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domingo, 24 de janeiro de 2010

Drops: Shows, Cinema e Livro [MEGAPOST]

O seu N.R.D.R. ficou quase duas semanas sem uma postagem, afinal, o post do Farinha de 20/01 (aqui) é digno de quem está usando drogas ou voltou abalado depois de umas férias no Haiti. Duas semanas, caramba! Tempo suficiente para acompanhar um drama internacional causado por um terremoto, testemunhar a volta do futebol ‘brazuca’ diluído em torneios regionais e completar o refil de ojeriza com a política em Brasília composta por uma crise ‘mensalônica’ que nos transforma em espectadores idiotas e impotentes.

Bem, duas semanas também é o tempo necessário para resolver algumas coisas antes do retorno ao trabalho, incluindo gastar R$ 400,00 mangos em um computador que de uma hora para outra, achou bacana ‘cair aos pedaços’. Let’s sing a song: Hey você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí. =P  Estaria sendo injusto se eu imputasse somente ao útil PC toda a taquicardia que ele me causara, também tenho minha parcela de culpa ao ligá-lo diretamente na tomada. #vaijumento

Inspirado e ansioso pela temporada final de Lost que vem por aí, vai rolar abaixo o rewind [<<] hiato de two weeks ago, que é uma cobertura e notícias sobre shows (Biquini, A-Ha e Guns), dica de filme (Sherlock Holmes) e livro (Prá ser Sincero…). Let’s play [>] Confira!

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[Show] Biquini Cavadão

Brasília/DF, 09 de janeiro de 2010, Ginásio Nilson Nelson.

BC-sauda

Por volta de 21h30 o Biquini Cavadão sobe ao palco para mais um show arrasador. Bruno e Cia. encarregados de encerrar a 40ª edição da Corrida de Reis, o fazem com competência e fôlego de maratonistas. Apoiados em 25 anos de história em prol do pop/rock nacional, o Biquini em duas horas de apresentação e 23 canções não compartilha com o público apenas música e diversão, compartilha também respeito, companheirismo, coerência e honestidade. Com estas qualidades, a galeria de fãs vai agregando e acumulando mais integrantes após cada show do grupo.

‘Exagerado’ foi a canção que abriu o repertório live action, então, esqueça por um momento CDs ou DVDs, como diria o Faustão: quem sabe faz ao vivo. Bruno conduz o público que canta em uníssono e não tira os olhos de suas peripécias, retribuindo de forma ativa. Em um momento, o vocalista se joga do palco na platéia, em outro canta com uma fã, coloca todos para se agacharem para em seguida saltarem, arregimenta-os brincando com duas lanternas girando-as no ar como sabres de luz em um momento ‘Guerra nas Estrelas’ e dá dois banhos seguidos na galera com baldes d’água e ainda avisa: quem fez chapinha já era.

Ao fim da última canção: ‘Chove Chuva’, rolou a tradicional visita ao camarim, fui para agradecer e me despedir, enquanto vários fãs e candidatos a esse posto foram lá para tirar fotos e colher autógrafos da simpática galerinha biquiniana. Em tempo: apontar apenas o vocalista Bruno pelo sucesso, simpatia, energia e good vibrations é uma injustiça, ele é apenas um fragmento que interage perfeitamente com os músicos Coelho (guitarra), Birita (bateria), Miguel (teclados), Magal (baixo) e Valmer (saxofone) além da equipe de produção. No Biquini só tem “CB” Sangue Bão.

Setlist (as canções que não são do Biquini estão entre parênteses):
* Exagerado (Cazuza)
* Índios (Legião Urbana)
* Inútil (Ultraje a Rigor)
* Astronauta de Mármore (Nenhum de Nós / Versão original para Starman de David Bowie)
* Teoria
* Dani
* Vou Te Levar / Quando Eu Te Encontrar
* Impossível
* Em Algum Lugar
* Vento Ventania
* Janaína
* Múmias
* Carta Aos Missionários (Uns e Outros)
* Zé Ninguém
* Timidez
* No Mundo Da Lua
* Sexta-feira
* Tédio
* Até Quando Esperar (Plebe Rude) – Participação Philippe Seabra.
* Música Urbana (Capital Inicial)
* Quanto Tempo Demora Um Mês
* Chove Chuva (Jorge Ben Jor)

Galeria de fotos:

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Clique nas fotos para vê-las em melhor resolução.

Vamos aos finalmentes e passar a outros assuntos:

Horas antes do show, passamos a tarde com Bruno Gouveia, acompanhamos o vocalista no hotel e logo em seguida na passagem de som. É sempre um prazer partilhar desses momentos com o senhor Gouveia, que como um bom pai coruja, além de nos mostrar vídeos e fotos do pequeno Gabriel, ainda teve tempo para conversamos sobre música, política, livros e turnê. De quebra, ainda fomos apresentados a novidades e ‘velharias’ musicais que não saem do Ipod do cara. Dêem um pulinho no blip.fm dele e saiba mais. Recomendo!

