam Chnaiderman e Reinaldo Pinheiro / 52min


22/04 quarta-feira

14h30 O Cineasta da Selva / Aurélio Michiles / 87min

16h30 Ser Tão / Luiz Guilherme Guerreiro / 20min

Chapa / Tatiana Toffoli / 18min

Samba de Quadra / Gustavo Mello, Luiz Ferraz / 16min

18h30 Cidadão Boilesen / Chaim Litewski / 92min

20h30 Corumbiara / Vincent Carelli / 117min


23/04 quinta-feira

14h30 Ôri / Raquel Gerber / 91min

16h30 Nello's / André Ristum / 25min

No Tempo de Miltinho / André Weller / 18min

Confessionário / Leonardo Sette / 15min

18h30 Cildo / Gustavo Rosa de Moura / 84min

20h30 Cidadão Boilesen / Chaim Litewski / 92min


24/04 sexta-feira

14h30 Ser Tão / Luiz Guilherme Guerreiro / 20min

Chapa / Tatiana Toffoli / 18min

Samba de Quadra / Gustavo Mello, Luiz Ferraz / 16min

16h30 A Chave da Casa / Paschoal Samora, Stela Grisotti / 60min

18h30 20h30 A Arquitetura do Corpo / Marcos Pimentel / 21min

Leituras Cariocas / Consuelo Lins / 13min

A Casa dos Mortos / Debora Diniz / 24min

Sessão seguida de debate com a diretora brasiliense Débora Diniz


25/04 sábado14h30 Nello's / André Ristum / 25min

No Tempo de Miltinho / André Weller / 18min

Confessionário / Leonardo Sette / 15min

16h30 Ôri / Raquel Gerber / 91min

18h30 A Chave da Casa / Paschoal Samora, Stela Grisotti / 60min

20h30 Cildo / Gustavo Rosa de Moura / 84min


26/04 domingo14h30 A Arquitetura do Corpo / Marcos Pimentel / 21min

Leituras Cariocas / Consuelo Lins / 13min

A Casa dos Mortos / Debora Diniz / 24min

16h30 O Cineasta da Selva / Aurélio Michiles / 87min

18h30 Sobreviventes / Miriam Chnaiderman e Reinaldo Pinheiro / 52min

20h30 Domingos / Maria Ribeiro / 72min



SINOPSES - TÍTULOS BRASILEIROS – LONGAS


Chave da Casa, de Paschoal Samora e Stela Grisotti (SP, 68 min)– Dois momentos na vida de exilados palestinos de origem iraquiana: o cotidiano num campo de refugiados entre Jordânia e Iraque e os desafios da adaptação em suas novas vidas no Brasil.


Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski (RJ, 92 min)– Um exame do financiamento da repressão violenta à luta armada no Brasil por grandes empresários, a partir da trajetória do dinamarquês Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do grupo Ultra executado pela guerrilha urbana por suas ligações com a Oban.


Cildo, de Gustavo Rosa de Moura (RJ, 84 min)– A vida, a obra e as idéias de Cildo Meirelles, um dos principais artistas plásticos brasileiros, vencedor do Prémio Velásquez em 2008.


Corumbiara, de Vincent Carelli (PE, 117 min)– Em 1985, a gleba Corumbiara, no sul de Rondônia, foi cenário de um massacre de índios isolados. Desde então o documentarista Carelli luta com sua câmera contra o esquecimento.


Domingos, de Maria Ribeiro (Brasil, 2009, 72 min) - O filme acompanha a rotina do cineasta, dramaturgo e escritor Domingos de Oliveira. A atriz e diretora Maria Ribeiro documentou a vida do realizador durante seis meses, entrevistou amigos e admiradores e apresenta um perfil bastante completo do diretor de filmes como Todas as mulheres do mundo.


