quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Biquini Cavadão _80 \Vol.02

Como fugir da linha tênue entre o mercadológico e o bem intencionado? Em 80 - Vol. 2, o Biquini casa muito bem as intenções de produzir um trabalho que atraia receita e honenageie uma década super importante para o Rock brazuca.

Li algumas críticas que acusam a banda de buscar o caminho mais fácil, indo direto ao ponto em versões de músicas sem desafios, já conhecidas em sua grande maioria pelo público. Em minha opinião a escolha do setlist em nada atrapalha a diversão, claro, existem alguns problemas de percurso como a versão açucarada de Infinita Highway (Engenheiros) e a desastrada Romance Ideal (Paralamas), destroçando uma canção clássica do grupo carioca, talvez a força do arranjo tenha sido diluída por uma participação pífia, sem contexto musical.

Acompanho esse trabalho desde seu embrião, conversei e troquei muitos e-mails com Bruno acerca, infelizmente não pude ir ao show, mas o produto final é de total bom gosto. A banda abraçou com fervor o projeto, promovendo com competência a releitura de canções que já fazem parte do subconsciente de todos que já ouviram qualquer uma das executadas.

Em relação as participações especiais, ao tomar conhecimento das mesmas, admito que tomei um susto, o Hudson por ser sertanejo, a Cláudia do axé, o Tico e Egypcio mesmo sendo do rock, não me agrada o trabalho de suas bandas. Dando a mão à palmatória, Hudson deu um show à parte em Revoluções por Minuto, Tico e Egypcio foram essenciais à recriação de Índios e Envelheço na Cidade respectivamente. Em relação à senhora Cláudia repito, o romance pode ser ideal, mas a partipação totalmente irreal. Em relação às participações, esquisito terem acontecido pelos telões, visualmente ficou bonito, mas bastante impessoal, apenas Hudson subiu ao palco. Se foi uma escolha da produção, tentando criar algo diferente, eu não gostei, prefiro o famoso bordão Faustiniano, quem sabe faz ao vivo.

Das releituras se destacam: Inútil, Revoluções Por Minuto, Humanos, Índios, Teoria, Até Quando Esperar e Envelheço na Cidade. Perfeitas! As outras também possuem seu interesse e vale lembrar a surpresa agradável de duas internacionais Overkill do Men At Work e Tainted Love do Soft Cell, ambas ficaram irrepreensíveis!

A disposição da banda no palco, o bonito telão, o cuidado nos arranjos, tudo serviu como uma luva, nos presenteando com um ótimo DVD, tecnicamente perfeito, som equalizado e distribuído, ótima edição de imagens, pecando apenas pela falta de legendas e um menu sem ousadia. Dos extras destaca-se o Making Of e o Faixa a Faixa que nos dá uma ampla visão do projeto e da escolha das canções. Os demais extras servem para compor o trabalho, Na Estrada é legal, Fãs é tosco, não é possível que ninguém soubesse cantar ou pelo menos possuísse um pouco de afinação, se o desejo era editar uma versão bizarra do programa Ídolos, conseguiram. Gostei muito do encarte que informa qual a banda e disco são as responsáveis pelas gravações originais, ajuda na busca dos novos interessados pelo abundamente rock nacional dos anos 80.

Em suma, um ótimo DVD para curtir e compartilhar com a família e amigos. Valeu Biquini e nos vemos na Estrada!

2 comentários:

*~Hannah Islanne ~* disse...

Cara nem me lembre que não deu pra gente ir na gravação =/
Detesto quem fala mal de Biquini,os fãs do C.I amam fazer isso!
Fato que amo mais Biquini q C.I mais as coisas que falam são na maioria infundadas!
Brigo mesmo ausuahs

Carlos Henrique. disse...

Achei esse lance de mesclar o trabalho com músicos de outros estilos. O que mostra que cada vez mais a música brasileira se mistura. O Biquini deu um show ao tomar tal atitude.

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