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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

2009: O ano que Brasília não Irá Esquecer

O ano de 2009 vai chegando ao seu fim e nos deparamos, semanas atrás, com aquele que é simplesmente, o maior escandâlo político da história da nossa cidade. Mas ao mesmo tempo, nada que já não tenhamos visto no período histórico do nosso país. Apenas não tínhamos visto no Distrito Federal. Esse talvez seja o grande diferencial deste suposto esquema de corrupção em relação a todos os demais, além é claro das meias, porque cuecas já foram estrelas de um outro filme, aliás bem recente.
E um dos momentos mais lamentáveis e tristes, sem dúvida nenhuma foi o recesso parlamentar. Os Deputados Distritais, mesmo diante de todo este momento político delicado e com graves denúcias contra o governador Arruda que culminaram com pedidos de impeachement entregues na Câmara Legislativa, sendo um deles da OAB, ao votar o orçamento, entraram em recesso numa clara manobra para adiar uma decisão sobre parte do futuro político de Arruda. Digo parte, porque metade deste futuro, a menos que ele possua uma carta muito forte na manga, já está decidido. Sem partido a menos de um ano da eleição, não poderá concorrer a reeleição conforme a legislação eleitoral vigente. O que a maioria governista tenta na câmara, com tal manobra, é esfriar os ânimos da população e assim ficarem mais a vontade para votarem contra tais pedidos de impedimento do governador.
Não estou aqui fazendo um vulgamento parcial. Embora não seja admirador de parte da sua filosofia política e muito menos da filosofia de seu ex-partido, o Democratas, que nada mais é do que um partido burguês e portanto capitalista, composto por banqueiros, latifundiários, grandes empreiteiros, empresários etc..., um dos responsáveis ao lado do PSDB e do PMDB pela onda privativista que vareu o Brasil nos anos 90 através da política emplementada por Collor, Itamar e principalmente Fernando Henrique Cardoso. Onda esta que destruiu parcialmente o Brasil, entregando parte de nossas empresas públicas, como a Vale do Rio Doce, empresas estas que eram patrimônio do povo brasileiro e que hoje pertencem a uma meia dúzia de estrangeiros que tem por ofício, sulgar o nosso país. Mas digo que não faço julgamento parcial, porque apesar disto tudo, o Governo Arruda tinha a minha aprovação. Não apenas pelas obras realizadas ou em realização, que estão melhorando nosso trânsito. Mas também pela melhoria nos transportes coletivos que continuam muito ruins, mas já foram piores, e pela sensível melhoria na qualidade de vida das populações mais carentes que o desenvolvimento da urbanização em suas regiões domiciliares está proporcinando. Se hoje Brasília é uma das sedes da Copa de 2.014, devemos isso ao competente trabalho de Arruda e sua equipe nos trabalhos e articulações feitos para tal. Inclusive a melhoria das vias públicas e dos transportes (como a vinda do VLT e melhorias no metrô) que já citei aqui, além de outras obras como a reforma do Mané Garrincha, são exigências da FIFA.
Mas tudo isso não pode me impedir de me pronunciar neste momento criticando tal suposto esquema. A sociedade brasiliense não pode se calar diante de tais acontecimentos. E nem se esquecer deles. É preciso que aja uma grande reforma politica em nosso país. Bem como no Legislativo e no Judiciário. Que leis já existentes sejam aplicadas. Que a mesma lei que pune o pobre, puna também o rico. E que outras sejam formuladas e colocadas em prática. Mas antes de tudo, o mais importante. É preciso que façamos uma grande reforma de consciência. Porque a corrupção e a desonestidade, no Brasil, são culturais. Estão arraigadas no cultura do povo brasileiro. Portanto, sem essa de dizer que odeia político e/ou política porque são todos desonestos. Primeiro porque isto não é verdade. São as chamadas regras que possuem as suas excessões. Mesmo que raras. Segundo porque sendo a corrupção e a desonestidade, culturais no Brasil, os políticos desonestos são apenas expressões e consequências disto.
Um ponto que me causa preocução é que a meu ver, politicamente quem está se beneficiando de todo este momento, é o ex-governador Joaquim Roriz. Apesar das denúncias darem conta de que o provável esquema teria começado no governo passado. Portanto, em seu governo. E isto é lamentável. Notem que a grande mídia nacional e local, quase não toca em seu nome. A raiva e a revolta da população recai sobre o atual ocupante do Buritinga. Mas polpa Roriz. Em parte isto se dá por culpa da mídia e em parte pelos eleitores de Roriz, beneficiados pela entrega equivocada e sem critérios de lotes no DF. Fato que ficou conhecido pela "Farra do Lote" que contribuiu significativamente para a vinda de consequências danosas para Brasília, como a destruição de nascentes de água e o inchaço da cidade que resultou em um êxodo jamais visto por aqui, aumento dos índices de violência e piora do trânsito.
Em suma, o que podemos tirar como conclusão disto tudo, é que realmente precisamos limpar Brasília e o Brasil de tais práticas. Mas que antes de tudo, temos que limpar nossa cultura. Esta cultura, que é tão rica e bela em todos os outros aspectos, mas que possui este único ponto negativo. E que votar em Joaquim Roriz para governador, ao contrário do que pensam alguns, não é a solução. A eleição de Roriz, leva apenas ao fortalecimento de todas as práticas que precisam ser abolidas na política.