[Curiosidade] Na série de shows do grupo norueguês A-HA em março pelo país (leia mais abaixo), Bruno admitiu que fará o papel inverso e será mais um fã, inclusive reclamando da ausência desta ou de outra canção no setlist, assim, como fazem os fãs do Biquini Cavadão.

Hum, você perguntou quem venceu a corrida de Reis? Ah tá! No masculino a vitória foi do Alagoano Damião Ancelmo de Souza. É do Brasil, sil, sil!!! Parabéns Damião! Já no feminino, deu Quênia, esse povo não faz nada além de corre e ganhar provas ao redor do mundo? =P A vencedora foi a corredora Queniana Margareth Karrie. Ok, parabéns moça!

Publicações sobre o Biquini Cavadão no N.R.D.R.:

Site oficial (aqui) / Twitter (aqui).

Review de cds: 80 Vol. 2 (aqui) e Só Quem Sonha Acordado Vê o Sol Nascer (aqui).

Resenha de shows: Rock Naval - Brasília (aqui) e Bikini Party - Goiânia (aqui).

Discografia básica – Zé (aqui) e Entrevista com Bruno Gouveia (aqui).

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[Show] A-HA

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O trio norueguês A-HA, formado em 1982 por Morten Harket (vocalista), Paul Waaktaar-Savoy (guitarrista) e Magne Furuholmen (tecladista), desembarca no Brasil para sete apresentações da sua "Farewell Tour 2010", conforme abaixo. Famoso por canções como "Take On Me", "The Sun Always Shines On TV", "Hunting High And Low", "The Living Daylights", "Stay On These Roads", "You Are The One" e "Crying In The Rain", podemos esperar um espetáculo inesquecível.

* Baurú(SP) / 09 de março / Alameda Quality Center
* São Paulo / 10 de março / Credicard Hall
* Rio de Janeiro / 13 de março / Citibank Hall
* Belo Horizonte / 14 de março / Chevrolet Hall
* Brasília / 16 de março / Centro de Convenções Ulysses Guimarães
* Recife / 18 de março / Chevrolet Hall
* Fortaleza / 20 de março / Siará Hall

Os ingressos podem ser adquiridos  pelos sites www.ticketmaster.com.br e www.ticketsforfun.com.br.

A saudosa turnê promete, afinal, será a última oportunidade para os fãs curtirem ao vivo a banda que encerra definitivamente suas atividades em 2010. Na série de apresentações, além da despedida, o A-HA divulga "Foot of the Mountain", seu nono álbum, lançado no ano passado e que foi recebido com boas críticas.

Os fãs de Brasília, além dos sites citados acima, podem comprar seus ingressos na FNAC Parkshopping, ou no ponto de venda oficial montando no Brasilia Shopping. Além de acompanhar as novidades pelo twitter: ahaembrasilia.

Fique atento no seu N.R.D.R. para mais informações.

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[Show] Guns N’ Roses “Update”

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Previamente, publiquei um post sobre o show do Guns que irá rolar em Brasília e outras cidades, confira aqui. Vamos a mais informações, quaisquer dúvidas sobre os shows, poderão ser sanadas pelo telefone: 4003-0848. Um novo site para compra de ingressos está no ar: www.ticketsforfun.com.br. Pela URL, creio que deve pertencer a produtora responsável pela vinda da banda ao país, a paulista Tim For Fun. A produção ainda disponibilizou para informações o site www.showgunsnroses.com.br que até hoje não estava no ar. =/

Infos sobre Cidade / Data / Local / Ingressos / Classificação Indicativa

Brasília / 07 de março / Ginásio de Esportes Nilson Nelson
Os ingressos variam de R$ 500 e R$ 240*
Classificação indicativa: 16 anos

Belo Horizonte / 10 de março / Mineirinho
Os ingressos variam de R$ 500 e R$ 120*
Classificação indicativa: 12 e 15 anos acompanhados dos pais ou responsável legal. Não será permitida a entrada de menores de 12 anos.

São Paulo / 13 de março / Estádio Parque Antártica
Os ingressos variam de R$ 400 e R$ 120*
Classificação indicativa: 12 e 15 anos acompanhados dos pais ou responsável legal. Não será permitida a entrada de menores de 12 anos.

Rio de Janeiro / 14 de março / Praça da Apoteose
Os ingressos variam de R$ 350 e R$ 180*
Classificação indicativa: 12 e 15 anos acompanhados dos pais ou responsável legal. Não será permitida a entrada de menores de 12 anos.

Porto Alegre / 16 de março / Gigantinho
Os ingressos variam de R$ 280 e R$ 130
Classificação indicativa: 12 e 15 anos acompanhados dos pais ou responsável legal. Não será permitida a entrada de menores de 12 anos.

* Ingressos com direito à meia-entrada.

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[Cinema] Sherlock Holmes

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Dirigido por Guy Ritchie e estrelado por Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes), Jude Law (Dr. John Watson) e a #aipapai Rachel McAdams (Irene Adler), o filme Sherlock Holmes ganha força exatamente por fugir da fórmula “elementar meu caro Watson”, que sedimentou o perfil das aventuras literárias do personagem, famosas em todo o mundo e escritas pelo britânico Sir Arthur Conan Doyle.

