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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cultura nas Cidades no Guará, como foi? Foi, demais!

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O projeto Cultura nas Cidades da Secretaria de Cultura (GDF), realizado com o apoio da Casa da Cultura e da Administração Regional do Guará, aportou na referida cidade satélite com muita pompa. O evento inicialmente teria a apresentação de Jorge Ben Jor – cancelado três vezes pelo próprio artista – recebendo em substituição o grupo O Rappa, que encerrou a noite com muita energia. Os outros shows ficaram por conta das bandas Pé do Cerrado, Levitas, Jah Live e Homem de Pedra, grandes conhecidas nos palcos de Brasília.

IMG_0430 A animação e paz davam o tom ao Cultura nas Cidades, e quem não foi por que era de graça, perdeu. Pode ter certeza! A estudante Mariana Azevedo, 21, antes da apresentação d’O Rappa definiu o evento desta forma: “nossa, estou orgulhosa do Guará, adorei os shows que rolaram até agora. Amei o Jah Live. Agora é a vez d’O Rappa e vai ser emocionante, apesar do atraso”. Ela tem razão, realmente atrasou, mas os percalços são esperados em qualquer projeto. Nesta empreitada é muito melhor enaltecer as qualidades, inclusive o som cristalino e o Teatro de Arena que passou no teste, mostrando-se um ótimo espaço para eventos e elogiado também pelo público. Em relação a este, penso que estava estimado em 3.000 pessoas, mas como todo penso é torto, posso estar errado. Matemática, cálculos e afins não é meu forte pode acreditar.

UPDATE: O Luciano da produção me informou que segundo cálculos da Polícia Militar, o público estava estimado entre 7.000 e 8.000. Acho exagerado, mas como eu disse, sou péssimo com números.

Vale destacar também a simpatia e presteza do gestor da Casa da Cultura Rafael Souza e do seu fiel escudeiro Luciano Monteiro, além do produtor d’O Rappa, Ricardo "Tenente" que nos garantiram acesso aos bastidores para esta cobertura. Tinha uma pessoa lá da organização, uma menina bonita, que quando de posse das credenciais, se achou a rainha dos seus escolhidos e tentou nos podar. Não conseguiu, ainda bem! Graças aos citados acima. Obrigado!

O Rappa

IMG_0154 O grupo subiu ao palco as 22h40. O vocalista Marcelo Falcão já foi dando o seguinte recado: “O Botafogo nos ajudou, mas o Flamengo não fez a parte dele. Mas o campeonato não acabou não”. A galera foi ao delírio, tanto a torcida arco-íris quanto a massa rubro negra. A banda ataca de “Meu Mundo é o Barro” do cd 7x (2008) e vai perfilando um hit após o outro, extasiando a platéia, prestigiando-a com 15 canções – setlist abaixo –, que buscou revisitar toda obra do grupo. Em mais ou menos 1h30 de apresentação, satisfação era a palavra chave, naturalmente impressa em cada um dos presentes. Uma chuva rápida e suficiente para aplacar o calor abençoou a galera que estava curtindo a apresentação, uma salva de palmas aos céus.

No camarim, a banda estava feliz com o resultado e elogiando o público e espaço. O Guará passou no teste, espero outros grandes eventos.

Marcelo Lobato era um dos mais empolgados no camarim, e aproveitou para discotecar colocando o “roquenrol” para tocar no seu Ipod devidamente conectado a um dock potente. Faith no More e Black Sabbath eram algumas das bandas boas na playlist do músico que nos prometeu uma entrevista. Espero que aconteça nesta sexta, já que a banda estará de volta para se apresentar no festival Cerrado Virtual, saiba mais aqui.

Setlist:
Meu Mundo é o Barro
O Salto
Reza Vela
Lado B Lado A
Meu Santo Tá Cansado
Minha Alma
Mar de Gente
Monstro Invisível
Me Deixa
Vapor Barato
Hey Joe
Súplica Cearense
Rodo Cotidiano
O Que Sobrou do Céu
Pescador de Ilusões

Álbum Fotográfico

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Clique nas fotos para ver em uma melhor resolução.

