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sábado, 20 de dezembro de 2008

GOG ConVIDA - Cobertura NRDR

Olá caros leitores, Salve todos!

Este espaço que tem como objetivo divulgar a cultura de nossa cidade teve nos dias 13 e 14 de dezembro, último fim de semana, a grande oportunidade de cobrir um evento promovido pela UnB e o Rapper Brasiliense GOG.





A Universidade de Brasília representada pelo Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) e o Observatório da Juventude em parceria com o Genivaldo Oliveira Gonçalves (GOG), teve a coragem de promover um projeto entitulado GOG ComVIDA!

Este projeto tem como objetivo divulgar o movimento Hip Hop com oficinas de DJ, MC, Produção Musical, Grafite, Oficina de Bonecos para as crianças, História do Hip Hop, Break e principalmente mostrar o Hip Hop não só como movimento cultural e sim como filosofia de vida.

O projeto tinha uma visão ambiciosa e montou uma estrutura para atender 70 pessoas nos cursos, infelizmente veio menos da metade do que a estrutura suportaria.

Talvez pela data, divulgação, local, ou outra coisa, isto a equipe responsável analisará e com certeza na próxima edição será contornado, o que não pode é desistir, pois as pedras no caminho aparecerão, então vamos guardá-las e um dia construíremos um castelo.

Façamos a nossa parte, e se mudarmos a trajetória de uma pessoa, pode ter certeza será muito bom, apesar de parecer pouco, para a pessoa que teve sua vida alterada por um projeto deste é muito, tenham certeza absoluta disto.

Sendo assim não desistam, muitas vezes os maus vencem, porque os bons desistem. E o Hip Hop não vai desistir NUNCA!

O projeto ocorreu na Escola Classe 07 do Guará II, no sábado de manhã ocorreu a oficina de DJ, com grandes nomes da cidade mostrando o que sabe para os cursistas que estavam de olhos, ouvidos e corações abertos.

O que chamou a atenção da equipe do NRDR, que estava ali representada por Daniel Farinha e Tiba4P, foi a pouco presença feminina no curso. Mas o que foi dito pelos professores do curso é que isto tem mudado com o avanço do tempo, mas as participantes ainda pensam que o mundo da Discotecagem é machista.

O curso não se prendeu somente na parte técnica e histórica do profissional dos toca discos, e sim como um dos DJ's mesmo falou:

- Usar a arte para a integração das pessoas com suas inteligências, potencialidades e limitações.

Pois a preocupação do curso não é formar um super DJ, se formar ótimo, mas fazer com que as pessoas possam ter a possibilidade de ser conhecer e se reconhecer, pois uma das bases que se deixou transparecer não só pelas as ações foi:

"A palavra transforma não só pessoas, mas situações e formações!"

Uma outra oficina interessante foi sobre a história do Rap, a parceria fundamental entre DJ e MC, como por exemplo Thaíde e DJ Hum e claro, KLJ e Racionais MC's.

Na apostila que foi distribuída para os participantes estava de forma resumida a história dos elementos do Hip Hop e suas contribuições, e principalmente sobre a importância da história para se conhecer melhor dentro da sociedade.

Tentando mostrar o respeito sobre a diversidade cultural e intelectual, uma grande sacada foi a Oficina de Produção Musical, mesmo usando termos técnicos para a leigos a oficina foi bem proveitosa, com exemplos de mixagem, equalização, produção, estúdio, talento, estrutura, bases e letras.

Houve uma oficina muito boa sobre métrica, melodia, rima, estrofe, e tudo que compõe uma letra de música. O encontro termina com uma apresentação totalmente intimista do GOG, na verdade não uma apresentação, mas sim uma festa em família, a família Rap, a Família Hip Hop, a família GOG...

Os participantes da Organização do evento tem uma formação acadêmica diversificada de vários cursos da UnB, e várias opções musicais, gente que gosta de Rap, gente que não conhecia o Hip Hop e tudo mais. Mas uma coisa é ponto comum, todos estão adorando trabalhar no projeto, e conhecer uma Brasília desconhecida para muitos.

Para encerrar, quero agradecer de coração para os participantes: GOG (Idealizador), Lavínia (Organizadora), Klaus, Luciana, Bruna e os outros estagiários que são os braços fortes que sustentam toda uma estrutura para que o projeto prossiga, que tenho certeza vai continuar no ano que vem.

Aos palestrantes que enriqueceram este encontro com suas experiências, palavras e atitudes.

Muito Obrigado!

E se assim for, no ano que vem estaremos juntos novamente!

Salve a todos!

PS Texto de Daniel Farinha e Tiba4P

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

GOG ConVIDA

Salve leitores fiéis deste espaço destinado a cultura de nossa cidade ou não, depois de uma longa data sem colaborar com este espaço, venho divulgar uma ação muito legal encabeçado pelo Rapper Brasiliense GOG.


Não vou me alongar aqui explicando que o site apesar do nome está a serviço da cultura independente de ser Rock ou não, sendo assim, leia a divulgação do evento, vale a pena.

Segue o cartaz de divulgação do evento que é uma grande oportunidade para quem gosta do movimento Hip-Hop conhecer um pouco mais.


Para quem não gosta é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco sobre o movimento que nasce nos guetos estadunidense, com influências jamaicanas e toma conta do mundo.

Segue o cartaz com o cronograma das atividades.

Abraços e Salve todos!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Museu do (muito mais que) FUTEBOL!

Olá, Salve todos nossos fiéis leitores!


Antes que comece as raivinhas de:

"Como ele tem coragem de falar de futebol aqui? Já escreve aqui sobre isto!"

Na verdade eu não escrevo sobre futebol aqui e sim sobre o Flamengo.

Ou então está:

"O site/blog não é de cultura, por que falar de futebol?"

Bem, quer queira, quer não, o Futebol é parte da nossa cultura, assim como as novelas eu não gosto, mas fazer o que? É e pronto!

Só que antes de mudar o endereço no seu navegador leia, não vai se arrepender.

Minha viagem para São Paulo tinha que ter uma passada pelo Museu do Futebol, pois sou louco pelo assunto, fui ao Museu da Língua Portuguesa como já contei aqui e já tinha me impressionado como os organizadores deixaram um museu tão legal.

No do futebol não foi diferente, já começa pelo lugar escolhido, o Estádio Paulo Machado de Carvalho, popularmente conhecido comoPacaembu, em alusão ao bairro paulistano que abriga o estádio municipal.

Já é um bônus, e a idéia é fodaça, começa que o museu é por baixo das arquibancadas, o estádio fica na encosta de um barranco, pois é característica do bairro que fica numa grande depressao da cidade.

Você vai andando pelo museu por baixo do estádio, super idéia e cheio de surpresas.

Bem, primeiro uma puta fila para entrar o museu abre de terça a domingo das 10 h as 17 h, no domingo é lotado. Então chegue bem cedo!!!!!!!!
Você entra e se depara com umas paredes decoradas com quadros sobre futebol, olha que eu vi até do Brasiliense e do Gama lá.

Na entrada tem a exposição temporária que eu declinei, pois era do Pelé, muito obrigado, deixa para a próxima, Pelé tem interesse não, ainda bem que ninguém que estava comigo quis ir, na próxima se for alguém interessante vou conferir.

Subindo as escadas você entra na exposição permanente, mas que é mutável, pois a história do futebol não para, e é isto que você tem que ter em mente, o museu é do futebol, não da seleção nacional ou de algum time específico. É lugar para ir mais de uma vez, tenha certeza.

Você entra numa sala escura com telas separadas como se fosse baias com pessoas famosas do esporte ou não numa tela falando sobre seu gol inesquecível, vale a pena parar ali por horas, na mesma sala tem lugares como cabines que você ouve narrações de rádio, sou fã do Luis Penido, mas tem Osmar Santos entre outros.

O sistema ainda está sendo aprimorado, pois será interativo, você poderá escolher os vídeos e as narrações no rádio, que é estilizado, você escolherá a narração mexendo num dial de um rádio.

Saindo desta sala que já dá para ficar horas se deliciando você vai para um espaço que simula você no meio da torcida, são telões sendo projetados nas rochas gigantescos e um sistema de aúdio bruto que parece que você está no estádio lotado, meu, são várias as torcidas é de arrepiar. Para quem nunca foi num estádio da vontade de não sair de lá nunca, a vibração da torcida sem a violência dos estúpidos.

Saindo deste espaço por uma porta giratória você vai para uma sala com vários quadros que giram, são fotos na frente e atrás, do Brasil na época que chegou o futebol no Brasil, vale a pena conferir por horas, são muitas coisas, com monitores explicando coisas bem legais.

Saindo deste espaço passa-se por um lugar com um telão contando alguma história bem legal, dei azar e peguei a final de 1950, saco cheio desta história.

