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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Outras frequências - Cobertura

Com muita ansiedade fui para o show Outras Frequências - II Tributo EngHaw no sábado. Ansioso porque havia combinado com o Kleython Kell que eu iria subir no palco para fazer um quiz presenteando os vencedores com camisetas. Ansioso porque o I Tributo foi muito bom. E, querendo ou não, a entrevista feita com algum dos participantes gerou uma curiosidade sobre a concepção geral.

Casa cheia! Muito cheia! Récorde de público no SESC 504 norte. O ar-condicionado, creio eu, arregou. No camarim, fotos, descontração, Red Bull e ensaios de último minuto... Eduardo Amorim (violão) e Vavá Gomes (Acordeon, que é o nome chique de Sanfona) ensaiavam, pela primeira vez, Refrão de Bolero. Se ficou bom? Aguarde e confira.

O show começou com voz e violão. Kleython Kell, que foi produtor, cantor e aquilo tudo que eu já citei, Eduardo Amorim (violão, gaita e vocal) e Willian Gomes (Teclado) subiram ao palco e iniciaram o show. Depois da primeira música, ou segunda música, não me lembro bem, Thiago Barral (Baixolão) e Sandro Marra (Bateria) entraram pra fazer a competente "cozinha" do show. Júnior Jhons, Marcel Stanlei e Eduardo Amorim revezaram-se nos vocais. Vanessa Soares (violino), Daniela Macedo (voz), Thiago Lourenço (Violão) e o Vavá Gomes (Acordeon) completaram o scratch, sem deixar a emoção cair.

E, falando em emoção, não faltaram momentos emocionantes no show. Kleython Kell tentou explicar a aposentadoria e quase chora. Na hora da entrada de Daniela Macedo, para cantar, e Vanessa Soares, para tocar, a parte masculina da platéia foi ao delírio... hauehauehauehauh...  Kell dedicou música. Thiago Barral dedicou música. Os integrantes da banda presentearam Kell com um quadro pintado com uma figura dele tocando e ele, de novo, quase chora. Se fosse eu, tinha chorado muito. Mas eu não sou muita referência, já que eu chora até em inauguração de supermercado.

A produção do show foi muito boa. Tecnicamente, creio que teremos um bom DVD. Apenas na última música, uma chiadeira da desgraçada apareceu... e, infelizmente, na única música com guitarra, baixo e bateria... coisas da vida.

SET LIST

O show foi, primordialmente, acústico. Para mim, o set list do primeiro foi melhor. Foram mais clássicos nas versões plugadas. Entretanto, nesse show, notou-se uma grande preocupação com o acerto das músicas, sonoridade dos acordes e tal. Talvez minha opinião seja influenciada pelo fato de eu preferir as músicas plugadas. Mas isso é uma outra discussão.

Set Acústico - Bateria, baixolão, vários violões na mão de Kell, teclado e participações.

Força do Silêncio - Lado D dos Engenheiros. Eu não conhecia a música. Muito prazer.
Na Veia - Canção do álbum Dançando no campo minado. Gaita marcante.
Eu não consigo odiar ninguém - Para mim, a melhor música do álbum Novos Horizontes. Versão fiel à original.
3x4 - Uma das melhores canções dos Engenheiros. A melhor do set do show. A que mais me surpreendeu. Música que dá um aperto no coração.
Pose - Participação da Daniela Macedo fazendo a voz que no Acústico foi feita pela Clara, filha do Humberto. Eu não goste da versão do acústico, pois corta os melhores versos da canção original:

"tô fora voodoo, ranço, baixo astral
não vou perder meu tempo brincando de ser mau
não vou viver pra sempre nem morrer a toda hora
como rasgos pré-fabricados num novo-velho blue-jeans


morte anunciada, direitos autorais
pela tv a cabo uma baleia acaba de nascer
nascer pode ser uma passagem violenta
o futuro se impõe, o passado não se aguenta

meninos de engenho, santa ingenuidade
santíssima trindade: sexo, drogas & rock'n'roll

é pura pose
...pois é...
pós-qualquer coisa
...o pior não é isso...
é pura pose
...é dose...
posteridade
...e o pior não é isso..."

Seguir Viagem - Primeira participação de Vanessa "piercing no lábio" Soares. Letra sensacional. Música boa. Versão boa.
Nuvem - violino ainda no palco. Lado B dos Engenheiros. Música do álbum Minuano, que o Cristiano odeia, mas pra mim, é um dos melhores... haueheauheuaheuhe

Até esse momento do show, todas as músicas foram cantadas pelo Eduardo Amorim.

Terra de Gigantes + Números - Momento intimista do show. Kell convida ao palco, para violar tocão tocar violão e cantar, Marcel Stanlei, irmão de Júnior Jhons, e, conforme demonstrado no dia, uma espécie de faz-tudo e semi-irmão de Kell. Música igualzinha ao acústico, com a inserção do refrão de Números no meio de Terra de Gigantes.