O Cineasta da Selva, de Aurélio Michelis (SP, 87 min)- Produção de 1997 que recupera, em forma semi-documental, a trajetória de Silvino Santos (1886/1970), cineasta luso-amazonense que adotou o Brasil como pátria aos 13 anos de idade e documentou a história com uma produção extensa e diversificada. Ao longo de seus 84 anos realizou nove longas e 57 curtas e médias-metragens no Brasil e em Portugal.


Ôri, de Raquel Gerber (Brasil, 1989, 100 min)- Documentário expõe as ligações entre a cultura africana, em particular dos povos de língua Yoruba do oeste da África, e os vários movimentos de negros nas Américas. O filme se detém sobre a trajetória de Zumbi, homem de origem Yoruba trazido para o Brasil para trabalhar como escravo, no século XVII, mas que escapou para tentar construir – nos chamados Quilombos – uma nação que integrasse as culturas negra e indígena.


Sobreviventes, de Miriam Chnaidermann e Reinaldo Pinheiro (SP, 52 min)– Diversos personagens de diferentes sexos, profissões e origens sociais relatam em primeira pessoa sua viagem particular a uma situação limite.



TÍTULOS BRASILEIROS – CURTAS


A Arquitetura do Corpo, de Marcos Pimentel (MG, 21 min)– Os bastidores da preparação de uma disputa num processo de seleção de uma companhia de danças de um projeto social em Minas Gerais.


A Casa dos Mortos, de Débora Diniz (DF, 24 min)– O cotidiano de um manicômio judiciário em Salvador, Bahia.


Chapa, de Tatiana Toffoli (SP, 18 min) – Uma fogueira numa das avenidas marginais de São Paulo, um homem acena para o caminhão. Ao seu lado uma placa: CHAPA. Seu trabalho é guiar motoristas pelos caminhos da megalópole.


Confessionário, de Leonardo Sette (PE, 15 min)– Como numa confissão para a câmera, um religioso italiano recorda sua atuação como missionário numa reserva indígena em Roraima.


Leituras Cariocas, de Consuelo Lins (RJ, 13 min) – Fragmentos de leituras feitas por passageiros do metrô carioca.


Nello’s, de André Ristum (SP, 25 min)– De ator na Itália antes da Segunda Guerra a dono de restaurante e cineasta em São Paulo, a trajetória de Nello de Rossi.


No Tempo de Miltinho, de André Weller (RJ, 18 min)– Um retrato de Miltinho, cantor carioca de timbre peculiar e estilo único, desde o início de sua carreira nos anos 1940.


Samba de Quadra, de Gustavo Mello e Luiz Ferraz (SP, 16 min)– A memória do samba caipira paulista sobrevive na cidade de Quadra, com três mil habitantes, situada a 150 km de São Paulo.


Ser Tão, de Luiz Guilherme Guerreiro (RJ, 25 min)– Os rituais do teatro e da guerra misturam-se na cidade de Canudos, que ressurge das águas e do esquecimento na encenação local do texto “Os Sertões” de Euclides da Cunha pelo Teatro Oficina Uzyna Uzona, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa.



TÍTULOS INTERNACIONAIS – LONGAS


Além do Jogo (Beyond the Game), de Jos de Putter (Holanda, 2008, 79 min)- Documentário sobre cyber atletas que participam do evento esportivo World Cyber Games. O filme acompanha os campeões mundiais de Warcraft III, o chinês Xiaofeng “Sky” Li e o holandês Manuel “Grubby” Schenkhuizen. O documentário tem a intenção de trazer ao público a adrenalina de um jogo entre os rivais na final da edição de 2007 do WCG, ocorrido em Seattle, Estados Unidos.


Cartas ao Presidente (Letters to the President), de Petr Lom (Irã/Canadá, 2009, 74 min)- O filme acompanha três viagens do polêmico presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao interior do país e mostra como o líder local é popular entre os iranianos mais pobres. Formado em filosofia política pela Universidade Harvard, o tcheco Petr Lom largou a vida acadêmica em 2003 para se dedicar ao documentário. E sempre escolhe abordar temas polêmicos. Neste Cartas ao Presidente, ele mostra o apoio que Ahmadinejad recebe do Irã religioso.