O Sherlock criado por Sir Arthur, além da estimada inteligência e da capacidade de criar cenários a partir de detalhes, também era adepto do boxe, uma minúcia que foi ignorada em produções de diversos formatos inspiradas no personagem. O diretor Guy Ritchie inteligentemente resgatou e amplificou esse perfil, recriando um aventureiro não somente dependente do seu intelecto, mas também pronto para resolver as pendências no braço quando a esperteza não puder ser exercida. Uma característica essencial para os padrões Hollywoodianos em exibições sejam elas nas festas de fim de ano ou no verão, ambas lucrativas para a indústria cinematográfica.

Sherlock Holmes tem na sua trinca de atores Robert Downey Jr., Jude Law e Rachel McAdams um grande trunfo. A atuação dos três flui bem e preenche os espaços vagos do roteiro que em alguns momentos lembra uma história do Scooby-Doo, graças ao Sherlock investigar eventos paranormais patrocinados pelo vilão Lord Blackwood, vivido por Mark Strong. Vale destacar que esse é o momento de Robert Downey Jr., o cara do sucesso em Homem de Ferro (2008). Êxito que deve se repetir na continuação que estriam nos cinemas em maio deste ano, e na já confirmada sequência de Sherlock.

A parte técnica também merece elogios, seja pela trilha sonora, ótima direção de arte e efeitos especiais, ou pelo destaque para a belíssima fotografia, boa edição e direção. Aliás, a carreira do cineasta Guy Ritchie merece deslanchar desta vez, o diretor sempre esteve na mídia, pela excelente estreia em Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998); pela parceria com Brad Pitt no divertidíssimo Snatch - Porcos E Diamantes (2000), ou pelo terrível Destino Insólito (2002), estrelado pela pop star Madonna, alçada a condição de múmia e namorada de ‘Jesus Pús nos Cús’, após separar de Guy, sim, Guy era marido dela, o que também gerou muitas notícias e fofocas com o nome do referido diretor. Esse último filme não tinha como dar certo né? As produções com a Madonna geralmente estão no mesmo naipe dos da Xuxa. Em tempo: esta nem merece um link para o nome dela.

Sherlock é um filme na rota, cumpre sua função de divertir. Merece nota 7,0.

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[Livro] Pra Ser Sincero: 123 Variações Sobre Um Mesmo Tema / Escrito por Humberto Gessinger

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Clique na imagem para ler o texto em melhor resolução.

Na função de escritor, Humberto Gessinger conhecido como baixista, vocalista, letrista e líder da banda Engenheiros do Hawaii, lançou no final do ano passado o livro ”Pra Ser Sincero: 123 Variações Sobre Um Mesmo Tema”. A publicação destaca-se pela belíssima diagramação, dezenas de fotos, informações sobre discos, reproduções de letras das canções e matérias de jornal sobre o grupo. Detalhes que automaticamente mudam o foco da leitura, e caso você ache que “Pra Ser Sincero…” seria uma biografia sobre os Engenheiros, o mesmo comporta-se como um grande catálogo visual para os fãs, principalmente praqueles mais novos que por motivos claros, não acompanharam ou conheciam a fase áurea da formação Power Trio.

E as histórias sobre o EngHaws? Elas estão lá, só que não em questão de prioridade. Elas existem porque fazem parte da vida do músico Humberto Gessinger. O livro funciona como uma autobiografia, relatando as fases da vida de H.G. desde criança, passando pela adolescência, faculdade, Engenheiros, HG Trio e chegando ao atual trabalho musical intitulado Pouca Vogal, fruto da parceria de Gessinger + Leindecker, integrante do grupo ‘também’ gaúcho Cidadão Quem.

Fiquei um pouco decepcionado em relação ao textual, afinal, um livro que tem 300 páginas, ser composto de apenas 74 escritas pelo Humberto e 11 pelo professor e escritor Luis Augusto Fischer, há de convir que é muito pouco. Não que isto signifique que o livro é ruim, longe disso. Existem histórias boas e outras emocionantes, como a forma que o adolescente Humberto encontrou para ‘matar’ um pouco da saudade do pai que faleceu quando HG tinha 14 anos.

Quem sabe agora, com os Engenheiros do Hawaii completando 25 anos de histórias e boas canções, não teremos uma turnê comemorativa com a formação GLM e mais um livro? E nesta torcida, nos resta parafrasear a canção Exército de Um Homem Só: “em livros de história seremos a memória dos dias que virão...” e sonhar!

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Como diria o Gaguinho dos Looney Tunes: ‘Po, po, por, por hoje é só pessoal’. Espero que você tenha curtido esse MegaPost. Sinceramente que ele tenha servido para preencher um pouco do hiato, afinal, você que curte o nosso trabalho merece mais atenção. Acredito que agora o ano recomeça realmente, e no seu N.R.D.R. o bicho vai pegar!

Abraços a todos e se possível comente!