Crédito das fotos: Cristiano Porfírio

P.S.: Foram algumas das piores fotos que eu já cliquei em shows. “ever” =(

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Show 03/03 [FAITH NO MORE em BH]

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Porra!!! Caralho!!! Não me leve a mal, não é um xingamento gratuito, leia até o fim e entenderá. =D

O dia esperado finalmente havia chegado, embarcamos eu (@narotadorock), @cele75 e @mynameiswell para Belo Horizonte, finalmente iriamos curtir o show do Faith No More, há 14 anos sem assistir a uma apresentação do grupo que havia encerrado suas atividades em 1998, a expectativa só poderia ser enorme. Como diria Jack, O Estripador: Vamos por partes!

O VÔO:

Resolvemos voar para a cidade de BH via Ocenair, já que a passagem estava mais em “conta”. Supreendentemente a empresa foi pontual, tanto para ir quanto para voltar. Sem percalços na viagem, destaco na ida uma dor de ouvido, em razão da pressão, doía prá caramba e seu eu não fosse um macho convicto, teria gritado feito uma garotinha. Uma das aeromoças no vôo de volta me deu inveja, ela tinha mais bigode do que eu, e como dizem que mulher de bigode nem o diabo pode, preferi ficar longe dela. =D

O AEROPORTO:

2510571g Este livro serve bem para ilustrar o que é desembarcar no aeroporto da cidade de Confins. Realmente é Nos Confins do Mundo, fica a 40 minutos de BH. Caramba!.

Não chegue lá pensando em pegar táxi, os motoristas vão levar sua carteira, pelo menos devem poupar sua vida.

Se o seu mal for fome, quebre o porquinho e leve sua pequena fortuna, porque lá tudo é caríssimo! Saí de Belo Horizonte sem comer o alimento mais famoso e característico de Minas Gerais, deixei para tomar café no referido aeroporto e pasmem, um pequenino pão de queijo custa R$ 4,00. É por causa da fama que custa tão caro?

A HOSPEDAGEM:

Ficamos hospedados em um albergue intitulado “O Sorriso do Lagarto”, não, não era o sorriso do Tião Macalé. A hospedagem é localizada em um lugar calmo com acomodações simples e sem frescura em um espaço funcional. Curti prá caramba, além de ser muito barato. Fica a dica!

O atendente Sérgio comeu dobrado comigo e com o Wellington. Cometeu o erro de dizer que o Atlético MG ia ganhar do Flamengo, o galo acabou depenado por 3x1, então o Serjão teve que aguentar nossas malhações até a manhã da segunda feira. hehehehe

A CIDADE:

Futebol na cidade é coisa de maluco, até as mulheres de lá xingam em razão do esporte, e no meio da rua, ao lado do adversário. A paixão é completamente truculenta, naquelas bandas se cuide, porque se você estiver na situação contrária, no mínimo ganha uns tabefes.

Apaixonei-me por Belo Horizonte, a convivência foi pequena mas extraordinária. É um povo tão hospitaleiro que até um cabeludo tatuado igual a mim merece respeito e atenção, adorei! Dizem que mineiro é um povo desconfiado, se for assim, nestes dois dias os desconfiados estavam de férias. =D

Tive o prazer de conhecer a Praça da Liberdade, reunindo esportistas de final de semana e apaixonados pela cultura em um mesmo espaço. Multidiversidade é a palavra!

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Foto 1
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Legenda (Clique nas fotos para melhor resolução):

Foto 1: Fontes na praça da Liberdade.

Foto 2: Prédio escroto que parece um monte de panqueca amontoada.

Foto 3: Essa menina de vermelho num domingo de manhã é a Alice? Aquela do País das Maravilhas? Eu não tive coragem de fotografar de frente. Frouxo!

Belo Horizonte é um lugar de mulheres lindas, shopping sem MacDonalds e com Wi-Fi grátis – importante - e por incrível que pareça, prédios – mais importante ainda - com poucas pichações . Visite BH, uma cidade que respira entre montanhas e composta por ladeiras de dar inveja as da cidade de San Francisco/EUA.