Esquecido Papai (Forgetting Dad), de Rick Minnich e Matt Sweetwood (Alemanha, 84 min)– Em 1990, Richard Minnich, pai de um dos diretores, perdeu a memória num acidente de carro aparentemente sem gravidade. Ele foi realmente afetado por um distúrbio de saúde ou apenas tentou escapar de uma vida que não mais suportava?Prémio Especial do Júri – IDFA 2008O Esquecimento (El Olvido), de Heddy Honigmann (Holanda-Alemanha, 94 min)– Um mergulho na história recente do Peru, a partir de personagens comuns das ruas, escolas, bares e hospitais de Lima.


Problema é Comigo (Trouble is My Business), de Juliette Veber (Nova Zelândia, 82 min)– Diretor-assistente da escola Aorere de South Auckland, Nova Zelândia, Gary Peach não acredita em casos perdidos num universo de alunos em sua maioria nativos Maoris ou descendentes de imigrantes.


Retorno a Fortin Olmos (Regreso a Fortin Olmos), de Patrício Coll e Jorge Goldenberg (Argentina, X min)– Em 1966, os cineasta Coll e Goldenberg realizaram o documentário “Hacheros Nomás”, sobre a uma cooperativa de lenhadores na província de santa Fé, no norte da Argentina. Três décadas depois, retornam à região, com protagonistas da experiência.


Segundas Sangrentas & Tortas de Morango (Bloody Mondays & Strawberry Pies), de Coco Schrijber (Holanda, 87 min)– Narrado por John Malkovich, um ensaio sobre o tédio, a partir das vidas de um nômade do deserto, um corretor de Wall Street, o último espião da Segunda Guerra, um pintor obcecado com o tempo, uma adolescente americana que matou colegas de escolas e uma jovem que sonha alto enquanto ganha a vida fazendo doces.


Tias Duronas (Rough Aunties), de Kim Longinotto (Reino Unido, 104 min)– Um retrato das militantes da Bobbi Bear, entidade que luta em favor das crianças vitimas de abuso sexual na África do Sul pós-apartheid.Melhor documentário internacional – Sundance 2009VJs de Mianmar - Notícias de um País Fechado (Burma VJ –Reporting from a Closed Country), de Anders Hogsbro Ostegaard (Dinamarca, 85 min)– Portar uma câmera na ditatorial Mianmar (ex-Birmânia) equivale a arriscar uma sentença de morte sem julgamento, como ocorreu em 2007 com o jornalista japonês Kenji Nagai. Um mergulho na batalha cotidiana de um grupo de vídeorreporteres que desafiam a ditadura na luta por um mínimo de liberdade de expressão.Prêmio Joris Ivens de melhor documentário – IDFA 2008 e melhor documentário internacional do CPH:Dox 2008Z32, de Avi Mograbi (França/Israel, 2008, 81 min)-


Um violento retrato da psicologia de um soldado de elite treinado para matar. Z32 é um soldado israelense que comete um homicídio injustificável mesmo em período de guerra e confessa diante da câmera ter sentido prazer ao matar dois policiais palestinos, ao mesmo tempo em que se sente devastado pela culpa.



TÍTULOS INTERNACIONAIS – CURTAS


Areias Vermelhas (Red Sands), de David Procter (Reino Unido, 25 min)Br> – As touradas, entre a crueldade e a tradição. A velha e a nova Espanha se digladiam na discussão sobre a manutenção ou a extinção das praças e das corridas de touros, como a de San Fermin.


Arrancando a Alma (Severing the Soul), de Bárbara Klutinis (EUA, 18 min) - Filha mais velha do clã Kennedy, irmã do futuro presidente John F. Kennedy, Rosemary foi uma criança prodígio. Ainda assim, quando começou a sofrer distúrbios na puberdade, seu pai ordenou que fosse submetida a uma lobotomia. A cineasta expõe os limites desta técnica bárbara que foi o principal método para lidar com as doenças mentais nos EUA entre 1930 e 1960.