Daqui pra frente, Júnior Jonhs nos vocais.
Até o fim - Clássica música para mim. Só tem duas músicas que eu prefiro a versão acústica: Até o fim e Era um garoto...
Piano Bar - Uma das músicas que eu mais gosto do Engenheiros. Já cantei ela no ouvido de algumas mulheres. Só não é mais eficiente que Enrosca e Caça e Caçador, ambas do Sr. Fábio "Style" Júnior.
O preço - Kell convida Thiago Lourenço para tocar. Uma "promessa" que fez após o I Tributo. É muita emoção, diria Glória Maria. Música especial pra mim. Foi a primeira música que ouvi do HG3. Kell já tinha me falado que ia tocar. Muito bom.
Rerão de Bolero - Solos de acordeon e guitarras. Pareceu ser uma das músicas mais ensaiadas do show. Porém, presenciei o primeiro e único ensaio, 20 minutos antes do show, entre Vavá Soares e Eduardo Amorim. A melhor performance. Sensacional.
Vida Real - Vanessa Soares retorna ao palco para ficar até o final. Júnior Johns faz um discurso sobre a evolução muscial dos Engenheiros, desde os anos 80 para a atualidade. Concordo com ele. Depois compara com o rock atrasado de protesto da Plebe Rude. Discordo dele, mas entendo, já que ele é um grande fã de Capital Inicial (Piada Interna).
Dom quixote - A única música que se repetiu do primeiro show. A melhor do álbum Dançando no campo minado.
Outras Frequências - A música que dá nome ao show. Não podia faltar.
Faz Parte - Outra música lado B. "Devolva-me o que você levou ou leve-me contigo : perca-se comigo" sensacional! Outra do Minuano.

No intervalo entre Faz Parte e o bis, subi ao palco para fazer um rápido quiz presenteando os acertadores com duas camisetas especiais do show. Por coincidência, os dois acertadores são primos do Kell. Não tenho nada a ver com isso...

Bis

Muros e Grades - Boa escolha da música para o bis. Pena que deu um não-sei-o-que lá num-não-sei-aonde e fez uma barulhada lá. Mas mostrou a força dos Engenheiros com guitarras. Pensei que poderia ter sido feita com todos os músicos no palco... tipo um We are the world... uma grande celebração... não precisava ser tocando... podia ser fazendo coro...  

Uma palhinha do show. Dom Quixote filmed by pai da Dani.

Bem... foi assim o último show de Kleython Kell. Bem... não sei se foi bem assim. Essa é a minha versão. Eu gostei. Por ser acústico, talvez o show não tenha sido empolgante em todo os momentos, mas foi visível a dedicação dos músicos para com o projeto, a preocupação de Kell com a qualidade do evento e eu vou comprar o DVD quando o Kell anunciá-lo no Mercado Livre.

Daniel Farinha

PS1: Quando comecei a escrever o post, não havia ainda tido essa "polêmica" pelo texto do Cristiano. Discordo de várias opiniões dele, mas defendo até o fim o direito dele escrever. Não vou me alongar porque minha opinião está aí em cima. E tenho dito.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

De Volta Para o FutuBlog!

Olá caros leitores!
Depois de um longo e tenebroso inverno estou de volta!
Para me deliciar neste espaço de cultura!



Pois já estava na hora, já que até o Well (Wellington Lango, ou Tio Ton) finalmente se-auto-desvirginou-se-a-si-próprio, e postou seus comentários aqui no NRDR, então imagina o impacto disto no mundo blogueiro, ele que só escrevia aqui se despiu da sua timidez e deixou algumas mal traçadas linhas digitadas para nós, leitores fiéis do NRDR, para você ver o que o EngHaw não faz com uma pessoa, vida longa a mais um colaborador do NRDR.

Como comecei falando de Inverno, apesar de só ter começado oficialmente a poucos dias meu retorno é para falar (ou digitar se preferir), sobre uma banda do sul, para ser mais exato, uma banda Gaúcha.

Uma Banda que já tinha sido falada neste espaço por outros colaboradores, mas eu venho falar do seu último DVD lançado ano passado e eu ganhei de presente da minha digníssima SENHORA de Dia dos Namorados (nossa que lindo, bem er,...)... junto com o CD...

Voltando ao que interessa, estou falando da fantástica Banda:

Nenhum de Nós e seu DVD NENHUM DE NÓS A CÉU ABERTO!
Cara, um DVD do NDN já vale a pena conferir, e com o cenário do Lago Rio Guaíba (desculpem os gaúchos, mas o Guaíba não é um rio de acordo com algum louco ai...), propositalmente penso eu, a apresentação começou num horário que estava claro e terminou de noite, eu gosto disto pakas, o cara da luz tem que ser muito bom para saber aproveitar o momento de luta entre os raios de sol e a bruma da noite, e quem tava no comando da bagaça sabe muito, pois utilizou o que os dois ambientes tem de melhor e escondeu as limitações de cada um, começou muito bem mesmo...

Parabéns para o Engenheiro de Luz!

O NDN é uma banda não muito badalada pela mídia, mas é da hora mesmo, infelizmente levei muito tempo para descobrir isto, pois como eles começaram em 1987 se não me engano levei um tempo para descobrí-los, que pena, no tempo em que morei em Sampa não fui a nenhum show do nenhum (sacou? Ok, Infame total!!!!!!).

Comecei a ouvir mais desta banda já morando em Brasília, antes conhecia só os hits de rádio que qualquer um com um pouco de massa cefálica conhece, minha primeira apresentação da banda que pude ir foi na bendita Expotchê de 2004!

Cara que loucura, a banda tem a platéia na mão, sabe alternar a energia com boas músicas lá em cima, agitadas, ou lá em baixo com músicas mais calmas no repertório, paixão a primeira vista, até então só tinha uma coletânea vendida nas lojas, é muito pouco para uma banda com tanta história. E desde então fui 4 anos consecutivos para ver o NDN na Expotchê conferir a continuação desta história!