O SHOW:

A apresentação aconteceu na casa de espetáculos Chevrolet Hall, ao contrário do que me disseram, gostei da acústica, pelo menos eu ouvi perfeitamente. O público foi um pouco decepcionante, segundo a mineirinha Renata Almeida (@rebatata): “a galera de Belo Horizonte não lota nenhum show de rock”. Realmente é uma pena, e muito pior do que não encher a casa, é a falta de educação que contrastou com tudo o que vi na cidade. É uma galera que não respeita a individualidade, claro, shows de rock são eventos para liberar o stress, dançar e pular. Mas saber que você está incomodando os outros, em uma “pourralouquice” sem tamanho, continuar e ainda achar que está com a razão, é no mínimo insensatez, concorda?

Outro absurdo foi em relação ao jornal O Estado de Minas, no dia do evento, não publicaram uma linha sequer sobre o Faith No More. Oras bolas, atração internacional na cidade e um jornal de grande circulação deveriam estar alinhados, isto é fato!

A abertura do show ficou a cargo da banda mineira Monno que começou a tocar por volta de 20h e faz um indie rock competente, mas totalmente descabido para estar ali, tocando para um público totalmente diferente da proposta dos caras. Em um momento do show o vocalista da Monno avisou: – Vocês podem conferir nossas músicas no Myspace. Daí o público respondeu: – Tudo bem podem ir embora, a gente escuta no Myspace! Este foi o tom da apresentação que durou em média 40 minutos.

2Por volta das 21h era a vez do filé mignon, Mike Patton (vocal), Billy Gould (baixo), Roddy Bottum (teclados), Mike Bordin (bateria) e Jon Hudson (guitarrista)  sobem ao palco em trajes  de gala, impecáveis e prontos para enlouquecer a galera que os recepcionava. A instrumental “Midnight Cowboy” foi a escolhida para a abertura, seguida de “The Real Thing”, uma grata surpresa, pois esta canção não foi executada em nenhum show da perna brasileira na turnê “The Second Coming”, que se encerrava naquela noite em Belo Horizonte após se apresentarem em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

O setlist teve uma faixa do filme Carruagem de Fogo (1981), a trilha sonora Chariots Of Fire do grego Vangelis,  uma do primeiro disco We Care a Lot (1985), três do clássico The Real Thing (1989), cinco de Angel Dust (1992), seis de King for a Day...Fool for a Lifetime (1995) e três do último do trabalho, o Album of the Year (1997), ficando apenas de fora o segundo disco Introduce Yourself (1987). Foram 19 canções executadas em pouco mais de 1h30 de um grandioso espetáculo.

Alguém tem que avisar ao Patton que bossa nova não é legal, apesar de ser engraçado ouvir ele cantar “Ela é Carioca” como música incidental em “Caralho Voador”, já curiosa por sua versão cantada em um portunhol com letra sem vergonha. O vocalista pirou, pulou, fez caretas, tentou engolir o microfone, orquestrou as famosas “olas” como acontecem nos estádios, brincou com a visita da Madonna e disse que com este show finaliza muito bem a turnê pelo país. Outro destaque fica para os efeitos nas canções, a maioria disparada pelo próprio Patton, seja por megafone, microfone e outros barulhinhos em um set instalado perto do microfone do cantor.

Missão cumprida para a banda e para o público. Só nos resta torcer que retornem ao país e de preferência em um curto espaço de tempo. É fato conhecido a admiração que eles sentem pelo Brasil.

Ah! Você quer saber o que é Porra!!! Caralho!!! né? É a saudação de estase e felicidade da banda, que foi plenamente seguida pela platéia! Porra!!! Caralho!!! foi demais! Indescritível!!!