Bem Longe de Casa (Sylistä Syliin), de Marika Vaisanen (Finlândia, 15 min)– Combinando filmagens e animações, o ponto de vista de Oona, uma garota de 9 anos, sobre seu novo cotidiano a partir do divórcio dos pais.


Chirola (La Chirola), de Diego Mondaca (Bolívia, 25 min)- Cumprindo uma longa sentença na prisão, Pedro Cajías descobriu, mais do que uma punição, a oportunidade inusitada de melhorar sua alimentação e saúde, além de uma experiência de companheirismo. Apavorado com a iminente libertação, ganhou um cão de um guarda.


Coração Negro (Black Heart), de Ada Bligaard Soby (Dinamarca, 23 min)- Três novaiorquinos, cada um lidando com a elaboração de perdas sofridas nos atentados de 11 de setembro de 2001.


Escravos – Um Documentário de Animação (Slaves –An Animated Documentary), de Hanna Heilborn e David Aronowitsch (Suécia, 15 min) – As histórias de Abouk, 9 anos, e Machiek, 15, crianças seqüestradas por milícias no Sudão, patrocinadas pelo próprio governo. A partir de seus depoimentos gravados, reconstitui-se como seus pais foram mortos e como os órfãos foram usados como escravos por seus captores.Melhor curta-metragem internacional – IDFA 2008O


Segredo, de Edgar Feldman (Portugal, 25 min)- Comunista, hoje com 94 anos, António Dias Lourenço relembra seus anos de prisão no Forte de Peniche, durante a ditadura de Antonio Salazar, em Portugal.Melhor curta-metragem documental português – DocLisboa 2008Segunda Vida (Second Me), de Anna Thommen (Suíça, 19 min) - Bendix Freutel, trinta e poucos anos, não tem mulher e nem emprego na vida real. Mas criou uma vida plena e feliz através de seu avatar no Second Life, mundo virtual e tridimensional no ciberespaço.


Zietek, de Bartosz Blaschke (Polônia, 17 min)- Perfil do artista e escultor autodidata Bogdan Zietek que, por mais de 40 anos, especializou-se na confecção de esculturas femininas em tamanho real. Sob a tolerância de sua mulher, sua casa transformou-se num verdadeiro depósito de pin-ups de madeira.



Serviço do Festival:


Local: Centro Cultural Banco do Brasil - SCES, Tr. 2, Lt. 22 - Asa Sul -

Telefone: 3310-7087

Preço inteira: Entrada franca

De: 14/04/2009

Até: 26/04/2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cine Clube Bancários: Um Exemplo a ser Seguido


Tenho escrito aqui no blog a respeito da importância da cultura como elemento mobilizador e consicientizador da sociedade.
Entretanto, os Movimentos Sociais como um todo, e em especial os sindicatos, pouco a utilizam como ferramenta em busca desse objetivo.
Aqui mesmo em Brasília, apenas quatro sindicatos, a meu ver investem pesado na área cultural: SINDSEP (Sindicato dos Servidores Públicos Federais), SINDJUS (Sindicato dos Servidores do Judiciário), SINPRO (Sindicato dos Professores) e Sindicato dos Bancários.
E nesse sentido, venho ressaltar a iniciativa deste último com o Projeto Cine Clube Bancários, que há mais de um ano é colocado em prática pela entidade. Os filmes possuem, todos eles, sem excessão, um forte conteúdo social/cultural, não sendo apenas para lazer. As sessões do Cineclube ocorrem todas as segundas-feiras, às 20h, no Teatro dos Bancários, na sede do Sindicato (EQS 314/315 - Asa sul). Informações pelo telefone 3262-9090. Entrada gratuita.
E para este mês de abril, em comemoração ao aniversário de nossa cidade, capital de todos os brasileiros, o sindicato bolou uma programação especial, conforme segue:


06 de abril - LOUCO POR CINEMA (Direção: André Luiz Oliveira. Ficção, 100 min, 1995).


