quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sábado a noite...

E aí?? Todo mundo sossegado??? Vão pro show do Ritchie sexta-feira??? Espero que sim... Sábado, conforme já dito aqui, tem show no SESC 504 Sul!! Todo mundo lá!!!


Daí... conversei de maneira informal, por e-mail, com o Kell, produtor e tocador de contra-baixo no show:

É o retorno definitivo da aposentadoria??
Kell: Retorno sim, porei me aventurando em novas ondas, volto agora no contra baixo, um namoro novo com esse instrumento, vamos ver até onde vai.

Qual é a idéia geral do show?? O que o público pode esperar??
Kell: Bom, ha alguns poucos meses eu comecei essa nova viagem pelo contra baixo e desde então muitas músicas eu tenho usado em meus estudos, a idéia inicial desse show é executar essas canções e tambem outras que tem , de alguma forma, uma importância pra mim. O Nome
Tchau Radar é um desabafo geral, a tudo e todos que tentam nos controlar, a todos os padrões, vamos fazer nosso som, apenas isso. O público pode esperar um show de muita qualidade, só tem fera no elenco. E Alem disso um repertório muito variado .

Muito Engenheiros do Hawaii??? Plugado?? Acústico??
Kell: Teremos um bloco especial dedicado a Engenheiros do Hawaii, com músicas bem especiais. Totalmente plugado.

O ambiente do SESC (cadeiras fixas) nao atrapalha a um show não-acústico?
Kell: Um dos cuidados ao se preparar um show no Teatro do SESC é na escolha do repertório e arranjos das músicas, pois justamente é um show onde as pessoas estão sentadas e precisam realmente ter um espetáculo no palco, onde se possa apreciar as músicas, os detalhes. Não adianta fazer a escolha só de músicas dançantes onde todo mundo está sentado. Então temos que ter músicas tocantes, arranjos bonitos, e por ai vai.

Quem vai tocar??? Quais são os músicos de Brasília??
Kell: Tenho o prazer de poder contar com muitos amigos nesse show. Alguns que toco há muito tempo, outros que há varios anos não tocávamos juntos e ainda alguns que nunca nos encontramos no palco, mas que sempre apreciei o trabalho e agora tenho essa oportunidade .
Vamos a apresentação, espero não esquecer ninguem, pois é grande a galera :

Junior Johns (Voz)
Marcel Stanlei (Voz)
Alysson Barbosa (Voz)
Eduardo Amorim (Voz)
Dudu Borges (Voz)
Daniela Macedo (Voz)
Lu Estrela (Voz)
Edu Mazurca (Voz, Violão)
Sandro Marra (Batera)
Murillo Carvalho (Guitarra/voz)
Willian Gomes (Teclados/voz)
Bruno Fabbrini (Baixo)
Vanessa Soares (Violino)
Clei Vinicius (Batera)

Qual é o repertório básico do show??
Kell: Prefiro deixar a surpresa do set list pro momento do show mesmo, mas serão sucessos de grandes bandas como: Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós, Legião Urbana, Jota Quest, Pitty, Kid Abelha, U2, Creed, Aerosmith, algumas músicas próprias, dentre outras grande bandas. Vale a pena conferir.

Polêmica novamente de acústico x plugado???
Kell: Diria que 95% do show é plugado, força total!!!

Bem... então... quem gosta de um bom rock and roll, já tem o que fazer sábado a noite. Ingressos a 10 reais!!!!!! Não perdam!!!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Brasília Ganha Galeria Dedicada à Fotografia


A fotografia ganhou uma casa em Brasília. A partir de hoje, a capital conta com uma galeria dedicada exclusivamente à elas. Trata-se da galeria A Casa da Luz Vermelha, inaugurada pela exposição O colecionador de paisagens, de Kazuo Okubo. A curadoria é de Ralph Gehre. A mostra reúne, até 12 de dezembro, 29 fotos de tamanhos diferentes feitas nas cidades de Amsterdã, Praga, Paris e Roma. Localizada na Asbac, a galeria foi fundada pelo próprio Kazuo e contará com acervo permanente de grandes nomes da fotografia brasileira, como Anderson Schneider, André Dusek, Bento Viana, João Paulo Barbosa, Olivier Boëls, Ricardo Labastier, entre outros.
Serviço:
Local: A Casa da Luz Vermelha - SCES Trecho 02 Conjunto 31 – ASBAC - Setor de Clubes Sul Telefone: - (61) 3878-9100
Horário: Das 10h às 20h. Sábado, das 10h às 18h
Período de Exposição: De 04/11/2009 à 02/12/2009
Crédito do Foto: Kazuo Okubo

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ritchie apresenta “Outra Vez” em Brasília

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ritche Não, o título não está incompleto ou errado, é isso mesmo! O cantor inglês Ritchie radicado no Brasil a mais de 30 anos, lança na cidade seu mais novo trabalho, o CD/DVD “Outra Vez Ao Vivo” - preparararei um review -. Carregado de lirismo, bons arranjos e sem perder a mão na qualidade de hitmaker, “Outra Vez” dá as ferramentas necessárias para Ritchie realizar um grande show em Brasília.

Para quem ainda não se familiarizou, o álbum “Vôo do Coração” lançado pelo cantor em 1983, tomou o Brasil de assalto, em um trabalho que a maioria das dez faixas presentes no LP tornaram-se hits, tais como: “Menina Veneno”, “A Vida Tem Dessas Coisas”, “Pelo Interfone” e “Casanova”, só para citar algumas. Uma curiosidade em “Vôo de Coração” está na banda que o gravou e contava nada mais, nada menos com Lulu Santos (Guitarra), Lobão (Bateria) e Liminha (Guitarra, Baixo). Sabia disso?

Apresentações na cidade com artistas dos anos 80 tem promovido noites ímpares de prazer e diversão, então, esta com o Ritchie, será mais uma imperdível!!!

Serviço:
Ritchie - lançando o CD/DVD “Outra Vez Ao Vivo”
Data: 06/11/09
Horário: 22h
Local: Clube do Rocha (SCES, Tc. 2, Cj. 1, Lt. 10)
Ingressos: R$ 60 e R$ 30 (meia).
Pontos de venda: Vertical Jeans, Pizzas Dom Bosco e Multiplus Academia.
Informações: 9239-3935 ou 8408-2909.
Não recomendado para menores de 18 anos.

