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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

T-Bone Discute Arte no DF Hoje

Oportunidade hoje única de discutirmos a arte e a cultura como um todo no Distrito Federal. O açougue cultural T-Bone, promove hoje (segunda dia 22/02/2009) às 19:30 um debate com o Movimento Cultural Viva Arte. São convidados especais o cineasta Vladimir Carvalho, o maestro Jorge Antunes e o jornalista e escritor Paulo José Cunha.


Tenho ouvido diversas reclamações tanto do público em geral como de artistas da cidade quanto à falta de apoio à cultura em nossa cidade. Diversos espaços estão abandonados e segundo muitos o que ocorre é a falta de uma política voltada para a área cultural.


Se houvesse um maior apoio, vários shows internacionais, poderiam "aterrissar" em Brasília. Muito mais do que tem acontecido. Isso só para citar um exemplo.


O açougue cultural T-Bone, fica na 312 norte, bloco B. Entrada franca.




Serviço:




Debate: A cultura no DF e suas principais dificuldades


Data: 22/02/2009


Horário: 12:30 horas


Local: T-Bone - 312 norte, bloco "B"


Classificação: Livre


Ingressos: Entrada Franca


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Quinta Cultural no T-Bone

O Projeto Quinta Cultural do açougue T-Bone, recebe hoje o escritor Lourenço Dutra no lançamento do seu livro de contos O destino de um certo Frank Zappa. O título alegórico remete às referências estéticas de Brasília, uma cidade que pulsa com a energia de um adolescente. Segundo o autor o livro é uma contribuição do universo de Rubem Fonseca à literatura brasiliense. Ainda segundo ele, as histórias são ambientadas numa Brasília onde tudo se resolve por meio da violência, da vingança, mostrando o lado da degradação urbana, de como hoje não se pode mais namorar debaixo do bloco ou sair tranquilo pela madrugada.
A noite literária no T-Bone também terá como atrações o poeta, pesquisador, cordelista e escritor Gustavo Dourado, que faz homenagem a um dos nomes mais importantes do cinema da cidade com o livro de cordel ABC de Vladimir Carvalho, além do jornalista Carlos Marcelo, autor de Renato Russo: o filho da revolução. Livro este que já foi objeto de diversas postagenas neste blog, principalmente através do nosso amigo Daniel Farinha.
A música também se fará presente através da cantora Teresa Lopes, que fará um show homenageando os compositores da cidade e recheado de diversos ritmos musicais.
Abraços a todos;
Carlos Henrique.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Filho da revolução – Carlos Marcelo

Por Daniel Farinha

Lembram-se disso?? Então… há umas duas semanas eu terminei de ler o livro. Demorei para escrever porque estava negociando aí uma entrevista com o Carlos Marcelo, mas isso vai ficar para depois.Carlos Marcelo

Bem… sobre o livro Renato Russo: O Filho da revolução, é o seguinte: COMPRE URGENTEMENTE e LEIA.

Eu não sou muito de falar o que eu acho de um livro porque se a pessoa não leu ainda, pois creio que eu corro o risco de direcionar a leitura…

- Como assim, Farinha?

Tipo… se eu falar que o livro é triste, a pessoa fica procurando tristeza no livro. Se eu falar que o livro é incoerente, a pessoa vai ficar procurando incoerência no livro. Entendeu? Não?? Então lasque-se… Bem, eu acho isso porque comigo é assim…

Mas sinto-me obrigado a falar do livro do paraibano radicado em Brasília, Carlos Marcelo. O livro é sensacional. Muito bem escrito, com detalhes históricos que alcançam o objetivo do autor: mostrar os fatos que formaram o artista Renato Russo.

As 416 páginas contém imagens sensacionais de Renato e de toda a turma que, conforme as palavras do próprio autor, desceu do bloco para fazer barulho e agitar a cidade. É muito importante saber, e eu acredito que o Carlos Marcelo conseguiu demonstrar, que Brasília era, nas décadas de 60 e 70, uma cidade que formava uma identidade ainda, não tinha muitas opções de diversão e distanciada de acontecimentos. O que era criado em Brasília ficava limitado às asas do avião.  Essa situação é importantíssima pra entender a intenção do livro.

Sei que não sou muito referência para me emocionar e chorar, até mesmo porque eu choro até em inauguração de supermercado, mas admito que o choro veio na garganta por 4 passagens do livro e no final. Talvez o livro tenha um impacto diferente em quem realmente sabe o que é CONIC, Colina, Superquadra, Lago Sul, Lago Norte,  Escola Americana, Cultura Inglesa, CEUB, Radikaos, UnB, Teatro Galpão, 103, 202, 303 sul, 105 norte, 315 sul, SDS, SQS, Unidade Vizinhança, Gilberto Salomão, W3, Asa Sul, Asa Norte, Plano Piloto, Cine Karim, Brasília Rádio Center, etc… Talvez o pessoal do Rio de Janeiro achei mais emocionantes os momentos em que Renato está na Ilha do Governador. O livro, além de retratar a vida de Renato, relata com muitos detalhes o desenvolvimento de Brasília nos primeiros 25 anos. Para mim, que peguei os últimos 6 anos desse 25, isso faz com que o livro tenha mais identidade com quem é de Brasília.

Bem… não marque toca, compre o livro,  leiam, confira o perfil twitter do Carlos Marcelo aí em cima (só desconsiderem a bossa nova, por favor… hehehehehe). Se realizar-se, a entrevista com o autor estará aqui.