Classificação: 16 anos.


Sinopse: Um cineasta (Nuno Leal Maia) enlouquece e, dentro do hospício, sequestra uma Comissão de Direitos Humanos, a qual só libertará em troca da produção de um roteiro escrito por ele. Com a ajuda de velhos companheiros de sua antiga equipe de filmagem, ele acaba transformando os loucos em atores.
Presença do diretor André Luiz Oliveira e do produtor Márcio Curi no debate.

CURTA: DEU NO JORNAL (Direção: Yanko del Pino. Animação, 3 min, 2005).

Classificação: 16 anos.

Sinopse: A saga de um solitário e suas fantasias desenhadas em esferográfica num jornal velho.

13 de abril - A INVENÇÃO DE BRASÍLIA (Direção: Renato Barbieri. Documentário, 55 min, 2001).

Classificação indicativa: Livre.

Sinopse: Filme-documentário histórico sobre a capital modernista, desde a formação geológica do Planalto Central até os dias de hoje, passando pela saga da construção. Narração de Fernanda Montenegro. Presença do diretor Renato Barbieri no debate.
CURTA: A LENTE E A JANELA (Direção: Marcius Barbieri. Ficção, 12 min, 2005).
Classificação indicativa: Livre.

Sinopse: Uma menina ganha uma câmera de vídeo no Natal e se transforma através da lente e da janela.

20 de abril – NÃO HAVERÁ SESSÃO DEVIDO AO FERIADO.

27 de abril - OSCAR NIEMEYER – A VIDA É UM SOPRO (Direção: Fabiano Maciel. Documentário, 90 min, 2007).

Classificação indicativa: Livre.

Sinopse: Documentário sobre a vida e a obra do maior dos arquitetos modernos brasileiros, Oscar Niemeyer. O arquiteto conta de maneira descontraída como foram concebidos seus principais projetos, entre eles Brasília, a sede do Partido Comunista Francês e da Editora Mondadori, em Milão. Fala também de política, de amigos, das mulheres e do Brasil.

CURTA: ATHOS – De Sérgio Moriconi. Documentário, 20 minutos, 1998.

Classificação indicativa: Livre.

Sinopse: Athos Bulcão trabalha e conversa em seu atelier enquanto pixadores, rapeleiros, fetichistas e falsos arqueólogos descortinam a presença de sua arte em Brasília.

Ficha completa e curiosidades das exibições em http://www.cineclubedf.blogspot.com/.

Vale dizer que as sessões são abertas não só aos bancários, mas a comunidade em geral.

É, pelo visto, o sindicato dos bancários está com uma programação mais rica de conteúdo cultural do que o GDF.

Abraços a todos;

Carlos Henrique.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Modernidade Sim! Esculhambação Não!

Modernidade Sim! Esculhambação não!