Carlos Henrique Bessa Ferreira

terça-feira, 16 de junho de 2009

Hermanoteu na terra de Godah! Brasília recebe melhores do mundo com casa cheia e falta de educação…

Por Daniel Farinha

Com um dia de atraso…

Já vou logo avisando que estou nervosinha e chiliquenta porque o Flamengo tomou uma sacolada ontem e porque devo estar sobre influência da TPM (Tensão pós-matrimônio) da minha digníssima esposa.

Ontem fui ao teatro Nacional Cláudio Santoro, na sala Villa-Lobos, assistir Hermanoteu na Terra de Godah, da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo. Falar aqui da qualidade do espetáculo d’Os Melhores do Mundo já está ficando chato. A cia de comédia é perfeita: roteiro, timing, atualizações, iluminação, divulgação, bom humor, etc. ISSO EU JÁ ESCREVO DESDE 2006. Assisto Melhores do Mundo desde 1994 quando ainda era “A culpa é da mãe”.

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Portanto, hoje estou aqui para falar de como uma parte da platéia brasiliense não tem educação. Quer dizer, ou não tem educação ou é burra mesmo. Quero falar dos malditos retardados e mongóis que insistem em tirar fotos com flash durante a peça. É por isso que eu odeio inclusão digital. Burro não pode ter acesso à tecnologia.

Por que essa minha indignação??? Ontem, com casa cheia no teatro, durante vários momentos do espetáculo, um monte de corno filha-da-puta disgramento, desinfelizes da costa oca, frangos da oreia lascada e filhos da mulher que tem peito nas costas, insistiam em tirar retratos utlizando o FLASH!!! MESMO APÓS O PEDIDO, antes do início da peça, feito pelo idolatrado Welder Rodrigues.DSC06580

Pra quem não sabe, quem está no palco não enxerga nada da platéia quando as luzes estão apagadas. A forte iluminação do palco associada à ausência de luz na platéia transforma tudo num breu.

- Bah Farinha… e como você sabe isso???

- Já subi no palco 5 vezes!!! 3 delas com Os Melhores do Mundo. Agora cala a boca e termina de ler.

Daí, esses desinfelizes abençoados insistem em pegar a maldita câmera digital Fujitsu, que compraram em 20 prestações de 59,90 no Fujyoka ou na Novo Mundo, e ficam lá tirando foto a cada momento engraçado. E momentos engraçados na peça d’Os Melhores do Mundo acontecem a cada 30 segundos!!!!!!! Além de atrapalhar muito quem está no palco, isso me incomoda de um tanto, que dá vontade de ir lá e esquartejar o quengo. Não fiz isso ontem porque eu iria preso e daí é chato pra caramba ir preso.