Bônus:

* Site oficial do artista, clique aqui e para o Twitter, aqui.

* Ouça canções clássicas e novas aqui.

* Assista abaixo um clipe do CD/DVD, a canção “Outra Vez”, homônima e belíssima faixa escolhida para ser o primeiro single do lançamento.

Outra Vez - Ritchie (Just push play)

sábado, 31 de outubro de 2009

A Todo Volume será exibido no XI FICBrasília

No dia 01 de agosto de 2009 eu fiz um post sobre filmes com a temática rock (aqui), e um dos destaques foi “It Might Get Loud” (2009), que recebeu o título nacional de “A Todo Volume”.

O documentário dirigido por Davis Guggenheim – responsável por séries como The Shield, 24 Horas e pelo excelente e premiado “Uma Verdade Inconveniente” –, foca em sua narrativa nada mais nada menos que o dia-a-dia de Jimmy Page (Led Zeppelin), The Edge (U2) e Jack White (The White Stripes, Dead Weather e Racounters), relembrando a trajetória de três guitarristas famosos de bandas igualmente famosas em épocas diferentes do rock'n'roll, contando histórias e naturalmente, como eles criaram seu estilo próprio no instrumento. Imperdível para os fãs de música!

“A Todo Volume”, será exibido no XI Festival Internacional de Cinema de Brasília nos dias:

* 13/11 na sala IX as 19h00;

* 14/11 na sala VIII as 21h30; e

* 15/11 na sala 01 as 19h30.

Acesse aqui o site oficial do XI FICBrasília e conheça toda a programação.

Curta aqui o site oficial de “A Todo Volume”, e logo abaixo o trailer.

"It Might Get Loud" Trailer – Just push play and have a fun

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Assista Sobre Vovós e Lobos (Cia. de comédia SeteBelos)

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Cia. De Comédia Setebelos em:

SOBRE VOVÓS E LOBOS - Uma Comédia para Gente GRANDE

image001 Alguns anos se passaram desde que a bruxa deu uma maçã à Branca de Neve, o Lobo Mau se fez passar pela Vovó e o Capitão Gancho foi derrotado. Agora, todos os vilões foram libertados da prisão e se uniram para impedir que uma misteriosa profecia que envolve a princesa e outras criaturas se cumpra. Por se considerarem injustiçados ao serem presos, os malfeitores farão de tudo para fazerem "justiça" com as próprias mãos, patas e ganchos. Porém, algumas revelações e surpresas durante a jornada os pegam desprevenidos e eles têm de enfrentar situações jamais imaginadas. Uma Comédia imperdível, com respostas para diversas perguntas que tínhamos quando éramos crianças...

Serviço:
Local: Teatro Ulysses Guimarães – UNIP 913 sul
Data: 07 e 08/11/2009
Horário: Sáb – 21h / Dom – 20h
Valor: R$ 30,00 a inteira e R$ 15,00 a meia
Ingressos antecipados: Sistema Delivery Setebelos pelo telefone 9312-0678, site Ingresso Rapido ou nas lojas FNAC (Parkshopping), Livraria Nobel (Águas Claras Shopping), Planet Music (Brasília Shopping e Pátio Brasil), Livraria Don Quixote (Gilberto Salomão).
Classificação indicativa: 14 anos
Informações: 9312-0678 ou site oficial SeteBelos

VENCEDORES DA PROMOÇÃO:
Patrícia Gomes de Vasconcelos
****-1920

Natália Aparecida Silva Tavares
****-5726

Leonardo da Silva Andrade
****-3104

OBS: Retirem seus ingressos na bilheteria neste domingo (08/11) até as 19h.

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Clique nas fotos para vê-las em melhor resolução

Crédito das fotos: André Mandelli

Let's party!

Vai ficar de bobeira na cidade? Indico duas opções, a primeira é a festa temática “Noite dos Mortos-Vivos” (31/10) e a segunda o show de lançamento CD "E Por Aqui Tudo Vai Bem" do grupo ADI (01/11).

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Noite dos Mortos Vivos - 31.10.09Noite dos Mortos-Vivos - Halloween

Pista [George Romero] (bandas): Cabaret Zumbi, Cine Capri (GO), Valdez, Damn Laser Vampires (RS) e Dj Tuzão.

Pista [Tim Burton] (DJs): Luc, vitor.cadillac (GO), Fábio Pop e Danny Boy.

Gelatina com vodka a noite toda || Dose dupla de caipirinha até 0h!
PLUS: Maquiagem de zumbi no local!

Serviço:

Noite dos Mortos-Vivos
Dia: 31.10 (Halloween) as 22h
Local: LandscapePub.com.br (CA7 Bl.F Lj.33 - Lago Norte)
Ingressos: R$10
Realização: Bloco
Apoio: Comunidade Zombie Walk Brasília, Coletivo Cultcha, Duvidosos Produções, Kamui Produções e Markadiabo

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Lançamento ADI - 01.11.2009 Show de lançamento CD "E Por Aqui Tudo Vai Bem" do grupo ADI (Myspace do ADI)

Participação das bandas:

- Cassino Supernova (Myspace aqui)
- Lorena Folk (Myspace aqui)
- Strep (Myspace aqui)

Discotecagem nos intervalos com os Djs: Dibi & Torres (Gui e Rique - Hellena).

Sorteio de brindes durante o evento! || Compre os CDs do ADI a preço promocional, apenas R$ 5,00.

Serviço:

Show de lançamento do CD da banda ADI
Dia: 01/11 (véspera de feriado) as 18h30
Local: Arena Futebol Clube
Ingressos: R$10
Mais informações: fotolog.com/adirocker

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Homenagem ao Servidor Público Através da Arte

O Sexta Cultural, deste dia 30.10, realizado pelo SINDSEP-DF - Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF, será palco da homenagem aos Servidores Federais pela passagem do seu dia. Haverá música, com diversos artistas que passaram pelo projeto ao longo do ano. A programação inclui ainda intervenções poéticas, danças, exposições de artes plásticas, de artesanatos e de fotografias. A partir das 12h, no Espaço do Servidor.
O Espaço do Servidor é um local público e portanto no evento não haverá a cobrança de ingresso. Além do mais, será uma atividade aberta a todos e não somente aos servidores. Participe!