É flagrante a queda de nível em alguns ritmos da música brasileira. O Brasil é conhecido mundialmente pela sua diversidade de ritmos musicais. Nenhum outro país do globo é tão rico musicalmente com ritmos regionais. O Forró do nordeste como um todo, o Maracatu de Pernambuco, o Bumba-meu-Boi do Maranhão, O Boi Bumbá do Amazonas, a música gaúcha no caso do Rio Grande do Sul são alguns dos exemplos que podemos citar.
Entretanto, o que assistimos nos últimos anos, é uma depredação e porque não dizer, uma deturpação de vários ritmos e da música brasileira como um todo. A modernidade trouxe muito mais pobreza do que enriquecimento musical, ao menos no caso brasileiro. Senão, vejamos:
No exterior, freqüentemente a imagem do Brasil é associada ao samba e ao futebol. Com isso, grandes nomes como Cartola, Alcione, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Neguinho da Beija Flor, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Clara Nunes, Chico Buarque etc... surgiram e fizeram sucesso. A riqueza das letras que surgiram é notável. Na década de 60 e 70, várias dos sambas que surgiram inclusive, falavam da Ditadura Militar, que sufocava o povo brasileiro na proibição de suas liberdades individuais tais como, Liberdade de Expressão, proibição da existência de Partidos de Esquerda, sindicatos, manifestações públicas etc... .Toda a obra artística, fosse ela, musical, teatral, plástica ou literária, tinha que passar pelo crivo da censura, que aliás era rigorosa. A música se tornou uma válvula de escape para vários de nossos artistas e sambas como “Quando o Carnaval Chegar” de Chico Buarque eram a mais clara imagem da realidade política e social do país. O carnaval do título na realidade era uma alusão à democracia. Lamentavelmente o nome carnaval teve que ser usado para “driblar” a censura do regime.
Vários jornais tinham em sua redação um “censor”, termo utilizado para denominar o representante do regime que trabalhava para a censura. E só era publicado o que era autorizado pelo mesmo. Críticas ao governo, nem pensar. Escândalos que atingissem o regime, menos ainda. Muitos foram mortos ou exilados do país, simplesmente porque gritavam por liberdade. E a música, apesar de todo o controle do Estado, foi um importante elemento de conscientização a respeito da realidade vivida por nosso país, além de servir como um desabafo que não era apenas de um grupo de artistas, mas de toda a sociedade.
Os sambas que vemos hoje, que muitos preferem chamar de Pagode, podem parecer normais para alguns, mas se comparados em termos musicais e de letra aos sambas do passado, é de uma pobreza de conteúdo, sem limites.
Quanto ao Forró, historicamente sempre foi como a divulgação do dia-a-dia do nordestino. O chamado Forró-pé-de-Serra, bem como o Xote nada mais são do que o Forró original produzido nos mais longínquos rincões do nosso país. Suas letras falam dos problemas sociais, das angústias, da falta de chuva que atinge boa parte do povo daquela região do país. Asa Branca, de Luiz Gonzaga é um forte exemplo disso, vejam abaixo:

1-Quando oiei a terra ardendo
qual fogueira de São João
Eu perguntei, ai a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação.
2-Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
morreu de sede meu alazão.
3-Até mesmo a asa brancaBateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração.
4-Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Para eu voltar pro meu sertão.
5-Quando o verde dos teus oios
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração.