História esta que tentou ser contata neste DVD (NDN A CEÚ ABERTO), e que foi muito bem produzido, a direção, produção, repertório, arranjos (tocar em lugar aberto é foda! Coitado do Engenheiro de Som! Outro ponto possitivo), figurino, e tudo mais foi pensado e repensado para dar um tom de intimidade, como se a pessoa que estivesse assitindo pela TV pudesse ter a impressão de que viu ao vivo!

Por ser uma banda que gosta de ter o público na mão e de estar no palco, o repertório tem que ser bem pensado e bem executado, com um cuidado primoroso com os arranjos, tanto pela mudança nos acordes em algumas músicas e pelo ambiente aberto, além da crítica dos fãs se não executar com maestria no que já era ótimo.

Tenho certeza que isto foi uma constante na elaboração deste espetáculo.


Faixa a Faixa e comentários entre parênteses:


01 - Dança do Tempo; (Música de trabalho do Penúltimo disco da banda, não tem como não gostar.)

02 - Camila, Camila; (não tem o que falar, hit conhecido e que não pode faltar)

03 - Sobre o Tempo; (Me apaixonei por esta música de primeira, na minha opinião não pode faltar em nenhuma apresentação do NDN)

04 - Santa Felicidade; (música de trabalho, com um arranjo que é uma delícia de ouvir)

05 - Amanhã ou Depois; (ao ouvir esta música eu prestei mais atenção no grupo do RS)

06 - Obsessão; (Sigo a sombra de seus passos/Sem pensar/Fecho meus olhos e deixo/Você me guiar; é um refrão que arrepia total, mas é uma boa obsessão, sem doença, ficou ótima no DVD)

07 - Julho de 83; (cara esta música me inspira particularmente, gosto mesmo, me lembra a minha esposa que amo tanto)

08 - Desejo; (Talvez a letra mais profunda do NDN que eu conheço, deguste cada acorde como a uma delícia que ela é)

09 - Diga a Ela; (Gosto d+ desta música e com o público cantando é algo de arrepiar)


10 - Paraíso; (Não conhecia, gostei do arranjo e estou ainda apreciando a letra com calma)

11 - Eu Não Entendo; (Até hoje não sei se fala de um amor ou de drogas, mas como a interpretação é livre vou de amor, vale a pena ouvir, refrão cola e não sai, Eu não entendo a sua volta/Não entendo a sua indecisão/Num dia eu sou seu grande amor/No outro dia não... opa, desculpe, não disse que cola?)

12 - Das Coisas Que Eu Não Entendo; (Música de rádio, início chamativo e uma bela mensagem nas entrelinhas, e daquelas música que depois de anos você sempre descobre algo novo nela, será que está seqüência, faixas 11 e 12, tem alguma mensagem subliminar?????)

13 - Extraño (sic); (Clássico que não pode faltar nunca, por favor!)

14 - Igual a Ti; (Letra em espanhol, my español is fueda, que teve a participação de Ivonne, só uma palavra, perfeita, preciso conhecer o trabalho desta cantora, confira que vale a pena)

15 - Da Janela; (Não conhecia, mas é ótima e vai estar no seu MP3 player rapidamente)

16 - Você Vai Lembrar de Mim; (Esta música é chocante, é ouvir e se apaixonar, não parar de cantar nunca, o arranjo antigo era melhor, mas continua sendo envolvente e serve para trazer a platéia para cima e para baixo numa montanha russa de sentimento e emoção)

17 - Vou Deixar Que Você Se Vá; - (Gosto pakas desta, é a cara da banda, mistura de momentos para baixo e para cima, que não te deixa parado no show)

18 - Paz e Amor; - (A música mais legal deles para se cantar, facinha e com uma histórinha envolvente)

19 - Astronauta de Mármore; (Não gosto tanto assim, acho que tocou muito, mas é um hit que não pode faltar se não a galera fica chateada)


Outra coisa que é legal, CD e DVD tem as mesmas faixas, eu gosto muito disto!

Não perca tempo, adquira já o seu e se delicie sem intermediários!
NaRotadoRock indica, recomenda e tudo mais!!!!!!!!
Salve Todos!

PS Quero deixar aqui o meu manifesto, o NDN não toca Sangue Latino, de jeito nenhum o nenhum (Sacou? Sacou? OK! não colou de novo, mas já estamos no fim do post!), toca esta música e eu quero saber por que??????? Já que eles tem uma versão MONSTRA de tão boa desta música!!!!!!! Alguém consegue me explicar, ou conseguir a resposta com a banda???????

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Primo Basílio (PROJETA BRASIL)

Olá amigos e leitores fiéis deste espaço cultural.

No último PROJETA BRASIL que o CineMark promoveu pela sétima vez no dia 05/11/2007, estive presente com minha digníssima esposa, para assistir pelo menos dois filmes, já que de noite eu tinha que trabalhar, fazer o que? "Quem disse que a vida é fácil?" já disse o Capitão Nascimento!

Então olhamos as sessões e vimos quais filmes ainda não tínhamos visto e aproveitaríamos para ver, um dos escolhidos foi Primo Basílio escrita pelo escritor português Eça de Queiroz no fim do século XIX. Um clássico da literatura que foi para a tela grande.