Cristiano Porfirio

P.S.1: Assumo que inda não sei todas as regras da nova ortografia, caso haja algum erro. Desculpe! =P

P.S.2: Você odeia posts grandes como este MegaPost? Obrigado pela resposta! =)

sábado, 9 de janeiro de 2010

Contatos do 4º Grau. Gostaria de ser abduzido?

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Milla Jovovich: “No final, se deve ou não acreditar, você decide.”

A competência principal para filmes do gênero de horror, ficção ou suspense é criar elementos que mantenham a história crível e o telespectador com uma pulga atrás da orelha. O filme Contatos do 4º Grau, dirigido por Olatunde Osunsanmi e estrelado pela bela Milla Jovovich narra “possíveis” abduções por extraterrestres na cidade de Nome no Alasca nos últimos 40 anos.

the-fourth-kind-movie-poster Seres do espaço fazem parte do subconsciente de várias pessoas ao redor do globo, gerando questionamentos sobre sua existência, e em caso positivo se seriam dóceis ou hostis? Graças a tantas perguntas, Hollywood se aproveita destas para despejar nos cinemas produções sobre o tema, que quase sempre vão bem nas bilheterias, por exemplo o clássico E.T. - O Extraterrestre de Steven Spielberg para o caso dos aliens “good guys” ou Independence Day de Roland Emmerich para o caso dos “bad guys”, ambos grandes sucessos.

Olatunde ao escrever o roteiro que gira em torno da psicóloga Ashley Tyler (Milla Jovovich), transtornada pela morte do marido, somando-se isso as sessões “nervosas” de seus pacientes que mostram-se cada vez mais amedrontados e angustiados, alinhavou de forma interessante uma história que tem a pretensão de se confundir com a realidade, angustiando a platéia até o clímax que trata do confronto com os alienígenas.

A edição é um dos trunfos de Contatos do 4º Grau, em que as histórias contadas como a verdade e filmadas com câmeras convencionais, são exibidas simultaneamente ao lado das elaboradas tomadas com os atores que “estariam” reconstituindo os acontecimentos. É uma ótima jogada que prende ainda mais a atenção do espectador.

As confusões em que Ashley Tyler (Milla Jovovich) se “mete”, envolvem diretamente o amigo “incrédulo” de profissão Abel Campos, vivido por Elias Koteas e o Xerife “terrivelmente mais incrédulo ainda” August interpretado por Will Patton. Aqui, Milla Jovovich diferente de outras produções não “chuta bundas” e sim, tem que tomar cuidado para que não chutem a sua.

Não sei se é porque eu não esperava muita coisa da pelicula, então o resultado me agradou demais, não podemos negar que em alguns casos, a expectativa é uma merda e acaba com a diversão. Se você quer fugir da bruxa Xuxa, da dupla Avatar e Avamar e do Sherlock para leitores do século XXI, Contatos do 4º Grau possa lhe agradar em cheio como alternativa.

Uma ressalva: achei que o título forçando a barra para remeter diretamente a outro clássico xenomorfo, o excelente Contatos Imediatos de 3º Grau, de Steven Spielberg, possa imputar à produção um fardo que não possa ser sustentado.

Na rota e com apenas alguns buracos, merece nota 6,8. #ficaadica =)

domingo, 18 de outubro de 2009

Considerando: Bastardos Inglórios e Distrito 9

Bastardos Inglórios

Bastardos

“Bastardos Inglórios” (2009) trata da vingança do mundo contra Adolf Hitler e seus asseclas alemães em território francês. A vindita tardia é imaginária, mas sem dúvida, deliciosa. Claro, é uma grande bobagem nos contentarmos com a desforra sobre um dos maiores genocidas de todos os tempos de forma tão simplista. Mas com o escritor e diretor Quentin Tarantino, é assim que a banda toca, sem mea culpa, apenas, ame-o ou deixe-o.

A década de 90 representa o nascimento do mito Tarantino. Um cineasta e sua fórmula peculiar para engendrar filmes violentos, sem medo de “desafiar” tabus,  articulando diálogos imensos e inteligentes e redescobrindo astros como John Travolta, que saiu do ostracismo ao interpretar Vincent Vega em “Pulp Fiction” (1994), além desta obra, podemos facilmente destacar em sua “Cães de Aluguel” (1992) e “Kill Bill” – Volumes 1 (2003) e 2 (2004).

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Ótima foto promocional com o diretor e o elenco.

O visceral de suas produções é um dos destaques de “Bastardos Inglórios”, a sequência inicial tem um nível de tensão incrível que chegar a tirar o fôlego. O roteiro bem cuidado que narra o imaginário grupo de extermínio, caçando nazistas sem dó nem piedade é valorizado por um grande e afinado elenco: Brad Pitt (Aldo Raine), Mélanie Laurent (Shosanna Dreyfus), Christoph Waltz (Col. Hans Landa), Eli Roth (Sgt. Donny Donowitz) e Diane Kruger (Bridget von Hammersmark).

Em sua segunda semana em cartaz, é uma boa pedida para aqueles dias em que o sarcasmo está à flor da pele. Bastardos é um daqueles passatempos que a gente ama, Tarantino não é um cineasta daqueles clássicos como Martin Scorsese ou Francis Ford Coppola, mas tem os seus valores e seu status cult garantido. Na Rota: nota 8.