Serviço:

Evento: Sexta Cultural
Data: Sexta-Feira dia 30/11/2008
Local: Espaço do Servidor - Esplanada dos Ministérios entre o Ministério do Planejamento, bloco "C" e o Ministério da Agricultura, bloco "D".
Horário: 12h.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cine Clube Bancários Têm como Tema o Aborto

Um filme sobre o aborto será exibido nesta segunda-feira pelo Cineclube Bancários no Teatro dos Bancários. Fim do silêncio, é um documentário de Thereza Jessouron e reúne depoimentos de 22 mulheres de idades, classes sociais e estados brasileiros diferentes. Fazendo questão de mostrar o rosto e nome, elas falam sobre o assunto e os motivos que as levaram interromperem a gravidez e sua opinião a respeito de tal atitude. A sessão será às 20h, com entrada franca. Classificação indicativa: 16 anos

Serviço:

Evento: Cine Clube Bancários
Filme: Fim do Silêncio
Local: Teatro do Bancários
Endereço: 314/315 Sul
Horário: 20 horas
Entrada Franca
Classificação Indicativa: 16 anos

Pré-divulgação

Estou vivo. Nada demais e nada que faça muita falta.

Pré-divulgação. Depois apareço para falar mais.


Para quem gosta de Engenheiros do Hawaii, Rock Nacional e Biafra. Não necessariamente nessa ordem.

Abraços,

Daniel Farinha (@farinhafina)

PS: Alguém por aí também gosta de Monk, a série??

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Gilbertos Come Bacon [CD]

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Gilbertos Come Bacon, o CD homônimo de estreia do grupo formado em Planaltina - cidade satélite de Brasília – no ano de 2003, da as caras com letras “encruadas” em problemas sociais como os de infraestrutura, política e violência. Temas, que infelizmente, apesar de recorrentes, não caem no clichê, justamente em razão dos G.C.B. destacá-los com inteligência, e, uma sonoridade rica, que se funde a elementos da cultura Brasileira com rock, hardcore, e ska. Rabicore como o próprio Gilbertos prefere intitular, não se apegando a rótulos.

Gilbertos Não tão somente as letras, os arranjos são outro ponto de destaque. A sonoridade rabicore do grupo é valorizada pela percussão visceral que embala o produto final, fazendo-se presente em todas as faixas.

O ótimo CD pode ser encontrando no site da GRV (clique aqui) ou no Submarino (aqui).

Formação: João Angelini (voz e pandeiro), Eduardo Cayrã (voz e percussão), Moisés Crivelaro (guitarra e MC), André Valente (baixo, trompete e acordeão), Camila (baixo), Fábio Baroli (percussão), Luamar Ronan (percussão) e Márcio Mota (bateria e percussão).

Faixa a Faixa:

Cadáveres Ambulantes: A canção que abre o disco com um arranjo que lembra trilha sonora de filmes de ficção científica dos anos 50, reflete sobre a nossa posição no mundo, e as angústias que afligem a sociedade. “…mas estar aqui, agora, é a prova que estou vivo. Meu coração tá batendo, mas continuo indeciso, não estou sozinho neste barco. Todo mundo é um cadáver…”

Minha Casa: Canção pesada que atribui ao nosso corpo o status de casa, problemática e que nos acompanha a todo instante. “…minha casa é minha casa, o meu sangue é minha casa. Minha casa sente frio, fome, preconceito e um monte de raiva”.

Boca Suja: Hardcore acerca do nosso poder de se comunicar, naturalmente se expressando através do palavrão e da indignação. “…grita! grita, boca suja o palavrão! Vomita dores! a boca que fala é a idéia que explode, regurgita…”

Sorriso de Plástico: Som cadenciado pela levada do pandeiro e pela linha de baixo. Já que você veio ao mundo, saia da proteção de sua mãe e seja uma pessoa útil ao mundo. “…se tudo é mãe e filho, qualquer coisa que eu perca é aborto. Mas, se tu achar, ressurreição. Pega aí o meu sorriso que caiu no chão…”

Adulteraram: Black music com pitadas de regionalismo. Versa sobre a nossa luta diária pela sobrevivência e sustento, preservando a dignidade e a honestidade. “…o sistema, sim, é quem te impõe ser destro. Isto é um exemplo, não nasce com você, não aprenda o ruim, pratique pra aprender, adulteraram o que chamamos de poder…”

Sem Verdade: Um baião rock que brinca com a semiótica, mentiras e verdades. Tudo pode ter vários significados, o que vale é a interpretação. “…fizeram o favor de dizer que tudo é complicado, e que metade é feita de caô, muito complicado…”

Piolho: Ska com participação de Tom Zé; a canção é uma metáfora ao mundo político que se enriquece, nos maltrata e se mantém graças ao sistema hereditário. “…seus filhos virão mais tarde garantir o vai-e-vem. Ovo que botou ontem hoje se torna gente, sede individualista que deixa o povo doente…”

Queda Livre: Outro ska que celebra a verdadeira vida, levarmos “tombos” é uma coisa normal, nos resta a integridade e levantar de cabeça erguida. “…se sua vida escorregar de sua mão. Destino é cair, quebrar, se esparramar no chão. Mentira é frágil, não aguenta a queda e vai embora…”

Gilbertos: Regionalista e pró-cultura, uma canção contra aqueles que só valorizam o american way life em detrimento ao que é produzido no seu país. “…é ser igual a gringo pra ter consideração. Vestir, comer, falar, sorrir, igual a toda raça nobre e condenar peão que gosta de ouvir pagode…”

Dómarrom: Rock que valoriza elementos nordestinos, ao ouví-la rapidamente, soa sem sentido, mas não, celebra indivíduos que superam as críticas e seguem em frente. “…ele nem ligava, fingia que não ouvia e cagando e andando apenas continuou…”

Site oficial aqui

Próximo show:

O Gilbertos Come Bacon se apresenta com o Matanza, no Arena Futebol Clube, dia 25/10. Saiba mais aqui.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Olhares do Vietnã