Setlist:
Midnight Cowboy || Álbum Angel Dust (original por John Barry para o filme homônimo)
The Real Thing || Álbum The Real Thing
Land of Sunshine || Álbum Angel Dust
Caffeine || Álbum Angel Dust.
Evidence || Álbum King for a Day...
Surprise! You’re Dead! || Álbum The Real Thing
Last Cup of Sorrow || Álbum Album of the Year
Ricochet || Álbum King for a Day...
Easy || Álbum Angel Dust (original por The Commodores)
Epic || Álbum The Real Thing
Midlife Crisis || Álbum Angel Dust
Caralho Voador (música incidental: Ela é Carioca - Vinicius de Moraes) || Álbum King for a Day...
The Gentle Art of Making Enemies || Álbum King for a Day...
King for a Day || Álbum King for a Day...
Ashes to Ashes || Álbum Album of the Year
Just a Man || Álbum King for a Day...
(BIS)
Chariots Of Fire (Vangelis)
Stripsearch || Álbum Album of the Year
Mark Bowen || Álbum We Care a Lot

Fotos do Show

Just push play (assista no youtube em HD)

Se preferir curtir as fotos direto no site do picasa, clique aqui, divirta-se e faça o download das fotos que preferir.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Show 02/03 [RITCHIE]

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Ritchie e uma de suas performances

A meia noite, já no dia 07/11, Ritchie, o maior hitmaker do pop nacional nos anos 80, subiu ao palco esbanjando simpatia e boas canções. Após 17 delas e acompanhado por uma boa banda, o cantor inglês radicado no Brasil há mais de 30 anos deixou no ar um gostinho de quero mais.

“A Mulher Invisível” abriu o show e colocou a platéia para dançar, até hoje não entendo porque ela não entrou na trilha sonora do filme homônimo interpretado por Selton Mello e Luana Piovani. Contagiante e seguida pela não menos interessante “A Vida Tem Dessas Coisas”, foi após “Nesse Avião”, que a belíssima “Outra Vez”, balada carro chefe, que dá título ao novo CD/DVD, fruto de uma parceria com Arnaldo Antunes, foi executada e prontamente aprovada.

Educado, comunicativo e a todo o momento fazendo “trejeitos” com o corpo e as mãos, o inglês foi perfilando sucessos, deixando o público cada vez mais confortável com o espetáculo. Além do início arrebatador, encerrou seu show com uma sequencia formidável de canções radiofônicas: “Casanova”, “Transas”, “Menina Veneno” e no BIS com “Pelo Interfone”.

No camarim, Ritchie me confessou que a grana pelos royaltes por “Menina Veneno” é bem vinda, mas ele se sente frustrado pelas regravações que nada acrescentam a maior canção de sua obra.

Nas canções “Mercy Street” e “Shy Moon” podemos até pensar, como esse cara canta bem em inglês né? De tão familiarizado que ele está com nossa cultura, ok, o sotaque entrega a nacionalidade, mas suas atitudes são de um workaholic responsável e coerente em sua carreira. O pequeno público saiu super feliz com a apresentação profissional e divertida, quem não foi, perdeu a chance de ver um grande show.

Setlist (entre parênteses a origem da canção):
A Mulher Invisível (E a Vida Continua)
A vida Tem Dessas Coisas (Vôo de Coração)
Nesse Avião (Circular)
Outra Vez (Inédita com Arnaldo Antunes - Outra Vez ao Vivo)
Lágrimas Demais (Auto Fidelidade)
Loucura e Mágica (Loucura e Mágica)
Agora ou Jamais (Disco do Tigres de Bengala)
Vôo de Coração (Vôo de Coração)
Mercy Street (Peter Gabriel - Novela O Sorriso do Lagarto)
Fala (Novela A Favorita)
Só Pra o Vento (E a Vida Continua)
Cidade Tatuada (Inédita - Outra Vez ao Vivo)
Shy Moon (Disco Velô do Caetano Veloso)
Casanova (Vôo de Coração)
Transas (Loucura e Mágica)
Menina Veneno (Vôo de Coração)
[BIS] Pelo Interfone (Vôo de Coração)

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Crédito das fotos: Cristiano Porfírio

Show 01/03 [ETNO]

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Sexta-feira, 06/11, falei aqui sobre 03 (três) shows que eu iria acompanhar no fim de semana, o primeiro deles foi da banda ETNO.