Satisfações…

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Cinema Homenageia Renato Russo


Em 2004 o filme O Tempo não Para, que conta a história de Cazuza, chegava às telas de cinema de todo o Brasil. Agora, chegou a vez de Renato Russo, outro grande ícone do Rock Nacional, em especial o rock dos anos 80.
Renato será personagem de três filmes que ainda estão para sair do forno. Dois deles são de ficção: Faroeste Caboclo, de René Sampaio, e Somos Tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura. O terceiro é um documentário de Vladimir Carvalho, Rock Brasília, que terá em Renato uma das suas figuras mais célebres.
Somos Tão Jovens vai retratar a fase inicial do roqueiro em Brasília, mesmo período descrito no livro de Carlos Marcelo.


Foto do livro de Carlos Marcelo mostra
Renato saindo de show no estádio
Mané Garrincha, em Brasília.
Crédito da Foto: Ivaldo Cavalcante

Segundo Antônio Carlos de Fontoura, Renato Russo - O Filho da Revolução, retrata um período fantástico, em que uma turma de rapazes brasilienses adotou a rebeldia punk para confrontar a caretice da cidade nos anos finais da ditadura. Foi nessa época, em que Renato começou em sua banda, o Aborto Elétrico. Foi depois em atuação-solo no show "O Trovador Solitário", que Renato criou alguns dos seus maiores sucessos: Que País É Este?, Geração Coca-Cola, Música Urbana, Tédio e Eduardo e Mônica. Tudo em um período anterior ao da Legião Urbana bem como antes de deixar Brasília para se tornar ídolo da juventude brasileira da época.

René Sampaio, cineasta brasiliense, escolheu um caminho original para falar do roqueiro. Somos Tão Jovens contará a história de João de Santo Cristo, personagem da música Faroeste Caboclo, criada por Renato Russo no início de sua carreira, ainda em 1979. O roteirista é Paulo Lins, autor de Cidade de Deus, livro que se transformou em sucesso nas mãos do diretor Fernando Meirelles.

Já Vladimir Carvalho prepara caminho para o documentário Rock Brasília. Título autoexplicativo para um filme que quer enfocar a trajetória de bandas surgidas na Capital Federal como Paralamas do Sucesso, Plebe Rude e Capital Inicial. Vladimir está trabalhando em um material gravado por ele nos anos 1980, no qual constata que a maior parte dos roqueiros era filho de diplomatas ou políticos de Brasília. Um dos pontos altos da fita é uma entrevista inédita realizada com Renato Russo.

É indiscutível que filmes que contam a história de grandes personalidades, sejam elas da música, da política, do esporte ou de qualquer outra área, tem um grande potencial e uma grande tendência de arrebanhar grandes públicos e bilheterias. Se seguirem a rota da normalidade, todas essas obras cinematográficas tem tudo para serem grandes sucessos do Cinema Nacional. E no que depender do personagem escolhido e do assunto em pauta, com certeza serão.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Hoje é Dia de T-Bone: Rock e Literatura




O escritor paulista Roberto Tolero lança hoje no Açougue Cultural T-Bone o seu mais novo livro. Por enquanto, o nome da obra é O evangelho de Barrabás. É possível que quando volte da editora, o nome seja modificado. Essa é a 17ª obra de Tolero (sendo o 5ª romance) e sairá em outubro pela editora Objetiva.
Antes, porém, ele conversa com a plateia do bate-papo literário promovido pelo estabelecimento. O evento terá início as 19h30 desta quinta, na comercial da 312 norte. O assunto principal é a literatura, mas poderão fazer parte do bate-papo também a televisão e o cinema. Questionado sobre o novo livro, Roberto explica: “Contar a história é sempre muito pobre, não vale a pena. Sinopse dá azar”. Mesmo com o pé atrás em falar do novo livro, o escritor se mostra bastante empolgado com o encontro desta noite. “É bem divertido falar com o público, o escritor nunca tem esse tipo de contato. É interessante porque o autor fica sabendo o que pensa o leitor”, revela.
Apresentada pelo mímico Miquéias Paz, a Noite Cultural T-Bone temo como atração musical a banda local Mata Hari. Formado no final dos anos 1980 por Jimi Figueiredo (guitarra e letras), Nelson Guimarães (bateria), Nelson Souza (baixo), Sylvio J. (guitarra) e Verônica Carriço (voz), o grupo tocou em vários festivais pelo país. Em 2000, eles deram um tempo dos palcos. O retorno aconteceu em 2007, com a mesma formação inicial. Nesta noite, o formato adotado para a apresentação será acústico. Além de composições autorais – como Febre e Medusa, a banda inclui no repertório canções de Portishead (Glory box) e Velvet Underground (Sunday morning).

