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sábado, 20 de março de 2010

Resenha da peça: Terror – A Comédia [Ainda em cartaz]

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Crédito das fotos: Cristiano Porfírio

Você sabe o que é Terrir?

Bem, “terrir” é um gênero em que o terror faz rir, naturalmente, você deve achar que essas risadas resultam de uma produção trash. Saiba que não necessariamente, o roteiro pode ser escrito inteligentemente para preencher esse requisito. Prova número um, é o filme O Jovem Frankenstein (1974), dirigido por Mel Brooks, simplesmente um clássico! Se não assistiu, recomendo.

IMG_4162 O segundo exemplo, trata-se da montagem Terror – A Comédia, escrita e dirigida pela Cia de Comédia Setebelos, atestando claramente, que um roteiro ‘bem bolado’, diverte e proporciona ao público boas gargalhadas.

A peça gira em torno das maluquices do Dr. Filipildes (Lucas Moll), um cientista que atrai para seu castelo os monstros Esqueleto (Daniel Lima), Fantasma (Paulo Mansur) e o Conde Drácula (Saulo Pinheiro), prometendo resolver os inconvenientes de suas vivências monstruosas. A história se complica com a visita do caçador de vampiros, o impiedoso Van Helsing (Daniel Lima). Completando o hall de personagens e a incursão ao horror, ou melhor, ao terrir, temos a visita da Morte (Daniel Villas Boas) e a criação de Frankenstein (Leonidas Fontes). Será que eu falo mais sobre o texto? Acho que não, vou deixar você descobrir.

As ótimas e divertidas interpretações, os textos “redondinhos” e a produção dos cenários, são o produto de uma direção competente. A sonoplastia não entrou neste hall porque merece ser citada separadamente. O músico e sonoplasta Marcelo Dal Col (que assina a edição, montagem e execução da trilha), desenvolveu  um novo conceito, a sonoplastia com efeitos sonoros 3D Surround 5.1., inédito nas peças em Brasília, e também em outras companhias do Brasil.

O som surround proporciona ao público uma total imersão no espetáculo. Os efeitos sonoros que valorizam Terror – A Comédia, necessitam de atenção e um trabalho técnico cuidadoso, como a calibração e o posicionamento correto das seis caixas de som para cada apresentação, como observa Marcelo Dal Col, “é realmente um desafio montar o sistema adaptado para cada espaço”. A novidade também é ressaltada por Fernando Farias, produtor do grupo, "é muito interessante observar a reação do público às cenas com o efeito surround. Por ser um espetáculo de terror, as pessoas ficam o tempo todo acompanhando a movimentação do som, esperando um susto de algum ator que desça para a platéia”.

IMG_4258 Quer que eu fale mais? Ok, sem estragar surpresas, frases como: “Morcego, morcego” e “Foi o Frank”, podem virar bordões no seu grupo de amigos; o texto dos personagens do horror com referência a temas cotidianos, tais como: trabalho e relacionamentos, é preciso, assim como as menções aos escândalos políticos; e, a esquete com canções: Thriller (Michael Jackson), Everybody (Backstreet Boys), Morto Muito Louco (Furacão 2000) e Dança do Vampiro (Asa de Águia), tornam a experiência muito divertida.

Terror – A Comédia, é o fruto da maturação e dedicação de um grupo que busca a excelência na arte de fazer rir. Os Setebelos produzem espetáculos com inteligência, e indicados para toda a família. Altamente recomendado!

OBS: O Flamengo pela grandeza que tem, seja para mal ou para bem, sempre vai render piadas. =P

[LEMBRETE] Confira a galeria de fotos no final deste post.

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Atualmente, Terror – A Comédia está em cartaz no Teatro do Espaço Cultural SESI, em Taguatinga, de 20 a 28 de março, sempre aos sábados e domingos.

Serviço:
Terror, a comédia, da Companhia de Comédia Setebelos
Teatro do Espaço Cultural SESI, QNF 24 Área Especial,
Taguatinga Norte, dias 20 e 21/03 e 27 e 28/03.
Sábados às 21h e domingos às 20h
Ingressos a venda na FNAC do Park Shopping e pelo site www.ingressorapido.com.br
RS 15,00 (meia entrada).