Sei que vocês não devem estar entendendo minha reclamação e a maioria já deve ter desistido do texto. Alguns até devem se perguntar: “Mas Farinha, e como você tirou foto DSC06567também?”… Ah, cara leitora e barato leitor, aprendi com meu colega Cristiano e não sou tapado. Flash desligado e uma boa máquina. Nada profissional, apenas para registrar alguns momentos. O pior é que, na maioria das vezes, a porra do flash não serve pra nada, pois na maioria dessas máquinas genéricas, o flash alcança apenas entre 3m e 4m (isso ainda com boa vontade e condições ideiais de temperatura e pressão).

 

Enfatizo que isso me incomoda e acredito que incomoda outros da platéia, que são educados ou não-burros. Acrescento que me incluo na categoria dos não-burros.

Bem… acho que está bom agora. Desabafei. De qualquer forma, nunca deixem de ir à peças d’Os Melhores do Mundo quando tiverem oportunidade, mas enfia o flash no meio do rabo, ok??

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Abraços afetuosos!

PS: Façam o download da música que encerra a peça. É sensacional. Cliquem aqui!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Até Quando Esperar?

Até quando esperar? Já dizia a nossa querida Plebe Rude nos idos dos anos 80. Pois bem. Estamos nos anos 2000 e até hoje as coisas continuam as mesmas. Estou me referindo ao atendimento dos nossos direitos como cidadãos e ao combate à corrupção no nosso país que continua devagar quase inexistente.
Temos 509 anos como nação. Quase 200 anos já se foram como país independente. E até hoje o povo brasileiro segue desrespeitado no atendimento de direitos até mesmo considerados básicos. A nossa carga tributária é a maior do planeta. É de se imaginar que tivéssemos a melhor Saúde Pública, a melhor educação, a melhor segurança do mundo, ou pelo menos uma das melhores. No entanto a realidade é bem diferente.
Nossos hospitais estão abarrotados de pessoas. A quantidade de médicos e servidores é insuficiente para atender à demanda. Faltam medicamentos e equipamentos. E quando não faltam, estão quebrados.
A nossa educação perdeu em qualidade ao longo dos anos. Hoje, até existem mais crianças na escola, mas a qualidade piorou.
Segurança? Esse talvez seja o pior de todos os itens. Isso devido ao aumento da violência e a incapacidade das autoridades diante da escala do crime. Casos de violência tomam conta todos os dias do nosso noticiário.
Alguém aí já prestou atenção em como andam nossas vias públicas? Então, pagamos nossos impostos para termos vias de qualidade e olhem o que acontece. Elas mais parecem a superfície da lua, cheias de crateras. E bom quando não empenam nossas rodas e gastamos mais dinheiro para consertá-las.
E como se não bastasse tudo isso, nós pagamos nossos impostos e acabamos por pagar mais de uma vez pelo mesmo serviço. Querem saber como? Então vejamos: Você paga seu imposto para ter saúde de qualidade, certo? Como você não tem, o que você faz? Se associa a um Plano de Saúde. Pagou duas vezes pela mesma coisa. Você paga seus impostos para ter educação de qualidade, certo? Não tem, e o que você faz? Bota seu filho em um colégio particular ou paga a sua faculdade. Pagou duas vezes pela mesma coisa. Você paga seus impostos para ter Segurança Pública de qualidade, certo? E mais uma vez, o que você faz? Paga uma seguradora para o seu carro, paga uma empresa de segurança privada para a sua rua, seu condomínio, sua casa e paga até o flanelinha para não roubarem seu carro. E se não pagá-lo, ainda corre o risco de chegar lá e ter o seu carro arranhado, seu pneu furado etc... . Isso sem falar nos equipamentos de segurança como câmeras, alarmes, travas... Vixe, dessa vez eu até perdi a conta de quantas vezes podemos pagar pelo mesmo serviço. Já parou para pensar nisso? Pois, é. Eu parei. E me assusto e revolto a cada vez que lembro disso.