domingo, 3 de maio de 2009

Lançamento do Livro O Programa da Revolução


Coleção Estudos Revolucionários
Marx e Engels, Lênin e Trotsky


Se você gosta de política e quer entender melhor a luta de classes, a revolução proletária ocorrida na extinta União Soviética e o fim do socialismo no Leste Europeu com o desmanche da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) essa é uma boa pedida. Inaugurando a Coleção Estudos Revolucionários, a Nova Palavra Editora lança o livro “O Programa da Revolução”, antologia de clássicos que recupera três momentos da elaboração do programa revolucionário.
O primeiro é o Manifesto do Partido Comunista (1848), de Karl Marx e Friedrich Engels. O livro também traz prefácios de Marx e Engels e o texto “90 Anos do Manifesto Comunista” de Leon Trotsky.
O segundo momento são “As Teses de Abril”, apresentadas por Lênin durante a Revolução Russa. A presente edição até então inédita em português, foi traduzida a partir do discurso feito por ele na reunião dos bolcheviques de 4 de abril de 1917.
Por fim, às vésperas da segunda guerra mundial imperialista e durante a repressão stalinista, Leon Trotsky elabora o Programa de Transição (1938). Era o instrumento teórico necessário para construir uma saída positiva diante do atraso da revolução, situação que perdura ainda hoje e é abordada no artigo de Pierre Lambert, dirigente da 4ª. Internacional, morto em 2008, que encerra o livro. Encomende seu exemplar!
Uma obra literária/política, importante para entendermos um pouco mais o mundo de hoje e as relações entre países. Como já disse aqui, em política, nada acontece por acaso. Entendermos o que se passou no passado, é fundamental para entendermos o que acontece atualmente e porque acontece.



COMO COMPRAR:
Preço: R$23,90

Preço de lançamento: R$15,00 (mais custos de correio). Válido até 15 de Maio.
Faça seu pedido pelo e-mail: vendas@novapalavraeditora.com.br

Ou ainda pelo telefone: 9223-7782 tratar com esse que vos fala.


Abraços a todos;
Carlos Henrique.

domingo, 1 de março de 2009

Coraline e o Mundo Secreto

Sobre a questão dublado versus legendado:
Façamos justiça, reclamei da falta de cópias dubladas em Brasília, mas um único lugar se propôs a exibir versão legendada. Nem tanto pelas vozes de Dakota Fanning (a menina de Chamas da Vingança) e Teri Hatcher (Lois & Clark e Desperate Housewives), mas como as animações são feitas a partir da dublagem, a redublagem em português acaba causando o mesmo problema de filmes com atores reais, que é a perda da expressão correta. Não desmerecendo os tradutores e dubladores brasileiros, pois uma pessoa que prefere animações dubladas me expôs a vantagem da adaptação de piadas e figuras de linguagem: Lembram do frango de "Tá dando onda", dizendo que surfava no Pantanal mato-grossense? Pois é.

A partir de agora, é possível que role uns spoilers:

Mas sobre Coraline, dirigido por Henry Selick, diretor de "O Estranho Mundo de Jack" (1993) e erroneamente creditado a Tim Burton, há uma coisa a ser dita: não é para crianças. Das três que vi entrarem no cinema, duas foram embora no meio e uma dormiu. A sensação de conforto do início se transforma em tensão num momento específico que está em um dos trailers, o dos botões na caixa. Não li o livro, mas o filme reduz-se à situação clássica de pais que não dão atenção suficiente a uma filha, mas esta filha é espertinha o suficiente pra não posar de coitadinha. Percebe o desaparecimento dos pais e simplesmente age para resolver a situação, obviamente com medo, mas o encarando. Um bom exemplo pra molecada de hoje em dia.

A comparação com Alice no País das Maravilhas é inevitável, mas Neil Gaiman (autor de Sandman) não é conhecido pela "fofura" de suas obras. Inclusive darei uma opinião polêmica aqui: o gato de Coraline é BEM mais legal do que o Gato que Ri, da Alice. Apesar das semelhanças indiretas, a animação é mais soturna e confesso que até arrepiei em alguns momentos com a trilha sonora, outra característica incrível do filme. Escuto-a enquanto escrevo este post em plena luz do dia e prevejo a hora em que uma mão de agulhas vai sair da parede e me retalhar a cara. Ok, não é pra tanto, mas creio que o melhor do filme é a trilha sonora, que dá o tom certo entre a fábula e o terror.

Sobre a técnica da animação, é 3D mas suspeito de stop-motion na abertura, ou a simulação desse efeito ficou perfeita demais. Olhos mais atentos percebem as variações entre a animação suave e o efeito quebrado da animação clássica de bonecos, que não deixa o filme cair na mesmice da suavização de movimento.


No fim, Coraline é absolutamente obrigatório para quem curte animação e fábulas, além do trabalho do Neil Gaiman, claro. Xiitas que leram o livro podem chiar, mas o filme ficou impecável, senhores. Extremamente Na Rota, ou como eu digo, vale a inteira! Posso usar o selo de qualidade NRDR aqui?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Museu da NOSSA Língua Portuguesa!

Olá pessoas, salve todos!


Bem, como estou escrevendo muito pouco aqui venho falar então de coisas um pouco mais longe (geograficamente) de nós.

Fui a São Paulo recentemente, cidade amada por uns, odiada por outros, mas que nunca indiferente para ninguém, eu particularmente, sou Paulistado da casca do ovo, nasci e morei em Sampa até os meus 17 anos.

Gosto da cidade, com todos os problemas, alguns ficam piores com o passar do tempo, outro melhores, é que Sampa não gosta de ser mais ou menos, ela sempre tem que ser exagerada no que faz, se é para o bem é muito BEM, se é para o mau também é muito MAU, não consegue ser meio termo.

Mas com certeza é uma cidade com atrativos culturais, quem gosta de eventos culturais está no parque de diversões em Sampa, pois é a cidade do Brasil com mais salas de cinema, teatros, museus, sarais, exposições e afins.