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Papel de parede super legal, clique na figura para baixá-lo.

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Distrito 9

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Peça promocional: Alienígenas proibidos, denuncie aqui.

“Distrito 9” está sendo considerado uma das grandes obras primas de ficção científica de todos os tempos. Eu, myself e Cristiano, achamos um grande exagero. Mas tudo bem, opinião é opinião e cada um que argumente sobre a sua, dando-lhe a devida legitimidade. Se você me perguntar, o filme é ruim? Responderei com a maior tranquilidade: NÃO! Ele é foda, super legal, mas o hype em torno é completamente exagerado.

A produção primeiro chama atenção pela assinatura do produtor Peter Jackson, o “cara”, o neozelandês que fez fama com a fantástica saga “O Senhor dos Anéis”, e naturalmente lucraria com um documentário sobre homens que enxugam gelo na Etiópia ou com a história do corcunda manco que negocia brinquedos sem o selo do Inmetro, contrabandeados do Paraguai e vendidos no centro da cidade.

Outro fato incontestável é o destaque que a internet dá em cima de filmes com a estética documental, ou produzidos com câmera digital, tais como: “A Bruxa de Blair” (1999), “O Olho Que Tudo Vê” (2002), “Extermínio” (2002), “Mar Aberto” (2003), “Vôo United 93” (2006), “[REC]” (2007), seu remake americano “Quarentena” (2008) e “Cloverfield” (2008).

É um “Ó!!!” tão elogioso que às vezes dá no “saco”, um bom exemplo disso é o citado “A Bruxa de Blair”, um dos piores de toda minha vida, sou capaz listá-lo em um bottom 10 com naturalidade. Claro, “Extermínio”, “Vôo United 93”, “[REC]” e “Cloverfield” são exemplos clássicos de que a fórmula dá certo, assim como “Distrito 9”, o próximo desta lista tudo indica que será “Atividade Paranormal” (2009) que estreará nos próximos meses. Assista o ótimo trailer aqui.

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Ok, voltando o foco para “Distrito 9”. A película escrita e dirigida por Neill Blomkamp, descreve o que aconteceria se alienígenas fossem obrigados a conviver com seres humanos. Inteligentemente Neill se afasta de abordagens batidas como a da convivência em “Missão Alien” (1988) ou de escondidos na terra de “Homens de Preto” (1997). O tema discorrido em o Distrito é o da segregação, o diretor revela essas polaroides tão comuns na sociedade, trocando personagens humanos pelos aliens. A história que se passa em Joanesburgo (África do Sul) joga no meio desses confrontos o recém promovido Wikus Van De Merwe, vivido pelo ator Sharlto Copley, em uma confusão que mudará a sua vida.

Diferente e com boas idéias, “Distrito 9” segue Na Rota e leva uma nota 8 com louvor, mesmo bebendo na fonte de filmes como “A Mosca” (1986) e “Robocop” (1987), afinal, todos nós sabemos que “nada se cria, tudo se copia”, até essa frase, que é uma adaptação da máxima de Antoine Lavoisier: "Na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma".

P.S.: Uma prova de transformação é o filme “A Mosca”, que já era um remake de “A Mosca da Cabeça Branca” (1958), e agora, David Cronenberg, diretor desta versão de 1986, anunciou mês passado que irá refilmar, trocando em miúdos é o re-remake, se é que isso pode existir.

Beijos pras minas e abraços pros manos.

Cristiano Porfírio

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Herbert De Perto [Assistimos]

HerbertObstinado, provavelmente esse é o adjetivo que se encaixa perfeitamente ao paraibano Herbert Vianna, 48, líder dos Paralamas do Sucesso. Pensando bem, líder pode soar pretensioso em uma relação social e/ou musical, onde a amizade está sempre em evidência, mesmo em situações extremas, que resultam em torná-la mais forte.

Herbert de Perto, dirigido por Roberto Berliner e Pedro Bronz, trata-se de um documentário que destaca e amplifica nossos sentimentos em relação ao protagonista, mesmo que você não curta o som do grupo, deve ao menos respeito, ao vocalista e guitarrista de uma banda super importante para a história do Brock.

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A banda e os diretores

Os diretores ao retrarem o timeline da vida de Herbert, que naturalmente se confunde a dos Paralamas, não estão interessados em construir um mito, e sim, focar em um indivíduo trabalhador, que busca conquistar o que deseja. Para ilustrar, em uma gravação de Herbert no passado, impressionantemente, o músico teoriza como se soubesse do acidente que iria acontecer em 2001, mudando sua vida para sempre e que causou a morte de sua esposa Lucy: “Eu acho que eu consegui todas as coisas que quis, e não vejo nada assim que queira e eu não me sinta capaz de conseguir. Acho que mesmo se a gente parasse e acontecesse uma tragédia, eu ia começar de novo, ou música ou alguma outra coisa e ia conseguir tudo de novo”.

cartaz_herbert.jpg[1]Cronologicamente, o documentário dá maior enfoque ao período que vai do ano de 1983 ao de 2005. Além do fatídico acidente, exposto pela importância e não por sensacionalismo, o filme exibe as conquistas, por exemplo, do primeiro Rock In Rio (1985), que colocou os Paralamas na vitrine, a repercussão de discos como Selvagem? (1986) e Vamo Batê Lata (1995) e a carreira internacional que começou na Argentina e foi conquistando o resto da América Latina.