E a corrupção? Doença endêmica do nosso país. Ela é a culpada por tudo que foi dito acima. Ou em grande parte pelo menos. Se somos a nação que mais paga imposto no planeta, dinheiro tem. Se sumiu, vai ter que aparecer. Por bem ou por mau. Milhões, bilhões desaparecem dos cofres públicos em inúmeros escândalos que horrorizam o país. Dinheiro, meu, seu, nosso que deveria ser destinado para a educação, saúde, combate à violência. E aí, crianças e jovens ficam se estudar e brasileiros perdem suas vidas.
Em nosso país, reina a cultura da impunidade. De que a lei tem que ser esquecida. Pelo visto nosso país é mesmo o país do futebol. Aqui se dribla dentro de campo e fora dele. Todo dia as leis são dribladas. E olhem que em driblar leis e normas, aqui temos verdadeiros especialistas. Especialistas que botam Pelé, Maradona, Romário, Zico, Rivelino no bolso...
Dizem: Ah, mais o Brasil é o país do futuro! Desde pequeno que ouço isso. E que futuro é esse que nunca chega? Respondo: Não chega e jamais chegará se não arregaçarmos a mangas e fazermos a nossa parte. O povo brasileiro tem que aprender a correr atrás dos seus direitos. Fazê-los valer. Vejo com inveja as imagens vindas de outros países da população indo às ruas para exigir dos governos, das autoridades reivindicações como estas. Mas aqui, a idéia que se vende pelos meios de comunicação que são em parte sustentados pelo estado e pelos poderosos de plantão, a quem não interessa em nada este tipo de reivindicação, se vende a idéia de que são baderneiros. Vendem a idéia, direta ou indiretamente de que temos que ser pacíficos e sermos pacíficos e ficarmos em casa, de braços cruzados, levarmos a nossa vida e não nos participarmos em tais coisas. Pergunto: Que paz é essa? Pois essa paz, fabricada pelos agentes aqui citados, essa eu não quero para mim. Eu não quero para o meu país. Essa paz tem como sinônimo, alienação.
É preciso que façamos uma verdadeira revolução cultural no nosso país. E nesse processo os sindicatos e os Movimentos Sociais são imprescindíveis. Revolução esta que comece pela mudança de costumes e conceitos equivocados. Pois estes mesmos costumes e conceitos equivocados é que estão levando nosso país nestes mais de 500 anos ao buraco. Para não dizer para outro lugar#*+*#+# (se é que você me entende).
Somos o país do futuro? Sim, somos. Mas vamos nos apegando a essa expressão de deixando para amanhã ou depois para fazermos algo. Para fazermos essa revolução.. Vamos deixando para depois o que podemos fazer hoje e acabamos por nunca fazer. Se somos o país do futuro, esse futuro tem que começar hoje, agora. Logo depois de terminarmos de ler este texto. Vamos começar dando exemplo. Desde na moedinha lá do troco da padaria, que muitas vezes não volta com a desculpa de não termos troco (e temos muitas vezes) até a grandes movimentações envolvendo volumosas quantias em dinheiro. Vamos começar a dar exemplo devolvendo aquilo que não é nosso, mesmo que seja de valor financeiro pequeno. Tudo isso para exigirmos de nossos representantes um pouco mais de seriedade. Não é que não tenhamos moral para tal. Se pagamos impostos, já temos. Mas para termos mais moral ainda. Aqui existe a cultura de que ser desonesto é que é bom. Então precisamos mudar isso, para que novos corruptos não sejam fabricados.
Transcrevo abaixo um texto de autoria de Lucinda Lopes que foi narrado por Ana Carolina no seu DVD com Seu Jorge, intitulado Só de Sacanagem. O texto é uma convocação a esta revolução de que vos falo. Afinal de contas, até quando esperar?

Só de Sacanagem


Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.' Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal. Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal! E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

MANIFESTO: O Rock de Brasília Tem Solução?

Ao acompanhar uma discussão no post sobre o 2º Festival Torneira Mecânica, publicado no site rockbrasilia, percebo o quanto é fácil cairmos na armadilha do senso comum. Várias idéias pipocam sobre o problema do rock na cidade e nenhuma delas aponta para soluções, simples como o corporativismo.