Neste passeio pude conferir duas coisas que não conhecia a primeira foi o Museu da Língua Portuguesa, o segundo falo em outro post.

Minha esposa é professora de Português e queria ir lá de qualquer jeito, como passamos 4 dias demos um jeito e fomos lá.

Confira aqui o site do museu, e um conselho, VÁ! Mesmo que você não seja o maior amante de gramática, pois os idealizadores fizeram um trabalho estupendo.

Um museu interativo, vivo, não só um monte de coisa para se ver, mas para se tocar, ouvir, emocionar, confere.

No primeiro andar é sempre uma exposição itinerante, e estava sendo a do Machado de Assis eles tentam colocar o visitante como se estivesse dentro de um pequeno universo do autor.

Segundo andar, a amostra perlmanente, que tem de tudo, usam a parede como tela, que vai passando vídeos sobre a nossa pátria falada, contribuições, transformações e o que mais fizemos para chegar no que é hoje.


Terminais de computador, estilizados contando as contribuições indígenas, africanas, européias, asiáticas e tudo mais que forma a NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA.


Um lugar que não pode deixar de ser visitado é o BECO DAS LETRAS, faz qualquer um voltar a ser criança, um jogo educativo de formar palavras muito divertido. Na saída quem escolher voltar pelo corredor central ainda vê a história da Estação da Luz que durante muito tempo foi a porta de entrada para a capital Paulista, reduto dos paulistanos, italianos, judeus, japoneses, alemães, turcos, árabes, coreanos, baianos, cearences, mineiros, fluminenses, potiguares, acreanos, ou seja, lugar de todos que ali chegam.


Para terminar no terceiro andar tem um auditório que passa um filme de 10 minutos sobre a nossa língua e depois tem uma surpresa memorável após este primeiro filme, que não vou contar, quem quiser vá lá ver.

Lembrem-se em Sampa Museu da Língua Portuguesa de frente para a Pinacoteca, já tem outro programa, a Pinacoteca vale a pena ir também, assunto para outro post.

Salve todos!

sábado, 19 de janeiro de 2008

Elite da Tropa

"Pede pra sair", "Não vai subir ninguém" e "Você é um fanfarrão" são expressões que ficaram populares para todos que assistiram o filme "Tropa de Elite". Já Elite da Tropa, de André Batista, Rodrigo Pimentel e Luís Eduardo Soares é o livro que guiou a produção do longa-metragem mania de 2007.

Antes de tecer mais comentários, há de se explicar que o filme, já comentado aqui, tem apenas algumas semelhanças com o livro. O filme é apenas baseado nos relatos do livro. É diferente, por exemplo, de outros livros que eu já li, onde suas histórias serviram diretamente para uma adaptação na telona, entre eles "O advogado do Diabo", "Carandiru", "Cidade de Deus" (a melhor adaptação), "Forrest Gump" (o melhor livro) e "O código da Vinci", este último, o único que eu li antes de assistir a adaptação.

As 312 páginas descem macio e reanima. Perdão, bordão errado. A leitura é agradável e rápida. Li em, praticamente, 4 dias. Então, o mais importante da leitura de Elite da Tropa é saber que você não vai conhecer mais histórias de Capitão Nascimento, o aclamado personagem de Wágner Moura no longa-metragem de José Padilha. Na verdade, você pode até reconhecer alguns trechos do filme, mas no livro não se fala em Capitão Nascimento, aspiras Mathias e Neto e, nem mesmo, na operação do Papa.

Entretanto, esse fato não atrapalha em nada a qualidade do livro. Na verdade, aos poucos, a expectativa de ler o nome Capitão Nascimento vai sendo substituída pela expectativa de novas revelações dos atos
dos PM convencionais e das ações do BOPE. O livro, que é dividido em duas partes, envolve e, se o leitor tiver o mínimo de consciência social, incomoda com o relato da realidade.

A primeira parte são diversos relatos do ex-capitão do BOPE Pimentel. A linguagem é crua e direta. Tão crua e direta que o autor exagera nos pedidos de desculpas para com os leitores que podem se ofender com a linguagem. Nesta parte consegue-se observar várias "inspirações" do filme, como a citação do saco plástico, do cabo de vassoura, de algumas partes do treinamento do BOPE e do ódio dos policiais do BOPE aos convencionais corruptos e a playboys usuários financiadores do tráfico de entorpecentes (Nossa, falei bonito demais!!!). Nota-se então que o trabalho do roteirista do filme foi concatenar de maneira lógica cada situação relatada nesta 1ª fase do livro.


A segunda parte é uma história, narrada de maneira cronológica, é até difícil de descrever. Trata-se de um emaranhado de fatos interligados relacionando policiais civis, policiais civis corruptos, PM´s, PM´s corruptos, o BOPE, o secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, o governador do estado e vários líderes de facções criminosas. É sensacional a narrativa que mostra, sem eufemismos, o quanto o jogo de poder e política atua de maneira organizada buscando apenas benefícios individuais e desvirtuando os princípios dos órgãos de controle do estado. E, se você for o mínimo inteligente, vai ver também o livro como uma série de tiradas hilárias, como a história do assessor homossexual que se entrega no grampo ou quando um líder de uma facção criminosa é anunciado numa reunião de líderes pelo seu assessor cagando no banheiro.