Passei direto e fui para os famosos totens das copas, muito legal, são totens com 4 copas, histórias do campeonato, história do mundo na época e história do Brasil na época, muito legal, você fica hipnotizado pelos vídeos.

Saindo daí, vem uma exposição de números, estatísticas e tudo mais, adorei, pois sou louco por isto, foi o que menos vi, pois estava com pressa e já sabia muita coisa que estava lá.

Depois mostra as regras do futebol com painéis legais e bem feitos, tem um espaço que mostra a evolução dos materiais esportivos, vale a pena ver que o pesssoal antigo sofria pakas.

Antes de sair deste espaço tem uma abertura para o um lugar que dá visão do gramado do Pacaembu, que diga-se de passagem estava ótimo, e deu para ver os rastros dos torcedores do jogo do dia anterior.

INFORMAÇÃO IMPORTANTE: em dia de jogo no estádio o museu não abre.

Continuando, você encontra painéis com todos os times que jogaram pelo uma vez no Campeonato Brasileiro, e não é que encontrei erro de informação no painél do flamengo! Pode?

Pois é, informei o funcionário que estava no setor, data de fundação errada e faltando um título o da Copa do Brasil de 2006! Logo no do Flamengo!!!!!!

Neste painéis você encontra o Brasiliense, Gama, Taguatinga, Sobradinho e o CEUB. E um monte de time que você provavelmente nunca ouviu falar.

Neste espaço tem o famigerado simulador de chute, se prepara tem fila toda hora, mas é legal, ele mostra velocidade do chute, não pude tentar, o meu filho de 11 meses já estava com fome ai já viu né, fica para a próxima, e ele chuta também...

Na saída tem uma loja bacana com uma penca de coisa para enganar as pessoas apaixonadas por futebol, nesta hora achei que puxaram a sardinha para o Curintia, mas a loja é mais antiga que o museu, se chama Roxo e Doentes e os garçons do restaurante que fica lá tem o uniforme parecido com o do Curíntia também.

Reclamação só que na loja eles escrevem e colocam números nas camisas, mas não tinha padrão nike, fiquei puto, mas deixa para lá. O boteco também é legal.

Bem, tem um monte de coisa que não falei que é para ficar curioso!

Acesse o site



Lembrando: Inteira R$ 6,00 meia R$ 3,00.

Quando estiver em Sampa não perca tempo, se não gosta de futebol, passe por lá e espere o que vai acontecer com você.

Salve todos!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Museu da NOSSA Língua Portuguesa!

Olá pessoas, salve todos!


Bem, como estou escrevendo muito pouco aqui venho falar então de coisas um pouco mais longe (geograficamente) de nós.

Fui a São Paulo recentemente, cidade amada por uns, odiada por outros, mas que nunca indiferente para ninguém, eu particularmente, sou Paulistado da casca do ovo, nasci e morei em Sampa até os meus 17 anos.

Gosto da cidade, com todos os problemas, alguns ficam piores com o passar do tempo, outro melhores, é que Sampa não gosta de ser mais ou menos, ela sempre tem que ser exagerada no que faz, se é para o bem é muito BEM, se é para o mau também é muito MAU, não consegue ser meio termo.

Mas com certeza é uma cidade com atrativos culturais, quem gosta de eventos culturais está no parque de diversões em Sampa, pois é a cidade do Brasil com mais salas de cinema, teatros, museus, sarais, exposições e afins.

Neste passeio pude conferir duas coisas que não conhecia a primeira foi o Museu da Língua Portuguesa, o segundo falo em outro post.

Minha esposa é professora de Português e queria ir lá de qualquer jeito, como passamos 4 dias demos um jeito e fomos lá.

Confira aqui o site do museu, e um conselho, VÁ! Mesmo que você não seja o maior amante de gramática, pois os idealizadores fizeram um trabalho estupendo.

Um museu interativo, vivo, não só um monte de coisa para se ver, mas para se tocar, ouvir, emocionar, confere.

No primeiro andar é sempre uma exposição itinerante, e estava sendo a do Machado de Assis eles tentam colocar o visitante como se estivesse dentro de um pequeno universo do autor.

Segundo andar, a amostra perlmanente, que tem de tudo, usam a parede como tela, que vai passando vídeos sobre a nossa pátria falada, contribuições, transformações e o que mais fizemos para chegar no que é hoje.


Terminais de computador, estilizados contando as contribuições indígenas, africanas, européias, asiáticas e tudo mais que forma a NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA.


Um lugar que não pode deixar de ser visitado é o BECO DAS LETRAS, faz qualquer um voltar a ser criança, um jogo educativo de formar palavras muito divertido. Na saída quem escolher voltar pelo corredor central ainda vê a história da Estação da Luz que durante muito tempo foi a porta de entrada para a capital Paulista, reduto dos paulistanos, italianos, judeus, japoneses, alemães, turcos, árabes, coreanos, baianos, cearences, mineiros, fluminenses, potiguares, acreanos, ou seja, lugar de todos que ali chegam.


Para terminar no terceiro andar tem um auditório que passa um filme de 10 minutos sobre a nossa língua e depois tem uma surpresa memorável após este primeiro filme, que não vou contar, quem quiser vá lá ver.

Lembrem-se em Sampa Museu da Língua Portuguesa de frente para a Pinacoteca, já tem outro programa, a Pinacoteca vale a pena ir também, assunto para outro post.

Salve todos!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Gosto bom é o meu...

Olá leitores fiéis.

Venho hoje escrever (digitar) estas linhas para falar de um post que deu um tremendo ba-fa-fa!

O nosso amigo colaborador Daniel Farinha, fez um post digamos hilário (eufemismo para sacana), sobre o furto/roubo da guitarra do Beto Lee, e falaram sobre a Rita Lee, ai já viu, os fãs desceram a lenha total.

Para quem não leu leia aqui nosso colaborador destilou seu veneno para nossa roqueira paulistana!

Alguns fãs não gostaram e começou o barraco, não é a Tati, é debate (eufemismo para bate boca) sobre o talento da rockeira veterana, e resolvi escrever sobre o ídolos e afins.


Temos que aprender que os nossos ídolos tem pés de barro, ou seja, cometem erros de humanos, como são, não são deuses, não são semi-deuses, são humanos, que passam por provações como qualquer mortal que está pisando nesta terra.

Não fique pensando que eles são perfeitos, pois não são, e seus erros são olhados com lupa pelas pessoas que não admiram seu trabalho como um fã, por outro lado, o fã adora colocar uma montanha sobre os defeitos de seu ídolo.

Tenho vários ídolos na música, cinema, literatura e afins, mas consciente que eles todos são passíveis de erros, alguns até ridículos, infelizmente nem sempre conseguimos separar o trabalho da pessoa, algumas vezes sim, mas sempre é bom ficarmos atento se a nossa super defesa é pessoal ou realmente uma opinião baseada no trabalho da pessoa.

O contrário se faz necessário, pois será que não pegamos no pé de alguém só por causa de uma falha, ou uma frase e jogamos um bom trabalho na lata do lixo? Falo isto porque tenho as minhas chatices com algumas coisas, tipo vamos começar a me xingar, já que não sabemos ouvir uma opinião diferente da nossa sem xingar.

1 - Odeio o filme "Titanic"

Acho chato e pronto, roteiro fraco, super montagem, tecnicamente perfeito, nada contrao Di Caprio, até gosto do seu trabalho, mas o filme é no máximo sessão da tarde, mas com um bom marketing se deu bem. Desculpa Cristiano Castor Troy, mas é um tiro no pér ver este filme

2 - Não gosto do Lobão

Entre outras coisas ele é um chato, na minha opinião é lógico, que não é nem certa nem errado é apenas a minha opinião, que no final das contas não quer dizer nada, mas é chato, prepotente, morde a assopra, entre outras coisas (desculpa Cristiano Castro Troy), mas é o que penso, só que o cara tem um puta trabalho, bons discos, boas canções, então é o seguinte, entrevista do Lobão não vejo, Clip eu vejo, Participação em programas do Lobão, não vejo, Show vejo, quando ele abre a boca para falar e não cantar tampo o ouvido.


Vou ficar em dois exemplos para não piorar as coisas, só vamos tentar lembrar que o importante é estarmos sendo guiados pela nossa opinião, que não é a certa nem a errada, pois gosto é como diz o ditado:

"Existem dois tipos de gosto, o mau gosto e o meu..."

Salve Todos!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Festival? Qual é o MAL?

Salve, salve leitores deste espaço de cultura e lazer! Demorei, mas estou de volta

Aproveito o mês de Agosto, mês no qual ocorreu a 16ª edição do Porão do Rock para falar de um assunto maldito para alguns e maravilhoso para outros.





Festival de Rock, Música, Cultura, Cinema, Saral, ou qualquer coisa que o valha....