Brasil e Vietnã comemoram, neste mês de outubro, 20 anos de relações diplomáticas. De hoje a sexta, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), os brasilienses terão oportunidade única de conhecer um pouco da arte de um país que frequentemente só é lembrado pela Guerra do Vietnã, travada há mais de 30 anos. Guerra esta que foi, sem dúvida nenhuma, uma das mais sangrentas de toda a história humana. Mas também uma das mais surpreendentes. Pois o Vietnã tinha como seu oponente, nada mais nada menos do que a maior potência bélica do planeta e a derrotou. Causando assim, um grande trauma nos Estados Unidos. Para se ter uma idéia do estrago feito nos americanos, o personagem Rambo, vivido no cinema por Silvester Stallone, que nada mais era do que um soldado americano matando sozinho todo o contingente das forças armadas vietnamitas, como se fosse um Sanção moderno lutando contra os Filisteus, nasceu exatamente desse pesadelo americano. Isto como se eles quisessem no cinema descontar a derrota contra os vietnamitas ocorrida na realidade.


A Semana do Vietnã vai apresentar exposição de fotografias, espetáculos de dança e música, com o grupo artístico do Teatro Nacional do Vietnã (sempre, às 21h), e sessões de cinema (de hoje a quinta, às 20h30). China, Coréia, Japão e Tailândia. Países orientais de filmografia extensa e relativamente popular no ocidente. Como exemplo disto temos o sensível Amor à flor da pele, do chinês Kar Wai Wong, e o cultuado Oldboy, do sul-coreano Chan-wook Park.


No entanto, o Vietnã não tem toda essa tradição. País de pouca produção cinematográfica, desconhecida até mesmo pelos cinéfilos mais fervorosos, apresenta, no CCBB, três exemplares de seu raro cinema em sessões gratuitas. Hoje, será exibido Não queime (Dung dot; 2009, 105 minutos, livre). Dirigido por Dang Nhat Minh, um dos principais cineastas em atividade no país, o filme conta a história real da jovem mártir Dang Thuy Tram, que escreveu um diário no fim da década de 1960, durante seu voluntariado como médica em uma batalha. O relato foi encontrado e mantido por 35 anos em posse de Fred, soldado norte-americano. Publicado no Vietnã, os escritos de Dang causam grande comoção social ao revelarem detalhes até então desconhecidos sobre a relação entre Estados Unidos e Vietnã à época da guerra. Me Thao – Era uma vez (Mê Thao – Thoi vang bong; 2002, 108 minutos, livre) é o filme de quarta. Resgatando o Vietnã do Norte do começo do século 20, o diretor Viet Linh estabelece uma bela história de amizade entre Nguyen, rei do estado de Me Thao, e Tam, um talentoso músico acusado de assassinato. Nguyen vê seus planos para o futuro ruírem ao perder a sua noiva em acidente de carro. O governante entra em profunda depressão e suas atitudes arbitrárias comprometem o bem-estar da população de Me Thao. A única pessoa que poderá ajudá-lo é Tam, que encontrou refúgio no reino de Nguyen. A mostra de cinema será encerrada na quinta-feira com Meninas do bar (Gai nhay; 2003, 110 minutos, livre). A vida de garotas imersas no submundo das drogas, prostituição e violência desnuda uma realidade latente da exploração sexual no sudoeste da Ásia. O diretor Lê Hoang a expõe em um filme brutal, realista, e, ainda assim, esperançoso


Serviço:
Evento: Semana do VietnãFilmes, exposição de fotografias, shows de música e dança sobre o Vietnã.
Local: Centro Cultural Banco do Brasil - SCES, Tr. 2, Lt. 22 - Asa Sul
Informações: 3310-7087
Data: De terça a quinta, às 20h30 (cinema), de terça a sexta, às 21h (apresentações do Teatro Nacional do Vietnã)
Preço inteira: Entrada franca (senhas serão distribuídas na bilheteria uma hora antes dos eventos)
De: 20/10/2009
Até: 22/10/2009

Abraços a todos;

Carlos Henrique.

Mostra Dulcina no Espaço Mosaico



A Mostra Arte e Estética leva para o Espaço Cultural Mosaico três espetáculos.
Uma das idealizadoras da Mostra Dulcina, encontro teatral que há mais de 10 anos é realizada em Brasília, a atriz Daniela Gonçalves vem trabalhando neste novo projeto na área. Trata-se do Arte e Estética que, de hoje a domingo, apresenta três performances no Espaço Cultural Mosaico. O objetivo do evento, é promover o intercâmbio entre artistas e o público por meio da acessibilidade de espetáculos representativos. A entrada é franca. O projeto encontra-se em fase de experimentação. É apenas um piloto para um projeto maior que a artista pretende desenvolver. A mostra de monólogos. É uma boa oportunidade de discutir a política cultural do Governo do Distrito Federal e também em âmbito nacional. Um dos destaque do encontro é a atriz paulistana Juliana Galdino, recentemente indicada ao Prêmio Shell de Teatro de São Paulo de melhor atriz pelo espetáculo Comunicação a uma academia, em cartaz na mostra, no sábado e no domingo. É bom dizer que o Prêmio Shell é um dos mais importantes do teatro brasileiro. Só para se ter uma idéia, a atriz disputa com Fernanda Montenegro e Betty Faria. A adaptação e direção do espetáculo fica por conta de Roberto Alvim, a partir de texto do autor tcheco Franz Kafka, a montagem questiona o processo de degradação pelo qual passa o ser humano, a partir da figura de um macaco que tem estranho relato a fazer. A obra de Franz Kafka configura uma metáfora terrível acerca do processo por meio do qual alguém abdica de sua singularidade, e se torna o que não é, apenas para ser aceito. Assim, a tragédia do macaco espelha a nossa tragédia nesta era de aculturação global. O texto nos pareceu tão urgente e relevante nos dias que correm que foi incontornável encená-lo”, segundo relato da atriz, que vive o primata em cena. A dramatização bastante original de um clássico texto do dramaturgo inglês William Shakespeare Sonho Macbeth, atração de hoje e amanhã na programação da mostra, faz uma discussão cênica performática tendo como referência projeções de imagens abstratas e o corpo dos atores.
Quinta e sexta, é a vez de o público conferir o monólogo mineiro Olympia, dramatização da trajetória da peregrina Olympia Cotta, mulher que ajudou a projetar no Brasil e no exterior a imagem da cidade histórica de Ouro Preto. Escrita por Guiomar de Grammont, a peça nos convida a embarcar numa viagem pontuada por memórias e causos que ajudam a ilustrar a história da cultura mineira.