Bem, quem seria de alta envergadura moral para dissecar a película seria minha digníssima esposa, mas ela está num estado interessante (grávida), e a qualquer momento o rebento estará fora da embalagem, sendo assim desta maneira não está com condições de contribuir com o N.R.D.R. no momento, fica para uma outra oportunidade.

Claro que aproveitei e enchi a cabeça dela de perguntas para poder me ajudar agora que estou digitando este texto.

Uma coisa que precisamos definir é: um filme baseado num livro é diferente de um filme adaptado de um livro.

A Vânia Alves (minha querida esposa), me disse quando é baseado, não necessariamente vai ser fiel ao livro, pega a história como trilha e cria um monte de coisa de acordo com a imaginação do(s) roteirista(s), como por exemplo a época que se desenrola a história, que neste filme já são diferentes.

Na adaptação o filme tenta ser (na medida do possível) o mais idêntico possível com a obra, tarefa difícil, pois o livro quase sempre tem mais detalhes, que o filme por motivos de tempo e grana não pode se dar ao luxo de ter.


Sabendo disto, vamos ver como foi a obra BASEADA no romance de Eça de Queiroz, como eu já disse aqui eu não era um grande leitor na minha época de estudante secundarista, ou mesmo antes, não tinha lido a obra do autor português, mas mesmo assim estava com vontade de ver o filme, pois CINEMA NACIONAL merece nosso apoio.

Mesmo para quem não leu o livro não há problema, a história se sustenta por si só, o que já é um ponto positivo, além de ser uma produção nacional e merece a nossa bilheteria.


Como já conhecia a história não tive tantas surpresas, mas qual é a surpresa de uma prima (sem ser o termo pejorativo de "prima") que encontra um primo, que na juventude tiveram um romance e ele viajou para fora do país, deixando a moçoila a ver navios.

Se encontram, ela já casada e ele um solteirão galantiador que faz com que ela acenda sentimentos que já estavam apagados, pelo menos é o que ela pensava.


Outro ponto positivo para o filme é o elenco, Daniel Filho, que além de diretor foi colaborador da adaptação, soube escolher com muito cuidado e talento os atores.


Luísa, a prima (Débora Falabela; Lisbela e o Prisioneiro): Mostra que é realmente uma boa atriz, versátil, que pode sair de um extremo ao outro sem levar vícios de uma personagem para outra. Manda bem em TV e em Cinema, não tive a oportunidade de vê-la no teatro, mas foi uma boa escolha, faz bem o papel da jovem sonhadora e romântica que acaba sucumbindo aos avanços do primo, paixão antiga.



Basílio, o primo (Fábio Assunção; Beline e a Esfinge / Sexo, Amor e Traição): Eu particularmente gosto deste ator, não teve ainda uma grande virada na carreira, papéis muitos parecidos, mas todos feitos com grande talento, talvez precise sair para um papel que não necessite de um rosto bonito, e sim, do talento, e eu acredito que ele dê conta do recado, em Sexo, Amor e Traição no papel de Tomás está impagável e muito engraçado. Neste cumpriu o que tinha que fazer, ser o galante e conquistador. O que cá para nós, para o Fabão é fácil. Por isto foi escolhido para fazer o primo, uma atuação limpa e competente.



Jorge, o marido (Reynaldo Gianecchini; Avassaladoras): O que foi dito para o Fábio Assunção vale para o Gianecchini, acho que tem talento, precisa se desvencilhiar do esteriótipo de bonitão conquistador e mostrar que tem competência para voar mais alto. Começou como protagonista numa novela, teve várias críticas e sobreviveu, tentou em outra novela mudar o foco, ser um grosseirão, um mecânico simples e humilde, mas continuou sendo o garanhão da rua. Acredito que pode fazer mais. Foi bem escolhido, para mostrar que as mulheres também fazem traição sem um motivo aparente, agora imagina a vida de uma mulher que tem Gianecchini como marido e Fábio Assunção como amante? Que vida dura! Muito dura por sinal.


Juliana, a empregada (Glória Píres; Se eu Fosse Você / A Partilha): Falaram tanto da atuação dela que eu esperava mais, agora com a cabeça mais fria posso dizer, muito bem feita, uma escolha arriscada, pois é um papel fundamental para a trama e precisava de energia e química entre a equipe, no final todos sairam ganhando. Gosto da Glória como atriz, sabe e respeita seu limite, tanto que nem tenta fazer teatro, que ela mesmo já disse não ter cacife para tal. Mas tem boas participações nos seus trabalhos, mesmo nos papéis bobinhos de novela ela manda bem. Soube corresponder a confiança depositada nela pelo diretor.


Sebastião, o amigo (Guilherme Fontes; Um Trem Para as Estrelas): Esqueçamos o problema com a verba do filme Chatô - O Rei do Brasil, uma coisa não tem nada a ver com a outra. No filme faz bem seu papel como coadjuvante. Um papel que não exige muito, mas poderia estragar a obra. Não sei se o embrólio com o filme pode lhe causar problemas futuros, mas como ator só consigo lembrar na novela "A Viagem" como boa referência, no resto tudo é muito água com açúcar, vamos ver daqui para frente. O diretor apostou e não perdeu o que já é muito bom.



Leonor, a amiga (Simone Spolatore; Lavoura Arcaica / O Ano Em Que Meus Pais Sairam de Férias): Se vocês tiverem a oportunidade de assistir estes três trabalhos feitos por esta ótima atriz, vão sentir o que eu quero dizer, ela é muito boa atriz, ela se transforma de uma maneira impressionante, um verdadeiro camaleão, e nesta obra soube passar o que o diretor queria, muito importante para a trama e com talento de sobra mostrou que foi bem escolhida, brilhou mais sem ofuscar os papéis principais.