A banda composta por Tiago Freitas (vocal), Vitor Fonseca (guitarra), Iano Fazio (baixo) e Tiago Palma (bateria), foi uma das atrações da Mostra Nacional Ambiental (+aqui) promovida pelo IBAMA. E como não era para ser diferente, segurou as pontas em uma apresentação coerente com o evento e forte, tanto no som quanto no visual.

O show é a tradução das letras carregadas de responsabilidade social, somadas a “presença” de palco da rapaziada que cria um espetáculo ímpar, inevitavelmente agradando a todos que o assistem. O vocalista Tiago é reconhecido nas conversas sobre bandas da cidade por ser um destaque no tablado, transbordando em energia e de posse de uma boa voz. Vale citar a parada hipnótica que a banda faz durante a canção “A Mesma Dor”.

Das oito faixas do álbum Revolução Silenciosa lançado em agosto do ano passado, foram executadas as assinaladas com asterisco no setlist abaixo. Duas novas: “Em Busca Do Sol” e “Filhos de Um Sonho” e um cover do mestre pernambucano Lenine, “Dois Olhos Negros”.

Formada em 2002, o ETNO está no caminho certo neste processo de maturação e tem todos os ingredientes para ser descoberta pelo Brasil, afinal, conta com bons músicos e arranjos, letras responsáveis e um espetáculo ensaiado e profissional.

Setlist:
Equilíbrio*
Revolução Silenciosa*
Siglos*
Dois Olhos Negros (cover do Lenine)
Guerra Sem Fim*
Em Busca Do Sol (nova)
Filhos De Um Sonho (nova)
A Mesma Dor*

IMG_8670 O grupo nos bastidores, a moçoila aí no meio, é a Ana Paula, produtora da banda.

Crédito das fotos: Cristiano Porfírio

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Cobertura Porão do Rock 2009 [Dia 02]

Enfim, chegamos ao fim da cobertura da 12ª edição do Porão. As resenhas publicadas referem-se aos que foram devidamente acompanhados. Leia aqui um apanhado geral.

Plebe Rude (DF)

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Uma banda relaxada, longe de olhares curiosos, holofotes e câmeras, completamente diferente da que estava registrando um DVD ao vivo na semana passada (12/09). A Plebe subiu ao palco e liberou toda a sua fúria e energia, deixando os Plebeus enlouquecidos com uma apresentação surreal e empolgante. Philippe Seabra e Clemente não paravam um minuto sequer, apoiados em um setlist que dá a dimensão da importância do grupo na história do rock nacional, por compor o primeiro escalão no boom de bandas da cidade. A dupla aproveitou para alfinetar os fãs de axé, Ivete Sangalo e a alienação. Afinal, Rock também é política!

Antes de tocarem Até Quando Esperar, Philippe repetiu que não é possível esta música estar atual até os dias de hoje, aproveitando para xingar em uníssono alguns políticos do nosso país. O vocalista também alfinetou uma banda gaúcha que tocou sábado, responsável por um ataque de estrelismo, tachando-a como um grupo com os dias contados.

A ausência de André X no baixo foi resolvida com a escalação de Pedro Ivo, que não fez feio em nenhum momento. Com a Plebe é assim, a fúria do punk e a contestação do rock estão vivas e prontas para detonar.

Esta não seria única vez que veríamos Philippe no palco do Porão naquela noite.

Na coletiva de imprensa, Philippe “critica a urgência das bandas em buscar o sucesso, tudo tem que ser trabalhado, não concebe por exemplo ver os Titãs no programa da loira que tem um papagaio falante, ou em um programa da Xuxa”. Em relação ao Clemente, relembra “quando foram a São Paulo, tocar pela primeira vez e o conheceram, o primeiro punk de verdade, ficaram impressionados com o cara da banda Inocentes. Quando a banda voltou sem o Jander, pintou um convite para tocar no Circo Voador (RJ), ele virou para o André e perguntou o que você acha do Clemente? E o André respondeu: Não acho nada, minha praia é mulher”. risos A imprensa caiu na gargalhada. “Philippe continua dizendo que ligaram para o Clemente e o convidaram. O guitarrista perguntou se havia cachê, com a afirmativa topou. Recebeu um cd da Plebe e em duas semanas estava no palco com a banda tocando sem terem realizado um ensaio sequer. Essa é a formação definitiva da Plebe, estamos muito felizes com o resultado.”