Serviço:
Evento: Mostra Dulcina de Teatro
Local: Espaço Cultural Mosaico (714/15 Norte).
Data: De quinta a domingo, às 20h
Preço inteira: Entrada Franca
De: 20/10/2009
Até: 25/10/2009

Abraços a todos;
Carlos Henrique

Taí uma Boa Notícia

A super banda irlandesa U2 transmitirá ao vivo, pelo Youtube, o show que se realizará no próximo domingo (25/10) no estádio Pasadena Rose Bowl, Califórnia (Estados Unidos). O show terá início as 1h30 da madrugada de segunda-feira (26/10), horário de Brasília. Na programação, sucessos que marcaram os mais de 30 anos de carreira da banda, além das músicas do novo álbum "No Line On The Horizon", lançado em março do corrente ano.
Então não se esqueça. Se você é fã da banda, no domingo você tem hora marcada para estar na frente do seu computador.

domingo, 18 de outubro de 2009

Considerando: Bastardos Inglórios e Distrito 9

Bastardos Inglórios

Bastardos

“Bastardos Inglórios” (2009) trata da vingança do mundo contra Adolf Hitler e seus asseclas alemães em território francês. A vindita tardia é imaginária, mas sem dúvida, deliciosa. Claro, é uma grande bobagem nos contentarmos com a desforra sobre um dos maiores genocidas de todos os tempos de forma tão simplista. Mas com o escritor e diretor Quentin Tarantino, é assim que a banda toca, sem mea culpa, apenas, ame-o ou deixe-o.

A década de 90 representa o nascimento do mito Tarantino. Um cineasta e sua fórmula peculiar para engendrar filmes violentos, sem medo de “desafiar” tabus,  articulando diálogos imensos e inteligentes e redescobrindo astros como John Travolta, que saiu do ostracismo ao interpretar Vincent Vega em “Pulp Fiction” (1994), além desta obra, podemos facilmente destacar em sua “Cães de Aluguel” (1992) e “Kill Bill” – Volumes 1 (2003) e 2 (2004).

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Ótima foto promocional com o diretor e o elenco.

O visceral de suas produções é um dos destaques de “Bastardos Inglórios”, a sequência inicial tem um nível de tensão incrível que chegar a tirar o fôlego. O roteiro bem cuidado que narra o imaginário grupo de extermínio, caçando nazistas sem dó nem piedade é valorizado por um grande e afinado elenco: Brad Pitt (Aldo Raine), Mélanie Laurent (Shosanna Dreyfus), Christoph Waltz (Col. Hans Landa), Eli Roth (Sgt. Donny Donowitz) e Diane Kruger (Bridget von Hammersmark).

Em sua segunda semana em cartaz, é uma boa pedida para aqueles dias em que o sarcasmo está à flor da pele. Bastardos é um daqueles passatempos que a gente ama, Tarantino não é um cineasta daqueles clássicos como Martin Scorsese ou Francis Ford Coppola, mas tem os seus valores e seu status cult garantido. Na Rota: nota 8.

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Papel de parede super legal, clique na figura para baixá-lo.

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Distrito 9

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Peça promocional: Alienígenas proibidos, denuncie aqui.

“Distrito 9” está sendo considerado uma das grandes obras primas de ficção científica de todos os tempos. Eu, myself e Cristiano, achamos um grande exagero. Mas tudo bem, opinião é opinião e cada um que argumente sobre a sua, dando-lhe a devida legitimidade. Se você me perguntar, o filme é ruim? Responderei com a maior tranquilidade: NÃO! Ele é foda, super legal, mas o hype em torno é completamente exagerado.

A produção primeiro chama atenção pela assinatura do produtor Peter Jackson, o “cara”, o neozelandês que fez fama com a fantástica saga “O Senhor dos Anéis”, e naturalmente lucraria com um documentário sobre homens que enxugam gelo na Etiópia ou com a história do corcunda manco que negocia brinquedos sem o selo do Inmetro, contrabandeados do Paraguai e vendidos no centro da cidade.

Outro fato incontestável é o destaque que a internet dá em cima de filmes com a estética documental, ou produzidos com câmera digital, tais como: “A Bruxa de Blair” (1999), “O Olho Que Tudo Vê” (2002), “Extermínio” (2002), “Mar Aberto” (2003), “Vôo United 93” (2006), “[REC]” (2007), seu remake americano “Quarentena” (2008) e “Cloverfield” (2008).

É um “Ó!!!” tão elogioso que às vezes dá no “saco”, um bom exemplo disso é o citado “A Bruxa de Blair”, um dos piores de toda minha vida, sou capaz listá-lo em um bottom 10 com naturalidade. Claro, “Extermínio”, “Vôo United 93”, “[REC]” e “Cloverfield” são exemplos clássicos de que a fórmula dá certo, assim como “Distrito 9”, o próximo desta lista tudo indica que será “Atividade Paranormal” (2009) que estreará nos próximos meses. Assista o ótimo trailer aqui.

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Ok, voltando o foco para “Distrito 9”. A película escrita e dirigida por Neill Blomkamp, descreve o que aconteceria se alienígenas fossem obrigados a conviver com seres humanos. Inteligentemente Neill se afasta de abordagens batidas como a da convivência em “Missão Alien” (1988) ou de escondidos na terra de “Homens de Preto” (1997). O tema discorrido em o Distrito é o da segregação, o diretor revela essas polaroides tão comuns na sociedade, trocando personagens humanos pelos aliens. A história que se passa em Joanesburgo (África do Sul) joga no meio desses confrontos o recém promovido Wikus Van De Merwe, vivido pelo ator Sharlto Copley, em uma confusão que mudará a sua vida.