Para muitos é um vírus que tem que ser eliminado, que festival é tudo farofa e um tremendo saco, outros já dizem que é uma chance ímpar para ver bandas desconhecidas em ação, já que não tem um outro espaço para tocar para muita gente.

Na minha humilde opinião nem um nem outro, Festival é legal e pronto, nada de super ou merda, você tem que ir com a mente aberta em Festivais, pois com certeza vai ter banda que você gosta, banda que você odeia, surpresas boas e surpresas ruins.

O importante é respeitar quem está no palco, pois com certeza tem gente que foi lá ver aquela banda chata que você está louco para vaiar, e olha que eu já passei por 2 trabalhos de Hércules, suportar uma apresentação inteira dos Los CHATOS Hermanos e os mais chatos ainda OASIS, meu tinha uma cabeçada lá para ver os caras, porque eu tenho o direito de zoar na hora deles curtirem o que eles acham bom?

Não tenho este direito, ninguém na verdade tem, ficar calado já é um sinal de respeito, uma vez eu topei com um cara que durante toda a apresentação das outras bandas ficou com um tapa ouvido, desde usado por funcionários de aeroportos, os chamados ear plugs, somente quando entrou a sua banda preferida ele tirou, só para constar a banda era o Angra, mas o importante é ter saúde.

Graças a Deus, foi a última banda e eu pude me retirar antes da tortura e não precisei testemunhar nada do crime que ocorreu no fim daquele dia. Qual crime???????? Ora o Angra e seus gritos Rock-hard-punk-emo-códico-roll-dark-progressivo-metal, para mim não dá, mas quem gosta legal. O cara não se moveu em nenhuma apresentação, ficou lá na manha sem falar nada, muito bom.

Uma vez vi uma entrevista do falecido Raimundos (o que???????? como assim não morreu???????), no qual os caras falavam que o ruim tem que existir para saber que o bom é bom mesmo, mas porra, tem que ser ruim desta forma???????????


Ir no festival na gana de ver uma banda tem isto, vai esperar um monte de coisa que você não conhece, ou pior, conhece e sabe que é ruim pakas, o negócio é curtir e vida longa aos festivais espalhado pelo BRASIL.

Podemos discutir o que virou o Porão no DF ou qualquer outro Festival no país, mas não podemos negar a sua importância, ou como negar os serviços prestados pelo Ceará Music - CE, Abril Pro Rock - PE, Pop Rock - MG entre outros fantásticos espalhados pelo nosso país dando a oportunidade de bandas que estão fora do mercado mostrarem um bom trabalho. Ou então de bandas desconhecidas firmarem contatos com bandas consagradas, ou ainda promover encontros homéricos no palco que a agenda não permite, mas se torna possível em um Festival.

Sendo assim, sem preconceito procure ouvir, digerir e entender os festivais e suas atrações de 40 minutos no palco, porque talvez 40 minutos podem ser muito pouco para uma atração muito boa e que você não conhece. E principalmente RESPEITE quem gosta daquela banda que na sua opinião é uma merda.

O que nos torna iguais, é que somos todos diferentes! Pense nisto!

Salve a todos e até a proxima, ou próximo festival.


PS1 Desculpa a todos os grandes e pequenos festivais que não foram citados aqui, mas tem grande importância também, nacionalmente ou mesmo regionalmente.

PS2 Desculpa por não ter colocado fotos de todos os festivais que gostaria.

PS3 Desculpa aos fãs das bandas por mim criticadas.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Atitude e Coragem!

Olá caros leitores!

Bem, como estava a um tempão sem colaborar com este espaço, fiquei enferrujado e minhas piadas (ou tentativas de piadas), não convenceram nem os outros colaboradores no caso, Daniel Farinha e Cristiano Castor Troy.

Sendo assim desta maneira prometo não abusar muito das parábolas e eufemismos para descrever um ato de coragem do Rapper Brasiliense: Genivaldo Oliveira Gonçalves, muito conhecido como GOG.
Antes que as mentes angustiantes comecem a falar que aqui é NAROTADOROCK, lembrarei que aqui é um espaço para a cultura, e o Hip Hop é cultura quer queira quer não!



O direito de gostar ou não é individual, mas existe este movimento que tem o RAP como um dos seus braços, e quem sabe esta é uma oportunidade de você conhecer uma faceta do RAP diferente daquela que você tem como verdade.

Como todo bom seguimento musical o RAP tem trabalhos bons e ruins, ótimos e péssimos, o problema é que na minha opinião, quando é bom é muito bom, mas quando é ruim é pior que topada no chão descalço na unha encravada.

Dificilmente um trabalho de RAP é mais ou menos, porque o RAP é transgressor não pode passar sem causar nenhum dano em quem ouve!

GOG faz parte da galeria dos trabalhos ÓTIMOS, um cara inteligente mesmo, estuda, lê, procura se informar, em suas letras tem várias citações de história, tem que ter um certo grau de intstrução para poder saborear o arregaço que suas letras fazem, mas ai vem a grande cartada, ele consegue ser simples, pois fala o dialeto da tribo do RAP, é uma grande vantangem deste habilidoso letrista, conseguir ser entendido por todos, independende de classe social, idade, sexo, religião ou qualquer outra coisa. Um outro ponto característico em suas letras, poucos palavrões, em vários momentos GOG já falou em entrevistas que: sem palavrão os moleques podem ouvir em casa sem a mãe perturbar.

O Rapper do Centro Oeste agora está para lançar seu DVD ao vivo, que foi gravado no Teatro Nacional em Brasília, com participação super especial de Lenine entre outros convidados muito especiais, e grande produção, infelizmente não foi lançado porque a mãe de Genivaldo (GOG), está doente e internada desde Janeiro, melhoras para a senhora, e não foi possível fazer o lançamento. Mas quem quiser dar uma conferida é só ver a faixa "A Ponte" do acústico MTV do Lenine, tem a participação do GOG que fala sobre a terceira ponte da capital federal e suas peculiaridades.

Mas como sempre GOG tem uma ação que arrebenta com a mesmice do mercado fonográfico, em seu site ele disponibiliza gratuitamente o CD com capa e tudo para ser baixado pelos internautas, sem cobrar nada para conferir clique aqui aproveite e confira a história, discografia e tudo mais deste artista da capital federal.

No site ele explica o porque desta atitude e fala que se a pessoa quiser colaborar é só depositar na conta que está lá, sei que outros já fizeram coisas semelhantes, mas sempre é bom podermos exaltar ações que geram debates sobre assuntos polêmicos, no caso a pirataria!

Visite, procure e conheça mais sobre este talentoso artista do Planalto Central e de outros artistas talentosos que respeitam o RAP que é mais que um estilo musical é um modo de vida.

Parafraseando Sabotage: "Rap é compromisso!"

Ou então como gosta de dizer o próprio GOG: "RAP NACIONAL é coisa séria!"

Quem sabe não consigamos uma entrevista para ser disponibilizada aqui no NRDR para vocês!
Valeu e um Salve a todos!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

De Volta Para o FutuBlog!

Olá caros leitores!
Depois de um longo e tenebroso inverno estou de volta!
Para me deliciar neste espaço de cultura!



Pois já estava na hora, já que até o Well (Wellington Lango, ou Tio Ton) finalmente se-auto-desvirginou-se-a-si-próprio, e postou seus comentários aqui no NRDR, então imagina o impacto disto no mundo blogueiro, ele que só escrevia aqui se despiu da sua timidez e deixou algumas mal traçadas linhas digitadas para nós, leitores fiéis do NRDR, para você ver o que o EngHaw não faz com uma pessoa, vida longa a mais um colaborador do NRDR.

Como comecei falando de Inverno, apesar de só ter começado oficialmente a poucos dias meu retorno é para falar (ou digitar se preferir), sobre uma banda do sul, para ser mais exato, uma banda Gaúcha.

Uma Banda que já tinha sido falada neste espaço por outros colaboradores, mas eu venho falar do seu último DVD lançado ano passado e eu ganhei de presente da minha digníssima SENHORA de Dia dos Namorados (nossa que lindo, bem er,...)... junto com o CD...

Voltando ao que interessa, estou falando da fantástica Banda:

Nenhum de Nós e seu DVD NENHUM DE NÓS A CÉU ABERTO!
Cara, um DVD do NDN já vale a pena conferir, e com o cenário do Lago Rio Guaíba (desculpem os gaúchos, mas o Guaíba não é um rio de acordo com algum louco ai...), propositalmente penso eu, a apresentação começou num horário que estava claro e terminou de noite, eu gosto disto pakas, o cara da luz tem que ser muito bom para saber aproveitar o momento de luta entre os raios de sol e a bruma da noite, e quem tava no comando da bagaça sabe muito, pois utilizou o que os dois ambientes tem de melhor e escondeu as limitações de cada um, começou muito bem mesmo...

Parabéns para o Engenheiro de Luz!