A produção em tons pastéis, ora em tons quentes, narra a trajetória de um profissional, músico, pai e amigo, corroborada por depoimentos dos colaboradores Dado Villa-Lobos (Legião Urbana), Fito Paez e Charly Garcia – cantores argentinos – e José Fortes – empresário do grupo e o quarto integrante dos Paralamas, pelos médicos Paulo Niemeyer e Lúcia Willadino, bem como dos membros da família Vianna, os pais Hermano Vianna e Tereza Vianna e do irmão Hermano Vianna, dentre outros. Inteligentemente amarrando as pontas com cenas de shows e estúdio, da família – Lucy e as crianças – e bastidores, além do corte em alguns momentos que foca em Herbert assistindo a gravações antigas que lhe desafiam a memória e produz comentários sinceros, Herbert De Perto é emocionante, divertido e obrigatório para os fãs do vocalista/guitarrista, da banda, de documentários de música, amantes de rock nacional e serve inclusive, como instrumento de auto ajuda ao mostrar uma história de superação.

Recomendo, sempre na rota. Nota 8,0.

Saiba mais: site oficial do filme (aqui) / site oficial dos Paralamas (aqui) / trailer (aqui) / entrevista com os diretores (aqui).

domingo, 16 de agosto de 2009

Arrasta-me para o Inferno!

O DIRETOR

sam_raimi Sam Raimi é o cara! Antes que você critique, ninguém acerta todas, assumo, por exemplo, que o Sam errou a mão no terceiro capítulo de duas séries: Evil Dead e Homem Aranha. Mesmo fraco, acho-os até legais! Moral da historia, que ele faça o um e o dois e nunca mais encerre uma trilogia.

Evil Dead (A Morte do Demônio) a estréia em longa metragem do diretor, custou em 1981 ao aspirante a cineasta uma bagatela de US$ 350.000. Um sonho relativamente barato, considerando o prestígio alcançado em um filme com “efeitos” caseiros e “muito muito muito” modestos realizados em stop motion com massa de modelar. A Morte do Demônio é cultuada pelos fãs de horror em razão de bons sustos e sua história interessante de possessão, que se dá após a leitura do livro dos evil-dead mortos. A continuação de 1987, Uma Noite Alucinante, praticamente recicla as idéias do primeiro em uma produção bem cuidada, que custou dez vezes mais que seu antecessor com um plus extraordinário de humor negro.

O diretor que atingiu o ápice da fama ao assumir o ambicioso projeto do Homem Aranha, nunca escondeu sua paixão por filmes de horror. Para tanto, inaugurou a Ghost House, que trabalha apenas com o gênero. Outra prova, é a cena clássica e visceral com pitadas de trash em Homem Aranha 2, na qual o Dr. Octopus é levado para o hospital e ataca a equipe médica. Assista e depois me diga senão estou com a razão.

ARRASTA-ME PARA O INFERNO (Site oficial)

drag2 O argumento simples de Arrasta-me Para o Inferno é perfeito, já que tem a função apenas de ligar os pontos responsáveis pelos momentos de espanto. A batalhadora Christine Brown, após negar empréstimo a cigana Sylvia Ganush, recebe uma maldição que irá revirar seu cotidiano com eventos paranormais e assustadores durante três dias, ao final deste prazo terá a alma arrastada para os quintos.

O estilo Sam Raimi de ser está presente em cada fotograma de Arrasta-me... Para o diretor, o horror pode estar intrinsecamente conectado à diversão do humor negro, seguido a risca por líquidos drag1 gosmentos, lenço voador e dentadura ou a ausência dela. O duelo da protagonista contra seus algozes é um show a parte.

Bem conduzido, com ótimos efeitos especiais e interpretações convincentes, é uma ótima pedida para quem está afim de fugir dos filmes de terror com temática #fail adolescente que infestaram as telas nos últimos anos. Recomendo!

Rota pavimentada. Nota 8

TRAILER

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Transformers 2 & A Era do Gelo 3 [Dica de cinema]

Continuações cinematográficas quase sempre produzem a mesma pergunta: É melhor que o original? Duas novas produções em cartaz nos cinemas de todo o mundo replicam essa questão.

4859bTRANSFORMERS 2:

Transformers, A Vingança dos Derrotados (2009), dirigido por Michael Bay e estrelado Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Tyrese Gibson e John Turturro, carrega uma benção e uma maldição. A benção é ser igualzinho ao seu antecessor e a maldição por ser tudo muito acelerado e amplificado, que no caso dos filmes nem sempre é bom.