Joana, a outra empregada (Zezeh Barbosa; Bendito Fruto / Cronicamente Inviável): Para quem está acostumado a ver esta atriz em comédias como o Zorra Total, ou em algumas novelas como O Profeta (a última versão), espere para vê-la atuando em drama. Fantástico, e que surpresa, não tinha visto ainda um trabalho dela no drama, uma grata surpresa e um questionamento. Por que ela não é aproveitada nestes trabalhos com mais freqüência? Daniel Filho sabendo deste talento aproveitou, mais um ponto para o filme.



Vitória, a tia da empregada (Laura Cardoso; Muito Gelo e Dois Dedos D'Água): O que falar desta estupenda atriz? Formidável como sempre, e mesmo fazendo uma pontinha, mostra todo seu talento, e que contribuição. Obrigado Laura e obrigado Daniel Filho!




Castro, o banqueiro (Gracindo Filho; Bufo e Spallanzani): Gerou a melhor piada do filme, quem casou com o Gianecchini e tem como amante o Fábio Assunção, ter que acabar com Gracindo Filho é fim de carreira. Como este ator consegue fazer papel de vilão ou de mau carater de maneira convincente. Mais uma boa do diretor.



Policial (Anselmo Vasconcelos; Quem Matou Pixote? / Bar Esperança): Mais um que faz ponta com uma competência fantástica, muitos o conhecem do Zorra Total ou dos trabalhos com Ronald Golias, mas ele não tem só sua veia cômica, mostra que é versátil e é pau para toda obra. Muito bom!



Sendo assim desta maneira, o N.R.D.R. carimba e recomenda, assista e se delicie!


Salve Todos!

domingo, 14 de outubro de 2007

O Homem que Desafiou o Diabo (Literatura de Cordel e Trova na TELONA)


Olá para todos!

Ontem (13/10/2007) assisti "O Homem que Desafio o Diabo", eu sou fã de carteirinha do CINEMA NACIONAL, por todas as dificuldades que estão na frente de quem se atreve a enfrentar os desafios de produzir cinema no Brasil Varonil.

Não só os desafios de dinheiro e patrocínio, como os de divulgação, apoio; e ainda tem que superar o conceito (ou um preconceito), de quem acha que o CINEMA NACIONAL ainda está só na pornochanchada (sic) da década de 80.

Não viu que muito antes da década de 80 o nosso cinema já produzia coisas boas, sem as mínimas condições, mas conseguiu fazer filmes como "O Pagador de Promessas", "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "O Cangaceiro", "Macunaíma", "Lampião o Rei do Cangaço", "Dona Flor e Seus Dois Maridos", "O Homem da Capa Preta" só para citar alguns.

Há muito nosso cinema tem produzido obras muito boas e marcantes, mais uma vez fui ao cinema entusiasmado, mas com a preocupação, pois o filme podia ser comparado com o grande "O Auto da Compadecida", do fabuloso Guell Arraes que desta vez estava na produção técnica porque a direção ficou com Moacyr Góes, que não tinha um grande repertório de obras, pois filmes da Xuxa e Padre Marcelo Rossi é casca grossa de engolir e é o famoso apague isto da minha carreira ou do meu currículo, apagar coisas que de currículo é uma história que acontece em vários pontos da vida profissional, um exemplo aqui.

Só que o diretor soube se safar bem da comparação com o filme de Guell Arraes e se saiu com um ótimo filme, engraçado, com ritmo, história e a bendita "QUÍMICA" entre elenco e equipe técnica, o figurino sem criar esteriótipos para os sertanejos, com roupas maltrapilhas e sujas, mas nada de espalhafatoso e exaregado, o Gibão (roupa típica dos sertanejos para andar na caatinga nordestina), usado pela personagem principal é bem típico da região e de muito bom gosto na escolha. A direção técnica foi boa e competente, se preocupando com detalhes que para olhos não nordestinos podem não significar nada, mas para quem é da terra do Sol iria ser erro grotesco, não sou nordestino, mas tenho pais que são, então minha formação cultural desde a infância tem influências nordestinas e conheço um pouco deste universo maravilhoso. Um filme que tem roteiro baseado (NÃO! Não é cigarro de maconha!) num livro de cordel que conta "As Pelejas de Ojuara Contra o Diabo", Ojuara é o nome da personagem principal.

Os diálogos coerentes e sem o sotaque produzido pela equipe da Globo, as piadas com referências fantásticas, como a do Mução ligando para o Turco, dono do armazém é fantástica, além do texto que consegue mesclar Trovas e Literatura de Cordel no meio dos diálogos.

Fora as lendas que são lembradas durante o filme como a personagem que arranca um prego sem usar as mãos ou a Mãe de Partanha que tem um órgão sexual um pouco inusitado.

Fala sobre lendas de Pretos Velhos que ainda habitam antigas fazendas de escravos no sertão, ou como o povo tem uma visão do Diabo e suas características, mostra um povo nordestino sofrido, alegre, feliz, trabalhador, religioso e principalmente engraçado, não de maneira pejorativa como muitos pensam e gostam de pintar, engraçado, porque consegue ver beleza nas coisas simples e viver de maneira sofrida, mas feliz, de maneira como a vida proporciona, nem mais nem menos.