O NDN é uma banda não muito badalada pela mídia, mas é da hora mesmo, infelizmente levei muito tempo para descobrir isto, pois como eles começaram em 1987 se não me engano levei um tempo para descobrí-los, que pena, no tempo em que morei em Sampa não fui a nenhum show do nenhum (sacou? Ok, Infame total!!!!!!).

Comecei a ouvir mais desta banda já morando em Brasília, antes conhecia só os hits de rádio que qualquer um com um pouco de massa cefálica conhece, minha primeira apresentação da banda que pude ir foi na bendita Expotchê de 2004!

Cara que loucura, a banda tem a platéia na mão, sabe alternar a energia com boas músicas lá em cima, agitadas, ou lá em baixo com músicas mais calmas no repertório, paixão a primeira vista, até então só tinha uma coletânea vendida nas lojas, é muito pouco para uma banda com tanta história. E desde então fui 4 anos consecutivos para ver o NDN na Expotchê conferir a continuação desta história!

História esta que tentou ser contata neste DVD (NDN A CEÚ ABERTO), e que foi muito bem produzido, a direção, produção, repertório, arranjos (tocar em lugar aberto é foda! Coitado do Engenheiro de Som! Outro ponto possitivo), figurino, e tudo mais foi pensado e repensado para dar um tom de intimidade, como se a pessoa que estivesse assitindo pela TV pudesse ter a impressão de que viu ao vivo!

Por ser uma banda que gosta de ter o público na mão e de estar no palco, o repertório tem que ser bem pensado e bem executado, com um cuidado primoroso com os arranjos, tanto pela mudança nos acordes em algumas músicas e pelo ambiente aberto, além da crítica dos fãs se não executar com maestria no que já era ótimo.

Tenho certeza que isto foi uma constante na elaboração deste espetáculo.


Faixa a Faixa e comentários entre parênteses:


01 - Dança do Tempo; (Música de trabalho do Penúltimo disco da banda, não tem como não gostar.)

02 - Camila, Camila; (não tem o que falar, hit conhecido e que não pode faltar)

03 - Sobre o Tempo; (Me apaixonei por esta música de primeira, na minha opinião não pode faltar em nenhuma apresentação do NDN)

04 - Santa Felicidade; (música de trabalho, com um arranjo que é uma delícia de ouvir)

05 - Amanhã ou Depois; (ao ouvir esta música eu prestei mais atenção no grupo do RS)

06 - Obsessão; (Sigo a sombra de seus passos/Sem pensar/Fecho meus olhos e deixo/Você me guiar; é um refrão que arrepia total, mas é uma boa obsessão, sem doença, ficou ótima no DVD)

07 - Julho de 83; (cara esta música me inspira particularmente, gosto mesmo, me lembra a minha esposa que amo tanto)

08 - Desejo; (Talvez a letra mais profunda do NDN que eu conheço, deguste cada acorde como a uma delícia que ela é)

09 - Diga a Ela; (Gosto d+ desta música e com o público cantando é algo de arrepiar)


10 - Paraíso; (Não conhecia, gostei do arranjo e estou ainda apreciando a letra com calma)

11 - Eu Não Entendo; (Até hoje não sei se fala de um amor ou de drogas, mas como a interpretação é livre vou de amor, vale a pena ouvir, refrão cola e não sai, Eu não entendo a sua volta/Não entendo a sua indecisão/Num dia eu sou seu grande amor/No outro dia não... opa, desculpe, não disse que cola?)

12 - Das Coisas Que Eu Não Entendo; (Música de rádio, início chamativo e uma bela mensagem nas entrelinhas, e daquelas música que depois de anos você sempre descobre algo novo nela, será que está seqüência, faixas 11 e 12, tem alguma mensagem subliminar?????)

13 - Extraño (sic); (Clássico que não pode faltar nunca, por favor!)

14 - Igual a Ti; (Letra em espanhol, my español is fueda, que teve a participação de Ivonne, só uma palavra, perfeita, preciso conhecer o trabalho desta cantora, confira que vale a pena)

15 - Da Janela; (Não conhecia, mas é ótima e vai estar no seu MP3 player rapidamente)

16 - Você Vai Lembrar de Mim; (Esta música é chocante, é ouvir e se apaixonar, não parar de cantar nunca, o arranjo antigo era melhor, mas continua sendo envolvente e serve para trazer a platéia para cima e para baixo numa montanha russa de sentimento e emoção)

17 - Vou Deixar Que Você Se Vá; - (Gosto pakas desta, é a cara da banda, mistura de momentos para baixo e para cima, que não te deixa parado no show)

18 - Paz e Amor; - (A música mais legal deles para se cantar, facinha e com uma histórinha envolvente)

19 - Astronauta de Mármore; (Não gosto tanto assim, acho que tocou muito, mas é um hit que não pode faltar se não a galera fica chateada)


Outra coisa que é legal, CD e DVD tem as mesmas faixas, eu gosto muito disto!

Não perca tempo, adquira já o seu e se delicie sem intermediários!
NaRotadoRock indica, recomenda e tudo mais!!!!!!!!
Salve Todos!

PS Quero deixar aqui o meu manifesto, o NDN não toca Sangue Latino, de jeito nenhum o nenhum (Sacou? Sacou? OK! não colou de novo, mas já estamos no fim do post!), toca esta música e eu quero saber por que??????? Já que eles tem uma versão MONSTRA de tão boa desta música!!!!!!! Alguém consegue me explicar, ou conseguir a resposta com a banda???????

terça-feira, 4 de março de 2008

Dicas de Cultura - Parte 2

Olá fiéis leitores e contribuintes deste espaço cultural.

Esta é mais uma dica de cultura para quem está precisando encontrar alguma coisa do tipo, filmes, músicas, livros, ou coisa que o valha lá vai um link muito legal http://www.dominiopublico.gov.br/

Este site se chama Domínio Público é mantido pelo Governo Federal e lá você encontra obras que perderam os direitos de autoria e se tornaram domínio público, então temos clássicos da literatura mundial e nacional de graça para serem aproveitados da maneira como der na telha de cada um.

Músicas, vídeos, e tudo que interessar!

O problema é que como o site é pouco divulgado e o custo é grande para manter o provedor estão querendo tirar do ar, sendo assim desta maneira use e abuse sem preconceito.

O visual é simples, mas o sistema de busca é simples e eficaz, vale a pena dar uma olhadinha.

Salve Todos!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Dicas de Cultura Parte 1

Olá pessoas!

Este post é uma dica para quem gosta de curtas metragens, tem um site que possui um acervo interessante e acessível, não consegui baixar nenhum filme, mas na pesquisa encontrei pérolas como "Ilha das Flores" do fantástico Jorge Furtado (Houve Uma Vez Dois Verões, O Homem Que Copiava, Meu Tio Matou Um Cara só para citar alguns).

A pesquisa tem opções avançadas para facilitar sua busca e reduzir as opções de resultado, para você poder ir direto no que quer, e não ficar perdendo tempo, a cara do site é simples e bonita, além de ser boa a sua navegabilidade, tem notícias sobre curtas, links muito legais, opção de fazer sua cinemateca, ou seja, vale a pena conferir.

O site é patrocinado/mantido pela PetroBras, empresa que tem ajudado o nosso cinema.
Então não deixe o trem passar, assista a curtas brasileiros. Acesse http://www.portacurtas.com.br/index.asp e se delicie com o material lá encontrado, não esqueça de divulgar e colocar nos favoritos.

Salve Todos!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Nossas Chances no Oscar!

Olá fiéis leitores!


Na verdade não sou muito fã da estatueta careca e dourada, mas para muitos ela é uma referência de "escelência" (sic), mas como todas as premiações rola uma política, jeitinho, acerto e tudo mais que for interessante para alguns.

Só que se o CINEMA NACIONAL conseguir uma estatueta daquela poderá, eu disse poderá dar uma guinada na produção cinematográfica brasileira.

E estaremos competinto com "O Ano Em Que Meus Pais Sairam de Férias". Um filme de Cao Hamburguer (por favor sem piadas infames com o sobrenome do diretor), que fala de um menino que é "deixado" na casa do avô, porque seus pais são de esquerda em plena ditadura militar em 1970, só que um pequeno imprevisto com seu avô paterno o deixa sozinho e sem contato com os pais que estão na clandestinidade, acaba tendo que morar temporariamente com o vizinho do seu avô, um senhor judeu solitário e um pouco rabugento.

Lauro tem 12 anos e só pensa na copa do mundo de 1970 no México, o encontro com Shlomo, o vizinho de seu avô, causa um mergulho em mundos diferentes para o garoto e para o senhor judeu, além do vizinho ele encontra Hanna (a melhor personagem na minha opinião), outros garotos que também amam futebol, Irene que é a musa da garotada, Ítalo um revolucionário filho de italianos e Edgar, o ótimo goleiro do time do bairro, negro, motoqueiro e namorado de Irene.