"Se você ainda não leu é porque é muleque!!! É um fanfarrão!!" Cap. Nascimento

Não marque toca e leia urgentemente. Não quero nem ficar falando o tanto que é importante apoiar a literatura nacional. N.R.D.R. aprova.
Daniel Farinha, que é tem medo da polícia, queria ser oficial do BOPE, mas sem ter que passar pelo treinamento.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Primo Basílio (PROJETA BRASIL)

Olá amigos e leitores fiéis deste espaço cultural.

No último PROJETA BRASIL que o CineMark promoveu pela sétima vez no dia 05/11/2007, estive presente com minha digníssima esposa, para assistir pelo menos dois filmes, já que de noite eu tinha que trabalhar, fazer o que? "Quem disse que a vida é fácil?" já disse o Capitão Nascimento!

Então olhamos as sessões e vimos quais filmes ainda não tínhamos visto e aproveitaríamos para ver, um dos escolhidos foi Primo Basílio escrita pelo escritor português Eça de Queiroz no fim do século XIX. Um clássico da literatura que foi para a tela grande.




Bem, quem seria de alta envergadura moral para dissecar a película seria minha digníssima esposa, mas ela está num estado interessante (grávida), e a qualquer momento o rebento estará fora da embalagem, sendo assim desta maneira não está com condições de contribuir com o N.R.D.R. no momento, fica para uma outra oportunidade.

Claro que aproveitei e enchi a cabeça dela de perguntas para poder me ajudar agora que estou digitando este texto.

Uma coisa que precisamos definir é: um filme baseado num livro é diferente de um filme adaptado de um livro.

A Vânia Alves (minha querida esposa), me disse quando é baseado, não necessariamente vai ser fiel ao livro, pega a história como trilha e cria um monte de coisa de acordo com a imaginação do(s) roteirista(s), como por exemplo a época que se desenrola a história, que neste filme já são diferentes.

Na adaptação o filme tenta ser (na medida do possível) o mais idêntico possível com a obra, tarefa difícil, pois o livro quase sempre tem mais detalhes, que o filme por motivos de tempo e grana não pode se dar ao luxo de ter.


Sabendo disto, vamos ver como foi a obra BASEADA no romance de Eça de Queiroz, como eu já disse aqui eu não era um grande leitor na minha época de estudante secundarista, ou mesmo antes, não tinha lido a obra do autor português, mas mesmo assim estava com vontade de ver o filme, pois CINEMA NACIONAL merece nosso apoio.

Mesmo para quem não leu o livro não há problema, a história se sustenta por si só, o que já é um ponto positivo, além de ser uma produção nacional e merece a nossa bilheteria.


Como já conhecia a história não tive tantas surpresas, mas qual é a surpresa de uma prima (sem ser o termo pejorativo de "prima") que encontra um primo, que na juventude tiveram um romance e ele viajou para fora do país, deixando a moçoila a ver navios.

Se encontram, ela já casada e ele um solteirão galantiador que faz com que ela acenda sentimentos que já estavam apagados, pelo menos é o que ela pensava.


Outro ponto positivo para o filme é o elenco, Daniel Filho, que além de diretor foi colaborador da adaptação, soube escolher com muito cuidado e talento os atores.


Luísa, a prima (Débora Falabela; Lisbela e o Prisioneiro): Mostra que é realmente uma boa atriz, versátil, que pode sair de um extremo ao outro sem levar vícios de uma personagem para outra. Manda bem em TV e em Cinema, não tive a oportunidade de vê-la no teatro, mas foi uma boa escolha, faz bem o papel da jovem sonhadora e romântica que acaba sucumbindo aos avanços do primo, paixão antiga.



Basílio, o primo (Fábio Assunção; Beline e a Esfinge / Sexo, Amor e Traição): Eu particularmente gosto deste ator, não teve ainda uma grande virada na carreira, papéis muitos parecidos, mas todos feitos com grande talento, talvez precise sair para um papel que não necessite de um rosto bonito, e sim, do talento, e eu acredito que ele dê conta do recado, em Sexo, Amor e Traição no papel de Tomás está impagável e muito engraçado. Neste cumpriu o que tinha que fazer, ser o galante e conquistador. O que cá para nós, para o Fabão é fácil. Por isto foi escolhido para fazer o primo, uma atuação limpa e competente.



Jorge, o marido (Reynaldo Gianecchini; Avassaladoras): O que foi dito para o Fábio Assunção vale para o Gianecchini, acho que tem talento, precisa se desvencilhiar do esteriótipo de bonitão conquistador e mostrar que tem competência para voar mais alto. Começou como protagonista numa novela, teve várias críticas e sobreviveu, tentou em outra novela mudar o foco, ser um grosseirão, um mecânico simples e humilde, mas continuou sendo o garanhão da rua. Acredito que pode fazer mais. Foi bem escolhido, para mostrar que as mulheres também fazem traição sem um motivo aparente, agora imagina a vida de uma mulher que tem Gianecchini como marido e Fábio Assunção como amante? Que vida dura! Muito dura por sinal.


Juliana, a empregada (Glória Píres; Se eu Fosse Você / A Partilha): Falaram tanto da atuação dela que eu esperava mais, agora com a cabeça mais fria posso dizer, muito bem feita, uma escolha arriscada, pois é um papel fundamental para a trama e precisava de energia e química entre a equipe, no final todos sairam ganhando. Gosto da Glória como atriz, sabe e respeita seu limite, tanto que nem tenta fazer teatro, que ela mesmo já disse não ter cacife para tal. Mas tem boas participações nos seus trabalhos, mesmo nos papéis bobinhos de novela ela manda bem. Soube corresponder a confiança depositada nela pelo diretor.