Assista e não espere ver outra aventura parecida com a de Xicó e João Grilo, mas um filme bom e engraçado que não nos deixa perceber que o tempo está passando.

É filme para se ter em casa para se ver os extras, se divertir no vai e volta de cenas e tudo mais que o DVD tiver oferecendo para quem comprar.

Sendo assim desta maneira assista, e se possível no cinema para gerar bilheteria para a produção e felicidade aos atores e produção técnica.

Então a equipe narotadorock.com recomenda e aprova (Estou sem o carimbo hoje, mas carimbarei em breve), mas mesmo sem o carimbo que assegura a qualidade na posição destes blogueiros, em particular deste que vos escreve no momento.

Salve Todos e Viva o CINEMA NACIONAL!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Cidade (finalmente) dos Homens – O Filme



Depois de assistir Cidade dos Homens – O Filme, me dei conta que realmente o trabalho produzido pela O2 Filmes e grande parceiros na co-produção fizeram um fim digno do trabalho da série Cidade dos Homens.

Um risco calculado, mas muito bem executado pelo Diretor Paulo Morelli, que tinha o desafio de manter a chama de intensidade do roteiro que já tinha conquistado o público na telinha como série de TV.

Um fim (não sei se realmente será um fim, mas por enquanto é isto) brilhante já que os atores que fazem as personagens principais Darlan Cunha (Lanranjinha) e Douglas Cunha (Acerola) já tem uma química que vem de longe, para conferir os dois com menos de 10 anos trabalhando juntos assista “Palace II”, um curta que foi exibido pela Globo dentro da programação do Fantástico (ok, exemplo ruim, mas o filme é legal). Este curta faz uma “paródia” com o desabamento do Edifício Palace II no rio, que foi feito com areia da praia, para quem não sabe areia da praia não serve para construção civil.

Os dois na época pirralhos, chumbam um portão de uma moradora da favela com areia da praia recebe uma grana, com a economia da grana da areia, sai com mais que o dobro do que ganhariam se fizessem com areia de construção. Mas a dona da casa é tia de um bandido da favela que encontra com os pimpolhos e tenta aplicar uma lição, que é um dos códigos de honra da favela. O filme é um curta se eu contar mais acabou. Assista vale muito a pena.

Voltando para o filme pelo qual resolvi escrever este post, não é simplesmente um episódio grandão da série em tela grande, é um roteiro que respeita a história da série, usando inclusive cenas da série durante o filme. Mas tem autonomia suficiente para quem não assistiu nada da série (se for seu caso, arrume isto e vá assistir logo.) poder acompanhar sem ficar atrapalhando quem está do lado com perguntas idiotas para quem acompanhou a série, ou seja, ter assistido a série é legal, mas não é indispensável, o que é ótimo.

Não sei se esta foi a intenção da equipe, mas pareceu um adeus da dupla Acerola e Laranjinha (porque que os moleques na série tem apelidos de fruta??????? Por favor sem pensamentos obscenos..., mas quem souber por favor comente sua opinião aqui no blog), ou então uma virada total no rumo das personagens, que realmente não podiam mais viver de molecagens e brincadeiras infanto-juvenis, apesar que ser um adolescente numa favela de uma grande cidade brasileira não é bem uma situação infanto-juvenil.


Com certeza narotadorock.com (bem pelo menos este blogueiro humildemente diz que sim, né?) aprova e indica, só não vá esperando tantas piadas quanto a série, como o título do post já deixa bem claro a cidade finalmente é dos homens, e não tem tanto espaço para piadas de garotos travessos numa grande aventura, não que sejam ruins estas piadas, mas com o amadurecimento das personagens e consequentemente dos atores o roteiro tinha que ser mais maduro.

Para quem gosta do gênero é o que há, não tão bom quanto Cidade de Deus que é brilhante, apesar de este trabalho ter a contribuição de Fernando Meirelles e Guell Arraes que são mil grau bom todo, mas é melhor do que um episódio longo para o cinema vender.

Sendo assim desta maneira não marque toca, não coma mosca, não vacile, não cochile, não bobeie, vá e assista, pois a trama é boa, a montagem é ótima, as atuações são respeitáveis e você sai da sala de tela grande com gosto de quero mais.

O que se pode esperar mais de um filme?

Salve Todos!
Tiba 4P

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Em Time Que Está Ganhando (Não) Se Mexe! (Será?)

Olá leitores fiéis que cabem nos dedos de uma mão!
Obrigado pela fidelidade na leitura desde simples e humilde blogueiro que vos digita com felicidade!

Bem, tem uma máxima de futebol que diz: “Em time que está ganhando não se mexe!”, alguns discordam, porque pensam que deve-se mexer quando estiver ganhando, pois não adianta esperar perder para começar a tentar arrumar a cozinha.

Só que este blog não é para falarmos sobre futebol, tem outro blog para isto:
http://flarock.blogspot.com/ , neste momento eu quero apenas utilizar desta máxima do esporte bretão para entender por que cargas d’água tiveram a idéia de se fazer um filme da série “A Grande Família”!

Antes de começar já quero deixar claro que sou um entusiasta do CineBR, gosto de cinema nacional, de ir ver no cinema para aumentar a bilheteria, gosto de vários trabalhos antigos e atuais, mas posso me dar ao direito de não gostar deste ou daquele trabalho. Aproveitando a oportunidade indico http://www.portacurtas.com.br/index.asp que é um site que possui curtas nacionais, inclusive o grande "Ilha das Flores" do Jorge Furtado, entre outros trabalhos bons, visite e se delicie.