Enquanto espera o início da copa do mundo e o telefonema de seus pais ele tenta se adaptar a nova realidade na qual está inserida, vai vivendo sonhos de um garoto nesta idade, e se metendo em encrencas já que ninguém é de ferro, e menino não é gente desde que mundo é mundo.

O filme é bom e o N.R.D.R. recomenda com certeza, boa direção, boas atuações dos atores, desde Michel Joelsas (Lauro) e Daniela Piepszyk (Hanna), atores que estão estreando na vida de profissionais da interpretação, conseguem fazer sua parte direitinho, o menino se mostra sonhador e amante de futebol, a menina esperta e apaixonante. Passando por Simone Spoladore (O Primo Basílio) e Caio Blat (Carandiru) fazem a liga na pasta de interpretações, não compromete a estréia das crianças. Germano Haiut faz Shlomo com competência, sendo detalhista quando precisa e engraçado quando é permitido.

Ainda temos Paulo Autran em sua última participação no cinema, só isto já vale o ingresso, mesmo sendo uma pontinha ele mostra porque é (e não era, porque sempre será) um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos.

A parte técnica não é espetacular, mas não compromete, boa fotografia, bom figurino, boa direção, boas atuações, a direção de arte é competente, os deslizes são para quem conhece o bairro do Bom Retiro em Sampa, que não é o caso dos membros da academia estadunidense, um bairro que é um reduto judeu, na verdade já foi, hoje é um bairro mas heterogênio, bairro onde foi fundado o Corinthians, e que tinha muito judeu corintiano, ou então quando aparece Hanna jogando futebol, hoje em dia pode parecer normal uma menina de 13 anos jogando futebol com os amigos na rua, na escola, na quadra do bairro, mas em 1970 era um absurdo, mesmo para uma menina esperta como Hanna, o que mais uma vez vai passa despercebido pelos jurados ianques, já que lá o futebol na verdade é coisa de mulher.

Um filme bom com criança, e é sabido que a Academia adora esta temática, mas já concorremos com filmes mais fracos que nem mereciam indicações, como "O Quatrilho", outros bons, mas que não tinham chance contra outros concorrentes "Central do Brasil" que concorreu com "A Vida é Bela", e tivemos filmes bons que foram derrotados por filmes não tão bons "Cidade de Deus".

Agora é torcer para ser selecionado entre os 5 indicados e depois torcer muito mais torcida para que tenha alguma chance de ganhar.

Enquanto isto não fique ai parado, se mova e assista "O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias"!

N.R.D.R. indica, recomenda e carimba.
Abraços e salve todos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Primo Basílio (PROJETA BRASIL)

Olá amigos e leitores fiéis deste espaço cultural.

No último PROJETA BRASIL que o CineMark promoveu pela sétima vez no dia 05/11/2007, estive presente com minha digníssima esposa, para assistir pelo menos dois filmes, já que de noite eu tinha que trabalhar, fazer o que? "Quem disse que a vida é fácil?" já disse o Capitão Nascimento!

Então olhamos as sessões e vimos quais filmes ainda não tínhamos visto e aproveitaríamos para ver, um dos escolhidos foi Primo Basílio escrita pelo escritor português Eça de Queiroz no fim do século XIX. Um clássico da literatura que foi para a tela grande.




Bem, quem seria de alta envergadura moral para dissecar a película seria minha digníssima esposa, mas ela está num estado interessante (grávida), e a qualquer momento o rebento estará fora da embalagem, sendo assim desta maneira não está com condições de contribuir com o N.R.D.R. no momento, fica para uma outra oportunidade.

Claro que aproveitei e enchi a cabeça dela de perguntas para poder me ajudar agora que estou digitando este texto.

Uma coisa que precisamos definir é: um filme baseado num livro é diferente de um filme adaptado de um livro.

A Vânia Alves (minha querida esposa), me disse quando é baseado, não necessariamente vai ser fiel ao livro, pega a história como trilha e cria um monte de coisa de acordo com a imaginação do(s) roteirista(s), como por exemplo a época que se desenrola a história, que neste filme já são diferentes.

Na adaptação o filme tenta ser (na medida do possível) o mais idêntico possível com a obra, tarefa difícil, pois o livro quase sempre tem mais detalhes, que o filme por motivos de tempo e grana não pode se dar ao luxo de ter.


Sabendo disto, vamos ver como foi a obra BASEADA no romance de Eça de Queiroz, como eu já disse aqui eu não era um grande leitor na minha época de estudante secundarista, ou mesmo antes, não tinha lido a obra do autor português, mas mesmo assim estava com vontade de ver o filme, pois CINEMA NACIONAL merece nosso apoio.

Mesmo para quem não leu o livro não há problema, a história se sustenta por si só, o que já é um ponto positivo, além de ser uma produção nacional e merece a nossa bilheteria.


Como já conhecia a história não tive tantas surpresas, mas qual é a surpresa de uma prima (sem ser o termo pejorativo de "prima") que encontra um primo, que na juventude tiveram um romance e ele viajou para fora do país, deixando a moçoila a ver navios.

Se encontram, ela já casada e ele um solteirão galantiador que faz com que ela acenda sentimentos que já estavam apagados, pelo menos é o que ela pensava.


Outro ponto positivo para o filme é o elenco, Daniel Filho, que além de diretor foi colaborador da adaptação, soube escolher com muito cuidado e talento os atores.


Luísa, a prima (Débora Falabela; Lisbela e o Prisioneiro): Mostra que é realmente uma boa atriz, versátil, que pode sair de um extremo ao outro sem levar vícios de uma personagem para outra. Manda bem em TV e em Cinema, não tive a oportunidade de vê-la no teatro, mas foi uma boa escolha, faz bem o papel da jovem sonhadora e romântica que acaba sucumbindo aos avanços do primo, paixão antiga.



Basílio, o primo (Fábio Assunção; Beline e a Esfinge / Sexo, Amor e Traição): Eu particularmente gosto deste ator, não teve ainda uma grande virada na carreira, papéis muitos parecidos, mas todos feitos com grande talento, talvez precise sair para um papel que não necessite de um rosto bonito, e sim, do talento, e eu acredito que ele dê conta do recado, em Sexo, Amor e Traição no papel de Tomás está impagável e muito engraçado. Neste cumpriu o que tinha que fazer, ser o galante e conquistador. O que cá para nós, para o Fabão é fácil. Por isto foi escolhido para fazer o primo, uma atuação limpa e competente.



Jorge, o marido (Reynaldo Gianecchini; Avassaladoras): O que foi dito para o Fábio Assunção vale para o Gianecchini, acho que tem talento, precisa se desvencilhiar do esteriótipo de bonitão conquistador e mostrar que tem competência para voar mais alto. Começou como protagonista numa novela, teve várias críticas e sobreviveu, tentou em outra novela mudar o foco, ser um grosseirão, um mecânico simples e humilde, mas continuou sendo o garanhão da rua. Acredito que pode fazer mais. Foi bem escolhido, para mostrar que as mulheres também fazem traição sem um motivo aparente, agora imagina a vida de uma mulher que tem Gianecchini como marido e Fábio Assunção como amante? Que vida dura! Muito dura por sinal.


Juliana, a empregada (Glória Píres; Se eu Fosse Você / A Partilha): Falaram tanto da atuação dela que eu esperava mais, agora com a cabeça mais fria posso dizer, muito bem feita, uma escolha arriscada, pois é um papel fundamental para a trama e precisava de energia e química entre a equipe, no final todos sairam ganhando. Gosto da Glória como atriz, sabe e respeita seu limite, tanto que nem tenta fazer teatro, que ela mesmo já disse não ter cacife para tal. Mas tem boas participações nos seus trabalhos, mesmo nos papéis bobinhos de novela ela manda bem. Soube corresponder a confiança depositada nela pelo diretor.


Sebastião, o amigo (Guilherme Fontes; Um Trem Para as Estrelas): Esqueçamos o problema com a verba do filme Chatô - O Rei do Brasil, uma coisa não tem nada a ver com a outra. No filme faz bem seu papel como coadjuvante. Um papel que não exige muito, mas poderia estragar a obra. Não sei se o embrólio com o filme pode lhe causar problemas futuros, mas como ator só consigo lembrar na novela "A Viagem" como boa referência, no resto tudo é muito água com açúcar, vamos ver daqui para frente. O diretor apostou e não perdeu o que já é muito bom.



Leonor, a amiga (Simone Spolatore; Lavoura Arcaica / O Ano Em Que Meus Pais Sairam de Férias): Se vocês tiverem a oportunidade de assistir estes três trabalhos feitos por esta ótima atriz, vão sentir o que eu quero dizer, ela é muito boa atriz, ela se transforma de uma maneira impressionante, um verdadeiro camaleão, e nesta obra soube passar o que o diretor queria, muito importante para a trama e com talento de sobra mostrou que foi bem escolhida, brilhou mais sem ofuscar os papéis principais.