Sebastião, o amigo (Guilherme Fontes; Um Trem Para as Estrelas): Esqueçamos o problema com a verba do filme Chatô - O Rei do Brasil, uma coisa não tem nada a ver com a outra. No filme faz bem seu papel como coadjuvante. Um papel que não exige muito, mas poderia estragar a obra. Não sei se o embrólio com o filme pode lhe causar problemas futuros, mas como ator só consigo lembrar na novela "A Viagem" como boa referência, no resto tudo é muito água com açúcar, vamos ver daqui para frente. O diretor apostou e não perdeu o que já é muito bom.



Leonor, a amiga (Simone Spolatore; Lavoura Arcaica / O Ano Em Que Meus Pais Sairam de Férias): Se vocês tiverem a oportunidade de assistir estes três trabalhos feitos por esta ótima atriz, vão sentir o que eu quero dizer, ela é muito boa atriz, ela se transforma de uma maneira impressionante, um verdadeiro camaleão, e nesta obra soube passar o que o diretor queria, muito importante para a trama e com talento de sobra mostrou que foi bem escolhida, brilhou mais sem ofuscar os papéis principais.



Joana, a outra empregada (Zezeh Barbosa; Bendito Fruto / Cronicamente Inviável): Para quem está acostumado a ver esta atriz em comédias como o Zorra Total, ou em algumas novelas como O Profeta (a última versão), espere para vê-la atuando em drama. Fantástico, e que surpresa, não tinha visto ainda um trabalho dela no drama, uma grata surpresa e um questionamento. Por que ela não é aproveitada nestes trabalhos com mais freqüência? Daniel Filho sabendo deste talento aproveitou, mais um ponto para o filme.



Vitória, a tia da empregada (Laura Cardoso; Muito Gelo e Dois Dedos D'Água): O que falar desta estupenda atriz? Formidável como sempre, e mesmo fazendo uma pontinha, mostra todo seu talento, e que contribuição. Obrigado Laura e obrigado Daniel Filho!




Castro, o banqueiro (Gracindo Filho; Bufo e Spallanzani): Gerou a melhor piada do filme, quem casou com o Gianecchini e tem como amante o Fábio Assunção, ter que acabar com Gracindo Filho é fim de carreira. Como este ator consegue fazer papel de vilão ou de mau carater de maneira convincente. Mais uma boa do diretor.



Policial (Anselmo Vasconcelos; Quem Matou Pixote? / Bar Esperança): Mais um que faz ponta com uma competência fantástica, muitos o conhecem do Zorra Total ou dos trabalhos com Ronald Golias, mas ele não tem só sua veia cômica, mostra que é versátil e é pau para toda obra. Muito bom!



Sendo assim desta maneira, o N.R.D.R. carimba e recomenda, assista e se delicie!


Salve Todos!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Crônicas de um viajante - Lançamento

Já falei dela aqui. E, como prometido, vamos falar de novo.


A srta. Juliana Valentim Carol BBB lança nesta terça, com um pocket show, seu livro "Manuscritos de um viajante".

Em entrevista EXCLUSIVA, SÓ PARA NÓS, PARA MAIS NINGUÉM, Juliana fala um pouquinho para o NaRotaDoRock de seu livro e de seu show:

NRDR: Sobre o que é o livro?
Ju: Manuscritos de um viajante é uma coletânea de contos e crônicas que foram escritas entre 2003 e 2007, durante uma longa viagem pelo mundo. A intenção é fazer o leitor sair do seu país de origem em busca do desconhecido.

NRDR:
Quais são suas influências literárias?
Ju: Como jornalista, sempre gostei de ler e escrever bastante. Sou fã dos escritores que conseguem entreter o público com leveza. Fernando Veríssimo é exemplo disso.

NRDR: De onde veio a idéia de divulgar o livro com shows?
Ju: Música e literatura são as minhas grandes paixões. Eu me formei em violão popular pela Academia BSB Musical e sempre tive vontade de fazer algo que misturasse as duas coisas. Como tenho que divulgar o livro, não poderia deixar de divulgar a minha música também.

NRDR:
Qual a importância pessoal do livro pra você?
Ju: O livro é um sonho realizado. Eu tive muita gente envolvida nesse processo. Tenho amigos que nem falam português, mas estão lá torcendo para que seja um sucesso. Estou muito feliz!

NRDR:
Qual vai ser o repertório do show?
Ju: O show mistura músicas de minha autoria com sucessos de compositores como Xangai e Belchior. Importante lembrar que serei acompanhada pelos excelentes músicos de Brasília, Marcelo Lima (bandolim) e Léo Barbosa (percussão).

NRDR:
E pro futuro, quais as previsões?? Mais um livro, gravação de um CD, capa da Playboy??
Ju: Quero divulgar bem o livro, fazer vários shows pela cidade e gravar um CD no começo do ano que vem. Se tudo der certo, pretendo voltar a Austrália para lançar o livro lá também.

NRDR:
Além de Xangai e Belchior, o que mais toca no seu MP3 player?
Ju: Gosto de ouvir Maria Rita, Vanessa da Mata, Xangai, Vitor Ramil, grupos locais como o Marambaia... E por aí vai...