Temos bons títulos, assim como o cinema mundial tem também, mas temos uns tiros no pé, na mão, no joelho e onde doer, de tão ruim que são, assim como os quilos de filmes espalhados pelo mundo, ou seja, não estamos entre os melhores, mas também não somos os piores.

Sendo assim desta maneira vamos ao que interessa...

A série "A Grande Família" é um sucesso, de público (de acordo com o IBOPE, sei que uma entidade dirigida por Augusto "Não gosto de Mulher em Futebol" Montenegro não é um bom exemplo, mas fazer o que, desconsidere por favor) e sucesso de crítica também, não que a crítica seja digna de ser citada, exemplo ruim não conta. Mas, até de venda é bacana o desempenho da série, a caixa de DVD não para na loja, os personagens são um sucesso entre várias faixas etárias.

Agostinho (Pedro Cardoso), Lineu (Marco Nanini), Bebel (Guta Stresser), Nenê (Marieta Severo) e Tuco (Lúcio Mauro Filho), que na verdade são “A Grande Família” propriamente dito. Sem contar o elenco de apoio com participações constantes e fundamentais para o desenvolver das tramas e lógico das piadas, Marilda (Andrea Beltrão), Beiçola (Marcos Oliveira) e Mendonça (Tonico Pereira), fora os que aparecem algumas vezes para nos dar uma dose a mais de “Química” entre elenco, texto e direção como Gina (Natália Lage), Paulão (Evandro Mesquita) entre outros.

Isto ainda sem contar que desde a primeira temporada houve uma perda no elenco, uma baixa para o palco do “Céu”.

O grande Rogério Cardoso (que agora alegra os anjos no céu), que fazia o pai da Nenê e era fantástica as suas cenas com o personagem do Pedro Cardoso.

Esta baixa não foi suficiente para diminuir o sucesso da série ou seu impacto no mercado de ações (tudo bem, piada horrível, mas já que estamos falando de filmes de comédia ruim valeu a tentativa, não? OK vou parar de tentar, pormeto!). Ou seja, tudo dando certo, no caminho como manda o figurino.

Só que aí! Era uma vez... Surgiu a idéia de transferir tudo que está jogando redondinho (sem apologia a cerveja, pois eu não bebo), para a telona, vamos fazer sucesso na sétima arte, e... claro ganhar mais dinheiro, não que seja totalmente “errado” vender ou coisa do tipo, mas tinha que ter sido melhor pensado.

O filme começa parecendo uma tragédia, me preparei para rir e quase chorei no começo, pensei que eu estava sendo muito chato, mas percebi com os outros 6 distintos colegas (Célia “Leia” Motoguel, Cristiano Castor Troy, Josiele “churrasco” Gaúcho, Vânia Mariposa “Denise Pereira”, Daniel Farinha e Eliceli “Boca Maldita”), que estavam assistindo o filme comigo, condordavam e não era só eu que tinha a impressão de que colocamos a mídia errada, e na troca colocamos um filme do mundo bizarro onde a série "A Frande Família" é uma drama, de onde eu tirei esta idéia? Sei lá tem tanta coisa acontecendo hoje em dia.

Mas não era, o filme realmente perdeu a miserenta (sic) da “Química”, lógico Agostinho (Pedro Cardoso) continuava impagável, mas era pouco, muito pouco para segurar a onda de um filme inteiro. Os outros personagens ficaram sem alguma coisa que determinava sua participação competente na série feita para a TV.

Olha que tinha tudo para dar certo, um novo personagem feito por um ator bacana (Paulo Betti), uma boa história, na qual Nenê (Marieta Severo) tinha uma pequena rusga com Lineu (Marco Nanini), e tinha muitas possibilidades de desenvolvimento de piadas, mas quase virou uma tragédia grega (ok, foi um pouco de exagero), mas péra lá, eles também exageraram na dose, Pedro Cardoso não consegue sozinho manter a qualidade, se os outros personagens estão perdidos na explicação da história e desenrolar da trama.
Tem boas piadas, mas mesmo assim não tem o ponto certo de entrada, você ri antes ou depois, ou até muito depois. Se esforçam, mas não dá para fazer melhor quando não estão (direção, elenco e roteiro) no mesmo ritmo.

Não era culpa da direção, Guell Arraes, como já disse o grande Ariano Suassuna: “É um cara PORRETA...”, tantos trabalhos incríveis, mas todo mundo tem algo para apagar da carreira ou do currículo, talvez, mas só se for um GRAAAAAANNNNNNDDDDEEEEEEEE talvez, talvez MESMO, quem não acompanha a série na TV goste, mas cuidado trecho com altos e baixos durante a aventura cinematográfica.

Então fica a pergunta “Em Time Que Está Ganhando Se Mexe?”

Tem exemplos que dizem SIM, outros dizem NÃO, alguns outros dizem TALVEZ.

Já vi tanta coisa nesta vida que nem sei, mas neste caso tenho certeza NNNNÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!

Agora é só levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima!!!! Pois todos são super competentes para poder apagar isto da memória e ser apenas um tropeço.

Salve todos!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

O grande Desafio: Saramago x Meirelles (Este eu não perco)


No canto direito, com um Nobel de Literatura, 1,682 m de altura e 51,874 kg, ele o grande escritor, e contestador... José “El Mago” Saramago (sacou? Ok a piada foi horrível)...