Joana, a outra empregada (Zezeh Barbosa; Bendito Fruto / Cronicamente Inviável): Para quem está acostumado a ver esta atriz em comédias como o Zorra Total, ou em algumas novelas como O Profeta (a última versão), espere para vê-la atuando em drama. Fantástico, e que surpresa, não tinha visto ainda um trabalho dela no drama, uma grata surpresa e um questionamento. Por que ela não é aproveitada nestes trabalhos com mais freqüência? Daniel Filho sabendo deste talento aproveitou, mais um ponto para o filme.



Vitória, a tia da empregada (Laura Cardoso; Muito Gelo e Dois Dedos D'Água): O que falar desta estupenda atriz? Formidável como sempre, e mesmo fazendo uma pontinha, mostra todo seu talento, e que contribuição. Obrigado Laura e obrigado Daniel Filho!




Castro, o banqueiro (Gracindo Filho; Bufo e Spallanzani): Gerou a melhor piada do filme, quem casou com o Gianecchini e tem como amante o Fábio Assunção, ter que acabar com Gracindo Filho é fim de carreira. Como este ator consegue fazer papel de vilão ou de mau carater de maneira convincente. Mais uma boa do diretor.



Policial (Anselmo Vasconcelos; Quem Matou Pixote? / Bar Esperança): Mais um que faz ponta com uma competência fantástica, muitos o conhecem do Zorra Total ou dos trabalhos com Ronald Golias, mas ele não tem só sua veia cômica, mostra que é versátil e é pau para toda obra. Muito bom!



Sendo assim desta maneira, o N.R.D.R. carimba e recomenda, assista e se delicie!


Salve Todos!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Pode Crer (De Verdade!)!


Salve todos!

Antes de falar sobre minha ida ao projeto PROJETA BRASIL, do CineMark, que já tinha sido avisado ao leitores fiéis deste espaço no post abaixo do dia 02/11, vou falar de um filme assistido antes.

Podecrer! (deste jeito mesmo junto)! É um filme que já começa diferente pelo nome, simples e sem rodeio, como o filme. Que tem como pano de fundo a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (não sabia o nome completo da cidade? É comum, a maioria dos Cariocas não sabe, ou finge não saber, que é Fluminense também, não o time por favor!).

Então, tendo o ano de 1981 como linha de tempo um bando de estudantes secundaristas que estão no último ano, prontos para o vestibular e tudo que envolve esta época da vida, que pode ter um monte de coisas prontas para se esquecer, mas tem um monte de coisa que é para ser lembrada regada a muita risada.

Quem não tem um história legal do tempo de escola? Se procurar sempre tem uma personagem inesquecível, um professor legal, um passeio formidável. Para quem gosta de histórias hilariantes leia aqui.

Então? Sobre isto que o filme se desenrola, e não falta nada, as rivais, meninas que se dividem e se odeiam, os meninos totalmente sem noção, como deve ser todo menino naquela faixa etária, ou em qualquer idade, meninos são sem noção, não sei como as mulheres nos suportam.

Até o inspetor (ou bedel) que é uma figura clássica está lá, e é uma atração a parte, tanto na escola da sua vida, como no filme!

A história é sobre Carol (Maria Flor), que volta da França, pois os pais estavam exilados lá, lembram? Ditadura Militar, começo da reabertura? Você não está tão mal assim em história do Brasil! Na chegada à escola encontra Melissa (Fernanda Paes Leme) e Sílvia (Liliana Castro), e se tornam amigas instantâneamente, logo, como conseqüência rival do grupo que tem Ana Cláudia (Érika Mader) e Duda (Júlia Gorman).

No meio de tudo tem a turma dos rapazes que tem uma banda, quer coisa mais natural numa escola do Rio em 1981 do que uma banda de escola?????? Não há mesmo!

Estes rapazes são João (Dudu Azevedo), PP (Sílvio Guindane), Marquinho (Gregório Duvivier) e Tavico (Marcelo Adnet). Uma boa turma de classe média carioca (que na época não tinha como diversão espancar doméstica, ou prostituta, como disse a trupe de elitistas purificadores na hora da defesa, ou então jogar ovo pela janela), mas era uma turma que gostava de se divertir, curtir a vida, namorar, música, e tudo que a vida podia proporcionar em 1981.

O filme tenta ser fiel ao ano que está passando a história, a direção de arte se preocupa com os detalhes, o diretor tenta arrancar o que pode dos atores, e o filme cumpre seu papel de divertir a platéia.

Não espere debates sobre questões sociais ou coisas do tipo, como muitos chatos de plantão acham que tem que ser sempre um filme nacional, espere diversão, um filme pipoca no melhor sentido da palavra.

Maria Flor se mostra uma atriz com talento e versátil, assume o papel de Carol sem problemas e sem esteriótipos de mocinha boa que só se da mal para depois se dar bem, também não é este o tema do filme.

Érika Mader na minha opinião faz uma pontinha, nem tem tanta importância no filme, e seu papel a deixa limitada, a gostosa que aparece de biquini (e que prateleira de qualidade, é de fábrica?), e é a rival das mocinhas, muito pouco para poder avaliar seu talento, ela vai enfrentar problemas por ter tia famosa, mas isto já abriu portas, tem coisa boa e ruim nisto, cabe ela apagar as ruins e potencializar as boas.

Agora os papéis e atuações fantásticas são de Sílvio Guindane como PP e Gregório Duvivier como Marquinhos, os dois são a parte, toda vez que estão em cena rola risada, Guindane mostra que tem talento para fazer papéis que exigem mais, é pagar para ver, Duvivier faz todos riem com a história da Babilônia, vai virar bordão este negócio.

Fernanda Paes Leme no papel de Melissa, Ufa! Para com isto que eu tenho um coração fraco, meu, me lembrou algumas colegas de escola, como toda boa escola tem. Espero que Fernanda consiga se desvencilhiar de papel da gostosa e mostre que tem talento para trabalhar onde e como for. Mas neste trabalho vale a pena conferir o "trabalho".

Os outros atores principais se não tem uma atuação marcante não atrapalham, o que já é o suficiente. Mas as imitações de Marcelo Adnet no papel de Tavico são de morrer de rir.

Nas particpações especiais, nada de especial, Malu Mader e José de Abreu fazem com competência os pais de Carol, Lulu Santos tem menos de 2 minutos de cena e nem engraçado ficou.

Agora a cereja do bolo é a participação do impagável Stepan Nercessian no papel do inspetor Fleury, é algo para entrar na história, a cena da jurubeba que é outra coisa que vai virar bordão também, "Jurubeeeeeeeeeeeeeeba"...

No mais assista, N.R.D.R. indica e carimba para uma boa diversão, além de que o CINEMA NACIONAL merece sua bilheteria e seu apoio, já que vale a pena assistir pipoca gringa, assista uma picoca nacional temperada com o talento nativo.

Valeu! Salve Todos!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Festival de CINEMA NACIONAL

Salve todos!


Não venho aqui promover este ou aquela empresa, mas uma coisa é séria, a idéia do CineMark de promover um dia inteiro sem parar com filmes nacionais, isto mesmo, todas as sessões, exibindo alguns trabalhos que já sairam de cartaz e voltarão para quem perdeu na telona, pois tem filme que uma super tela e um super som faz toda a diferença.

Exemplo é o filme "Tropa de Elite", para se ter um exemplo atual, pois vi no cinema, porque na minha opinião filme nacional tem que ir no cinema para gerar bilheteria e que as pessoas envolvidas com o trabalho de Hércules que é fazer cinema no Brasil possam se sentir motivadas a continuar, mas isto eu já disse várias vezes, mas vi no cinema e depois assisti uma cópia "alternativa", sem comparação. Então mova seu esqueleto e vá em algum horário em algum CineMark e escolha uma sessão para prestigiar o trabalho nacional.

Para quem não conhece o projeto PROJETA BRASIL CINEMARK é só clicar aqui e conferir como surgiu a idéia, objetivos e tudo mais.

Em linhas gerais o CineMark escolhe uma segunda para poder passar em todas as sessões filmes nacionais, e o melhor a R$ 2,00 (preço único), isto mesmo, você não está tendo ilusão de ótica, nem seu computador está com vírus.

Preço bacana para filmes bacanas!

Confira a programação geral aqui, a programação do CineMark de Brasília no Pier 21 aqui e ainda a programação do CineMark de Taguatinga aqui escolha pelo menos um e se divirta.

Lembre-se! Diversão de qualidade e com preço baixo é raro!

Não vacile e aproveite enquanto dá!

Salve Todos!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Melhores do Mundo - Jogando em Casa

A trupe de comédia Os Melhores do Mundo voltou a cidade natal para matar as saudades do público caseiro que estava lá enchendo o Teatro até a boca (sem trocadilhos indecentes por favor).