Diferente e com boas idéias, “Distrito 9” segue Na Rota e leva uma nota 8 com louvor, mesmo bebendo na fonte de filmes como “A Mosca” (1986) e “Robocop” (1987), afinal, todos nós sabemos que “nada se cria, tudo se copia”, até essa frase, que é uma adaptação da máxima de Antoine Lavoisier: "Na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma".

P.S.: Uma prova de transformação é o filme “A Mosca”, que já era um remake de “A Mosca da Cabeça Branca” (1958), e agora, David Cronenberg, diretor desta versão de 1986, anunciou mês passado que irá refilmar, trocando em miúdos é o re-remake, se é que isso pode existir.

Beijos pras minas e abraços pros manos.

Cristiano Porfírio

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Matanza e Gilbertos Come Bacon no Arena [25/10]

FLYER_MATANZA

Matanza (RJ), um das bandas queridinhas dos brasilienses, apresenta novamente na cidade o show do cd/dvd ao vivo “MTV Apresenta Matanza”. É a celebração do country-hardcore criado pelo grupo, é o rock pesado e mulherengo, com cara de mau, murro na cara, pé na porta, whisky, cerveja e cachaça, capitaneado pelo vocalista Jimmy.

É a saga de um grupo que tem mais de dez anos de carreira, quatro álbuns de estúdio e um show sólido, com canções politicamente incorretas como: “Interceptor V6”, “Maldito Hippie Sujo”, “Tempo Ruim”, “Matarei”, “Ela Roubou Meu caminhão”, “Eu Não Gosto de Ninguém”, “A Arte do Insulto” e “Bom é Quando Faz Mal”.

Compareça e divirta-se!!!

Site oficial aqui

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gilbertada O Gilbertos Come Bacon (DF) apresenta seu tradicional e competente show, baseado no seu primeiro trabalho, o ótimo disco homônimo lançado em junho deste ano. A banda de Planaltina tem como base um hardcore com bastante percussão. O som diferente tem chamado a atenção nos palcos por onde tocam. Soaria minimalista rotulá-los, no liquidificador musical do grupo tem samba, hardcore, baião, ska, frevo, rap, marchinhas de carnaval, musicas de baile e sabe-se lá mais o quê, trocando em miúdos: "rabicóre", como a própria banda define.

Site oficial aqui

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Sattva (GO). Eu juro que eu tentei achar uma informação concreta, mas os fragmentos que encontrei na internet, concatenados a minha ignorância em relação ao grupo e desconhecimento da causa, impossibilitaram-me fazer o meu trabalho, que é informá-lo sobre o som dos caras. Foi mal!

SERVIÇO:

MATANZA (RJ), GILBERTOS COME BACON (DF) e SATTVA (GO)

DATA: 25 DE OUTUBRO DE 2009
LOCAL: ARENA F.C.
HORÁRIO: 20:00

INGRESSOS:
300 PRIMEIROS INGRESSOS - 15,00
ANTECIPADOS - 20,00
NA HORA - 25,00

PONTOS DE VENDA:
GTR (111 SUL E 708 NORTE)
VERDURÃO (CONIC)
PORÃO 666 (TAGUATINGA)
ABRIU PRÓ ROCK (GAMA SHOPPING)

INFORMAÇÕES:
9136.2604 / 9280.2618

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Câmara aprova o Vale Cultura

A Câmara dos Deputados, aprovou ontem, dia 14 de outubro, o Vale Cultura. É a primeira política pública governamental voltada para o consumo cultural em nosso país. Até hoje, todas as ações tiveram foco no financiamento da cultura. Com o Vale-Cultura os trabalhadores poderão adquirir ingressos para as mais diversas atividades culturais, tais como cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais. É, portanto, uma política de inclusão social. O projeto tem como objetivo, estimular a visitação a estabelecimentos de serviços culturais e artísticos com benefícios evidentes na promoção da inclusão sociocultural e na agregação de capital simbólico ao trabalhador.
O vale será semelhante já conhecido tíquete-alimentação. Trata-se de um cartão magnético, com saldo de até R$ 50,00 por mês, por trabalhador, a ser utilizado no consumo de bens culturais e/ou atividades culturais. As empresas que declaram Imposto de Renda com base no lucro real poderão aderir ao Vale-Cultura e posteriormente deduzir até 1% do imposto devido. O valor do vale leva em consideração o orçamento familiar do trabalhador e possibilitará o consumo de bens culturais sem onerar o beneficiado.
Mas o texto do projeto, coloca regras e limites para o benefício. Os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos arcarão com, no máximo, 10% do valor (R$ 5,00). Os que ganham mais de cinco salários mínimos também poderão receber o benefício, desde que garantido o atendimento à totalidade dos empregados que ganham abaixo desse patamar. Para esse contingente de salário mais elevado o desconto do trabalhador poderá variar de 20% a 90%. Estima-se que, cerca de 12 milhões de brasileiros poderão ser beneficiados pelo Vale-Cultura.
Estimativas do Ministério da Cultura mostram que o Vale-Cultura pode aumentar em até R$ 600 milhões/mês ou R$ 7,2 bilhões/ano o consumo cultural no país. Além disso, terá o potencial para fortalecer as cadeias produtivas da Economia da Cultura, por meio da geração de renda, trabalho e emprego em setores além do cultural.
O Projeto de Lei que implementa o Vale-Cultura foi originado em estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram a exclusão cultural no Brasil: apenas 14% da população brasileira vai ao cinema regularmente, 96% não frequenta museus, 93% nunca foi a uma exposição de arte e 78% nunca assistiu a um espetáculo de dança. Ou seja, em nosso país, existe um verdadeiro exército de excluídos da cultura. Uma verdadeira legião de brasileiros onde os salários dos quais mal dá para pagar as contas e comer. Como ir então a um show, uma peça, uma exposição de arte, etc...? Fala-se muito dos excluídos da escola, do mundo digital, mas com tais números, observamos que existem os excluídos da cultura.
Como a empresa não será obrigada a conceder o Vale-Cultura, o MinC (Ministério da Cultura)aposta nas parcerias e benefícios concedidos para fortalecer a iniciativa. De um lado, estão as empresas de lucro real, que podem deduzir até 1% do Imposto de Renda devido, de outro estão diversas centrais sindicais que já demonstram a intenção de incluir nas negociações coletivas o Vale-Cultura.
Os incentivos fiscais (1% do Imposto de Renda devido) concedidos às empresas de lucro real que optarem pelo Vale-Cultura não concorrem com os benefícios concedidos via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouannet. Aqui vai um exemplo: Uma empresa que desconta, por exemplo, 4% para a referida lei, poderá apoiar a Cultura também por intermédio do Vale-Cultura. São políticas que se complementam no esforço de diminuir a exclusão cultural no Brasil. A partir da implementação do vale as empresas poderão apoiar paralelamente a produção e o consumo de bens culturais.
É evidente que tal lei é importante e sua aprovação na Câmara, constitui uma importante conquista do povo brasileiro, em especial, dos trabalhadores. Uma iniciativa governamental louvável. Entretanto, não basta apenas aprovar tal projeto. É preciso que no futuro, e próximo, o Vale Cultura se torne obrigatório para todas as empresas e também dentro do Serviço Público e não apenas optativo, como está no texto do PL (Projeto de Lei).
Vale dizer, que embora tenha sido vencida a etapa de votação na Câmara, antes de virar lei, o PL vai para apreciação no Senado e posteriormente à Sanção do Presidente Lula.