O vocalista ainda lembrou “que a banda sofreu para divulgar, não existia a facilidade da internet como nos dias de hoje. Contou a história de quando participaram do programa do Raul Gil, naquele quadro: o Raul perguntou, você não acertou. A Plebe perdeu para o Dominó. Um vexame” novos risos. Aproveita para comunicar que “o catálogo da Plebe estará livre para lançamento, regravação e o que der na telha, já que a EMI que é atual detentora não tem planos a obra do grupo, o DVD que sairá em um prazo de três meses é o primeiro passo. É um absurdo que um disco como O Concreto Já Rachou, que está em várias listas de melhores álbuns nacionais de todos os tempos não tenha uma edição vigente nas lojas.”

Philippe ainda teve tempo de alfinetar as bandas de hoje “que gostam de reclamar dos espaços, dos festivais e de panelinha. Ninguém sai a luta para buscar aonde tocar e ser ouvido, simplesmente sentam e vão reclamar da vida. Imagine se o Ray Charles que é cego, pobre e negro, tivesse ficado reclamando da sua condição e não tivesse ido a luta? Não estaria sendo tocado e homenageado até hoje!” Concordo, isso é uma verdade.

Clemente disse que está “muito feliz com a Plebe, pretende seguir e frente mesmo sem ganhar dinheiro, porque está se divertindo muito” Acredito que realmente ele esteja se divertindo, basta acompanhar sua performance no palco.

Setlist: O Que Se Faz // Censura // Brasília // Medo // A Ida // Minha Renda // Este Ano // Johnny Vai a Guerra // Sexo e Caratê // Dançando no Vazio // Proteção (incidental: Pátria Amada dos Inocentes) // Até Quando Esperar.

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Os Paralamas do Sucesso (RJ)

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Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone são monstros do rock nacional. O repertório com 20 músicas da banda fluminense, que tem os dois pés no rock de Brasília, foi preparado de forma cuidadosa, três canções do disco novo Brasil Afora (Sem Mais Adeus, Meu Sonho e A Lhe Esperar), um cover clássico dos Titãs (Sonifera Ilha) e 16 que privilegiaram todas as fases do grupo, deixando os fãs pululantes.

Os Paralamas sempre foram uma banda do público, o que eles produzem no palco é o resultado de uma matemática simples: banda excelente + canções clássicas = platéia satisfeita. Em grande número, a platéia cantou e vibrou com uma apresentação colorida e dançante, atestando o porque do grupo ser respeitado e um dos maiores de todos os tempos no cenário do pop rock nacional.

Não seria esta a última vez que veríamos a banda no palco do Porão.

Setlist: Sem Mais Adeus // Pólvora // O Beco // Ela Disse Adeus // Cuide Bem do Seu Amor // Bora Bora // Perplexo // Meu Sonho // A Lhe Esperar // Calibre (incidental: Voodoo Child do Jimi Hendrix) // Meu Erro // Lanterna dos Afogados // Caleidoscópio // A Novidade // Loirinha Bombril // Alagados // Uma Brasilieira. BIS: Sonífera Ilha (Titãs) // Ska // Vital e Sua Moto

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Atração Supresa: Legião Urbana (DF)

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É anunciado que começará o show surpresa. No telão um vídeo com momentos da Legião Urbana é exibido, a platéia vai ao delírio e a sensação é arrepiante e emocionante. Dado e Bonfá pisam no palco, e o público explode: Uh é Legião! Uh é Legião! Uh é Legião! Uh é Legião! Um brado que seria repetido em outros momentos.

Um microfone no centro do palco, com uma rosa branca, representa a presença espiritual de Renato Russo. Os instrumentos trabalham, e os acordes remetem a Tempo Perdido, com André Gonzales nos vocais (Móveis Coloniais de Acaju), a emoção está só no começo,  na segunda canção, o uruguaio Sebastian Teysera (La Vela Puerca) faz sua interpretação de Quase Sem Querer. Desta vez, assume os vocais, Tony Platão (ex-Hojerizah), cantando a linda balada Eu Sei.