Voltou com duas peças "Hermanoteu na Terra de Godah" e o impagável "Misticismo", e neste último espetáculo o blog narotadorock.com esteve representado por Tiba 4P e Cristiano Castor Troy, com suas respectivas esposas. Além do primogênito ainda na barriga de Tiba 4P e Dona Vânia Alves, Augusto Cesar Xicão Alves Lima Bezerra da Silva que está para chegar.

Não vi ainda Hermanoteu..., porque a minha agenda nunca bateu com as datas do espetáculo (quem vê até pensa, mas é chique dizer minha agenda não bate), mas Misticismo já tinha assistido em 4 oportunidades diferentes.

"Como assim? Ver uma peça de teatro mais de uma vez?????"

Sim cara pálida, quando é bom vemos, ouvimos e/ou curtimos mais de uma vez, ou então, qual seria o motivo de ter o DVD e/ou CD de qualquer coisa em casa, a não ser para se deliciar repetidas vezes na hora que quiser.

Falando nisto o DVD da turma "Os Melhores do Mundo" está saindo quentinho do forno. Mais notícias em breve aqui no narotadorock.com.

Voltando a peça, "Misticismo", pela quinta vez eu já ri das esquetes bem montadas e muito bem adaptadas para as situações contemporâneas do Brasil e principalmente da nossa querida capital federal.

O grupo consegue se reinventar nas situações pelos quais vão surgindo com o aumento do sucesso da trupe, filmes, participações em programas humorísticos e tudo que for necessário para espalhar o riso em quem estiver prestigiando o trabalho da turma de comédia brasiliense.

Na peça senti a falta de algumas piadas já consagradas em algumas esquetes, umas porque estão desatualizadas, como no final da primeira esquete que falava sobre: "como colocar o vídeo para gravar?". Ficou desatualizada! E realmente houve a necessitade de mudar.

Outra coisa que faz falta é a citação do ex-Governador/Senador Joaquim Roriz que é uma pessoa ótima para se fazer piada, e esta turma se amarra em usá-lo de maneira hilária. Mas como o atual governador José Roberto pédeArruda/Comigo-ninguém-pode não foi citado, mas de maneira singela o nosso ex-atual-futuro Presidente do Senado Renan Amigo de Lobista Calheiros foi citado na melhor esquete desta peça na minha opinião totalmente embasada em critérios rígidos, ou seja, o meu gosto.

A mudança de local, saindo do Teatro do Bancários na 514 Sul, para o Teatro Nacional no coração da capital tem vantagens e desvantagens.

Como por exemplo, liberar o Teatro da 514 para o pessoal que está no começo da batalha e não tem tanta notoriedade assim, mas no Teatro Nacional o preço é mais caro. Eu entendo e sei que qualquer peça da turma vale cada centavo.

No mais a turma continua com a mesma energia, como da primeira vez que fui assistir uma peça deles. Interação com o público, improviso e principalmente amor pelo teatro!!!!!!!

Parabéns e que continuem assim!
Que o prestígio de serem globais continue não afetando o talento e a humildade do grupo. Que atente com simplicidade e humildade os fãs!!!!!


Abraços a todos!
Salve Todos!

PS A zoada com o Flamengo, na segunda melhor esquete da peça foi legal, mas a bola da vez na minha opinião era o Botafogo, entendo que num grupo com 4 Vascaínos (o importante é ter saúde), 1 Botafoguense (fica assim não) e 1 Flamenguista (pessoa de alto garbo, elegância e envergadura moral) a vítima favorita é o Mengão. Eu sei que vende mais falar do Mengão!

domingo, 14 de outubro de 2007

O Homem que Desafiou o Diabo (Literatura de Cordel e Trova na TELONA)


Olá para todos!

Ontem (13/10/2007) assisti "O Homem que Desafio o Diabo", eu sou fã de carteirinha do CINEMA NACIONAL, por todas as dificuldades que estão na frente de quem se atreve a enfrentar os desafios de produzir cinema no Brasil Varonil.

Não só os desafios de dinheiro e patrocínio, como os de divulgação, apoio; e ainda tem que superar o conceito (ou um preconceito), de quem acha que o CINEMA NACIONAL ainda está só na pornochanchada (sic) da década de 80.

Não viu que muito antes da década de 80 o nosso cinema já produzia coisas boas, sem as mínimas condições, mas conseguiu fazer filmes como "O Pagador de Promessas", "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "O Cangaceiro", "Macunaíma", "Lampião o Rei do Cangaço", "Dona Flor e Seus Dois Maridos", "O Homem da Capa Preta" só para citar alguns.

Há muito nosso cinema tem produzido obras muito boas e marcantes, mais uma vez fui ao cinema entusiasmado, mas com a preocupação, pois o filme podia ser comparado com o grande "O Auto da Compadecida", do fabuloso Guell Arraes que desta vez estava na produção técnica porque a direção ficou com Moacyr Góes, que não tinha um grande repertório de obras, pois filmes da Xuxa e Padre Marcelo Rossi é casca grossa de engolir e é o famoso apague isto da minha carreira ou do meu currículo, apagar coisas que de currículo é uma história que acontece em vários pontos da vida profissional, um exemplo aqui.

Só que o diretor soube se safar bem da comparação com o filme de Guell Arraes e se saiu com um ótimo filme, engraçado, com ritmo, história e a bendita "QUÍMICA" entre elenco e equipe técnica, o figurino sem criar esteriótipos para os sertanejos, com roupas maltrapilhas e sujas, mas nada de espalhafatoso e exaregado, o Gibão (roupa típica dos sertanejos para andar na caatinga nordestina), usado pela personagem principal é bem típico da região e de muito bom gosto na escolha. A direção técnica foi boa e competente, se preocupando com detalhes que para olhos não nordestinos podem não significar nada, mas para quem é da terra do Sol iria ser erro grotesco, não sou nordestino, mas tenho pais que são, então minha formação cultural desde a infância tem influências nordestinas e conheço um pouco deste universo maravilhoso. Um filme que tem roteiro baseado (NÃO! Não é cigarro de maconha!) num livro de cordel que conta "As Pelejas de Ojuara Contra o Diabo", Ojuara é o nome da personagem principal.

Os diálogos coerentes e sem o sotaque produzido pela equipe da Globo, as piadas com referências fantásticas, como a do Mução ligando para o Turco, dono do armazém é fantástica, além do texto que consegue mesclar Trovas e Literatura de Cordel no meio dos diálogos.

Fora as lendas que são lembradas durante o filme como a personagem que arranca um prego sem usar as mãos ou a Mãe de Partanha que tem um órgão sexual um pouco inusitado.

Fala sobre lendas de Pretos Velhos que ainda habitam antigas fazendas de escravos no sertão, ou como o povo tem uma visão do Diabo e suas características, mostra um povo nordestino sofrido, alegre, feliz, trabalhador, religioso e principalmente engraçado, não de maneira pejorativa como muitos pensam e gostam de pintar, engraçado, porque consegue ver beleza nas coisas simples e viver de maneira sofrida, mas feliz, de maneira como a vida proporciona, nem mais nem menos.

Assista e não espere ver outra aventura parecida com a de Xicó e João Grilo, mas um filme bom e engraçado que não nos deixa perceber que o tempo está passando.

É filme para se ter em casa para se ver os extras, se divertir no vai e volta de cenas e tudo mais que o DVD tiver oferecendo para quem comprar.

Sendo assim desta maneira assista, e se possível no cinema para gerar bilheteria para a produção e felicidade aos atores e produção técnica.

Então a equipe narotadorock.com recomenda e aprova (Estou sem o carimbo hoje, mas carimbarei em breve), mas mesmo sem o carimbo que assegura a qualidade na posição destes blogueiros, em particular deste que vos escreve no momento.

Salve Todos e Viva o CINEMA NACIONAL!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Tropa de Elite – Estréia Oficialmente

Bem, hoje vamos falar sobre o que foi que aconteceu com este filme antes de estreiar (sic), porque estrear já aconteceu a algum tempo em todos os pontos alternativos de venda de DVD’s das grandes cidades brasileiras.

Parece que era a última sensação da moda francesa, assistir a versão “alternativa” (não gosto da palavra pirata) do filme Tropa de Elite, a bagaceira foi tão grande que eu cheguei a pensar que era um documentário e não um filme comum, com atores, texto, produção, direção de arte e fotografia, figurinos e os cambau (sic) que vem acompanhando a produção de um filme comercial. Logo percebi que era um equívoco de quem escrevia e/ou de quem lia.