Michael Bay sabe de cor a fórmula para suas produções tamanho pipoca combo: fotografia amarelada, frases de efeito, trilha sonora padronizada, romance açucarado com um toque dramático, muita ação e uma certa dose de cafonice, além de revisitar obras de sua autoria como Armagedon e Pearl Harbor. Sem querer ser pedante, ao assistir Transformers 2 você irá atestar que eu estou com a razão.

A guerra entre Autobots e Decepticons ganha novos personagens, mas o roteiro insiste em seguir um ciclo apoiado em lutas robóticas, vingança, romance, não romance, piadas, humanos, redenção e o loop continua em lutas robóticas, vingança, romance, não romance, piadas, humanos, redenção durante a projeção de 2h30.

Mas o filme é ruim? Não é ruim caso você esteja afim de uma boa diversão, fazendo uso de um pequeno pré-requisito: desligar seu cérebro. Além do mais, tem robôs gigantes, nanotecnologia, belos carros, boas tomadas de câmera, um divertido Shia LaBeouf, personagens carismáticos e ela: MEGAN FOX!

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Eu gostei muito do filme porque é o que esperava em cada centímetro de fotograma, alguns momentos fiquei enjoado de tanto robô na tela, mas dá para relevar. A rota é um pouco esburacada, mas chega ao seu destino. Dou uma nota 6,5.

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Ice Age: Dawn of the Dinosaurs

A ERA DO GELO 3:

A Era do Gelo 3 (2009), dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha.

Elenco original: Sid (John Leguizamo), Diego (Denis Leary), Ellie (Queen Latifah), Manny (Ray Romano), Crash (Sean William Scott) e Eddie (Josh Peck).

Dublagem: Diogo Vilela, Cláudia Jimenez, Tadeu Mello e Márcio Garcia. Nem vou reclamar porque já estou acostumado com dublagens em desenhos, daí nem reclamo.

Para início de conversa, assisti a versão em 3D, um atributo considerável para o filme. Interessante que todo mundo reclama que R$ 24 é um valor absurdo, mas todas as sessões estavam esgotadas.

iceage3_1 Voltando ao assunto central, a Era do Gelo é tão divertida quanto os outros dois capítulos, o bando composto pela preguiça Sid, mamute Manny e o tigre Diego, vem desde o segundo recebendo aquisições, e nesta terceira parte não seria diferente. Outra diversão na trama é o esquilo amalucado Scratchy, que desta vez além da noz, arruma companhia.

Engraçado ao extremo, os animais da era glacial encontram a era jurássica e isso vai gerar muita confusão. Adorei o desenho e o recomendo para todas as idades, anda completamente na rota. Nota 7,5

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O Exterminador do Futuro encontra com A Mulher Invisível, a Salvação para o seu feriadão

Para animar seu feriadão, duas ótimas opções estão em cartaz no circuito, dos robôs do Exterminador do Futuro as deliciosas loucuras de A Mulher Invisível.

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Exterminador do Futuro: A Salvação

Em Exterminador do Futuro: A Salvação, o ator Christian Bale encarna o mítico personagem John Connor, líder da resistência dos humanos contra os robôs. Nos outros filmes da série, testemunhamos a luta contra o fatídico futuro, agora, presenciamos a guerra.

terminator4_3 Sou fã desta série, então acompanhei de perto todos os passos desta quarta produção. A direção a cargo de McG me dava arrepios, afinal, o cara tem como ponto máximo na carreira o remake de dois filmes das Panteras, estrelado por Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu, que são apenas divertidos. Como acertou desta vez, ponto para ele!

As cenas de ação de tirar o fôlego garantem a atenção, contrapondo a uma história fraca, que poderá se encaixar melhor na quinta continuação da franquia (no estágio de pré-produção). O encontro dos personagens John Connor (Christian Bale) e Marcus Wright (Sam Worthington) acabará em conflito, que irá convergir para um terceiro personagem, me diga, o nome Kyle Reese (Anton Yelchin) te lembra algo?

O Exterminador do Futuro tem nas referências aos dois primeiros filmes da série - o terceiro foi lançado ao limbo -, um trunfo insuperável. Estão lá as frases de efeito como: eu voltarei ou venha comigo se quiser viver, duelo com robô em uma fábrica, fragmentos de trilha sonora e até um T-800, vivido por Arnold Schwarzenegger digitalizado, elementos que fazem a alegria dos fãs.

Dei nota 8 para o filme, após uma conta simples, consignei 10 para ação e 4 para a história, somando e dividindo por 2, dá 7. Daí, dei mais 1 ponto em razão de todas as referências legais. Enfim, um merecido 8, observando os quesitos desta contabilidade.

Vá conferir que compensa! Rota devidamente pavimentada.

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A Mulher Invisível

Invisivel1 A Mulher Invisível é um espetáculo leve, engraçado e emocionante. Surpreendi-me, porque sou um sujeito que geralmente detesto historinhas românticas, ainda mais quando são realizadas pelo pseudo gênio chamado Woody Allen.