A banda ataca de Pais e Filhos com Bonfá nos vocais, Dado convida o público a cantar, que atende de bate pronto, em uma onda de energia positiva e emoção. Extasiada, a platéia vê subir ao palco Os Paralâmicos, Bi com seu famoso baixo vermelho, Barone com um pandeiro e o guitarrista Herbert, que assume os vocais de Ainda É Cedo. Dado faz justiça e relembra que a Legião Urbana gravou graças aos Paralamas.

Agora é a vez de Será, interpretada por outro uruguaio, desta vez Juan Casanova, no crescente do show, já podemos ver muitas pessoas com olhos marejados e outras entregues às lágrimas. Penúltima canção, é a vez de Geração Coca-Cola, com Philippe Seabra nos vocais, o público incendeia definitivamente. Seabra relembra o episódio de 82 em Patos de Minas (MG), quando as duas bandas Plebe e Legião foram presas em seu primeiro show fora de Brasília e complementa “Ali começava um novo capítulo na história da música popular brasileira”.

Chegamos ao fim, todos os participantes sobem ao palco, e também os inéditos até aquele periodo, que eram Loro Jones (ex-Capital Inicial) e PJ (Jota Quest), para tocar Que País É Este? Naquele momento, músicos e público estavam completamente sincronizados, a apoteótica festa, com oito canções, meia hora, vários músicos e 30.000 pessoas celebrava uma das maiores bandas brasileiras de todos os tempos.

Dado e Bonfá refutam a volta da Legião, apenas shows comemorativos, com o intuito de homenagear. Espero, assim, a chama da banda fica acessa e os milhares de fãs que nunca viram os Legionários ao vivo, matam um pouco desse gostinho.

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M. Roots (DF)

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Por questões técnicas ou pessoais, o Maskavo Roots, acabou sendo anunciada como M.Roots, o vocalista Marcelo Vourakis, anunciou que ali no palco estava o Maskavo Roots, com todas as letras, e a declaração era nada mais do que a verdade. A apresentação baseada no disco homônimo de 1994, foi repleta de energia e beleza, passando por canções como Chá Preto, Gravidade, Tempestade, Don Genaro, Far Away, Besta Mole, Sexta, Escotilha e D.D.P. 40 minutos de nostalgia e fica a torcida para um retorno oficial.

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Little Quail and Mad Birds (DF)

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Baseado no álbum clássico Lírou Quêil en de Méd Bãrds, o show do Little Quail de Gabriel Thomaz, Bacalhau e Zé Ovo, foi um espetáculo de diversão, aonde a saudade naquele momento era um sentimento não identificado. Fomos transportados ao início da década de 90, aonde o rock de Brasília, encontrava seu segundo boom de bandas que pudessem levar o estandarte de capital do rock a todo o país.

Após a verdadeira aula, nós o discipulos, dançamos e festejamos. O show só não foi nota 10, porque Zé Ovo exagerou na empolgação e conversa com o público. =P O ponto alto do show no encore ficou por conta de Gabriel Thomaz, ao soltar a pérola: "Agradecemos aos Paralamas do Sucesso, à Plebe Rude e à Legião Urbana por abrirem este show do Little Quail". Ok, também agradeço! =D

Setlist: 1,2,3,4 // Berma Is a Monster // Samba do Arnesto // Baby Now // Mamma Mia // Me Espera Um Pouco // Mau-Mau // A Alegria Está Contagiando o Meu Coração // O Sol Eu Não Sei // Família Que Briga Unida Permanece Unida // Essa Menina // Aquela // Dezesseis // Azarar na W3 // Umbabarauma (Jorge Ben Jor) // Galera do Fundão // Cigarrette

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Infelizmente chegou ao fim, com uma grande prévia da comemoração de 50 anos de Brasília e a celebração de 03 gerações do rock da cidade.

Até o ano que vem!

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SoSuechtig, Burajiru