A primeira nota que li nem lembro onde, falava de um filme aproveitador, parasita, que queria vender a qualquer preço, que queria denegrir a imagem da corporação da polícia militar fluminense e tudo mais, depois li que era o melhor filme nacional já feito de todos os tempos a oitava maravilha do mundo moderno, que o cinema nacional não seria mais o mesmo depois disto, parece que até o cara que escreve uma coluna na revista Veja que gosta de polêmica para poder continuar sendo muito lido tinha falado dele, este eu não li porque não perco meu tempo com as linhas escritas por ele, que não me lembro o nome agora, quem lembrar coloque nos comentários.

Não assisti por meio de “cópias de segurança” porque gosto de dar uma força para o cinema nacional, como finalmente o filme chegou oficialmente para a tela gigante vou ver.

Tenho opiniões de vários amigos que já viram, porque o primo do irmão do cunhado do vizinho do amigo do sogro da empregada da vó encontrou uma cópia na rua, assim jogada. Sabe como é né? Então já que estavam na sala como visita não impediram que passassem o filme, já que tal atitude seria de uma deselegância imensurável (gosto da palavra IMENSURÁVEL, é mó chicona.). Então, todos que me contaram algo sobre o filme me juraram que foram vítimas de estarem no local na hora da exibição e não estavam aliados aos maus elementos que pasavam o filme de maneira, hã..., como direi, ..., hum, ..., quer dizer, ..., de maneira,..., veja bem, ..., de maneira não oficial, pronto, todos foram vítimas, meus amigos estão totalmente inocentes nesta história. Que isto fique bem claro!!!!!!!!!!!! Nenhum deles pediram dinheiro emprestado para comprar bezerra, trocar cheque, comprar ou vender boi ou TV/Rádio, ou coisa que o valha.

Então, todos falaram (pelo que entendi da história todos que viram conseguiram no esquema de relacionamento citado logo acima) que o filme é bom, nem oportunista, nem o melhor que já se fez no Brasil. Apena Bom, como deve ser um filme! Apenas um filme, que fala de favela, pobreza, corrupção, marginalidade, só que agora com uma visão de um prisma um pouco diferente, agora é a polícia quem tem a palavra.

Meu, não vou me deter a falar muito da força policial porque não cabe isto aqui, mas é no mínimo genial inverter a polaridade da narração (nossa gastei todo o português agora, minha esposa ficará orgulhosa quando ler), ou seja, deixar que a outra parte conte a sua versão dos fatos.

Tem um ditado chinês se não me engano que é o seguinte:

“A história tem sempre três versões, a sua, a do outro e a verdade.”

Vamos ver o mesmo de sempre, só que agora com a incrível sacada de mudar o locutor, só por isto já merece um voto de confiança, além de ter Wágner Moura (Deus é Brasileiro e Carandiru) como protagonista.

Para não se alongar mais sobre um filme que vou ver ainda, é o seguinte.

1 – Filme nacional merece crédito e bilheteria, pois fazer filme no Brasil é uma epopéia, melhorou muito, mas continua ruim;

2 – Wágner Moura no papel principal com alguns novatos, tem cheiro de Cidade de Deus, que por si só já é um atrativo, desde que não esperamos uma outra versão do consagrado filme;

3 – Uma velha história contada de maneira inédita, podemos rever alguns conceitos e criar novos pensamentos sobre assuntos que parecem estar empoeirados em nossas cabeças de tanto que achamos que são verdades imutáveis;

4 – E por fim, Tropa de Elite já entra para a história do Cinema Tupiniquim (não é um termo pejorativo), como o primeiro filme que sofreu realmente com o mercado paralelo de filmes. Sobre pirataria e afins, falarei sobre em um outro momento, não agora, por ser um filme que foi muito assistido antes, por meio das cópias de segurança soltas por ai, tem o desafio de não só ser bom, mas ser BOM o suficiente para que as pessoas assistam novamente na telona. Um desafio que alguns bons filmes internacionais não conseguiram vencer!

Mas se souber usar a propaganda grátis que teve, porque polêmica sobre filme só serve para fazer propaganda grátis do filme, pois polêmica todos querem ver e ouvir para poderem dar suas opiniões totalmente “certas” sobre o assunto.

O último exemplo deste fato foi o filme “Turistas” que foi um balacobaco imenso e todos foram ver como estes cineastas de meia tigela, OUSARAM falar mal da "Cidade Maravilhosa" e de nosso Brasil varonil.

Não vou também seguir falando sobre o filme “Turistas” porque não vi, mas não vi porque não é uma temática que me atraia, também não vi “O Massacre da Serra Elétrica” (não estou falando do ex-Deputado Federal pelo Acre Hidelbrando Pascoal), também não vi “O Albergue”, o tema não me atrai, por isto não vi, mas “Turistas” teve uma bilheteria maior do que teria se não falassem sobre um assunto polêmico que interessava ao povo brasileiro particularmente.

Tropa de Elite não indico porque não vi. AINDA!

Mas que me deu uma vontade danada de ver antes deu.

Agora irei ao cinema curtir com a cabeça desarmada para ver um filme apenas, nada mais que isto, nem obra prima nem lixo oportunista, um filme.

Algumas vezes o cinema é só entretenimento! Outras vezes arte! E em outras formas de aguçar o pensamento. Por isto que o cinema é apaixonante!

Apesar de para alguns não ser "apenas" entretenimento e para outros não ser arte, para muitos é apaixonante.

Salve Todos e boa Sessão (que dúvida como se escreve SESSÃO, ainda bem que tenho contatos para assuntos políticos e lingüísticos)!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Cidade (finalmente) dos Homens – O Filme



Depois de assistir Cidade dos Homens – O Filme, me dei conta que realmente o trabalho produzido pela O2 Filmes e grande parceiros na co-produção fizeram um fim digno do trabalho da série Cidade dos Homens.

Um risco calculado, mas muito bem executado pelo Diretor Paulo Morelli, que tinha o desafio de manter a chama de intensidade do roteiro que já tinha conquistado o público na telinha como série de TV.

Um fim (não sei se realmente será um fim, mas por enquanto é isto) brilhante já que os atores que fazem as personagens principais Darlan Cunha (Lanranjinha) e Douglas Cunha (Acerola) já tem uma química que vem de longe, para conferir os dois com menos de 10 anos trabalhando juntos assista “Palace II”, um curta que foi exibido pela Globo dentro da programação do Fantástico (ok, exemplo ruim, mas o filme é legal). Este curta faz uma “paródia” com o desabamento do Edifício Palace II no rio, que foi feito com areia da praia, para quem não sabe areia da praia não serve para construção civil.

Os dois na época pirralhos, chumbam um portão de uma moradora da favela com areia da praia recebe uma grana, com a economia da grana da areia, sai com mais que o dobro do que ganhariam se fizessem com areia de construção. Mas a dona da casa é tia de um bandido da favela que encontra com os pimpolhos e tenta aplicar uma lição, que é um dos códigos de honra da favela. O filme é um curta se eu contar mais acabou. Assista vale muito a pena.

Voltando para o filme pelo qual resolvi escrever este post, não é simplesmente um episódio grandão da série em tela grande, é um roteiro que respeita a história da série, usando inclusive cenas da série durante o filme. Mas tem autonomia suficiente para quem não assistiu nada da série (se for seu caso, arrume isto e vá assistir logo.) poder acompanhar sem ficar atrapalhando quem está do lado com perguntas idiotas para quem acompanhou a série, ou seja, ter assistido a série é legal, mas não é indispensável, o que é ótimo.

Não sei se esta foi a intenção da equipe, mas pareceu um adeus da dupla Acerola e Laranjinha (porque que os moleques na série tem apelidos de fruta??????? Por favor sem pensamentos obscenos..., mas quem souber por favor comente sua opinião aqui no blog), ou então uma virada total no rumo das personagens, que realmente não podiam mais viver de molecagens e brincadeiras infanto-juvenis, apesar que ser um adolescente numa favela de uma grande cidade brasileira não é bem uma situação infanto-juvenil.


Com certeza narotadorock.com (bem pelo menos este blogueiro humildemente diz que sim, né?) aprova e indica, só não vá esperando tantas piadas quanto a série, como o título do post já deixa bem claro a cidade finalmente é dos homens, e não tem tanto espaço para piadas de garotos travessos numa grande aventura, não que sejam ruins estas piadas, mas com o amadurecimento das personagens e consequentemente dos atores o roteiro tinha que ser mais maduro.

Para quem gosta do gênero é o que há, não tão bom quanto Cidade de Deus que é brilhante, apesar de este trabalho ter a contribuição de Fernando Meirelles e Guell Arraes que são mil grau bom todo, mas é melhor do que um episódio longo para o cinema vender.

Sendo assim desta maneira não marque toca, não coma mosca, não vacile, não cochile, não bobeie, vá e assista, pois a trama é boa, a montagem é ótima, as atuações são respeitáveis e você sai da sala de tela grande com gosto de quero mais.

O que se pode esperar mais de um filme?

Salve Todos!
Tiba 4P

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