No canto esquerdo com nocautes em mais de 14 milhões de espectadores nos cinemas do mundo todo, ele que já encantou muitos amantes da sétima arte com trabalhos iguais a “Cidade de Deus” e “O Jardineiro Fiel”, com 1,728 m e 62,516 kg ele o diretor que não só dirige, mas também conduz seus trabalhos, Fernando “Quase Oscar” Meirelles...

Bem, vamos entender algumas coisas antes de tentarmos dissecar (acho que é assim que escreve, não entendo nada de arter bizantina do séuclo XV), os produtos de um desafio deste, que vai ser um filme baseado num livro mil grau total, "Ensaio Sobre a lucidez".


Eu nunca fui um grande leitor no ensino fundamental (EF) ou no ensino médio (EM), antigo primeiro grau e segundo grau, nossa quanto tempo, ou para quem é mais antigo ginasial e colegial.


Quantos sonhos e manchas nos lençóis
aquelas saias com pregas já causaram?...


Bem quero dizer, hã, hã, esqueça esta parte, não lia muito nesta época, ou não lia quase nada, era uma ameba, como a nossa professora Elaine de matemática fazia questão de nos lembrar frequentemente, fui ler meu primeiro livro na quinta série, “Meu Pé de Laranja Lima” (José Mauro de Vasconcelos), faz tanto tempo que nem lembro da história, depois li algumas outras coisinhas, “O Último dos Moicanos”, “Dom Quixote”, “Uma Rua Como Aquela”, “Escrava Isaura”, “Os Três Mosqueteiros”, mas isto em 4 anos de EF e mais 3 de EM.

Não é nada comparado com um monte de gente que conheço, passava da preguiça a falta de vergonha na cara, mas lia pouco, na Faculdade me cobrei isto e hoje leio razoavelmente. Não como algumas pessoas que conheço que devoram livros em dois dias, mais leio e o melhor, gosto de ler nos dias atuais.

Começava sempre a ler se o assunto me interessava, só que assim perdi histórias incríveis que eu não espera que seria tão boa, analisando só o título ou a capa.

Fora que ainda tem que suportar o estilo dos escritores, sua época e coisas que a minha esposa, que é professora de Literatura (o importante é ter saúde), adoraria explicar, mas eu não...

Sempre achei que escrever era só por letras atrás de letras, formando palavras, que em seqüência formaria as frases...

Lógico, não é só isto, um bom escritor, que não é o meu caso precisa de algo mais.

Existe alguns escritores que são mestres nisto, outros são razoáveis, outros são ruins mesmos, a maneira como escreve ou transcreve suas idéias faz A diferença, com ênfase realmente no "A".

E quando o miserento (sic), infeliz das costas ocas, frango da oréia lascada (sic), mal-ajambrado do escritor acha que pontuação é para os fracos. Sim existe escritor que pontua da maneira que ele acha que convém, como der na telha do pobre..., e para piorar escreve bem.

E ainda ganha o prêmio Nobel de Literatura, e o pior, este sacripanka (eu quis dizer isto mesmo, não sei o que é, mas minha avó quando fica nervosa com alguém fala isto), ainda ousa escrever um livro Visceral, que é o caso de "Ensaio Sobre a Cegueira".

Este livro do Saramago é algo que parece uma loucura ou um surto de maluquice aguda de alguém, instantes antes de ter de embarcar em um avião nos aeroportos brasileiros.

Um surto (não a banda), de cegueira começa a assolar Portugal (terra natal do escritor), mas não é uma cegueira comum, é a moléstia da cegueira branca, pois as pessoas ficavam com uma brancura branca (sem pleonasmo), totalmente branco, como leite, sim de vaca, de cabra, do que você quiser, desde que seja um leite alvo, muito alvo, como os personagens fazem questão de enfatizar no livro...

Começa com um motorista em pleno trânsito, pessoa comum, como é a característica do Saramago, falar e escrever sobre pessoas comuns, vai se espalhando como se fosse uma super epidemia (sem nenhuma relação com o filme homônimo, "Epidemia"), os desdobramentos dos episódios são fantásticos, para nós meros mortais, e talvez evidente para um escritor genial como Saramago.

Com riqueza de detalhes, mas sendo objetivo de maneira que chega a ser até “encabulador” para o leitor, como na passagem dos cegos malvados, mas como um bom livro deve ser, não conseguimos parar de ler, ou ficamos chateados quando temos que parar de ler por qualquer motivo que seja.

Com um final que só mesmo El Mago Saramago (tá certo vou desistir desta piada infame e desnecessária), consegue fazer para uma história que começa louca e termina tão louca que se torna lúcida. Talvez por isto teve a continuação com “Ensaio Sobre a Lucidez”, que é para outra postagem, pois ainda não li...

Agora imagina o desafio de um baita diretor em colocar isto tudo na telona e manter a qualidade, sabemos que adaptações são difíceis, que normalmente o livro é melhor, quando não é muito melhor que o filme, mas ele já tirou leite de pedra em "Cidade de Deus", com atores amadores e sem texto, falas no improviso (pasmem)!!!!!!!!



Fernando já foi cirúrgico em "O Jardineiro Fiel", não vai decepcionar neste desafio, aguardo ansioso para assistir, sem muito alarde: "é só um filme", como diria um amigo meu, mas que baita filme...

É esperar para ver! E se possível ler o livro antes!

Salve Todos!

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