Asa Branca, que dá nome à música, é uma ave típica da região. Uma música que retrata um grave problema social até hoje existente. Pergunto: Quai das bandas de forró da atualidade, fala de questões como essa em suas músicas? As bandas de Forró de hoje, prestam um desserviço à música e até mesmo à cultura do seu próprio povo, o nordestino, pois deixam de retratar tal situação para falar de amenidades, ou o pior, de chifres (traições). Isto sem falar na apelação sexual onde a mulher é frequentemente colocada apenas como um objeto sexual e a modificação do ritmo original com o Forró Eletrônico. Não sou contra modificações e muito menos contra a modernidade. Mas nesse caso, descaracteriza todo o ritmo e ataca a cultura daquela região do país. Tudo isso fruto da ganância de produtores e artistas, ávidos por dinheiro, que imaginam que assim poderão enriquecer mais rapidamente com maior venda de CD’s/DVD”s.
O próprio Rock não é mais aquele. E quem viveu a Geração Anos 80, sabe disso. Uma década que foi a responsável pelo surgimento de nomes como: Blitz, Bíquini Cavadão, Titãs, Barão Vermelho, Plebe Rude, Engenheiros do Hawaii, Capital Inicial, Zero, Nenhum de Nós, Legião Urbana etc... , hoje vive um momento um tanto quanto delicado, pelo menos em termos. Saem as letras que falavam de questões sociais e políticas que conscientizavam os ouvintes, como era o caso dos referidos anos citados aqui, e mais uma vez entram as ditas amenidades das letras roqueiras de hoje em dia que só falam de amores correspondidos ou não. Não sou contra que se fale disso. Nos anos 80 mesmo, várias músicas abordavam tal assunto. O que sou contra e acho terrível, é que se fale apenas disso como se a vida apenas isso fosse. Como se tivéssemos apenas este assunto para tratar em nossas músicas. Sei que o romantismo vende. Tudo bem, que abordem o tema se a intenção é vender DVD. Mas que tratemos também de outros assuntos igualmente importantes.
No caso do sertanejo, é outro problema crônico. A deturpação é tão grande quanto a que ocorre no Forró. As letras que outrora tratavam da cultura do “Homem do Campo”, hoje em nada tem haver com isso. E o sertanejo de raiz está acabando.
Alguns analistas musicais dizem que tudo é uma questão de conjuntura. No caso da ditadura, como havia uma grande repressão às liberdades individuais, a inspiração era maior. Duvido muito. E como se explica o conteúdo rico das músicas anteriores a esta época? E o que me preocupa é que as crianças e jovens de hoje serão os artistas de amanhã. Muitos inclusive já batalham no meio artístico. E como produzir arte, música de qualidade sendo que para a maioria deles o que está na crista da onda no momento é tudo isso do que estou falando? Como hoje em dia nada ou pouco se tem da alma musical de Luiz Gonzaga, da poesia de um Renato Russo, da rebeldia positiva de um Cazuza ou de um espírito caípira de um Tonico e Tinoco, dificilmente produzirão algo de igual qualidade.
Não quero aqui, ferir os gostos e mexer com os brios de ninguém. Não é essa a intenção. Quero dizer que respeito os gostos e opiniões de cada um, de cada Ser Humano. Sei que o NRDR embora seja eminentemente um Blog que do ponto de vista musical fale muito mais de Rock, é lido por pessoas que apreciam outros ritmos musicais onde muitas das mesmas gostam inclusive de artistas e bandas que infelizmente estão promovendo toda essa problemática para a música tupiniquim. E a visita virtual de todos vocês é importante para nós. Sem isso não sobrevivemos como tal. E cada um tem o direito de gostar ou não do que quiser e ninguém tem nada haver com isso. Mas isso não quer dizer que eu não possa ter a minha opinião e não possa aqui expressá-la. Eu mesmo, não gosto só de Rock. Gosto de MPB, de Forró e de Sertanejo. Mas de raiz. E isso, porque sou um apreciador da cultura e sei que ela se manifesta das mais diversas formas, inclusive nos mais diversos ritmos musicais e não apenas em um. Assim sendo, o debate está aberto.
Para quem quiser saber mais sobre essa página lamentável da nossa história que foi a Ditadura Militar deixo aqui algumas dicas cinematográficas tais como: Eles não Usam Black-Tie, O Ano em que meus Pais Saíram de Férias, Lamarca e Zuzu Angel.

Abraços a todos;
Carlos Henrique.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Hoje começa o 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e vai até o dia 25 de novembro. Concorrem uma bagaceira de filmes e, dentre eles, está este:


"Marcelo Bousada, Quem?" é um mini-documentário sobre a história do mineiro de nascimento, músico e poeta brasiliense que dá nome ao título, vocalista da banda Feijão de Bandido, e seu encontro com Ney Matogrosso. Já assisti em primeira mão e posso dizer que é uma clara demonstração da riqueza cultural de Brasília.

+ Info: Feijão de Bandido é o nome pouco ortodoxo dado a uma banda nada ortodoxa. Suas apresentações são sempre espetáculos circo-músico-teatrais. Como declarado pelo próprio Marcelo: "Não somos uma banda, somos uma expressão artística".


"Marcelo Bousada, Quem?", de Denílson Félix - DF, 2008
23/11/08 - Teatro Nacional - 14:30
23/11/08 - Praça do Centro Cultural Itapuã (A.E 1, Setor Leste, Gama) - 20h

Mais informações sobre o festival no site da Secretaria de Cultura.

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SoSuechtig, Burajiru