A falta de co-relação mostra que a cooperação no rock é pura utopia, pois os múltiplos estilos que deveriam criar conexões a desvirtua. A galera do heavy metal não quer tocar com a do punk, que daí não quer a do pop/rock, que rejeita o hardcore, e por aí vai.

O rock, por ter essa faceta variada, deveria aprender a conectar, a conversar, tudo deveria ser rock. E se um estilo não te agrada, agrada aos outros; a palavra de ordem é respeito. Só assim o rock na cidade pode voltar a ser grande.

Em Brasília, na década de 80 tínhamos a celebração; na década de 90, a festa. Os anos foram passando até entrar em 2000. O degradê dessa linha do tempo foi do branco à escuridão total, decepcionante. Um exemplo: a ascensão desequilibrada de bandas covers quase exterminou o trabalho autoral na cidade. O público se desacostumou a escutar música nova feita pelas bandas e artistas locais.

O público dos anos 80 aos tempos atuais foi reduzindo, pois acabou seduzido por outros estilos musicais. E o rock não soube se reinventar e se manter na cena. Testemunhamos eventos vazios e estacionamentos lotados de jovens que só se preocupavam com o grande "bobódromo", e não com as bandas. O fim da picada!

O intuito desta carta é justamente provocar uma discussão que possa apontar caminhos novos para o rock independente. Qual atrativo está ausente nos shows? O que o público gostaria de escutar? Quais os estereótipos que precisamos quebrar? O debate deve ocorrer entre produtores, bandas e público, abertamente, sem nenhuma barreira. Se não somos mais a capital do rock, pelo menos somos saudosos do nosso título.

Existem muitas pessoas cheias de idéias muito boas, mas é hora de começar a agir. Traçar uma estratégia realmente boa para revitalizar a cena. Idéias?

"Rock n'roll não é o que se pensa e o que se pensa não é o que se faz, o que se faz só faz sentido quando vivemos em paz." Engenheiros do Hawaii – “Desde Quando?”

Por:

Cristiano de Queiroz - www.narotadorock.com

Tamara Goes - www.rockbrasilia.com.br

Marcos Pinheiro - www.cult22.com.br

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Gosto bom é o meu...

Olá leitores fiéis.

Venho hoje escrever (digitar) estas linhas para falar de um post que deu um tremendo ba-fa-fa!

O nosso amigo colaborador Daniel Farinha, fez um post digamos hilário (eufemismo para sacana), sobre o furto/roubo da guitarra do Beto Lee, e falaram sobre a Rita Lee, ai já viu, os fãs desceram a lenha total.

Para quem não leu leia aqui nosso colaborador destilou seu veneno para nossa roqueira paulistana!

Alguns fãs não gostaram e começou o barraco, não é a Tati, é debate (eufemismo para bate boca) sobre o talento da rockeira veterana, e resolvi escrever sobre o ídolos e afins.


Temos que aprender que os nossos ídolos tem pés de barro, ou seja, cometem erros de humanos, como são, não são deuses, não são semi-deuses, são humanos, que passam por provações como qualquer mortal que está pisando nesta terra.

Não fique pensando que eles são perfeitos, pois não são, e seus erros são olhados com lupa pelas pessoas que não admiram seu trabalho como um fã, por outro lado, o fã adora colocar uma montanha sobre os defeitos de seu ídolo.

Tenho vários ídolos na música, cinema, literatura e afins, mas consciente que eles todos são passíveis de erros, alguns até ridículos, infelizmente nem sempre conseguimos separar o trabalho da pessoa, algumas vezes sim, mas sempre é bom ficarmos atento se a nossa super defesa é pessoal ou realmente uma opinião baseada no trabalho da pessoa.

O contrário se faz necessário, pois será que não pegamos no pé de alguém só por causa de uma falha, ou uma frase e jogamos um bom trabalho na lata do lixo? Falo isto porque tenho as minhas chatices com algumas coisas, tipo vamos começar a me xingar, já que não sabemos ouvir uma opinião diferente da nossa sem xingar.