NRDR:
E quando vai escrever para o NaRotaDoRock?? E quando poderemos publicar algum conto seu como aperitivo para os nossos mais de 7 leitores fieís??
Ju:
Será uma honra escrever para vocês. Meus contos estão disponíveis. É só falar!

NRDR:
Falaremos...
Bem... então... não marquem toca!! Todo mundo presente lá, amanhã, na hora certa, ok?

Saudações e aqui vai o serviço:

Dia: 23 de Outubro
Local: Rayuela Restaurante Cultural - 412 sul Bl. B
Horário: Lançamento do livro - 19h
Pocket Show - 21h
Contos e crônicas de uma jornalista brasiliense pelo mundo.

domingo, 14 de outubro de 2007

O Homem que Desafiou o Diabo (Literatura de Cordel e Trova na TELONA)


Olá para todos!

Ontem (13/10/2007) assisti "O Homem que Desafio o Diabo", eu sou fã de carteirinha do CINEMA NACIONAL, por todas as dificuldades que estão na frente de quem se atreve a enfrentar os desafios de produzir cinema no Brasil Varonil.

Não só os desafios de dinheiro e patrocínio, como os de divulgação, apoio; e ainda tem que superar o conceito (ou um preconceito), de quem acha que o CINEMA NACIONAL ainda está só na pornochanchada (sic) da década de 80.

Não viu que muito antes da década de 80 o nosso cinema já produzia coisas boas, sem as mínimas condições, mas conseguiu fazer filmes como "O Pagador de Promessas", "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "O Cangaceiro", "Macunaíma", "Lampião o Rei do Cangaço", "Dona Flor e Seus Dois Maridos", "O Homem da Capa Preta" só para citar alguns.

Há muito nosso cinema tem produzido obras muito boas e marcantes, mais uma vez fui ao cinema entusiasmado, mas com a preocupação, pois o filme podia ser comparado com o grande "O Auto da Compadecida", do fabuloso Guell Arraes que desta vez estava na produção técnica porque a direção ficou com Moacyr Góes, que não tinha um grande repertório de obras, pois filmes da Xuxa e Padre Marcelo Rossi é casca grossa de engolir e é o famoso apague isto da minha carreira ou do meu currículo, apagar coisas que de currículo é uma história que acontece em vários pontos da vida profissional, um exemplo aqui.

Só que o diretor soube se safar bem da comparação com o filme de Guell Arraes e se saiu com um ótimo filme, engraçado, com ritmo, história e a bendita "QUÍMICA" entre elenco e equipe técnica, o figurino sem criar esteriótipos para os sertanejos, com roupas maltrapilhas e sujas, mas nada de espalhafatoso e exaregado, o Gibão (roupa típica dos sertanejos para andar na caatinga nordestina), usado pela personagem principal é bem típico da região e de muito bom gosto na escolha. A direção técnica foi boa e competente, se preocupando com detalhes que para olhos não nordestinos podem não significar nada, mas para quem é da terra do Sol iria ser erro grotesco, não sou nordestino, mas tenho pais que são, então minha formação cultural desde a infância tem influências nordestinas e conheço um pouco deste universo maravilhoso. Um filme que tem roteiro baseado (NÃO! Não é cigarro de maconha!) num livro de cordel que conta "As Pelejas de Ojuara Contra o Diabo", Ojuara é o nome da personagem principal.

Os diálogos coerentes e sem o sotaque produzido pela equipe da Globo, as piadas com referências fantásticas, como a do Mução ligando para o Turco, dono do armazém é fantástica, além do texto que consegue mesclar Trovas e Literatura de Cordel no meio dos diálogos.

Fora as lendas que são lembradas durante o filme como a personagem que arranca um prego sem usar as mãos ou a Mãe de Partanha que tem um órgão sexual um pouco inusitado.

Fala sobre lendas de Pretos Velhos que ainda habitam antigas fazendas de escravos no sertão, ou como o povo tem uma visão do Diabo e suas características, mostra um povo nordestino sofrido, alegre, feliz, trabalhador, religioso e principalmente engraçado, não de maneira pejorativa como muitos pensam e gostam de pintar, engraçado, porque consegue ver beleza nas coisas simples e viver de maneira sofrida, mas feliz, de maneira como a vida proporciona, nem mais nem menos.

Assista e não espere ver outra aventura parecida com a de Xicó e João Grilo, mas um filme bom e engraçado que não nos deixa perceber que o tempo está passando.

É filme para se ter em casa para se ver os extras, se divertir no vai e volta de cenas e tudo mais que o DVD tiver oferecendo para quem comprar.

Sendo assim desta maneira assista, e se possível no cinema para gerar bilheteria para a produção e felicidade aos atores e produção técnica.

Então a equipe narotadorock.com recomenda e aprova (Estou sem o carimbo hoje, mas carimbarei em breve), mas mesmo sem o carimbo que assegura a qualidade na posição destes blogueiros, em particular deste que vos escreve no momento.

Salve Todos e Viva o CINEMA NACIONAL!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

O grande Desafio: Saramago x Meirelles (Este eu não perco)


No canto direito, com um Nobel de Literatura, 1,682 m de altura e 51,874 kg, ele o grande escritor, e contestador... José “El Mago” Saramago (sacou? Ok a piada foi horrível)...