Ficha Técnica:
-Elenco: Daniel Lima, Daniel Villas Boas, Leonidas Fontes, Lucas Moll, Paulo Mansur e Saulo Pinheiro
-Texto e direção: Cia. De Comedia Setebelos
-Sonoplastia: Marcelo Dal Col
IMG_4252 -Iluminação: Abaete Queiroz
-Figurino: Cintya Carla
-Cenografia: Guto Viscardi
-Fotos: Rodrigo Carletti

Personagens:
-Van Helsing: Daniel Lima
-Esqueleto: Daniel Lima
-Morte: Daniel Villas Boas
-Dr. Filipildes: Lucas Moll
-Frankenstein: Leonidas Fontes
-Fantasma: Paulo Mansur
-Conde Dracula: Saulo Pinheiro

<> GALERIA DE FOTOS <>

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Crédito das fotos: Cristiano Porfirio

segunda-feira, 8 de março de 2010

Resenha do show Guns N’ Roses em Brasília. Bom ou Ruim?

UPDATE: Resenha da nossa amiga Daniela Estevão.
TourGuns

Por problemas na demora da liberação do nosso credenciamento, não comparecemos ao show do Guns N’ Roses, o que nos impossibilitou de publicar nossas já conhecidas resenhas buscando os prós e contras de qualquer evento, sendo assim, para não deixar você caro leitor, na mão, divulgamos abaixo duas impressões, a 1ª primeira do UOL que desce a lenha sem compaixão, e a 2ª do Whiplash com opinião totalmente contrária.

Leia, tire suas conclusões e conte para a gente, qual é a versão correta dos fatos. Conto com vocês!

Resenha derruba barraco do UOL. clique aqui.

Resenha rumo ao positivismo do Whiplash, clique aqui.

Abaixo, curta a resenha da nossa querida amiga Daniela Estevão.

Logo na abertura dos portões já se tinha uma faixa nada agradável de ser lida para os fãs, “Proibida à entrada com máquinas fotográficas” o que foi revoltante para a maioria das pessoas que foram prestigiar a banda. Seguido de um esquema de revista rigoroso, mas bem falho também, exigiam que todos retirassem pilhas e baterias de máquina, cintos e pulseiras com spikes, mas sem nenhum depósito que pudessem ser guardados os pertences, fazendo com que as pessoas fossem obrigadas a se desfazer numa grande lixeira na entrada no evento.

Mesmo com a proibição, algumas câmeras ainda conseguiram burlar a segurança.

Depois de alguns minutos foi dado o início ao show com a banda brasiliense Khallice, que foi inesperada por todos, mas também muito bem aplaudida. Logo após Sebastian Bach e banda começaram o show, Sebastian se arriscou bastante nas frases em português, as quais agradeciam o público de Brasília, animando o pessoal para o show do Guns n’ Roses, que seria a próxima banda a subir no palco. O rockeiro embalou a multidão com sucessos do seu CD solo “Angel Down” e alguns sucessos do Skidrow, antiga banda o qual fazia parte e saiu em 1996.

Após Sebastian Bach, Guns atrasou por cerca de 1h:30m, fazendo com que muitos dos fãs que já estavam cansados cochilarem nas cadeiras e até pelo chão. Mas a expectativa de ver Axl ao vivo agitava o pessoal que faziam “olas” para distrair o cansaço e tentar diminuir a ansiedade da espera que a cada minuto, parecia mais longa.

Logo que se apagaram as luzes, todos tiveram grande surpresa quando a banda entrou e Axl começou com o show. Entre várias músicas do novo álbum “Chinese Democracy”, tocaram os clássicos sucessos como “Sweet Child O’ Mine”, “Knocking on heaven’s door” , “Patience”, “Welcome to the jungle”, entre vários... Axl fez seu show à parte com sua presença de palco, e em sua apresentação com o Guns, vários efeitos especiais que contavam com telões de última geração, Alx tocando piano em “November Rain”, serpetinas, fogos de artifício entre outras coisas, dignas de um grande show inesquecível. A voz de Axl não parecia tão diferente quanto às críticas apontaram em jornais.

Não se via a platéia muito empolgada com os novos integrantes da banda, que por vezes pareciam covers da antiga formação com Slash, Duff, Izzy e Steven.

Entre um sucesso e outro da banda, Guns ainda levou alguns clássicos como “A Pantera cor de rosa”, “Another Break in the wall” do Pink Floyd, muito bem aceitos pelas pessoas que cantavam e acompanhavam com palmas.

Após 2h:30m de show, Axl se despediu jogando seu microfone aos fãs e logo após voltando com toda banda agradecendo por diversas vezes.

É inevitável comparar a todo o momento a formação original com a atual, mas também é preciso dizer que o show foi muito bem planejado e que agradou bastante o desempenho dos músicos, que são muito bons e que desempenham bons papéis na hora de interpretar clássicos memoráveis da banda. No mais, na minha humilde opinião de fã, e que nunca viu um show do Guns n’ Roses a não ser pela TV, posso dizer que ao vivo, amei ter ido. Isso aí. Amei.

Daniela Estevão, 21 anos – estudante de Jornalismo trancada no 5° semestre. Twitter: @danielaestevao

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