1 - Odeio o filme "Titanic"

Acho chato e pronto, roteiro fraco, super montagem, tecnicamente perfeito, nada contrao Di Caprio, até gosto do seu trabalho, mas o filme é no máximo sessão da tarde, mas com um bom marketing se deu bem. Desculpa Cristiano Castor Troy, mas é um tiro no pér ver este filme

2 - Não gosto do Lobão

Entre outras coisas ele é um chato, na minha opinião é lógico, que não é nem certa nem errado é apenas a minha opinião, que no final das contas não quer dizer nada, mas é chato, prepotente, morde a assopra, entre outras coisas (desculpa Cristiano Castro Troy), mas é o que penso, só que o cara tem um puta trabalho, bons discos, boas canções, então é o seguinte, entrevista do Lobão não vejo, Clip eu vejo, Participação em programas do Lobão, não vejo, Show vejo, quando ele abre a boca para falar e não cantar tampo o ouvido.


Vou ficar em dois exemplos para não piorar as coisas, só vamos tentar lembrar que o importante é estarmos sendo guiados pela nossa opinião, que não é a certa nem a errada, pois gosto é como diz o ditado:

"Existem dois tipos de gosto, o mau gosto e o meu..."

Salve Todos!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

MANIFESTO ORIGENS - CAPITAL INICIAL

O blog www.narotadorock.com, criado por fãs de música dos anos 80, acredita que o Capital Inicial ignora seu repertório da referida década não por maldade, e sim porque nós, os fãs, nunca nos manifestamos ao ponto de que a banda reconhecesse a necessidade de ouvirmos nos shows canções clássicas.


Durante a produção, gravação e lançamento do álbum Acústico MTV, que os trouxe merecidamente de volta à mídia, o Capital, por mais que tenha lançado um produto muito bom, transmutou a expectativa em frustração para todos nós que acompanhamos a trajetória da banda desde o início. Entendemos que o trabalho trazia canções com a alcunha de clássicos como: Fátima, Independência, Leve Desespero, Música Urbana, O Passageiro, Todas as Noites e Veraneio Vascaína. Mas vale lembrar que as músicas que continuaram no setlist dos shows, mesmo depois de outros trabalhos lançados, mantinham seu arranjo no formato acústico, diluindo assim todo o poder de seus arranjos originais, com o agravante de aos poucos as mesmas irem sendo limadas das apresentações.


Acreditamos na dificuldade da banda, que ao possuir uma bagagem imensa de álbuns lançados, tenha que organizá-los de forma coerente, buscando tocar as canções que se traduzam num setlist perfeito. Mas acreditamos que também possamos ser agraciados por ter ajudado a banda durante toda a década de oitenta, enfim, só buscamos o reconhecimento. Ainda mais que o show de gravação do DVD Ao Vivo Multishow será grandioso e gravado aonde tudo começou, afinal, Brasília é o berço do Capital Inicial e a cidade teve a oportunidade de presenciá-los em shows antológicos, sendo este, que se realizará em 21/04, será o maior de todos!


Ao buscarmos idéias para esse manifesto, tivemos uma receptividade incrível de fãs que começaram a curti-los a partir da década de 90, e que também sonham em ouvir nos shows canções clássicas que não são de sua época, mas que fazem parte da sua trilha sonora pessoal de todos que curtem o som de Dinho e companhia.

Então Capital, pedimos a vocês, encarecidamente que seja analisada a possibilidade das referidas incursões. No nosso blog preparamos uma enquete na qual lhes será enviado o resultado, bem como, a participação das comunidades via Orkut.


Você, fã da banda, ajude-nos a divulgar da forma que achar melhor, juntos alcançaremos um número de seguidores que nos auxiliará a ter em DVD, um dos melhores registros de apresentações ao vivo de todos os tempos!


Este manifesto será enviado com cópias para a banda, gravadora, canal Multishow, e-mails, comunidades virtuais e núcleos de cultura de jornais, rádios e emissoras de televisão.


Obrigado pela atenção e um grande abraço!


Cristiano de Queiroz

narotadorock.com

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