No canto esquerdo com nocautes em mais de 14 milhões de espectadores nos cinemas do mundo todo, ele que já encantou muitos amantes da sétima arte com trabalhos iguais a “Cidade de Deus” e “O Jardineiro Fiel”, com 1,728 m e 62,516 kg ele o diretor que não só dirige, mas também conduz seus trabalhos, Fernando “Quase Oscar” Meirelles...

Bem, vamos entender algumas coisas antes de tentarmos dissecar (acho que é assim que escreve, não entendo nada de arter bizantina do séuclo XV), os produtos de um desafio deste, que vai ser um filme baseado num livro mil grau total, "Ensaio Sobre a lucidez".


Eu nunca fui um grande leitor no ensino fundamental (EF) ou no ensino médio (EM), antigo primeiro grau e segundo grau, nossa quanto tempo, ou para quem é mais antigo ginasial e colegial.


Quantos sonhos e manchas nos lençóis
aquelas saias com pregas já causaram?...


Bem quero dizer, hã, hã, esqueça esta parte, não lia muito nesta época, ou não lia quase nada, era uma ameba, como a nossa professora Elaine de matemática fazia questão de nos lembrar frequentemente, fui ler meu primeiro livro na quinta série, “Meu Pé de Laranja Lima” (José Mauro de Vasconcelos), faz tanto tempo que nem lembro da história, depois li algumas outras coisinhas, “O Último dos Moicanos”, “Dom Quixote”, “Uma Rua Como Aquela”, “Escrava Isaura”, “Os Três Mosqueteiros”, mas isto em 4 anos de EF e mais 3 de EM.

Não é nada comparado com um monte de gente que conheço, passava da preguiça a falta de vergonha na cara, mas lia pouco, na Faculdade me cobrei isto e hoje leio razoavelmente. Não como algumas pessoas que conheço que devoram livros em dois dias, mais leio e o melhor, gosto de ler nos dias atuais.

Começava sempre a ler se o assunto me interessava, só que assim perdi histórias incríveis que eu não espera que seria tão boa, analisando só o título ou a capa.

Fora que ainda tem que suportar o estilo dos escritores, sua época e coisas que a minha esposa, que é professora de Literatura (o importante é ter saúde), adoraria explicar, mas eu não...

Sempre achei que escrever era só por letras atrás de letras, formando palavras, que em seqüência formaria as frases...

Lógico, não é só isto, um bom escritor, que não é o meu caso precisa de algo mais.

Existe alguns escritores que são mestres nisto, outros são razoáveis, outros são ruins mesmos, a maneira como escreve ou transcreve suas idéias faz A diferença, com ênfase realmente no "A".

E quando o miserento (sic), infeliz das costas ocas, frango da oréia lascada (sic), mal-ajambrado do escritor acha que pontuação é para os fracos. Sim existe escritor que pontua da maneira que ele acha que convém, como der na telha do pobre..., e para piorar escreve bem.

E ainda ganha o prêmio Nobel de Literatura, e o pior, este sacripanka (eu quis dizer isto mesmo, não sei o que é, mas minha avó quando fica nervosa com alguém fala isto), ainda ousa escrever um livro Visceral, que é o caso de "Ensaio Sobre a Cegueira".

Este livro do Saramago é algo que parece uma loucura ou um surto de maluquice aguda de alguém, instantes antes de ter de embarcar em um avião nos aeroportos brasileiros.

Um surto (não a banda), de cegueira começa a assolar Portugal (terra natal do escritor), mas não é uma cegueira comum, é a moléstia da cegueira branca, pois as pessoas ficavam com uma brancura branca (sem pleonasmo), totalmente branco, como leite, sim de vaca, de cabra, do que você quiser, desde que seja um leite alvo, muito alvo, como os personagens fazem questão de enfatizar no livro...

Começa com um motorista em pleno trânsito, pessoa comum, como é a característica do Saramago, falar e escrever sobre pessoas comuns, vai se espalhando como se fosse uma super epidemia (sem nenhuma relação com o filme homônimo, "Epidemia"), os desdobramentos dos episódios são fantásticos, para nós meros mortais, e talvez evidente para um escritor genial como Saramago.

Com riqueza de detalhes, mas sendo objetivo de maneira que chega a ser até “encabulador” para o leitor, como na passagem dos cegos malvados, mas como um bom livro deve ser, não conseguimos parar de ler, ou ficamos chateados quando temos que parar de ler por qualquer motivo que seja.

Com um final que só mesmo El Mago Saramago (tá certo vou desistir desta piada infame e desnecessária), consegue fazer para uma história que começa louca e termina tão louca que se torna lúcida. Talvez por isto teve a continuação com “Ensaio Sobre a Lucidez”, que é para outra postagem, pois ainda não li...

Agora imagina o desafio de um baita diretor em colocar isto tudo na telona e manter a qualidade, sabemos que adaptações são difíceis, que normalmente o livro é melhor, quando não é muito melhor que o filme, mas ele já tirou leite de pedra em "Cidade de Deus", com atores amadores e sem texto, falas no improviso (pasmem)!!!!!!!!



Fernando já foi cirúrgico em "O Jardineiro Fiel", não vai decepcionar neste desafio, aguardo ansioso para assistir, sem muito alarde: "é só um filme", como diria um amigo meu, mas que baita filme...

É esperar para ver! E se possível ler o livro antes!

Salve Todos!

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