Abraços a todos;
Carlos Henrique.

Comemore os 18 anos do CULT 22 [A Festa]

Rock e pop sem discriminação - 18 anos – A Festa
Sábado, dia 17 de outubro, às 22h, no Gate´s Pub (403 Sul).
Rock e pop de todos os tempos com os DJs Marcos Pinheiro, Abelardo Mendes Jr. e o convidado Carlos Marcelo + telão com videoclipes.
Entrada: R$ 10,00 (até 0h) e R$ 12,00 (após). Entrada franca para os 20 primeiros que entrarem no Gate´s Pub.
Mais informações: http://www.cult22.com/
Prestigie!!!
Saiba mais:
Concebido pelos jornalistas Marcos Pinheiro e Carlos Marcelo, o programa Cult 22 estreou pela Rádio Cultura FM (100,9MHz) no dia 4 de outubro de 1991 com a proposta de tocar o rock e o pop de todos os tempos, em variados estilos. Daí, seu slogan "Rock e pop sem discriminação", onde pode-se ouvir, ao longo dos programas, do rockabilly ao death metal, passando pelo progressivo, psicodélico, glitter, hard, heavy metal, punk, gótico, garage bands, grunge, alternativo ou, simplesmente, o pop. Desde sua criação, o Cult 22 nunca mais deixou de ser transmitido, sempre semanalmente, todas as sextas-feiras, às 22h, com quadros diversos, informações, promoções, entrevistas, agenda de shows e muito mais! A partir de fevereiro de 2003, o programa passou a ser produzido e apresentado por Marcos Pinheiro e Abelardo Mendes Jr. E, em abril de 2006, passou a ter três horas de duração.

Nos vemos por lá e um abração!
Cristiano Porfírio

Resultado do sorteio e uma surpresa [homenagem]

BannerRenatoRusso[11]

Veja se você foi dos sorteados para a peça do Renato Russo em Brasília! Foi? Parabéns! Senão foi contemplado, logo abaixo uma boa notícia para você:

Nome Telefone
Jade Moura Medina ****-8685
Renata Neris dos Santos Losilla ****-8821
Stefany Cristiny de Paula Andrade ****-5999

Serviço para a peça no sábado:
Espetáculo “Renato Russo - A Peça”
Dia 17 de outubro (sábado) as 21h
Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Ingressos à venda no balcão MaisBrasília Card (Brasília Shopping)
Valores:
Poltrona gold: R$ 50,00 (meia)*
Poltrona gold lateral: R$ 50,00 (meia)*
Poltrona vip A: R$ 40,00 (meia)*
Poltrona vip B: R$ 30,00 (meia)*
Poltrona superior: R$ 20,00 (meia)*
*Preços promocionais referentes à MEIA-ENTRADA sujeitos a alteração sem aviso prévio.
Informações: BrasíliaMix 3242-9614 / ParkShow 3364-0000
Classificação Indicativa: 16 anos

SURPRESA!!!!

Domingo você pode curtir a peça “gratuitamente” na 1ª mostra Renato Russo – homenagem a um dos maiores ícones do rock brasileiro:

Os eventos acontecem no Teatro Dulcina, sempre as 20h, segundo informações da produção.

Anncio_Tributo a Renato Russo (2)Nos vemos por lá.

Abração!

Cristiano Porfírio

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nota de Esclarecimento acerca do show Hevo84 e Imaginária

As indagações que foram criadas em torno da publicação de nossa amiga Michelle Macedo (aqui), em relação a fatos ocorridos no show das bandas Hevo84 e Imaginária, produziram uma réplica por Nana Bittencourt, que faz parte do staff da Reverso Produções, organizadora do evento.

Leia abaixo a nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Meu nome é Nana e eu faço parte da Reverso Produções de Brasília, uma das responsáveis pelo show do Hevo 84 neste último sábado (10).

Em primeiro lugar, agradeço em nome de toda a produção do evento pela nota aqui no NRDR. Para nós é muito importante ter esse feedback pós-festa. Venho aqui esclarecer alguns dos pontos levantados. Não demos esclarecimentos antes pois só tivemos ciência deste post por agora, e ainda assim não havíamos sido procurados para falar sobre o assunto.

Sobre a proibição do consumo de bebidas alcoólicas e cigarros, essa foi uma exigência da empresa de segurança, tendo em vista que o público esperado era, em sua maioria esmagadora, menor de idade. A equipe de segurança entrou em acordo com o Estação 10 e, entre eles, foi combinado que seria proibida a venda ou o consumo desses produtos dentro do evento. O Estação 10 tem liberdade para tal, pois, independente de qual seja o evento, o bar é sempre deles (e não das produtoras que organizam as festas).

Era exigência também da segurança que cordões ou objetos que fossem considerados de risco deveriam ser deixados antes de entrar no evento. Como muitas pessoas não tinham aonde deixar esses objetos, acreditamos que seria respeitoso com o público guardá-los na bilheteria. Porém, foi deixado claro que nós não nos responsabilizaríamos pelos mesmos.