Curiosamente A Mulher Invisível começa igual aos clichês do gênero, com a câmera passeando por um cenário, pontuada por aquela musiquinha instrumental suave que é igual a todos os filmes americanos do gênero. Felizmente para por aí, assim que entra em cena Selton Mello, fazendo o papel de Pedro, um homem apaixonado e sonhador, que é abandonado esposa Marina (Maria Luisa Mendonça), a película começa a ganhar força e ritmo. Além de Selton Mello, o filme está bem representado pela vistosa e “nada” invisível Amanda (Luana Piovani), o divertido Carlos (Vladimir Brichta), a sofredora Vitória (Maria Manoella) e a prática Lúcia (Fernanda Torres).

Evitando estragar surpresas, prefiro não destacar cenas, prenda-se ao trailer como referência, se você gostou da prévia, o filme é uma experiência expandida da película. A comédia escrita, produzida e dirigida por Claudio Torres, o mesmo de Redentor, esbanja em qualidade. O mesmo cuidado técnico foi destinado à fotografia, montagem e trilha sonora (Ramones, Janis Joplin e Lobão). Faltou só a música homônima do Ritchie para ficar mais divertido!

Imperdível! Rota pavimentada demonstrando que filmes nacionais não precisam se calcar apenas em histórias de crimes nas favelas cariocas. Nota 9!

Selton Mello

Selton Afirmar que Selton Mello é o melhor ator brasileiro da atualidade não soaria simpático, afinal o país tem um cast de nomes como Wagner Moura, Lázaro Ramos e Mateus Nachtergaele dentre outros que são motivos de orgulho. Mas é correto destaca-lo, em razão de suas representações seguras e críveis, que nos transporta diretamente para dentro da tela, nos transformando em testemunha ocular dos eventos do enredo. É como assistir aquela partida emocionante de futebol que nos faz torcer, sorrir, sofrer e xingar como se tivéssemos o poder de alterar o andamento dos acontecimentos.

sábado, 2 de maio de 2009

Maria do Bairro Origens: Wolverine

wolverine_5 X-Men Origens: Wolverine estreou mundialmente nesta sexta (1/5), e infelizmente é o que podemos chamar de filme “meia boca”. Em primeiro de abril (e não era mentira), uma versão “workprint” (incompleta basicamente em efeitos especiais) vazou na internet, a Twentieth Century-Fox detentora dos direitos de distribuição e uma das produtoras da película, rapidamente movimentou-se para evitar o download, principalmente por que ainda faltava um mês para o lançamento mundial. Acho que tanta labuta não foi apenas por questões legais, e sim para evitar a disseminação de comentários que difamassem totalmente a produção.

Ok, X-Men Origens: Wolverine não é um filme totalmente ruim, tem seus bons momentos, minguados na verdade, mas que garantem pelo menos sequências interessantes de ação. O maior problema está na concepção e quantidade wolverine_10 (desnecessária) dos personagens, nos motivos para os atos e suas consequentes situações. Logan (codinome) realmente é um sujeito atormentado pelo seu passado, mas os roteiristas erraram a mão ao remexer nas feridas, transformando Wolverine em um personagem digno para uma versão da novela Maria do Bairro, pense, haja sofrimento, é de lascar! O miolo da produção é de uma chatice ímpar!

Em minha opinião, isento de praticamente toda a culpa pelo desmazelo o diretor Gavin Hood, prefiro creditar os defeitos aos roteiristas David Benioff e Skip Woods e a própria Twentieth Century-Fox que não conseguiu dar à essa franquia o capricho dado a trilogia dos filmes dos X-Men. O pior é que já se fala em continuação da produção “meia boca”, espero que tenha pelo menos mais qualidade na próxima vez.

Qualidades, humm? Tem! Além das cenas de ação (já citadas), posso listar:

wolverine_origem_tpb* Hugh Jackman é o cara! Ele é a versão em carne e osso do mutante dos quadrinhos.
* Lynn Collins, que interpreta a namorada de Wolverine, é lindíssima.
* A fotografia a cargo de Donald McAlpine, tem belas composições, mesmo quando atrapalhada pelo excesso de cromaqui (fundo para inserção de efeitos especiais).
* A trilha sonora composta Harry Gregson-Williams, é muito interessante, pontuando nas cenas de forma ideal.
* A sequência de abertura dos créditos é sensacional e a idéia de utilizar como embrião os quadrinhos roteirizados por Paul Jenkins, que recontam a origem de Logan foi ótima.

Se você pode ir? Sim! É uma ótima sessão da tarde! A rota por ter muitos buracos, dou uma nota 6,0 para não desvalorizar tanto a produção.

Em tempo 1: Acho o Gambit um dos piores personagens dos quadrinhos de todos os tempos, mas aqui não compromete, tem até um “Q” de legal.

Em tempo 2: Como X-Men Origens: Wolverine fail, aposto minhas fichas para os filmes que estréiam nas próximas semanas, como: “Jornada nas Estrelas” – 08/05, “Anjos e Demônios” – 15/05, “O Exterminador do Futuro: A Salvação” – 05/06 e ”Transformers: A Vingança dos Derrotados” - 26/06. \o/

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