Já a comunicação de pessoas de dentro do evento com quem estava de fora, através da grade de segurança, é algo que a equipe de segurança sempre impede de acontecer, em todas as festas ou shows que acontecem no local. Possivelmente para evitar que
pessoas pulem a grade, troquem objetos ou coisas do tipo.

Assumimos aqui a falha na segurança, contratada em número muito menor do que o necessário. Realmente não esperávamos que a quantidade de pessoas no evento seria tão grande. Haviam seguranças sem uniforme porque durante o evento percebemos a necessidade de mais homens, que foram chamados de última hora. E fomos obrigados a fechar a bilheteria do evento atendendo a uma solicitação da equipe presente, que ainda com o reforço não podiam ter controle sobre todos os presentes.

Se as bebidas não foram suficientes, não foi falha da produção. Repito: o bar dos eventos do Estação 10 é do Estação 10. Problemas estruturais da casa são da nossa responsabilidade, e por isso concordo com os pontos levantados aqui. Digo ainda que sei que todas as falhas relacionadas ao bar e ao banheiro, por exemplo, não são coisas que acontecem com frequência no local. Já fui a muitos eventos lá e nunca presenciei a falta de bebidas ou coisas do tipo. Posso afirmar que provavelmente a casa não estava preparada, assim como nós, para receber tantas pessoas naquele dia.

Sobre o tempo de apresentação da Hevo 84, infelizmente este é um ponto em que nós não nos envolvemos. Creio ser de responsabilidade da banda a apresentação dela, e forçá-los a tocar mais ou menos não cabe a nós. Se o tempo de apresentação foi insuficiente, acho que isso deve ser levado à banda, para que nas próximas apresentações não volte a acontecer dessa forma.

Chegar a um público de 800 pessoas num show independente em Brasília não é algo muito comum e acho justificável a surpresa de todos os envolvidos na produção com a quantidade de pessoas presentes no sábado. Foi uma iniciativa totalmente independente, sem nenhum tipo de patrocínio ou apoio financeiro. Aliás, ao contrário do que foi citado aqui mais cedo, nós não somos pessoas jurídicas – somos uma produtora (totalmente) independente. Contar com a presença de tantas pessoas foi algo fundamental para nós.

Quem acompanha os eventos realizados pela Reverso, sabe que o tipo de problema enfrentado neste último sábado não é algo que acontece nos nossos shows. E por outro lado, reconhecemos os erros ocorridos por falhas nossas, e os assumimos em nome dos envolvidos com a produção desse show. Me coloco à disposição para qualquer dúvida ou esclarecimento a respeito desse evento. Posso garantir que nada parecido acontecerá no Circuito HC, e esperamos todos vocês lá daqui duas semanas.

Abraços!

Nana Bittencourt - (61) 9111-3644
bittencourt.nana@gmail.com
REVERSO PRODUÇÕES

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Herbert De Perto [Assistimos]

HerbertObstinado, provavelmente esse é o adjetivo que se encaixa perfeitamente ao paraibano Herbert Vianna, 48, líder dos Paralamas do Sucesso. Pensando bem, líder pode soar pretensioso em uma relação social e/ou musical, onde a amizade está sempre em evidência, mesmo em situações extremas, que resultam em torná-la mais forte.

Herbert de Perto, dirigido por Roberto Berliner e Pedro Bronz, trata-se de um documentário que destaca e amplifica nossos sentimentos em relação ao protagonista, mesmo que você não curta o som do grupo, deve ao menos respeito, ao vocalista e guitarrista de uma banda super importante para a história do Brock.

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A banda e os diretores

Os diretores ao retrarem o timeline da vida de Herbert, que naturalmente se confunde a dos Paralamas, não estão interessados em construir um mito, e sim, focar em um indivíduo trabalhador, que busca conquistar o que deseja. Para ilustrar, em uma gravação de Herbert no passado, impressionantemente, o músico teoriza como se soubesse do acidente que iria acontecer em 2001, mudando sua vida para sempre e que causou a morte de sua esposa Lucy: “Eu acho que eu consegui todas as coisas que quis, e não vejo nada assim que queira e eu não me sinta capaz de conseguir. Acho que mesmo se a gente parasse e acontecesse uma tragédia, eu ia começar de novo, ou música ou alguma outra coisa e ia conseguir tudo de novo”.

cartaz_herbert.jpg[1]Cronologicamente, o documentário dá maior enfoque ao período que vai do ano de 1983 ao de 2005. Além do fatídico acidente, exposto pela importância e não por sensacionalismo, o filme exibe as conquistas, por exemplo, do primeiro Rock In Rio (1985), que colocou os Paralamas na vitrine, a repercussão de discos como Selvagem? (1986) e Vamo Batê Lata (1995) e a carreira internacional que começou na Argentina e foi conquistando o resto da América Latina.

A produção em tons pastéis, ora em tons quentes, narra a trajetória de um profissional, músico, pai e amigo, corroborada por depoimentos dos colaboradores Dado Villa-Lobos (Legião Urbana), Fito Paez e Charly Garcia – cantores argentinos – e José Fortes – empresário do grupo e o quarto integrante dos Paralamas, pelos médicos Paulo Niemeyer e Lúcia Willadino, bem como dos membros da família Vianna, os pais Hermano Vianna e Tereza Vianna e do irmão Hermano Vianna, dentre outros. Inteligentemente amarrando as pontas com cenas de shows e estúdio, da família – Lucy e as crianças – e bastidores, além do corte em alguns momentos que foca em Herbert assistindo a gravações antigas que lhe desafiam a memória e produz comentários sinceros, Herbert De Perto é emocionante, divertido e obrigatório para os fãs do vocalista/guitarrista, da banda, de documentários de música, amantes de rock nacional e serve inclusive, como instrumento de auto ajuda ao mostrar uma história de superação.

Recomendo, sempre na rota. Nota 8,0.

Saiba mais: site oficial do filme (aqui) / site oficial dos Paralamas (aqui) / trailer (aqui) / entrevista com os diretores (aqui).

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SoSuechtig, Burajiru